Por um mundo com pessoas mais diretas.
Que falem mais o que sentem. Evitem briga desnecessárias e que assuntos pequenos se tornem grandes bolas de neve.
Que sejam mais sinceros. Digam quando não gostarem do novo corte de cabelo da namorada, ou que aquele vestido a deixa mais gorda.
E que as mulheres aceitem esses tipos de verdades. Parem de tanta manha, charme, cu doce e mimimi. Que elas parem de fingir que quando um homem diz algo sincero, é o fim do mundo. Como se fosse o apocalipse em forma de palavras urrando que ter desejos sexuais por ela é crime federal e pecado capital.
Particularmente, acho lindo quando um homem sabe ser sincero quanto às suas intenções e ao mesmo tempo consegue não perder o respeito ou ser grosseiro no que diz. Verdade é afrodisíaca.
E, não me entendam mal: não é pra chegar na mina dizendo que quer comê-la vigorosamente no fim da noite. Até porque, sou romântica assumida (incontrolável e irreparável, até) e acho que todas as fases de conquista, surpresas, descobertas e paixonites agudas devem existir em seu determinado tempo. É lindo e todo relacionamento precisa disso, desde o começo.
O ponto é que dizer o que pensa não deveria ser tão difícil.
Conversar sobre algo que incomoda sem se acomodar calado. Dar opinião sincera sobre o sapato laranja fluorescente com bolinhas roxas que ela decidiu comprar. Assumir que não gosta de futebol e que não tem interesse se o time dele ganhou no fim de semana. Pedir que ela compre uma lingerie mais ousada, porque você gosta. Pedir que ele jogue fora aquela cueca já sem elástico, porque a incomoda.
E que falar sobre posições favoritas no sexo seja tão natural quanto decidir onde será o jantar do fim de semana.
Menos tempestade em copo d’água. Mais amor e bom humor.
Tão simples e ainda tão utópico. Que tal começar?
SaiDaqui!
Falar de sexo é cada vez menos um tabu para as pessoas, mas infelizmente existe no mundo muitas pessoas absurdamente fechadas para esse assunto.
Engraçado como ter um filho e/ou amamentar pode ser a coisa mais linda do mundo, mas o concebimento do mesmo tem que ser mal visto. Porque não achar lindo também o sexo? A maneira unificada que dois corpos se encontram em sentimento, libido, tesão e carícias para que uma nova vida seja criada?
Porque não conversar sobre sexo?
Porque ter vergonha de admitir que gosta, que sente prazer, ou que simplesmente o ato sexual é algo comum entre quase todas as pessoas adultas que conhecemos?
Talvez muitos problemas seriam resolvidos com conversas francas. Conhecimento diluído em conversas de bar, amigos de trabalho e futebol às quintas. Aulas específicas na escola, conversas francas com familiares. Dividir conhecimento sempre fez bem para todos.
Querem exemplos?
Numa conversa imaginária de uma mãe e filha inexistentes, não existiria vergonha nem receio de perguntar e responder qualquer coisa relacionada a sexo.
As coisas seriam mais abertas e menos complicadas entre pais e filhos que se comunicassem. Já pensou? Talvez se a mãe tivesse ensinado antes os métodos contraceptivos eficazes, a filha de 16 anos não teria engravidado tão precocemente.
Se o pai não a tivesse proibido de namorar, talvez ela não teria que mentir sempre e sair escondida para lugares escuros e perigosos quando quer vê-lo.
Se a escola os tivesse ensinado o uso correto da camisinha, eles não teriam se desesperado por usar 4 preservativos de uma vez e todos terem estourado por ser incorreto.
Se ele tivesse lido um pouco mais, ou conversado com outros colegas sobre isso, talvez tivesse evitado a AIDS aos 18 anos, quando transou sem proteção nenhuma.

