As personagens dessa história da vida real são o inglês Paul Flanagan e seus filhos, Thomas e Lucy. As lições abaixo descritas? Vêm de Paul, assim que descobriu que tinha câncer em estado terminal. Acredito cegamente que todas elas sirvam muito mais do que apenas para seus dois filhos. Decidi compartilhar.
ENJOY!
. Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.
. Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.
. Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.
. Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.
. Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.
. Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente.
. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.
. Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se
for pego, coloque suas mãos para cima.
. Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.
. Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.
. Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.
. Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.
. Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.
. Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.
. Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.
. Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.
. Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.
. Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.
. Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.
. Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.
. Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.
. Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.
. Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.
. Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas são corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.
. Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.
. Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.
. Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!
. E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.
A matéria pode ser lida na íntegra no site da Revista Época.
SaiDaqui!
Ahhh, o verão.
Aquela época delícia de pegar o carro 1.0 sem ar condicionado ou vidro elétrico, encher com cadeiras de praia enferrujadas, bolas remendadas e guarda-sóis de marca de cerveja. Chamar a sogra, o vizinho e o papagaio para a viagem dos sonhos, pegar o isopor velho, encher de bebidas alcoolicas e cair na estrada.
Engarrafada, porque é alta temporada e TODO MUNDO teve a mesma ideia que você. Gênio.
Cantar mamonas assassinas enquanto dirige, a sogra querendo parar em todos os postos de beira de estrada para fazer xixi e chegar quatro horas mais tarde que o previsto no tão esperado apartamento da praia.
Aquele que, na foto, era todo decorado, mobiliado, tinha sauna, piscina, rede, cama sobrando, bem localizado, quase no pé da praia e custava um terço quando comparado ao preço dos outros que você havia cotado. Uma agulha descoberta no meio do palheiro.
É claro que a pechincha da sua vida não é um milagre. Tem sofás de alvenaria, cheira à mofo e os colchões estão mais para colchonetes. O chuveiro sai pouca água, a sala tem duas goteirinhas quando chove e a porta sempre emperra (para essa, damos um desconto pela maresia). A ótima localização é no meio de uma estrada de terra onde ninguém se arrisca caminhar sozinho, mas nada estraga seu bom humor. E a alegria de encontrar uma prancha velha de isopor esquecida pelos hóspedes anteriores, onde fica? Muita emoção.
Quiosque de praia, aquele delicioso espaço conquistado depois de meia hora de espera no sol intenso, enquanto você já conseguiu perder 2 dos seus 3 filhos e sua sogra já decidiu dar o ar da cratera da lua que ela chama de bunda para TODOS verem. Isso quando ela não pede para que você passe o bronzeador nela. UFA. Sua mulher sendo paquerada pelo garçom do quiosque e você olhando aquele monte de tia gorda que decide usar fio dental justo aquele dia. Nenhuma se parece com as da propaganda da TV.
À noite, mil duzentas e noventa e nove barracas de feirinha com as mesmas coisas para olhar, e é claro que sua mulher quer vê-las TODAS. Trezentos sorvetes para matar o calor dos filhos que nadaram o dia todo na praia e estão de olhos, buchechas e ombros vermelhos.
E daí que nada disso deve importar: Você está de férias. A intenção TODA é ficar perto de quem se gosta. Que um lugar para dormir e tomar banho baste para sorrir. Que nunca falte uma cerveja gelada em sua mão. Nem uma piada nova ou velha que valha a pena ser dita. Uma outra pessoa para conhecer, fazer amizade, começar a gostar.
E que você sempre encontre amor com bom humor. Que seja sempre a melhor viagem de sua vida, porque você sabe que basta estar disposto para tal.
PS: Feliz 2012, e um ótimo verão à todos. Eu? Estou em Natal, fazendo mais uma das melhores viagens da minha vida, com pessoas que amo muito. Obrigada à todos os leitores pela presença, e voltem sempre. Vocês são a essência do SaiDaqui. SEUS LINDOS.
SAIDAQUI!
