Inspiração é um negócio meio cinza.
Meio morno, meio amargo. Meio fosco, meio tosco. Meio lusco-fusco, meio furta-cor.
E engraçado. Porque vem sempre que a gente chora. Não necessariamente no sentido literal, mas quando tem tanta alegria ou tanta tristeza dentro da gente que transborda. Em lágrimas ou palavras.
Porque escrever também é chorar com as mãos o que está engasgado, entalado naquele nó de marinheiro da garganta.
Um jeito de organizar os pensamentos, sempre tão diluviosos de informação. De mostrar para você mesmo, por A + B que os sentimentos ainda valem à pena. A humanidade também. Ou não.
De provar para todo mundo que você está triste. Feliz. Cansado. Indignado. Pensativo. Manhoso. Ou apenas se sentindo um gênio incompreendido.
Inpiração bate quando dá vontade de tocar harpa, cantar, dançar, pintar uma tela, assoviar e chupar cana ou fazer uma tatuagem, tudo ao mesmo tempo, e você não sabe que não dá. aí vira um monte de palavras perdidas, que quando juntas pela agilidade do pensamento e a parte que as mãos conseguem acompanhar, fazem sentido.
Inspiração não tem hora, não tem feeling, não tem raça. Vem no meio da reunião com o chefe chato, da DR com a namorada, quando enconstamos a cabeça no travesseiro. Nos dilúvios imaginários de chuveiro. Na mesa de bar. No conforto do lar. Na rua, na chuva, na fazenda. E numa casinha de sapê.
SaiDaqui!
O texto de hoje é de um leitor assíduo do SaiDaqui, que escolheu ser identificado apenas como LME. Baseado numa história real e absurdamente envolvente. Como não suspirar?
Parecia um romance de sucesso, dois apaixonados impedidos por questões maiores de estarem juntos… Ela insistia em lutar contra seu sentimento que era latente e inegável entre eles. Ele, cego e tomado pelo sentimento que gritava em seu peito, bradava que nada era importante o bastante que lhes negasse pertencer um ao outro, ainda que fosse apenas naquele momento…
Mal conseguia acreditar que ela aceitara encontrá-lo. Afinal, a situação em que ele se encontrava não era das mais confortáveis… Mas ela aceitou. Ele sentia-se um adolescente atrás do seu volante pisando fundo para chegar ao seu encontro. Ao chegar, perfumou-se com uma importância uma, como se fosse receber um anjo e tivesse que estar perfeito.
Após avisar que a estava esperando do lado de fora, seu coração acelerou, suas mãos suaram e sua mente fantasiou… Sentiu o que não sentia há tempos, enquanto tentava se lembrar se algum dia tinha sentido aquilo de fato… Cada segundo era uma eternidade, como se tivesse esperado desde a sua vida passada por aquele momento. Pegou-se pensando se isso poderia ser, de fato, real…
Quando ela lhe apareceu, ele quis gritar que a amava, mas teve que manter a compostura dizendo apenas com os olhos tudo o que o seu coração queria confessar… Quando se aproximaram, se abraçaram e nada mais importava dali em diante…
Foram ao lugar que remetia o sentimento de saudades dos dois, executaram o ritual que sempre que o faziam separados, doíam seus corações. Mas agora estavam juntos, e tudo tinha um gosto inenarrável… Cada gole, cada beijo, cada cheiro… O mundo poderia ser engolido por um buraco negro e não se abalariam… Estavam juntos… E nada mais importava…
Andaram de mãos dadas entre desconhecidos, imaginando um dia poder fazer isto em lugares que realmente conheciam, sem ter que esconder aquele sentimento maravilhoso de ninguém… Seus olhos brilhavam a cada vez que se cruzavam… Riam de cada bobeira dita, mas riam sinceramente… Provavam do cheiro, do gosto e da textura um do outro, para que tivessem à que se agarrar quando partissem… Em alguns momentos, se abraçavam o mais forte que podiam, na esperança de se tornarem apenas um e assim fosse impossível de separá-los.
Queriam parar o tempo, calar o mundo e fazer a existência de cada um o outro… Mas ainda não era o momento… Sabiam disso, apesar da vontade de jogar tudo e todos para o alto e sumirem no mundo sendo ele dela e ela dele… Lamentaram de coração a despedida, se abraçaram e se beijaram mais uma vez deixando com que suas almas se tocassem… Ele ainda tentara num ato desesperado, ter mais algum tempo junto a ela, mas não era permitido… Era assim, doloroso e saboroso, como deveria ser…
Ele a olhou entrar, querendo outra vez gritar que a amava, mas calou-se… Não queria que a despedida fosse ainda mais dolorosa… Doía, mas era a dor mais reconfortante da qual ele provara, pois na dor residia a certeza de que ela era a mulher de sua vida e se reconfortou na esperança de, um dia, poder reencontrá-la e dizer em seus olhos que a amava e que nada mais importava…
Agora SaiDaqui!
Amores mios!
Estou indo pra Argentina, passear, conhecer e tirar fotos. Volto na segunda e a partir daí, voltamos à nossa programação normal.
Aproveitem SEM moderação. E SAIDAQUI!
PS: Pra você não perder a viagem de ter visitado o blog, segue um presentinho
E pensa… AI SE FOSSE O MEU…LOL

