Churrasco e Chimarrão

Lembro-me perfeitamente de uma época em que eu odiava chimarrão.

Chamava de mato amargo, chá queimado e “troço sem graça”. Levei quase um ano para aprender a gostar. Tomava um golinho que fosse. Nunca me descia garganta abaixo.

Não conseguia entender como as pessoas GOSTAVAM daquilo. Eca.

Mesma coisa com churrasco.

Nunca fui muito de carne vermelha. Viveria no meu franguinho e peixinho grelhado a vida toda se necessário. Não admitia comer mais que um tipo de carne na mesma refeição. “MEU DEUS, COMO VOCÊS SÃO CARNÍVOROS!” – eu brincava…

Até que o tempo passou e a cultura gaúcha começou a fazer parte da minha vida. As bombachas, as facas penduradas na cintura, os ponchos que antes eu olhava com estranheza, passaram a ser comuns a meu ver. Confesso que até passei a admirar os costumes e tradições.

Acampamento Farroupilha, em comemoração à Revolução de 20 de setembro: Piquetes e mais piquetes com costelas de 12h no fogo de chão, facas e gaudérios pilchados para todos os lados. COISA LINDA DE SE VER. Não perco nunca!

E então, dois anos depois, cá estou.

Não vivendo sem chimarrão, um mate divino e viciante. Dono de todas as rodas de conversa e elemento crucial no começo da manhã ou no fim da tarde. De gosto agora cosiderado delicioso por minha pessoa (sim, engoli minhas primeiras impressões) e capaz de me fazer sentir falta quando não o tomo.

E amante do churrasco, aquela carne delícia que quase derrete na boca. Churrasco mesmo, feito no espeto. Nada de grelha. Carne quase ao ponto. Nem sangrando, nem queimada. Suculenta.
Daquelas que dá até água na boca ao falar.

Costela, a invenção divina mais perfeita quando assada. Mal precisa ser mastigada.

Relato de uma paulistinha, que jamais esquecerá suas origens, mas que agora respeita – e muito – a tradição gaúcha. Churrasco e chimarrão? TÔ DENTRO.  Agora SAIDAQUI!

@amanda_arm dia 14 de setembro de 2011
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Feliz Natal – Atrasado. E como foi o meu?

Há anos não passava um Natal legal.

Desde que meus pais se separaram, Natal era sinônimo de brigas e intrigas, e ciúme, e problemas.

Era um saco me desdobrar em vinte pra dar atenção pra todo mundo. Chegava a querer dormir pra não ter problemas.

Esse ano foi diferente.

Não moro mais perto da família. E Natal resumiu-se em paparicos e carinho. ESSA é a parte de ficar longe que faz bem.

Foi um Natal super divertido, animado e engraçado perto da minha família. Com a única parte ruim de passar meia noite longe do @rbarato – mas ano que vem vai ser diferente.

Além disso, esse ano tive um plus: uma nova família também (o lado do meu namorido).

Ficar perto deles foi muito legal. Com cerveja e carne que não acabava mais, e alegria, idem.

Pra complementar, o presente que ganhei de amigo secreto da @nbaratto foi demais. Mas mais que isso, foi o discurso que ela fez antes de entregar o presente.

Acabei pensando em como chega a ser engraçado como a internet une as pessoas. Não existe mais distância. Na verdade, nunca existiu quando tem sentimento de verdade.

Espero que você também tenha passado um feliz Natal. E o Saidaqui deseja à todos os leitores TUDO de bom.

Obrigada por acompanhar-nos, mas agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 26 de dezembro de 2009
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