Ganhei de presente por e-mail. Ri e chorei litros. Emocionei toneladas. Ganhei város cogumelos verdes.
(Es)Condida na candura do amor
Contida na correria do dia a dia
Cândida no olhar, principalmnte no sorriso
Ardida no coração de saudades do que ainda não foiMandixa, lagartixa, mandyoca, paçoca
De pés descalços e olhos fixos no presente
Pensamento na lua e atitude honesta, nua e crua
Seu brilho ilumina, fascina e apaixona…De sorriso fácil, marcante, exuberante
Pinta as cores da vida com pés descalços
E não esquece de enfrentar os percalços
Recarrega, reggae-rrega, levanta e brilhaNunca sabe o que dizer, não sabe o que falar ao certo
Mas quando fala, emociona, marca e apaixona
Menina, moleca, criança crescida
Cavalga nas ruas da vida, amazona aprendidaEscala as paredes do mundo sério
Com cabelos esvoaçantes de moleca
Sempre responsável, séria e batalhadora
Vence sem deixar de ser a linda tia panqueca
(com tinta na ponta do nariz)Mandioca, paçoca, dorminhoca, pipoca
Mandixa, lagartixa…
Mandinha, docinha, sapinha, rainha
Obrigado por ser nossa anjinha.
Para os que ainda não sabem, eu fiz uma cirurgia estética no último dia 06/12.
Em primeiro lugar, devo infinitos agradecimentos à todas as pessoas que me entenderam e apoiaram a decisão que tomei. Acho que a vida é feita de dois tipos de pessoas: as que fazem o que acham certo e as que vivem se justificando por não terem feito.
Menos de uma semana depois da cirurgia, ainda com todos os pontos, tomando vários remédios, toda embrulhada por cintas nada sexy e apertadas, um pouco dolorida e toda roxa, eu afirmo: ESTOU FELIZ E SATISFEITA.
Era algo que eu queria muito (há muito tempo) e finalmente realizei. Com um profissional maravilhoso que já conhecia: bem humorado, simpático, BOM no que faz e sincero em suas opiniões. Se há um cirurgião plástico para quem tiro o chapéu, é o Dr. Fabrício Yui (e TODA sua maravilhosa equipe)! Se você pensa em algum dia modificar algo que lhe incomode em seu corpo, aceite meu conselho: ele é MAIS do que indicado e capacitado para fazê-lo(a) feliz com o resultado.
Acho que entre todos os meus familiares e amigos, eu era a pessoa mais tranquila no dia da operação. Tudo correu muito bem e tranquilamente. Segundo o próprio médico, os resultados foram ainda melhores que o esperado. E claro que parte do mérito também é meu: consegui emagrecer 8kg com muita força de vontade antes do grande dia.
Uma anestesia geral e duas horas de cirurgia depois, acordei na sala de recuperação com um sorriso no rosto. Não sentia muita dor e sabia que não tivemos surpresas ou complicações. Desde aquele momento fiquei curiosa para saber como meu corpo ficaria.
Bom, ainda não sei. Esse resultado pode durar meses. Minha curiosidade (e a de vocês) vai ter que esperar.
Fato é que em 3 dias, eu já conseguia ir ao banheiro, sentar e levantar sozinha e as dores diminuiam gradativamente (ainda o fazem). Estou sofrendo muito menos do que me preparei psicologicamente para sofrer, acho. Hoje retiro os pontos (14 pequenas incisões, 2 pontos cada) e terei mais orientações sobre o pós operatório.
O que posso dizer? Que na primeira vez que tirei a cinta completamente para tomar banho, mesmo toda inchada, dolorida e roxa, já percebi uma GRANDE alteração no meu corpo. Minha cintura está bem mais fina, a barriga bem retinha, sem sinais de gordura localizada. Minha silhueta está com um formato violão que eu julgava impossível de ter um dia e meu bumbum está maior e mais empinado.
Não busco um corpo perfeito; nem o quero, que fique claro. Mas nunca me aceitei. E talvez esse seja o começo de uma nova vida, onde eu possa ser feliz comigo mesma. Gostar do que vejo no reflexo do espelho.