Quero encontrar o fim, o início de tudo. Voltar a ser luz, espírito livre de um corpo.
Quero ser melhor, ser paz e amor. Vou buscar meu verdadeiro eu. Talvez na caminhada encontre meu anjo de proteção. Mesmo que ele não seja um anjo.
Ou ainda não encontre nada, por descobrir que já tenho todas as ferramentas que preciso. Quero que a busca por si só seja meu caminho de felicidade. Que alegria seja a maneira de jogar o jogo da vida, e não seu resultado final.
Quero que as pessoas me levem e se deixem comigo. Ter pedaços. Ser pedaços.
Dar as mãos para o desconhecido e me aventurar no caminho novo. Tropeçar, cair novamente.
Entender a importância de tentar. De ser bem sucedida em algo. O valor de desistir do que não vale à pena. A lição que se aprende quando escolher a pessoa errada.
Vou descobrir que sou mais forte e melhor do que pensava. Desapegar-me do que é material. Das pessoas que me fazem/fizeram mal.
Viajar. Em todos os sentidos da palavra. Entender finalmente, o termo PLENITUDE.

E você? Saidaqui para descobrir também!
Hoje temos participação especial do nosso queridíssimo Maiquel Borges (@guribom). Eu ATOREI *.* E você? Concorda com ele?
Todos os dias você segue uma rotina igual ou muito semelhante e ficando em casa ou indo pro trabalho, se senta em frente ao computador e começa uma sessão de 3 ou 9 logins.
É twitter, facebook, orkut, msn, reader, email, sistema interno, tumblr, flickr, flog….
Você compartilha instantaneamente com dezenas, centenas, milhares de pessoas tudo que pensa, que faz, como faz, do que gosta, onde está e o que está fazendo.
Definem como redes sociais estes sites onde você realiza tarefas de interação com outras pessoas.
Você expõe sua vida por completo e conhece outras pessoas que o fazem também.
Sim mas e daí?
Bom, é como uma vida virtual, realizando as mesmas tarefas que realiza materialmente, você gera conteúdo e o divide com estas pessoas que fazem o mesmo.
Produzindo ou reproduzindo videos, musicas, fotos, fatos, noticias, segredos e toda sorte de (in)utilidades triviais.
Quando se dá conta, você está dividindo, compartilhando e interagindo com pessoas que seria muito difícil ou mesmo impossível de conhecer na vida real.
Até porque você não vai chegar num completo estranho no meio de uma festa dizendo coisas como “nossa olha que foda esse som do Chemical Brothers” ou “olha minhas fotos do por do sol no Guaíba” ou ainda “mano essas algemas tão muito baratas, vou encomendar duas”.
Logo a internet quando bem utilizada, serve como uma ferramenta social bastante eficaz.
Por isso, quando menos espera, acontece um contato imediato de alto grau. Um completo estranho manda uma requisição pra te seguir no Twitter, ou comenta algo que tu escreveu, ou te adiciona no orkut, facebook, flickr à lista de contatos e aparecem as idiossincrasias e lá vai você pensar “puxa, não sou só eu que penso isso” ou “não creio que ele lembra daquela cena no filme” ou “caralho que musicas fodas que esse cara curte”, ainda que a melhor seja “mano que lazarenta de gostosa”.
Acontece uma, duas, vinte ou cinquenta vezes por dia.
Dali a pouco a coisa evolui pra vida pessoal, as pessoas começam a sair, ir nas mesmas festas, apresentam seus novos amigos pros amigos antigos e os antigos pros novos e quando vê, vocês estão viajando juntos, trabalhando juntos, namorando ou apenas fazendo sexo, ou trocando segredos. Ou ligando no dia do aniversário e trocando elogios como “cuzona” e “diabo das taquarera”, são as pessoas que você chama de “cuzão” de “viadinho” ou que crê serem a sua “metade fêmea” no mundo.
