Quinta Sexual 27: Pura LUXÚRIA

Há algum tempo atrás, nossa querida amiga @Babiarruda sugeriu um post de quinta-feira: Luxúria.

Pensei então em fazer algo diferente sobre o tema: uma entrevista. Pensei longos 30 segundos para lembrar quem era a pessoa mais pervertida que eu conhecia, e obviamente cheguei ao lindo lobinho @Onifodente.

Claro que ele topou na hora, e o SaiDaqui adorou ter a participação dele!

Preparados? Jogue todos os preconceitos fora antes de ler. E renda-se à essa LUXÚRIA de entrevista.

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SaiDaqui – Lobinho, qual é seu pecado capital favorito?

Onifodente – Luxúria, de fato… Fui abençoado e amaldiçoado com esse pecado delicioso…

SaiDaqui - Defina o pecado para você. O que é luxúria?

Onifodente – Luxúria é o prazer acima de tudo e a qualquer custo… O prazer que não respeita fronteiras nem regras…

SaiDaqui – Então é correto dizer que luxúria tem a ver pura e simplesmente com desejo carnal e vontade absoluta sexual, sem se deixar engessar pelos conceitos morais da sociedade?

Onifodente - Exatamente! E essa sociedade que você mencionou é hipócrita demais eles desejam a luxúria, porém na hora do “vamos ver” preferem ser politicamente corretos e vestirem máscaras de “Bons Moços”…

Eu prefiro ser do jeito que eu sou… Assim… Embebido na Luxúria por completo… Sem vergonha mesmo…

SaiDaqui - Acha que a sociedade nos prende de ser quem gostaríamos de ser?

Onifodente - É claro que sim! Eu tenho uma boa perspectiva sobre isso… Afinal de contas, a na minha promiscuidade conheço mulheres que são verdadeiras devassas nas costas da sociedade (Não que isso seja ruim) e por medo de serem rotuladas e sofrerem retaliação, acabam se escondendo na fantasia de “Moça Certinha”

SaiDaqui - E você é muito julgado por cometer tantas luxúrias? Como você lida com esse preconceito? Afinal, ser diferente do que os outros julgam “certo” é sempre mais difícil.

Onifodente - É claro… Na maioria dos meus círculos de convivência eu dou a cara a tapa, digo, faço e nem me abalo com a opinião padrão “Ai, credo! Como você é sujo!”. Vivo na filosofia Cavalo de Desfile de 7 de Setembro: “Cagando e andando enquanto me aplaudem”. Afinal de contas eles não lavam minhas cuecas e pouco me importa se acham que meu estilo de vida é inapropriado.

O melhor é descobrir a hipocrisia de mulheres que dizem achar meu estilo de vida “Um absurdo” e depois virem querer ser devoradas pelo Lobão aqui…

SaiDaqui - Sobre essas moças que fingem ser boas moças mas devassas no íntimo, você acha que elas deveriam assumir quem são ou prefere que sejam assim, enrustidas pela sociedade?

Onifodente – Enquanto a sociedade for machista e rotular a mulher que vive na Luxúria como vagabunda, infelizmente elas têm de se mascarar… É uma necessidade.. Eu até entendo a situação delas… Contanto que isso não as impeça de se esbaldar em prazer…

Porque, convenhamos, mulher mal comida é insuportável… De cair o cu da bunda… (Ah, palavrão… Estou tentando segurar meus dedos… Mas você sabe que eu sou boca suja… rs

SaiDaqui - Sem problemas, eu também sou. Hehehe. Conte-nos: as top3 luxúrias que você cometeu na vida.

Onifodente - Ok… Vamos fazer isso em estilo premiação… Do 3° para o 1° lugar…

3°. Casa de Swing - Frequento várias casas em São Paulo com minhas B.A.s (B*ceta Amiga), fingimos que somos casados para devorarmos os outros… É padrão, elas tomam conta dos machos e as Chapéus casada vem pro Lobão… Uma delícia poder estar com uma mulher casada com o consentimento de seu marido…

2°. Orgias – Há algum tempo eu tinha um círculo de amizades (Homens e Mulheres) que abriram suas mentes e seus zípers dando espaço para o prazer pleno. Todos amigos que se reuniam de tempos em tempos em festinhas que o único objetivo era pecar em Luxúria… Bons tempos…Todos solteiros…Era bacana e delicioso…

1°. Quebrando Regras - Aqui rola um empate, dois acontecimentos… Tive o prazer de devorar a minha prima e a namorada dela… Isso mesmo… Minha prima é bissexual e namora, um dia me convidou pra pregar uma peça na namorada “Vou dizer que te trouxe pra transar com a gente”. eu topei… A brincadeira acabou ficando séria…]

E os meus encontros às cegas com as minhas Chapéus… Encontrar uma mulher que nunca vi na vida e em 15 minutos estar num motel sanando minha fome é uma experiência fantástica! Inenarrável…

SaiDaqui - Empate técnico no ouro então!?

