Dinheiro não traz felicidade?
Hipocrisia! Então porque vivemos correndo atrás de mais dele?

Dinheiro em si pode não trazer felicidade. E também não quero dizer que tudo se compra…Longe de mim. Eu bem sei o valor de algo não “comprável”.
Mas…Vivemos buscando no mínimo uma vida confortável.
E querendo ou não, para isso é necessário dinheiro.
De verdade? Não há mal nenhum em querer mais, em lutar por essa tal vida confortável.
Trabalhe para isso. Mas não deixe sua vida pessoal de lado.
Compre o que você achar necessário. Mas poupe-se de extravagâncias fúteis.
Orgulhe-se de conquistas materiais. Mas sem ostentação.
E tome cuidado com o monstro capitalista. Não deixe que o papel verde que move o mundo te domine. Diga à ele, sempre, que é você quem manda.
Pense nisso. E SaiDaqui!
Pois é minha gente. Mais um período capitalista chegando por aí (talvez o MAIOR de todos) – Também conhecido como Natal.
Ele passa o ano todo esperando pra chegar, fica bem no fim do último mês do ano, mas quando chega, faz valer o ano todo pra quem tem comércio.
Às vezes acho que brasileiro odeia o 13º salário. Poxa, não pode ver ele entrar na conta que gasta TUDO e mais um pouco até. É ser muito burro, ou muito consumista.
Sério, minha relação com Natal é um negócio meio que de amor e ódio. Acho lindo o clima que todo mundo fica, mais alegre, mais humano, sei lá. Adoro reunir todo mundo, celebar, comer até o cu fazer bico.
Mas odeio a obrigação que o Natal te dá de comprar. E presentes cada vez mais caros. O consumismo e capitalismo dessa época do ano são indiscutivelmente irritantes.
Onde trabalho por exemplo, estavam fazendo uma campanha para ajudar “crianças carentes” (sim, entre aspas, e você já vai entender porque). Eles pegaram cartinhas supostamente escritas para o papai noel e trouxeram para que nós atendêssemos as que estivessem ao nosso alcance. Claro que eu fui querer ajudar.
E terminei boquiaberta logo na primeira cartinha. A criança pediu um PlayStation3! Pensei comigo “esse aí viajou na batatinha. Vamos ver a próxima”. Uma bicicleta! “Caralho, eu não tenho grana pra dar uma bicicleta”, e peguei outra. Um Iphone, um tênis Nike e um óculos Rayban. “Mas que porra é essa?”. E desisti. Pedi desculpa pra moça, e disse que pelo que eu tinha lido ali, EU também era “criança carente”. Porque querer tudo isso eu também quero, mas não compro nem pra mim!
Fiquei pensando…Onde foram parar os carrinhos? As bonecas? As roupas, os acessórios? Lembra daqueles presentes simples que faziam o Natal mega feliz? CARALHO, eu JÁ tô ficando velha assim?
Outra coisa que também está se perdendo é a “pessoalidade” da coisa. Esses tais amigos secretos sorteados via internet, por exemplo. Cara, só falta enviar o presente pelo correio e ninguém nem vê a cara um do outro, que tal?
Me diz QUAL O PROPÓSITO de nem se ver? Pra que raios fazer amigo secreto então? Faça-me um favor né?
(Tá bom, deixa eu esclarecer uma coisa. Eu sou TOTALMENTE a favor de tecnologia. Adoro esses avanços, e acho super legal e aplicável em casos de NECESSIDADE. Por exemplo se a galera mora longe e sorteiam o amigo secreto via web. Aí sim ^^)
Sei lá. Acho que todo mundo devia entender mais que o espírito Natalino é mais que um Notebook novo. Estaria mais pra um abraço apertado, eu diria.
Ah, SaiDaqui vai…