Cara, sim eu digo, amizades verdadeiras, não tem hora ou lugar para acontecerem, pode ser num porre, numa partida de críquete nas pradarias britânicas, numa porta de banheiro numa fila do SUS ou num fórum de discussão sobre compatibilidade de SSDs com recurso de Train em determinada Serverboard.
Não compreendo as pessoas que não crêem no poder da conexão virtual. Ela é como qualquer acontecimento ocasional na vida. Pode estreitar afinidades e tornar muito próximas pessoas com coisas em comum.
Você consegue manter contato com gente que dificilmente você vê todos os dias ou pode ligar pra saber como estão.
Ainda tem a oportunidade de conhecer melhor aquelas pessoas que só de relance vê durante alguma fortuita oportunidade.
A dona desta biroska aqui, nossa amadissima @amanda_arm é a paixão não sexual da minha vida. Uma mulher inteligente, fodástica que arrota e que me faz rir muito (bêbado ou não). E nos conhecemos onde? Twitter meus caros.
Num acaso completo como sempre ocorre.
Assim como ela, fiz amigos sem os quais não consigo viver hoje em dia. Cito como exemplos sem pensar o @plentz, a @bbibs além da já citada bacolina (apelido interno).
Dizem que a internet está no seu auge. Que temos recursos suficientes pra quase qualquer coisa que seja necessária.
Mentira, ela não mata saudades ainda.
Ao passo que o amor cresce como um feijãozinho num copo com algodão, a saudade cresce como a fome na barriga verminosa do senegalês.
SAIDAQUI!
Quero encontrar o fim, o início de tudo. Voltar a ser luz, espírito livre de um corpo.
Quero ser melhor, ser paz e amor. Vou buscar meu verdadeiro eu. Talvez na caminhada encontre meu anjo de proteção. Mesmo que ele não sej aum anjo.
Ou ainda não encontre nada, por descobrir que já tenho todas as ferramentas que preciso. Quero que a busca por si só seja meu caminho de felicidade. Que alegria seja a maneira de jogar o jogo da vida, e não seu resultado final.
Quero que as pessoas me levem e se deixem comigo. Ter pedaços. Ser pedaços.
Quero que cada fim seja o início de tudo. Enfim, fim.

E SaiDaqui!
Quero começar dizendo que essa não é uma campanha anti-fumo, e gostaria de reforçar que eu estou me lixando para a saúde do seu pulmão. Se você fuma, o problema é TODO seu. Acho até que tenho amigos que vão ficar chateados com esse post. Paciência. ><

Mas o fato é que eu abomino cigarro. O cheiro, o gosto, a fumaça. O vício, a tristeza e a impotência que ele traz. Você quer fumar? Ótimo, o problema é seu. EU é que não sou obrigada a inalar sua fumaça fétida.
Pode ser trauma de adolescente, que se apaixonou perdidamente por um cara (aquela coisa de primeiro amor) e viu a paixão ir embora, sendo queimada a cada cigarro aceso. Tinha nojo de beijá-lo. Não aguentei a sensação beijar um cinzeiro. E lá se foi meu primeiro amor.
Travo batalhas com o cigarro desde sempre. Talvez porque eu tenho círculos sociais com poucos fumantes. Talvez porque ninguém da minha família fume.
Talvez porque vi alguns de meus mais próximos amigos entrarem nessa de fumar para parecerem legais, e hoje não conseguem se desfazer dele. Talvez porque eu ache feio e nada atraente alguém segurando um cigarro aceso.
Talvez porque eu me sinta sem ar na presença daquela fumaça maldita. Ou talvez porque eu não veja nenhum motivo plausível para que as pessoas fumem.
Mas é vício. Dependência. Nicotina. Tabaco. E o pior, permitido por lei.
Tenho pena. De gente pobre de pedra, por exemplo, que deixa de comprar leite para os filhos, mas nunca o seu cigarrinho precioso. O que há de errado com vocês?!

