Se “Deus” existe, ele não te deu nada de graça

Não, eu não sou ateu (existe feminino disso? Atéia?) mas respeito (e muito) quem seja. O direito é todo deles em não acreditar no que não se pode provar.

Particularmente, acredito na existência de um poder /força superior que sempre nos influencie e encaminhe para o bem. Mas sou agnóstica quanto ao tema: se ela existe ou não, aceito que essa resposta jamais será encontrada e convivo bem com isso.

Também respeito todo e qualquer tipo de crença e religião, DESDE QUE VOCÊ NÃO TENTE ME DOUTRINAR, ou julgue as outras formas de crer no bem. Acho que se algo lhe faz bem e você acredita naquilo, não tem porque ser discutido.

Mas confesso:  ODEIO fanático dizendo que tudo que se consegue na vida é PURA E SIMPLESMENTE a vontade de Deus.

As pessoas conseguem as coisas na vida porque merecem. Porque batalham por elas.

Acordar cedo, trabalhar duro, juntar dinheiro, objetivar prioridades, cuidar de quem gosta, ter amigos que queiram estar por perto, uma família que lhe agrade e gente que te quer bem é culpa SUA. É culpa e merecimento de como você lida com o que tem e batalha pelo que não é lhe dado de mãos beijadas.

Aliás, se Deus desse mesmo tudo de graça, não teria valor ou sentido batalhar por elas. Se existe essa tal força que quer sempre o bem, ela provavelmente quer que saibamos dos bons valores das nossas conquistas, certo? Ele pode sim te dar forças, te dar coragem, te ajudar em crenças para superação. Mas de novo: “Deus” nunca te dará as coisas sem que você as mereça ou batalhe por elas.

Enfim, era isso. Agora SaiDaqui! E repense no que você quer. E queira sempre o bem. o/

@amanda_arm dia 18 de julho de 2011
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“Deus” versus Religiões

Falar de religião sempre vai ser delicado. E complicado.

Porque envolve 10.000 seitas e doutrinas diferentes. E mais de 6 bilhões de crenças (porque cada ser humano pensa do seu jeito, afinal das contas).

Pra ser sincera, eu não tenho religião nenhuma. E não acho que isso seja um pecado.

Muito pelo contrário: Acredito que ter a mente aberta para entender e ouvir sobre doutrinas diferentes é a melhor maneira de formar sua própria religião.

Por mim, não existiriam religiões formadas. Cada um acreditaria no que achasse que fosse melhor pra si. E que isso jamais afetasse negativamente à terceiros.

Deus é um conceito. Não deveria ser uma maneira lucrativa de converter pessoas. E inventar doutrinas. E abrir igrejas. E extorquir o pobre salário de quem mal tem dinheiro pra comer.

Fui criada como católica praticante, por obrigação. Sou batizada, fiz catequese, crisma, e tudo que manda a cartilha. Saí de casa aos dezessete e nunca mais pisei numa igreja católica.

Mas isso não significa nada.  Pelo menos pra mim, não significa.

Acho completamente errado que quem prega que “Deus está em todas as coisas” queira que eu me confesse com outro humano, tão falho quanto eu. Afinal, se ele está em todas as coisas e lugares, não me bastaria fechar os olhos para encontrá-lo?

Há alguns dias atrás, enviei via twitter a seguinte frase: “Seja lá qual for a sua religião, eu te respeito. Mas se você tentar me converter EU TE MANDO TOMAR NO CU” – E surpeendi-me ao receber vários RTs para a frase, além de vários seguidores agregados.  Com o perdão do palavrão, (minha boca é meio suja demais) as pessoas deveria respeitar mais as crenças das outras. E saber que insistir em converter alguém para sua própria doutrina é inútil. Só vai fazer a outra pessoa sentir raiva.

Somos livres. Somos pensantes. Temos idéias. E direito de acreditar no que achamos que é certo.

Eu, por exemplo,  acredito numa força divina e inexplicável que conduz sempre todos os caminhos para o bem (o tão chamado “Deus” por aqui). E acredito que não importa qual religião a pessoa escolha em seguir, todos os caminhos levam ao mesmo lugar. Todas as doutrinas adoram de alguma forma, a mesma divindidade de bondade.

Até mesmo os ateus, têm seu lado de crer. Eles apenas escolhem  não acreditar no que não se pode explicar, e isso é um direito deles. Mas isso não quer dizer que eles não queiram o bem da humanidade, da mesma maneira que o mais assíduo religioso prega. São apenas visões diferentes do mesmo bem comum.

Deus, pra mim, é bem comum. Não interessa como. Nem onde. Nem quem. Nem quando. Muito menos qual crença você siga.

deus

Agora SaiDaqui e vá trabalhar!

@amanda_arm dia 25 de janeiro de 2010
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