Eu? Estou MUITO feliz. Se você vai gostar ou não do resultado, para mim é um mero detalhe
SaiDaqui!
Hoje me ensinaram que a melhor maneira de agrader é apenas dizer obrigada.
Então, OBRIGADA à todos por serem tão lindos e maravilhosos comigo.
Retorno assim que possível, com novidades. SaiDaqui!
Acho que a coisa mais difícil na vida para mim, sempre foi aceitar meu corpo. Sempre MESMO.
Tenho traumas de infância, quando as outras crianças me chamavam de gorda e eu batia em todas elas. Também tenho trauma de um regime muito drástico que fiz muito cedo, me causando além de bullying por ser muito magra e peitos pequenos, sérios problemas de saúde.
Fato é que aos quinze anos, eu já tinha gastrite e cinco casos graves de desmaio por fraqueza (um inclusive com início de ataque epilético). Entrei em depressão. Me escondi do mundo em roupas largas, pretas e nada femininas.
Ir à praia sempre foi um pesadelo: biquini nem pensar. Vivo até hoje escondida atrás de shorts, blusas e cangas. Desde sempre escondendo o que me incomoda.
É péssimo admitir que minha genética não ajuda, e que se eu não me controlar para sempre, vou viver esse efeito sanfona depressivo a vida toda.
Minha mãe sempre deu risada, dizia que era coisa de adolescente. Eu também achava, pra ser sincera. Mas a adolescência já passou e meus traumas só pioraram.
O que fazer? O que me faz feliz, obviamente. E se ao olhar no espelho, eu não consigo gostar do que vejo, nem o papa me convenceria do contrário.
Não, esse não é um post sobre “querer confete,” e sim sobre aceitar-me. Até porque, não sei MESMO lidar com elogios. Se você tem algum, agradeço imensamente, mas peço que guarde para si mesmo(a).
Tenho uma marca de nascença visível na parte esquerda do rosto/pescoço, que nunca me incomodou. Tenho nariz grande, orelhas grandes: também nunca me causaram desconforto. Tenho mãos de criança e pés minúsculos: para ser sincera, os adoro. Nunca reclamei do meu cabelo, nem das minhas pernas. Nunca quis ter uma cor de olho diferente ou boca mais sexy.
Nunca fui a mais linda da turma, e nem pretendo. Eu particularmente gosto de ter primeiro um cérebro, e depois um corpo. Não tenho problemas em ser a “bonitinha simpática”, desde que EU goste do que vejo ao tirar minha própria roupa.
Fui altamente criticada e julgada quando coloquei próteses de silicone nos seios, em 2008. Eu tinha 20 anos e toda a certeza do mundo. Batalhei pelo dinheiro, li sobre o assunto, conheci os riscos, conversei com os melhores médicos e investi em decotes e sorrisos que me impediram de continuar escondida atrás de roupas largas. Óbvio que os elogios aumentaram, mas eles foram consequência do bem estar e auto-estima que EU sentia. Arrependimento ZERO.
Para os que ainda não sabem, também tenho uma tatuagem gigante, que se inicia no braço direito e depois de passar pelas costas, desce até a coxa direita formando um lindo painel oriental. Sou apaixonada por ela e tenho o maior orgulho de mostrá-la para as pessoas. Mas a vergonha também sempre fala mais alto. Entre deixar alguém ver as gordurinhas localizadas e mostrar minha obra de arte, continuo me escondendo atrás de panos largos.
Até que eu cansei de sentir vergonha. Voltei a me exercitar e descontei no boxe todas as minhas frustrações. Voltei a comer direito, em horários certos, coisas mais saudáveis. Adotei o lema “Comer metade, exercitar-se o dobro e sorrir o triplo”.
Tem funcionado. Em pouco tempo e 8kg mais magra, sou capaz de gostar mais do meu corpo. Daquela beleza que eu já tinha perdido dentro de mim. Que eu havia esquecido que existia.
