É inútil ter certeza

Se nada é por acaso, então é inútil ter certeza.
Bom é pensar, tentar descobrir o porquê, e mesmo sem saber, gostar do que se sente.
A vida é louca, e louco mesmo é ter coragem de ser tão insano quanto a gente sempre soonhou em ser e nunca foi…

Conseguir ter coragem para mudar o que outras pessoas chamam de “destino”, enquanto você sabe que é escolha – principalmente quando existe muita dúvida.

Ter a consciência que sair da zona de conforto lhe fará bem. Lembrar de todas as decisões importantes que você tomou na vida e concluir que a dúvida e a mudança lhe trouxeram sempre os melhores resultados.

Saber o quão importante é ter atitude, e que tentar não custa nada. Ter dignidade e humildade de aprender com os próprios erros, e perdoar os dos outros ao invés de se derrubar.
Também é bom ter algo que tire o sono sem razão. Alguma coisa que lhe faça pensar em contos de fada imaginários. Alguém que sem motivo aparente, apenas toque lá dentro.

Alugém que brinque de preencher a face do príncipe encantado que você sempre sonhou, mesmo que temporariamente.

Porque essa é a delícia da vida: viver de momentos que não se explicam.
Na verdade, apenas obrigada. Por ser uma não-certeza de qualquer coisa.

@amanda_arm dia 11 de abril de 2011
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Agnosticismo

No rumo natural da história, os filhos acatam a religião que os pais lhe ensinam. Não necessariamente por imposição, mas por ser a única forma de crer que conhecemos quando pequenos, e até meio que involuntariamente,  tornamo-nos parte.

Eu por exemplo, fui católica desde sempre. Com direito a batismo, primeira comunhão e crisma. Sempre no piloto automático. Por osmose. Até que comecei a pensar sozinha. Criticar partes da doutrina e da igreja católica. Duvidar algumas coisas que nunca terão respostas. Desisti do catolicismo aos 16 anos.

E procurei conhecer novas doutrinas. Queria saber “quantos outros deuses existem por aí”,  e qual o propósito de cada um deles. No fim das contas, descobri que todos os caminhos levam ao bem maior.

E mais ainda: acho que os ateus são vistos com maus olhos à toa, como já citado em outro post.  Pensemos neles como um grupo que simplesmente decidiu não acreditar que Deus exista. Mas isso NUNCA vai querer dizer que eles são maus ou não desejam o bem da humanidade.

Desde então eu nunca soube decidir o que queria em termos religiosos. Até tempos atrás, quando conversando com um amigo, descobri o termo “agnóstico” e fui pesquisar.

Acho que me encontrei. Descobri que o termo agnosticismo refere-se à pessoas que acreditam que a questão da existência ou não de um poder superior (normalmente conhecido por Deus) não foi e nunca será resolvida.

Pessoas agnósticas simplesmente aceitam que este é um grande mistério da humanidade, e não se abalam theo-24 cr em procurar provas sobre a existência ou não existência de uma entidade superiora.

Lembrando que agnosticismo não tem absolutamente nada a ver com teísmo e ateísmo.  Esses separam aqueles que acreditam num Deus daqueles que acreditam na inexistência de Deus.

O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística. Tanto que um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta.

Particularmente, acredito que cada um deve saber de si. E jamais deve acatar uma religião (SE precisar de uma para crer em algo) apenas porque alguém lhe mostrou que ela existe. Acredite no que seu coração acha ser verdadeiro. Identifique-se com o que gosta de ouvir e o que quer acreditar. Pense sempre no bem comum.

handsoflove

Essa é minha religião: Não tem nome. Não tem igreja. Não precisa de alguém pra dizer o que fazer. Nem de dinheiro. Mas planta o bem. E mora dentro de mim mesma, esperando sempre o melhor para todos. Independente da existência de algo inexplicável.

Se estou certa? Como diria meu amigo, só poderemos descobrir quando morrermos. Teremos nosso diploma pós-mortem. Ou não.

Agora SaiDaqui! E vá praticar o bem.

@amanda_arm dia 19 de maio de 2010
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Dublê de anjo – O pior filme de todos os tempos

Tenho visto várias resenhas e opiniões sobre os filmes da atualidade: Avatar, 2012, 500 dias com ela, etc..

Decidi não participar das massas.

Como várias das opiniões lidas foram bastante críticas, comecei a pensar no pior filme que já tinha visto na miha vida.

Sério, eu ADORO flmes, cinema, livros e tudo que nos envolva com imaginação. Assisto todos os gêneros, leio um pouco de tudo e não tenho preconceitos quanto à filmes/livros viajados.

Mas tem um filme inesquecível em minha história. Inesquecível, porque é o pior filme de todos os tempos. Dublê de Anjo.

fall

Sabe aquele tipo de filme que você assiste, começa a ficar chato…Então você espera que ele melhore, mas ele vai cada vez mais caminhando para um abismo sem fim de chatisse extrema?

Além de absolutamente viajado, a história começa a não fazer mais sentido.

Terminei de assistir por puro respeito. Para ter certeza que ele era ruim assim mesmo, do começo ao fim. E infelizmente, era.

Pelo roteiro e idéia inicial do filme, ele tinha tudo para ser MUITO bom. A história se passa num hospital, e é narrada aos olhos de Alexandria (Cantica Utaru), uma menina bastante cheia de imaginação. Começa com um bilhete da menina, dedicado à uma das enfermeiras, que para acidentalmente nas mãos de Roy (Lee Pece) – um dublê recém acidentado que acaba de ficar paralítico. E pra ajudar, está com o coração partido.

Eles tornam-se amigos, e Roy sempre conta histórias para a menina, que passa a sonhar com as mesmas todas as noites. Obviamente, na mente de Alexandria, os personagens da história (o indiano, o escravo, o místico, Luigi, Charles Darwin, o bandido e o Governador Odioso) são interpretados por pacientes do hospital.

Mas engana-se quem acha que Roy tem apenas boas intenções com as histórias que conta.  Maliciosamente, o contador de história conduz a pobre garota a ajudá-lo em seu plano de suicídio.

Dirigido pelo indiano Tarsen Singh, o filme possui um ótimo roteiro, mas deixa muito à desejar no filme em si.

Não vale à pena. Não mesmo.

Mas como obviamente, você deve ser um leitor curioso, e terá que ver com seus próprios olhos. Então, só posso desejar uma boa sorte.

Se você gostar do filme, nada contra. Gosto é como cu nariz, cada um tem o seu.

Por curiosidade, esse é o trailler:

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 13 de janeiro de 2010
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Explicação

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que as palavras.
As pessoas até se irritavam, (irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito), com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá explicando sozinha.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer “eu deixo” é pouco.

Pouco é menos da metade.

Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro da sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.

Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.

Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.

Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da placa “perigo” o desejo vai e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero…Também não. É um desaforo… Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

Dreaming_Girl

Não sei quem escreveu, mas AMEI. Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 2 de dezembro de 2009
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