Preciso escrever, parar de surtar.
Vomitar palavras conforme a vontade vier, deixar de me importar.
Criar o mundo meio termo entre realidade e vontade. Imaginar situações impossíveis possíveis, cheias de alacridade.
Fritar os miolos de quem ler, tentando imaginar: “PQP, onde essa guria quer chegar?”
Eu? Quero chegar ao nada, ao início de tudo. Aqui, onde eu posso ser bruxa, princesa e sapo, tudo junto.
Dizer meias verdades nas entrelinhas de faz de conta, fazer as coisas do jeito certo sem nenhuma dessas frases prontas.
Socorro, preciso gritar.
(…)
Ele, de All Star. Ela, descalça.
Ela, de cabelo solto, com uma florzinha ali do lado. Ele, despenteado.
Ele, camiseta branca. Ela, preta. Ou seria ao contrário?
(…)
Oi? É, também não sei.
Fui ali, fugi do corpo, devorei um sentimento que o coração precisa. Tive um flash, uma vida e um filho.
Um cachorro? Sei lá. Definitivamente um vaso de flores.
A mão ficou descrevendo o que o cérebro queria viver. Num transe perfeito do conto de fadas que todo mundo queria viver.
Outro flash. Agora real. A TV que mudou de cores. A consciência voltou ao normal. Em volta? O vazio, o espaço, o nada.
De volta ao trabalho, preciso parar de surtar.
E você, #SaiDaqui!
Tenho sérios problemas com paixões. Sempre tive.
Adoro muitas coisas. Mas paixão alucinante, por quase nada.
Música por exemplo: Não vivo sem. Mas também não morreria por ela. Não toco instrumentos. Não tenho posters de bandas em casa. Aliás, não sou louca por nenhuma banda em específico, nem sou de ir em shows caros por aí.
Mas eu encontrei uma paixão suprema. Algo pleno que me faz feliz: Os animais. Todos em geral, mas os cachorros tem preferência no meu ranking de favoritos.

Apolo, 3 meses
Minha mãe nunca permitiu que eu tivesse um cachorro. Quando saí de casa, aos 17 anos, foi a primeira coisa que fiz.
Tenho um sentimento de amor à primeira vista com cães. Pequenos, grandes, dóceis, bravos, adestrados, teimosos, de raça ou vira-latas…Eles sentem minha paixão. E me permitem entrar em seus mundos.
Aprendi a adestrar cães sozinha, de tanto ler artigos na Internet. Depois de saber o básico, encontrei um adestrador experiente que me ajudou nos comandos mais complicados. Nascia ali, algo que me dava absoluto prazer em praticar. Pra quem não viu/lembra, até publiquei um manual de adestramento básico aqui no SaiDaqui. Se você tiver interesee, leia AQUI.
E minha paixão por cachorros só fazia em aumentar. Também entrei para ONGs de proteção de animais: queria fazer minha parte. Resgatei cachorro de rua, retirei cachorros de maus tratos dos donos, ajudei no parto de uma pitbull prenha que não conhecia, abriguei cães, socializei outros. Ajudei na busca de lares para abandonados. Viajei muitos kilômetros para buscar um cachorro bravo que nunca tinha visto na vida. Inclusive, alguns meses depois, esse mesmo cachorro (que comigo era um doce) me salvou de um assalto iminente. Doei cachorros que levaram parte de mim embora.
Ri, chorei, ajudei, venci e sofri com eles.
Hoje, pensando em tanta emoção que passamos, sei que essa é minha verdadeira paixão.
Algumas pessoas ainda têm coragem de me perguntar porquê gosto mais de cães do que de pessoas. É tão difícil notar que o amor deles é incondicional? Que eles não julgam ninguém, e que não conhecem o mal que o dinheiro pode trazer?
O quão irracional é simplesmente gostar de alguém pelo que se é? Não querer mudar nada. ABSOLUTAMENTE nada. Sentir a tristeza nos olhos de quem se ama, deitar aos seus pés, e não dizer nada; sabendo que simplesmente ficar ali já disse tudo. Ter as melhores conversas do mundo com olhares. Defender o outro à qualquer preço, mesmo que isso lhe custe a vida.
Precisar/ter pouco, e mesmo assim, se doar por inteiro.
Se isso é o que chamamos de “animal irracional” acredito sinceramente que os tais “racionais” é que deveriam rever esse conceito…