Onifodente – Fato, os dois são equivalentes no prazer e na quebra de regras…

SaiDaqui - Percebe-se que você é a pessoa ideal para conversar sobre luxúria. Para fecharmos com chave de ouro, qual a dica que você deixa pros leitores e leitoras do SaiDaqui?

Onifodente - Não se amarrem a conceitos engessados e hipócritas dessa sociedade! Não estou dizendo para treparem na rua e fazerem uma revolução do sexo (O que não seria nada mau…), mas sejam espertos… Não se privem da Luxúria só porque dizem que é errado! Trepem, gozem muito! Afinal de contas, como diria Rita Lee, tudo vira bosta…

Ah, e com resposabilidade, por favor… Camisinha sempre!

Eu? Assino embaixo. No fim das contas, o que importa é ser feliz e fazer o que nos faz sentir bem, certo?

Obrigada pela participação Lobinho. Além do nome do SaiDaqui e das Quintas Sexuais, fica meu carinho e agradecimento especial e pessoal. Seja sempre @Onifodente ;)

Para quem ainda não conhece, acessem a coluna dele no Muita Pimenta: A Verdade Nua e Crua.

E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 16 de setembro de 2010
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“Deus” versus Religiões

Falar de religião sempre vai ser delicado. E complicado.

Porque envolve 10.000 seitas e doutrinas diferentes. E mais de 6 bilhões de crenças (porque cada ser humano pensa do seu jeito, afinal das contas).

Pra ser sincera, eu não tenho religião nenhuma. E não acho que isso seja um pecado.

Muito pelo contrário: Acredito que ter a mente aberta para entender e ouvir sobre doutrinas diferentes é a melhor maneira de formar sua própria religião.

Por mim, não existiriam religiões formadas. Cada um acreditaria no que achasse que fosse melhor pra si. E que isso jamais afetasse negativamente à terceiros.

Deus é um conceito. Não deveria ser uma maneira lucrativa de converter pessoas. E inventar doutrinas. E abrir igrejas. E extorquir o pobre salário de quem mal tem dinheiro pra comer.

Fui criada como católica praticante, por obrigação. Sou batizada, fiz catequese, crisma, e tudo que manda a cartilha. Saí de casa aos dezessete e nunca mais pisei numa igreja católica.

Mas isso não significa nada.  Pelo menos pra mim, não significa.

Acho completamente errado que quem prega que “Deus está em todas as coisas” queira que eu me confesse com outro humano, tão falho quanto eu. Afinal, se ele está em todas as coisas e lugares, não me bastaria fechar os olhos para encontrá-lo?

Há alguns dias atrás, enviei via twitter a seguinte frase: “Seja lá qual for a sua religião, eu te respeito. Mas se você tentar me converter EU TE MANDO TOMAR NO CU” – E surpeendi-me ao receber vários RTs para a frase, além de vários seguidores agregados.  Com o perdão do palavrão, (minha boca é meio suja demais) as pessoas deveria respeitar mais as crenças das outras. E saber que insistir em converter alguém para sua própria doutrina é inútil. Só vai fazer a outra pessoa sentir raiva.

Somos livres. Somos pensantes. Temos idéias. E direito de acreditar no que achamos que é certo.

Eu, por exemplo,  acredito numa força divina e inexplicável que conduz sempre todos os caminhos para o bem (o tão chamado “Deus” por aqui). E acredito que não importa qual religião a pessoa escolha em seguir, todos os caminhos levam ao mesmo lugar. Todas as doutrinas adoram de alguma forma, a mesma divindidade de bondade.

Até mesmo os ateus, têm seu lado de crer. Eles apenas escolhem  não acreditar no que não se pode explicar, e isso é um direito deles. Mas isso não quer dizer que eles não queiram o bem da humanidade, da mesma maneira que o mais assíduo religioso prega. São apenas visões diferentes do mesmo bem comum.

Deus, pra mim, é bem comum. Não interessa como. Nem onde. Nem quem. Nem quando. Muito menos qual crença você siga.

deus

Agora SaiDaqui e vá trabalhar!

@amanda_arm dia 25 de janeiro de 2010
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