Os incomodados que se mudem? Acho que não é bem assim. Ninguém deveria ter que sair de perto de pessoas fumantes simplesmente porque não querem ser prejudicadas por um mal que OUTRA pessoa escolheu se fazer. Faz sentido?
A maioria dos meus amigos fumantes respeitam bastante uma distância razoável para não incomodar a parte não fumante da galera. Acho isso digno. Atitude de fumante consciente, que sabe que cigarro não é nada agradável.
De novo, eu estou me lixando para sua saúde. É apenas um desabafo, um pensamento solto. Eu ODEIO cigarro, e ESCOLHO não ser fumante passiva, ok?

PS: Se você é fumante, favor não sentir-se ofendido com o post. Ele expressa apenas uma opinião pessoal dessa alucinada que vos escreve.
Agora SAIDAQUI!
Ontem, conversando com uma pessoa sobre blogs e vida virtual, lembrei-me desse texto da @Babiarruda que li há um tempo atrás. E confesso que concordo com ela:
“O que posso dizer é que somos seres únicos, pensamos, sentimos e agimos de formas diferentes. As pessoas não são robôs e sim, possuem sentimentos e estão sujeitas a oscilações de humor e de amor. O mundo virtual aproxima caracteres, concilia afinidades e traz as pessoas para o mundo real, e isso é indiscutível.”

Vida virtual versus vida real vai sempre ser uma interrogação. Até onde confiar nas pessoas do mundo virtual? Quem são aquelas pessoas na vida real? É saudável e excluir do mundo real e viver na frente de um computador? É fácil abstrair o mundo virtual e não ter contato com pessoas de outros lugares?
Não sei. Não sou psicóloga, não sou médica, muito menos entendida de tudo. Mas sei que tudo que é extremo, faz mal. Minha opinião pessoal é que amigos virtuais podem e devem existir SIM. Cada vez mais as sensações e sentimentos se espalham até no mundo surreal que a Internet criou. Não vejo problemas em fazer amigos do outro lado do mundo com quem você possa conversar às 4h da madrugada quando estiver com insônia. Muito menos em desabafar com alguém via MSN quando não se pode pegar um avião e correr para o colo da mamãe (acreditem, eu faço muito disso!)
Por outro lado, não se pode descartar o contato. O olhar. O toque. O cheiro. Sentar na mesa de bar para se embriagar com aquele amigo doido de pedra, ou ir no cinema com aquela amiga fofa pra chorar na comédia romântica que ninguém mais iria contigo. Sociabilizar-se.
E porque não unir o melhor dos dois mundos?
Tornar amizades virtuais em reais. Conhecer pessoas nunca fez mal à ninguém. Viaje, troque experiências. Conhecimento. Arrisque um pouco (sempre com cautela ante ao desconhecido, ok?), descubra que ele não é nada como parecia na foto do Twitter. Beije aquela gata que fica muito mais bonita ao vivo do que na foto do Facebook. Se irrite com aquele cara que parecia tão legal pelo Orkut, mas que é um mala na vida real. Descubra as pessoas.
Tire suas máscaras virtuais sempre que possível. Use Internet como recurso de novas amizades, mas não esqueça que a vida é vivida em carne e osso.
Resumindo: Use o Twitter para chamar os amigos, mas não leve o notebook pro boteco. Entendeu meu ponto?
Relacione-se. Na vida real. Na vida virtual. Na vida imaginária. Onde quiser. Somos todos feitos de sociabilização. De contato. Não acha?
E SaiDaqui!
“Some dance to remember. Some dance to forget”. Você dança pra quê?
Certas pessoas, momentos e coisas são completamente inesquecíveis.