Apolo, 1 ano e meio
Agora SAIDAQUI e vá abraçar seu anjo em 4 patas!
Sério. Eu sempre me assusto com a capacidade humana de criar involuntariamente as situações mais bizarras, engraçada e/ou assustadoras durante nosso tão merecido sono.
Essa noite tive um dos pesadelos mais estranhos EVER. Nem em mil anos eu pensaria sozinha numa situação esdrúxula (realmente, esdrúxulo é uma palavra esdrúxula) dessas.
Decidi compartilhar com vocês.
Lá estava eu e um amigo random (que não sei quem é) andando no meio de uma praça, quando de repente fomos parar numa oficina de fundo de quintal. DETALHE: Nenhum de nós dois tinhamos carro, o que fomos fazer numa oficina à pé?
Um homem de uns dois metros de altura veio nos atender. Forte, carrancudo e de pele bem morena. Todo mal educado. Perguntou o que queríamos ali, e mandou a gente embora.
Parece que aquilo despertou o estinto “macho” no meu amigo (da onça né?) e ele começou a gritar com o Montanha (era assim que chamavam ele). Disse que sabia que aquela oficina era fachada e que estávamos ali por causa do “real negócio” dele.
Pronto. Primeira coisa que pensei foi “DORGAS MANO”. Mas eu estava MUITO errada.
Passamos por uma porta de vidro, e pareceu que entramos numa casa. Saímos daquele ambiente sujo e cheio de graxa para um lugar todo cheio de caixas e gaiolas. Uma senhora muito simpática nos atendeu, era a mãe do tal Montanha. Até que então eu me toquei, “PUTA QUE PARIU, o real negócio dos caras é traficar cachorro de raça!”.
Bom, para os que não sabem, eu sou protetora dos animais e aquilo ali era uma atrocidade. Claro que eu não ia brigar ali com a senhora, porque aquele armário do filho dela estava do lado. Mas ai sair dali, a primeira coisa que fiz foi denunciar o caso pra Zoonoze da cidade.
Fato é que eles tinham contatos e influência lá também. E aí fodeu de vez.
Em dez minutos eu estava correndo (sozinha) como nunca pra fugir de uns quatro caras exatamente como o Montanha. Quando fui tentar pular um muro, eles me pegaram.
Amordaçada, presa numa cadeira, e cheia de hematomas, eu não lembro de nada que eles disseram. Mas me lembro como se fosse real cada soco, tapa, chute e pontapé que me deram. Fui espancada até desmaiar. O último golpe foi com um taco de beisebol.
Quando acordei, senti a falta dos dois dentes da frente, e estava me afogando em sangue. Me jogaram água na cara e disseram pra eu nunca mais me intrometer no negócio deles.
Depois fui jogada de volta na mesma praça do começo do sonho, e um mendigo me levou pro hospital.
Só sei que cheguei no hospital e todo mundo lá só falava japonês. Pensei comigo “FFFFUUUUUUUUUUUUUUU”, e acordei.

Oi? Pois é. Vai entender…Agora SaiDaqui!
Para os que ainda não me conhecem, eu nunca escondi de ninguém meu amor incondicional por animais.
Já tive gatos, cachorros, tartarugas, peixes, pintinhos, hamsters, aranhas e cobras de estimação. E não, nunca quis ser bióloga, nem veterinária. (Estranho, eu sei).


Minhas “filhas” – Crotilde (jibóia), Cremilda (Caranguejeira) e Creosvalda (phyton albina) – Saudade delas =/
Fato é que cachorros sempre foram e acho que continuarão sendo por um bom tempo meus favoritos (os de grande porte, principalmente). Tanto que já tive vários, ajudei alguns outros, tornei-me protetora dos animais, e aprendi por conta a adestrar (sim, eu também adestro cães nas horas vagas).





Meus “filhos” – Apolo (Dogo Argentino), Baco(Tomba-Lata), Mel(Labrador), Boomer(Rott) e Taurus(Dogo Argentino)
Pensando em ajudar as pessoas que têm cachorros, resolvi juntar um monte de informações da internet e “fazer” um manual de adestramento básico, que tem ajudado vários amigos próximos.
Porque não compartilhar, certo?
Vale lembrar que adestramento nada mais é do que um condicionamento básico do cachorro, de acordo com gestos e palavras especificamente repetidas, e com recompensa (em forma de “guloseimas” ou carinho) que deve ser prazeiroso tanto para o dono/adestrador quanto para o cão.
Que fique muito claro que eu sou totalmente contra violência com animais e recrimino os métodos de punição utilizados com choques, espancamentos e afins.
O método utilizado é simples e eficiente: na base da recompensa (que no meu caso, uso salsichas). O cahcorro gosta, não sofre, e não precisa apanhar para aprender…
Portanto, disponibilizo o manual AQUI, e não hesitem em tirar dúvidas ou contactar-me por e-mail, twitter, msn, orkut, blog, telefone, carta, telegrama, sinal de fumaça, braile, ….
Espero que ajude em algo. Ou não.
Agora SaiDaqui!
^^
***PROMOÇÃO ****
E não se esqueçam que a PROMOÇÃO do SaiDaqui continua!! Envie até dia 30 de outubro sua melhor história de bêbado e concorra à prêmios super nice vindos direto da OktoberFest! =]
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