Eu me cuido mais, faço as unhas, cuido do cabelo. Uso maquiagem, roupas mais bonitas, acessórios divertidos. Não tenho mais vergonha que me notem por aí. Tudo reflexo de ESTAR bem.
E há dois anos tenho avaliado a necessidade/possibilidade de fazer uma lipoescultura. Remodelar as partes do corpo que exercício físico nenhum podem fazer por mim. Entrar na faca, sentir dor, correr alguns riscos, ter algumas cicatrizes e muitos comentários/julgamentos alheios. Talvez pagar a cirurgia além de doer no bolso signifique também comprar algumas brigas.
É fútil? Vaidoso demais? Caro? Desnecessário? Perigoso? Precipitado? Já pensei em tudo isso, e acho que tomei a coragem suficiente para dizer que realmente não me importo com o que você pense. Eu mereço me sentir bonita e ser feliz, e é isso que estou fazendo.
Eu opero semana que vem, dia 06/12/2011. Agradeço todos que torcerem por mim, e pela minha felicidade: Vocês são o motivo desse post, já que satisfação eu não devo para ninguém. Se eu tenho medo de morrer? Não. Só tenho medo de não ser feliz.
Sensação de frio no estômago, sorriso estampado no rosto e contagem regressiva. Quem me acompanha?
SaiDaqui!
Fuçando minhas coisas por aí, achei um texto que um GRANDE amigo fez pra mim há tempos atrás e acabei esquecendo de publicar. Chorei de novo ao ler, só pra variar. Denis, apenas OBRIGADA, já que nunca sei o que dizer ao certo. ^^
Viver são várias aventuras e a Amanda dá a impressão de que quer viver cada uma delas.
Ou pelo menos a maioria.
Essa moça fez uma mistura interessante na vida: intensidade com responsabilidade. Sabe batalhar por conquistas, ter objetivos, tirar o melhor da dor e do amor.
Aproveita cada experiência como se fosse única e algumas delas até são.
Nunca se esquece que existem aquelas experiências para serem vividas a sério e pelo tempo que durarem.
Tem convicção que não dá pra saber o que vai acontecer amanhã mas está ansiosa para descobrir.
É corajosa!
Tem dúvidas mas procura saber as respostas, sem medo.
Procura sempre o bem, por isso tem um mundo aberto, sincero e verdadeiro.
Quem é bem vindo na vida dela sabe o quanto vale a pena.
Esse blog é um pedaço da aventura que a Amanda mostra pra gente fazer parte.
Muitas outras provavelmente estão acontecendo enquanto você lê esse texto e, quem sabe um dia, chegam até aqui.
Se liga que ela é foda!
Amanda Armelin by @_diosanto
Acho que só quem é minha amiga de verdade como a @ohceus consegue me aturar na vida real. No dia a dia. Na idiotice. Nos ataques de riso inesperados. Na bobose. Nas crises de choro, de comilança, de histeria, de bom humor logo cedo (o que ela MAIS odeia).
Fato é que ser minha amiga é sinônimo de sofrimento diário. Eu ainda vou escrever um livro de tudo que apronto com ela. Juro. Por agora, ficam apenas alguns gostinhos do que ela passa comigo (e vice-e-versa) quase sempre…
***
Recém nos conhecíamos, pessoalmente.
Déia bebe a cerveja do meu copo, e no momento que ela me entrega de volta, eu pergunto, com cara MUITO séria e preocupada:
- Você tem herpes?
Ela, toda constrangida pela pergunta e assustada, responde rápido:
- Claro que não!
Eu, com uma piscadela no rosto respondo:
- Agora tem!
Espanto seguido de risos incessantes.
***
(Recém nos conhecíamos, por e-mail)
Déia – Ai Amanda, ando tão puta da vida com fulano e beltrano, porque isso aqui, aquilo acolá, e não sei mais o quê, e isso não tá bom aqui, e aquilo ali, bla bla bla whiskas sachet.