A maioria deles são do tipo passageiros. Vem e vão na velocidade da luz. Aparecem, te enlouquecem, e se vão. Nunca os culpe. Nós precisamos deles para nos sentir mais vivos. São chacoalhões inesperados assim que sempre nos empurram pra frente, de um jeito ou de outro. Um amor eterno que dura um mês. Um fim de semana que vale uma vida. Uma companhia boa que dura apenas um dia.
Depois, tem aqueles que não te deixam: Há tempos não te desgrudam. Esses a gente conhece de olhos fechados, de ponta cabeça e até embaixo d’água. Um amigo que você possa ligar chorando às 3h da madrugada. Um olhar que você entende como uma longa conversa. Um abraço que cura qualquer gripe chata e boba. Que só aqueles eternamente conectados contigo podem prover.
E tem aqueles que são indiferentes. Momentos alheios que não tocam sua vida. Realidades paralelas que não te interessam. Pessoas que não se importam. Mas a escória deles são aqueles que não deveriam, mas tocam sua vida para fazer mal.
Alguns nem o fazem propositalmente, mas machucam feio. Têm prazer na desgraça alheia. Alimentam-se disso.
Esses? São os mais importantes.
Porque nos proporcionam autoconhecimento. Os que mais fazem doer, apertar, machucar. Esses ensinam. Muito mais do que a gente imagina. Ou vai me dizer que você decidiu mudar de vida quando estava tudo perfeitamente bem?
Eu sou a Rainha dos desastres. Sempre meto o pé pelas mãos. Precipitada. Ansiosa. Geniosa. Consequentemente, sempre de cara no chão. O que eu faço? Levanto, repenso, e recomeço.
Porque no meu âmago eu sei que não sou o que você pensa que sou. Muito menos o que aparento ser. Também não sou o que te disseram. E nunca vou ser o que você quer que eu seja.
Eu? Sou feita dessas pessoas, momentos e coisas todas. Aleatórias. Inconstantes. Misturadas. Absurdas.
E você? SaiDaqui!

Trabalhando com um roteiro de sua própria autoria, e que encontra ecos em toda a sua filmografia, o cineasta Christopher Nolan nos apresenta a seu personagem principal, Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um ladrão profissional especializado em subtrair segredos industriais diretamente do subconsciente das suas vítimas, por meio dos sonhos.
Cobb e seu parceiro, Arthur (Joseph Gordon-Levitt), são contratados pelo misterioso Saito (Ken Watanabe) para realizar um serviço diferente do que estão habituados e, teoricamente, quase impossível: inserir uma ideia no subconsciente do bilionário Robert Fischer (Cillian Murphy).
Trabalhando com uma equipe bem eclética, que conta ainda com a arquiteta Ariadne (Ellen Page), o químico Yusef (Dileep Rao) e o “falsificador” Eames (Tom Hardy), Cobb esconde de seus companheiros um segredo potencialmente letal, algo que remete a uma tragédia envolvendo sua esposa, Mal (Marion Cotillard).
Nolan fez algo raro para os realizadores contemporâneos (de qualquer arte), que é confiar na inteligência de seu público, acreditando que este é capaz de compreender uma obra que não tenta se explicar a cada dez minutos.
Do ponto de vista técnico, o longa é virtualmente perfeito. Lidando com diversos níveis de realidade, seria fácil para o espectador se perder durante a película. Nesse sentido, aparece a genialidade de Nolan e a competência e dedicação do montador Lee Smith, que conseguem tornar a narrativa do filme não apenas compreensível, como também irresistível.
DiCaprio surge em cena como um homem competente, mas fragilizado. Tal fragilidade não surge não apenas como efeito colateral de seu ofício, mas principalmente por suas experiências pessoais.
Marion Cotillard também surge honrando sua a missão de retratar em cena uma clássica e sedutora femme fatale que é, ao mesmo tempo, uma tentação, uma ameaça e um objetivo para Cobb.
Os demais personagens podem não ser tão desenvolvidos, mas não deixam de ser interessantes. Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page, além de dividirem uma ótima cena, possuem uma excelente química com DiCaprio, sendo os laços mais constantes de Cobb durante a trama. Page, em especial, divide dois momentos fabulosos com o protagonista. Tom Hardy transforma seu Eames em um adorável canalha e Ken Watanabe surge soberbo como o misterioso Saito. Cillian Murphy aparece um tanto quanto passivo durante boa parte do filme, mas tem seu momento ao sol durante o terceiro ato da produção.
Christopher Nolan segue sem erros em sua carreira como cineasta e “A Origem” deve ser lembrado não apenas como um dos melhores filmes de 2010, mas também como um dos blockbusters mais inteligentes e originais da história do cinema. Há um pouco de Don Cobb em cada cinéfilo, principalmente quando a nossa realidade se torna menos atraente que a ficção. Altamente recomendado.