Uma vez, eu me apaixonei por um brinco. Não, não pra eu usar, mas por um que estava sendo usado por uma mulher.
Esse brinco brincava comigo e cada dia ele aparecia de um jeito diferente. Tinha dia que ele aparecia de metal em forma de argola, tinha dia que era comprido de madeira ou casca de arvore. Algumas vezes era apenas uma pedrinha brilhando discretamente, outra era uma pena de alguma ave tropical. Tinha vezes que o brinco nem aparecia, mas mesmo assim eu ficava ali olhando apaixonado.
Eu nunca fui tão fiel na minha vida, não olhava para nenhum outro brinco. Às vezes, dava só aquela olhada discreta para um colar ou uma pulseira que tentava imitar o brinco, porque ninguém é de ferro, mas sempre voltava a minha atenção para aquela formosidade.
O engraçado de se apaixonar por um brinco, é que o sentimento era tanto que passava do brinco e ia para essa mulher, mas eu sempre chegava bem perto doo brinco e dela, e falava bem baixinho, quase sussurrando no ouvido, : Eu te amo.
PS: Post por @brenoamaro
SaiDaqui
Eu nunca fui a mais linda de nada. Nem a mais alta, nem a mais magra.
Nunca tive um corpo escultural, nem fui boa em nenhum esporte. Nunca fui prodígio, nem primeira da classe.
Não tive berço de ouro nem chamei a atenção por nada. Sempre estive na média.
E pra ser sincera, ADORO isso. Não sei porque as pessoas vivem reclamando do comum: acho necessário e importante.
Explico-me: Ser normal exige mais de você. Estar num status mediano, onde a maioria da população se encontra, faz com que você tenha que lutar mais ainda pelo que quer, porque todo mundo está no mesmo patamar que você.
Quer exemplos? Nascer absurdamente linda não teria me dado a chance de lutar por querer ficar bonita. Nascer muito rica tiraria toda a graça em conquistar coisas materiais. E nascer com Q.I. e gênio seria legal, mas me faria perder todo o crédito do esforço em me tornar uma boa estudante.
Se tornar uma boa pessoa dá trabalho: leva tempo, princípios, dedicação e muito sofrimento – muito mesmo. Mas se você parar para pensar, é o que faz toda a diferença: Sofrer significa se obrigar a levantar, passar por cima e fazer de novo. Ou fazer melhor.
Gosto de gente comum, simples e esforçada. São eles que fazem TODA a diferença.
A culpa é sua.
Ninguém te disse o que fazer.
Ninguém lhe deu falsas esperanças ou mentiu (e se deu, a culpa foi sua em não ter percebido).
Ninguém mandou no que você escolheu sentir. E se diz que não escolheu, é porque a culpa foi sua em não saber lidar.
Ninguém segurou sua mão, lhe apontou um revólver ou beijou tua boca à força para lhe jogar a culpa por fazer (ou deixar de ter feito) algo.
A culpa é sua por ter esperado demais. Ou de menos.
A culpa é sua por ter dito muito. Ou pouco. E ainda é sua se foi dito o certo na hora errada.
A culpa é sua por ter criado esperanças onde já não havia sentimento, por ter insistido em algo que já não cabia no peito.
A culpa é sua por ter deixado transbordar o corpo em lágrimas, sorrisos, beijos e/ou dor.
E a culpa é sua por escolher sentir tudo isso em silêncio.
Ninguém foi feito para ser ou estar sozinho, apesar de nascer e morrer assim.
Se eu pudesse dar apenas um conselho para o mundo, ele seria duro e triste; porém real: pare de reclamar. Você está vivendo apenas um reflexo de tudo que fez, sejam essas coisas boas ou ruins.
Porque a culpa, no fim de tudo, é pura e simplesmente sua.
SaiDaqui

Foto by Denis Fonseca
Dizem que em SP não existe amor…Discordo completamente.
Amor existe (ou deveria existir) em qualquer lugar onde você esteja. Trate bem as pessoas, e serás bem tratado em troca.
É a mais simples matemática de que tudo que vai, volta.
Se você acha que não existe amor em SP, é porque provavelmente não tem sid bom o suficiente para recebê-lo. Que tal mudar tudo isso?
Lembre-se que as pessoas gostam de estar perto de quem sorri com os olhos, brinca, sabe ser simpático e está sempre bem humorado. Eu sei que as coisas não ficam bem 100% do tempo, mas ainda vale a tentativa: Viver cercado de gente que sorri para a vida faz esquecer os problemas.
Digo por experiência própria. Estou aqui há uma semana e meia e até agora não me faltou nem um pouco de amor, amizade, cumplicidade, ajuda e bom humor. Amigo, ou o amor de SP está TODO concentrado perto de mim, ou você quem está procurando no lugar errado.
Uma vez me disseram uma frase que marcou minha vida (acho que vou tatuar isso um dia): Home is where the heart is (lar é onde o coração está). Quer maior verdade que isso?
Hoje, meu coração está em SP. Perto de amigos de longa data. Perto da família. Perto de gente nova e divertida que tenho conhecido. E parte dele fica em Porto Alegre. Com gente que fez e faz toda a diferença na minha vida. Mas o que seria da vida sem saudade? Sem mudança?
O tempo passa, a Terra gira e a vida segue. É o rumo natural de tudo. Basta fazer com amor, e tudo fica mais fácil.
São Paulo tem muita chuva. Muita gente. Muito congestionamento. Muita fila. Muito barulho. Muita poluição. Mas tem muito, muito amor (é só saber procurar).
SaiDaqui
Falar o que se pensa custa caro.
Além de às vezes, ser burrice. Infelizmente, certos tipos de público não valem o calor de uma discussão. Tipos mais comuns: fanáticos por futebol, política ou religião.
Não gosto de gente que não aceita a opinião alheia. E a situação fica ainda pior quando além de não ouvir, a pessoa insiste em doutrinar o outro com seus pensamentos.
Ok, eu respeito o que você gosta/acredita/pensa ou desdenha: contanto que você saiba ouvir e respeitar o que EU acho disso. Não acho que as pessoas precisem concordar em tudo para conviver bem.
Pelo contrário: quem vive de concordar com tudo é aquele enfeite de cachorrinho que balança a cabeça. Discussões são inteligentes, saudáveis e complementares. É legal ouvir pontos de vista que você nunca havia pensado antes. Passíveis até de fazer pessoas mudarem de pensamentos e ideias.
Mas falar sempre o que se pensa não é nada fácil: na maioria das vezes, causa algum tipo de resistência ou inimizade, e em alguns casos, ainda te faz ter a fama de chato, grosso, antipático ou “do contra”. É claro que vale sempre lembrar o óbvio:você pode parecer, mas não precisa SER grosso. Existem N maneiras de dizer a mesma coisa...Cuide sempre para não escolher a pior delas.
Acima de todos os poréns, dizer o que vem à cabeça também exige preparo mental. Porque o ditado “quem fala o que quer, ouve o que não quer” apesar de clichê, é mais real do que parece. As pessoas que dizem dos outros, devem estar preparadas para ouvirem sobre si mesmas. E isso pode nem sempre ser agradável. De novo: preparo mental e paz de espírito são essenciais nessa hora.
Por fim, aceitar e ouvir os outros deve sempre vir em primeiro lugar. Só ganha respeito quem respeita ao próximo. Não é errado pensar duas vezes antes de falar: apenas uma maneira de se fazer claro, direto e educado.
Seja sempre sincero, mas cuide bem do que diz. Fica a dica ;)
SaiDaqui!