Amanda, em tom sério – Sabe Déia, eu tenho desses dias também, onde tudo parece estar ruim e tal…Mas aprendi um exercício muito bom que sempre funciona. Faz assim ó: Feche os olhos, tape os ouvidos e a boca com as mãos e prenda a respiração pelo máximo de tempo que aguentar, pensando mentalmente: “quando eu explodir e morrer, passa!”
Déia – AI SUA FILHA DA PUTA. Eu aqui, que nem uma idiota fazendo o exercício achando que ia dar super certo, e acabo tendo uma crise de risos
***
(Eu levei a Déia conhecer a casa de uma das minhas melhores amigas de Americana, que tem uma cachorrinha idosa, cega, minúscula, manca, sem dente e com a língua caída pra fora da boca – Paola o nome dela. Um amorzinho de rato com pêlo cachorro)
Todos da família da minha amiga na sala. Déia toda empolgada pra conhecer a Paola, que chega no colo do irmão da minha amiga. Ela, toda sem graça pela aparência da cachorra, diz um “aii, que bonitinha” com um sorriso amarelo.
Ele então, tem a infelicidade de virar o outro lado da pequena Paola e dizer: “olha a linguinha dela, que bonitinha”
E o que a SUPER EDUCADA Déia faz? TEM UM ATAQUE DE RISOS, deixando um climão manero na sala.
***
(Já tínhamos essa MERDA de intimidade. Eu recém tinha voltado de Americana, e ela, por e-mail)
Déia – VOCÊ É UMA LAZARENTA, BISCATE, FIADAPUTA MEMO
Amanda – Também te amo, mas o que eu fiz dessa vez?
Déia – Toda vez que você vem pra cá, meu lado OGRO arrotante desabrocha. Aí você vai embora e eu esqueço de ligar a chave “menininha” de novo. O que eu fiz? ARROTEI NA CARA DO MEU CHEFE. Se eu for demitida, a culpa é sua! Vai ter que me aguentar e sustentar.
Preciso dizer que eu tive uma crise de risos?
***
Déia, toda feliz pra contar suas peripécias sexuais, por telefone, em horário comercial:
- Ai amiga, peguei um policial delícia! Nem te conto. Afe, fiquei até sem fôlego com aquele lá. Mas né? Eu TINHA que dar um dos meus foras.
- Lá vem, o que você fez dessa vez?
- Mandei um “ai, adoro homem fardado” com a cara mais sexy que eu consegui fazer pra ele. E sabe o que ele respondeu?
- O quê?
- Mas eu não uso farda meu bem, sou polícia civil.
QUEN QUEN QUEN QUEEEEEN
***
Déia, no meio de uma crise de bobose e ataque de risos, por telefone, no fim de semana:
- UAHIAUHAIAUHAIUAHAIUAHAIUAHAIUHAIAUHAIAUHAA
- Oi, tudo bem?
- HAOUAHAOAUHAAOUAHAOUAHAOAUAHAOUAHAOAUHA
- HOAUAHAOUAHAOUAAHAOUAHAOAUAHAOUAAHAOUAH
- Mano, tô com bobose.
- Percebi.
- Sabe o que é?
- Hm.
- Eu saí falando pra todo mundo, super orgulhosa que eu ia no teatro de um filho de um comediante famoso.
- Tá, e daí?
- É que o standup era do Lucio Mauro FILHO, e eu disse pra todo mundo que ele era o filho do XICO ANÍSIO!
- HAOUAHAOAUAHAOUAHAAOUAHAOAUHAOAUAHAOUAHAO
***
Eu, no carro, com a Déia. Vidros fechados.
Déia – BURP (arroto) Hahahaa, sua idiota, arrotei.
Amanda – Trollface olhando de volta
Déia – PQP SUA FILHADAPUTA, CÊ PEIDOU?
Amanda – Cheira sua parte aí, pra acabar logo. E pra parar de ser idiota, pensando que pode arrotar mais que eu.
***
Pois é amiga. Obrigada por me aguentar
Agora SaiDaqui!
