Tenho a teoria do abraço.
Na verdade, podemos ampliá-la para teoria do contato.
É claro que ninguém gosta de gente pegajosa. Ainda menos quem não se conhece direito. Daquela série “intimidade falsa que incomoda”.
Mas a minha teoria envolve gente que gostamos, que nos identificamos. Sou do tipo que gosta de dizer “eu te gosto” com as mãos. Acho que sou a fã número 1 do contato.
Vivo de abraços e beijos, e na minha teoria, eles alimentam a alma. Sorrisos cativam, abrem portas de amizades que talvez antes não existissem. Toques, olhares e afagos demonstram proximidade.
A teoria do contato prega pelo bom humor. Pela gargalhada estampada, pelo sentimento silencioso. Porque dá pra dizer tanta coisa sem usar palavras, que às vezes a gente esquece como se faz.
Principalmente nesse mundo de internet, onde a tela não transmite cheiro nem tom de voz. E onde um botão de “like” não diz o que o um sorriso o faria. Muito menos um RT diz “eu concordo” com um aceno de cabeça.
Compartilhar fotos, comentários, idéias e pensamentos na internet é essencial. Te faz sentir vivo e interativo. Desde que você não deixe de lado o toque.
As pessoas que podem lhe abraçar, dar um beijo e tomar uma cerveja juntos. Alguém que lhe conte uma piada sem graça e você dê um sorriso amarelo ou faça cara de ué ao não entender. Ou que gargalhe aos montes.
Que nunca lhe falte cafuné. Nem massagem nos pés. Muito menos dormir de conchinha.
Que nunca lhe falte alguém para beber um vinho, andar de mãos dadas ou chorar no colo.
Que nunca lhe falte alguém para lhe dar bronca, conselho ou te emprestar uma fantasia brega.
Que nunca falte vida real. Nós somos humanos, e PRECISAMOS de contato.
E se algum dia você me encontrar na rua, não tenha medo: me abrace! Eu vou adorar
Ontem, conversando com uma pessoa sobre blogs e vida virtual, lembrei-me desse texto da @Babiarruda que li há um tempo atrás. E confesso que concordo com ela:
“O que posso dizer é que somos seres únicos, pensamos, sentimos e agimos de formas diferentes. As pessoas não são robôs e sim, possuem sentimentos e estão sujeitas a oscilações de humor e de amor. O mundo virtual aproxima caracteres, concilia afinidades e traz as pessoas para o mundo real, e isso é indiscutível.”

Vida virtual versus vida real vai sempre ser uma interrogação. Até onde confiar nas pessoas do mundo virtual? Quem são aquelas pessoas na vida real? É saudável e excluir do mundo real e viver na frente de um computador? É fácil abstrair o mundo virtual e não ter contato com pessoas de outros lugares?
Não sei. Não sou psicóloga, não sou médica, muito menos entendida de tudo. Mas sei que tudo que é extremo, faz mal. Minha opinião pessoal é que amigos virtuais podem e devem existir SIM. Cada vez mais as sensações e sentimentos se espalham até no mundo surreal que a Internet criou. Não vejo problemas em fazer amigos do outro lado do mundo com quem você possa conversar às 4h da madrugada quando estiver com insônia. Muito menos em desabafar com alguém via MSN quando não se pode pegar um avião e correr para o colo da mamãe (acreditem, eu faço muito disso!)
Por outro lado, não se pode descartar o contato. O olhar. O toque. O cheiro. Sentar na mesa de bar para se embriagar com aquele amigo doido de pedra, ou ir no cinema com aquela amiga fofa pra chorar na comédia romântica que ninguém mais iria contigo. Sociabilizar-se.
E porque não unir o melhor dos dois mundos?
Tornar amizades virtuais em reais. Conhecer pessoas nunca fez mal à ninguém. Viaje, troque experiências. Conhecimento. Arrisque um pouco (sempre com cautela ante ao desconhecido, ok?), descubra que ele não é nada como parecia na foto do Twitter. Beije aquela gata que fica muito mais bonita ao vivo do que na foto do Facebook. Se irrite com aquele cara que parecia tão legal pelo Orkut, mas que é um mala na vida real. Descubra as pessoas.
Tire suas máscaras virtuais sempre que possível. Use Internet como recurso de novas amizades, mas não esqueça que a vida é vivida em carne e osso.
Resumindo: Use o Twitter para chamar os amigos, mas não leve o notebook pro boteco. Entendeu meu ponto?
Relacione-se. Na vida real. Na vida virtual. Na vida imaginária. Onde quiser. Somos todos feitos de sociabilização. De contato. Não acha?
E SaiDaqui!

Abro a janela pra vê-la cair fina. Deliciosamente silenciosa e fria.
Ela sempre foi sinônimo de silêncio, meditação. De música cantada com os olhos. Abraços dados em gotas.
Da tristeza errada, carregando o corpo com saudade de outra metade que não existe. De uma vontade incompleta daquele sei-lá-o-quê com cheiro de baunilha.
De pipoca, filme, algodão doce e sonho de padaria.

Ninguém deve gostar tanto de chuva quanto eu. Do cheiro de avô-anjo que ela me traz. Da memória de um beijo que nunca existiu.
Peço que me falte sempre guarda-chuva. Que ela me molhe sempre que precisar lavar a alma. E cante para eu dormir em noites quentes.
Tomara que eu a odeie por um segundo, enquanto penso que ela estragará meus sapatos novos; e que no segundo seguinte eu me lembre que, na verdade, prefiro mesmo andar descalça.
E que as nuvens nos lembrem sempre que carregar memórias ruins é opcional. Pra gente ver com os olhos como elas ficam mais bonitas depois de chover, e lembrar que tudo aquilo que foi lavado por ela já não deveria estar ali de qualquer jeito.
Que para alguns, ouvi-la seja sinônimo de contato com Deus. Ou Jah. Ou Buda. Ou Guaraci. Ou Zeus. Ou qualquer forma de bem superior. E que para outros, ela não seja nada além de incômodo, forçando-os lembrar que vez ou outra faz bem mudar os planos.
Mas que ela nunca passe despercebida. Que por mais adversas sensações que a mesma chuva possa causar nas pessoas, indiferença NUNCA seja uma delas.

PS: SaiDaqui!
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