Tem gente que não tem jeito. Você pode até tentar fugir. Sair do caminho. Mudar de vida.
Em algum momento, essas pessoas te encontrarão. Eventualmente, reaparecerão em sua vida.
Eu as chamo de pessoas recorrentes. São aquelas “meant to be” na sua vida. Não adianta se esconder.
Todo mundo tem pelo menos uma pessoa assim. Pare pra pensar.
Eu, por exemplo, tenho várias. Algumas ótimas, que simplesmente amo reencontrar, e outras nem tanto.
Tem gente que chama de destino. Tem gente que chama de caminho. Tem gente que chama de sorte (ou azar). E tem gente que chama de coincidência.
Eu sei lá. Deve ser um pouco de cada.
Noite passada adormeci pensando em uma dessas pessoas em minha vida. A Josefa (nome trocado para proteger a identidade da moça – mentira, foi pra deixar o texto mais engraçado mesmo).
Nos conhecemos há muito tempo. 2002 acho. Mal conversávamos. A josefa era só mais uma colega em minha vida.
Morei fora. Nunca mais nos falamos. Voltei. Fui terminar um curso que tinha trancado.
Quem estava lá, na minha classe? A Josefa, gente! Ficamos mais amigas…a relação ficou legal.
O curso acabou. Entrei na faculdade. Mal nos falávamos novamente.
Do nada, a gente se tromba por aí, e volta a sair juntas como se não existisse amanhã. Eu começo a namorar. Surge ciúmes da Josefa.
Passamos a sair um pouco menos. Meu namoro termina. Quando achamos que podemos nos ver frequentemente de novo, ela começa a namorar. E surge um ciúme absurdo de mim.
Nunca mais nos falamos direito. Apenas um abraço sincero nas raras vezes que nos encontrávamos.
Anos depois, o namoro dela termina. E nossa amizade não muda em nada.
Eu caso, mudo de emprego e de estado. Não podemos mais nos ver pessoalmente. Mas ainda estamos ali, uma para a outra.
E quer saber? A Josefa vem me visitar em junho. Minha melhor cara de amendoim.
Ela não pode se esconder. Nem eu.
Adoro pessoas recorrentes.
Agora SAIDAQUI!