Passei o dia todo pensando em algo que demonstrasse tamanho amor que tenho no peito por ti.
Tentei começar vinte e oito vezes um texto de maneira chique, inteligente, engraçada ou amorosa só pra ti.
Queimei uns vários pares de neurônios pensando COMO te abraçar, mesmo estando tão longe.
Bolei planos mirabólicos pra encontrar outras maneiras de dizer que te amo sem dizer “eu te amo”.
E confesso que até chorei um pouco. Ainda não sei se de saudade de ti ou tristeza por não estar perto num dia tão especial (acho que um pouco de ambos).
Mas a verdade é que eu fico toda bobona quando é pra escrever algo tão pessoal.
Então vai o que a cabeça pensar mesmo né?
Primeiro, que eu daria tudo para estar aí, pertinho dos seus olhos, dos braços; do coração. Tenha a certeza que, se eu pudesse, não estaria assim tão longe.
Mas também escrevo para lembrar que amor é algo que não conhece distância. E que de outra forma, eu estou mais perto do que você imagina. Que todo esse meu amor atravessou tempo, mágoas barreiras, distâncias, e ainda assim, só se fez aumentar.
Porque amor não se explica. Não se mede. Não se cobra.
E eu, tenho o maior orgulho do mundo em poder te chamar de mãe. Minha mãe, meu amor eterno.
Mãe, feliz aniversário. E eu te amo mais que a mim mesma. S2
Sobre o ser humano e sua arte de pisar na bola
Parece um dom comum e absoluto entre nossa raça: Todo mundo pisa na bola, e normalmente de forma bem feia.
Não estou aqui pra defender ninguém, muito menos acalentar corações partidos, cutucar mágoas abertas ou criar desculpas esfarrapadas para os erros de ninguém. Mas é fato que apenas nos machucam quem nós permitimos que machuquem.
Porque nós nos tornamos vulneráveis demais aos outros. Nós cedemos esse espaço, confiamos cedo demais ou acreditamos demais que todos são bons e corretos.
Passei por poucas e boas, das quais pago preços altíssimos até hoje (alguns até literalmente). Aprendi da pior maneira possível que a frase “amigos amigos, negócios à parte” é MUITO mais plausível do que imaginamos, e confesso que até hoje não entendo como algumas pessoas conseguem deitar suas cabeças no travesseiro à noite e dormirem tranquilas, sabendo que me causaram vários problemas financeiros e simplesmente sumiram no mundo sem dar satisfações, deixando várias dívidas (que eu tive que assumir) pra trás – Dívidas monetárias, mas além disso, a dívida com a ética e bom senso, que por si só, não tiveram.
Aquelas mesmas pessoas que se diziam amigas, que pediram vários favores, pra quem eu quebrei vário galhos, esperei vários dias de atraso em pagamentos, e sempre relevei todas as reclamações que chegavam até mim. O tipo de gente que insistimos em depositar confiança e eles se aproveitam da gente, sabe?
E quando eu paro para pensar, me dou conta que a culpa é toda minha. Por ter confiado demais em quem não deveria. Por ter assumido que a pessoa tinha algo chamado caráter.
Hoje? Estou há mais de seis meses esperando uma posição. Mando e-mails semanais, sempre na maior educação do mundo, ainda esperando que haja um pouco que seja de consideração da outra parte. Já sem esperanças no dinheiro, mas com um restinho de confiança que o coração insiste em ter, achando que decência deveria nascer conosco e pelo menos uma satisfação com pedido de desculpas chegará um dia.
De qualquer forma, quero deixar claro que não estou incentivando que não confiem mais nas pessoas: confiança é uma dádiva, e essencial para qualquer tipo de relacionamento: profissional, de amizade ou amoroso. Apenas pense bem.
Não se cegue diante dos fatos. Não confie demais em quem ainda não demonstrou que merece tanta confiança. Não permita que as pessoas te machuquem quando você menos esperar.
Lembre-se: As pessoas só nos machucam quando nós mesmo permitimos.
E SaiDaqui!