Dentre inúmeros outros fatores, eu reafirmo: conversem sobre sexo com suas pessoas mais próximas! Troquem idéias, tirem dúvidas, leiam sobre o tema. Não tenham medo de descobrir coisas novas. Sejam curiosos. Inovadores. Transmitam conhecimento. Evitem besteiras.
Transem. Amem. Sempre. E SaiDaqui!
- Oi. É…Tudo bem?
- Se estivesse tudo bem eu não estava aqui né? Desembucha meu filho, o que tu tá querendo essa noite?
- Na verdade, eu…Eu queria era conversar mesmo.
- Conversar? Tu queria ir num psicólogo e acabou no puteiro?
- Eu realmente gostaria de conversar essa noite. Quanto fica?
- Não vai ter nada de putaria? Nada de sacanagem? Neca de pitibiriba?
- Não. Só conversa mesmo. E você escolhe o lugar.
- Tá. Pare tudo. Você está dizendo que veio me procurar, pra conversar e eu ainda posso escolher um lugar que não seja um motel pulguento?
- Exato. Quanto fica?
- Você é gay?
- Não, eu não sou gay. Eu apenas tenho vontade de conversar com alguém desconhecido. Pode ser ou tá difícil?
- Você é quem manda. Mas vai ficar R$200,00. Sabe como é né? Serviço de psicóloga sai mais caro.
- Feito. Entre no carro.
(minutos constrangedores se passam)
- E aí? Pra onde vamos? Eu disse que tu pode escolher.
- Na verdade eu estou com fome. Poderíamos comer algo enquanto conversamos?
- Absolutamente. Em qual restaurante quer ir?
- Restaurante? Não, não. Olhe como estou vestida. Vamos apenas passar no Drive Trhu do Mac Donald’s ali mesmo.
- Você é quem sabe.
(comeram em silêncio. Ela não conseguia disfarçar o quanto aquela situação a deixava constrangida)
- Isso tudo é muito estranho.
- O que é estranho? Eu querer apenas conversar contigo?
- É. O fato de eu não ter que falar besteiras no seu ouvido, nem fazer sacanagem com seu pau enquanto tu nem olha pra minha cara é muito diferente do que eu estou acostumada. Ficar constrangida por NÃO ter que fazer putaria. Estranhamente não saber o que dizer a não ser relacionado à sexo.
- Qual o seu nome?
- Agatha.
- Seu verdadeiro nome.
- É Maria. Mas por favor, não conte pra ninguém. Podemos ir pra um local mais calmo? Não gosto de ficar em carros. Tem um motel aqui perto. Não é caro, nem muito ruim.
(ele liga o carro, segue as instruções da moça e chegam no local. Ele abre a porta do carro, deixa ela ir na frente, e ao entrarem, ela não aguenta e lhe tasca um beijo)
- Porque você fez isso? Você sabe que não precisava. Eu só te contratei pra conversarmos…
- Shh. Eu sei. Tô fazendo isso porque eu QUERO. Esquece ate do pagamento. Essa noite eu não sou puta. Hoje vou ser SUA MULHER. Vou dar pra você porque eu estou com vontade. Porque você fez por merecer.
Começaram a se beijar levemente, com lábios que mal se tocavam, atiçando cada vez mais o prazer e a vontade de ambos. Periodicamente, os beijos ficavam mais intensos e carnais. Até estarem quase gemendo de prazer apenas com o beijo.
Ele a pegou no colo e deitou-a na cama. Enquanto beijava cada centímetro de seu corpo, tirava as poucas peças de roupa que a cobriam, e ela segurava seu pau com tanto fervor e vontade que ele sentia vontade de gozar só com o toque dela.
Tiveram as melhores preliminares da vida de ambos, e transaram como adolescentes enlouquecidos, mortos de desejo um pelo outro.
Após terminados, seguiram vários momentos de carícia silenciosa, até que ela não se aguenta de curiosidade e pergunta:
- Sobre o que você queria conversar quando me contratou?
- Nada. Não…Não era nada.
- Como nada? Não minta pra mim. Ainda podemos conversar. Aliás, agora mais ainda que podemos conversar. Estamos conectados.
- Melhor deixar pra lá.
- Não. Agora eu quero saber. Fale!
- É que…Eu queria conversar sobre uma puta por quem havia me apaixonado…

Pois é amigos leitores. Acontece. Agora SaiDaqui!
Todas as minhas melhores inspirações sempre surgem em conversas de bar, e esta não podia ser diferente. Ontem à noite, já depois de alguns chopps num boteco deliciosamente movido à samba aqui de Porto Alegre (o Dona Neusa), e lá estava eu, travando conversas absolutamente intrigantes e socialmente profundas…
Eis que exponho um assunto que vem me açoitando os pensamentos: como é chato viver em um mundo onde cada vez mais, educação é exceção.
E não, eu não refiro-me à educação escolar, pois essa, todos nós já sabemos que anda um caos por aqui. Infelizmente.
Eu falava de educação de berço. Aquela que devia vir de pais e mãe. Educação básica de ser humano.
Aquela que pelo menos em teoria, é o básico e esperado de alguém. Mas que está se tornando cada vez mais rara.
Aquela educação de pedir licença, dizer obrigado, desejar bom-dia, respeitar os idosos, não brigar em filas, não agredir ninguém por aí, ajudar quem tem dificuldades ou simplesmente não ser desrespeitoso.

O problema é que às vezes nem os próprios educadores ligam pra isso. Que exemplo tem alguém cujos pais são extremamente mal educados? E não precisamos ir longe. Porque não é necessário ser pai para dar bons exemplos.
Tenho um medo absoluto de ser mãe. Medo do mundo que meu filho viveria, sinceramente. Mas esse é um tema pra outro texto.
Sei lá. Às vezes me pego pensando em que exemplos estamos passando para as futuras gerações. Claro que eu erro, e nem sempre estou de bom humor (maldita TPM, hehehe) – mas sei que tento meu melhor. E você? Já desejou pelo menos um bom dia para alguém hoje?
SaiDaqui e vá fazer sua parte!