Contra Ecochatos de Modismo

Eu sempre fui a favor da natureza. Concordo que nós, humanos, estamos destruindo com o planeta Terra desenfreadamente e precisamos criar soluções sutentáveis pra ONTEM, visando melhorias na qualidade de vida para os nosso talvez futuros filhos.

Sou do tipo de compra briga na rua quando vê alguém maltratando animais, xingo quem eu vejo jogar lixo no chão (quase apanhei várias vezes por isso, hihihi) – principalmente a maioria dos fumantes, que insiste em jogar a MERDA da bituca no chão. Dá vontade de mandar enfiar naquele lugar pra apagá-la devidamente.

Mas eu confesso: sou totalmente contra ecochatos. Aquelas pessoas que, pela minha definição, acatam toda e qualquer coisa que lhes falam e iniciam revoluções e revoltas muitas vezes até sem fundamento (Vide a discussão da nova coleção da Arezzo, que trará peles de animais exóticos: Tinha gente criticando sem nem saber do que se tratava). Ressalva: que fique MUITO claro o quanto sou contra o uso de peles. Mas isso já não vem mais ao caso.

Modismo não né pessoal? Faça-me o favor.

Se você é contra algo, tenha fundamentos. Tenha princípios. Pesquise sobre o tema. Saiba do que está falando antes de criticar. Entenda o óbvio: às vezes o “buraco é mais embaixo” e o real problema nem é aquele que você pensou que era.

Exemplo prático de modismo ecochato que todos aderiram sem pesquisar? As tais ecobags (foto abaixo).

Alguém chegou dizendo que elas são de algodão, economizam sacolas plásticas, que poluem o ambiente, e que utilizá-las seria uma boa maneira de prevenir a poluição desenfreada. TEM CERTEZA?

Pois, um recente estudo constatou que o polietileno de alta densidade (Pead) usado nos sacos plásticos causa menos danos do que as sacolas reutilizáveis. E o maior problema é o ínfimo número de vezes que as ecobags saem do armário.

Para se ter uma idéia, UMA sacola de algodão precisaria ser usada todos os dias úteis do ano para ter menos impacto que os saquinhos plásticos. E todos sabemos que isso não acontece. Pior que isso: O relatório confirma que os sacos plásticos são cerca de 200 vezes menos prejudiciais ao clima do que os de algodão.

E eu ainda vou mais longe: assumindo que todos utilizamos as tais ecobags todos os dias e conseguimos que essa seja uma solução sustentável, onde você colocaria o lixo da sua casa? Sim, amigo, você ainda gastaria dinheiro comprando aquelas MESMAS sacolas plásticas do supermercado para jogar seu lixo. Aquelas mesmas que você já usa hoje em dia.

Esse post é para que você pense. Que tenha idéias, que seja contra ou a favor de alguma solução dita sustentável por qualquer outra pessoa ou empresa. Mas que tenha a inciativa de pesquisar sobre o tema, e que TENHA UMA CAUSA/RAZÃO antes de sair criticando por aí.

Ser ECOCHATO DE MODISMO não está com nada. Fica a dica. ;)

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 19 de abril de 2011
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Sobre exposição e julgamento

Ter um blog é sinônimo de exposição, e por isso leva certa coragem para fazê-lo. Particularmente, até confesso que sou egoísta a ponto de escrever pura e simplesmente o que penso, o tempo todo. E sobre qualquer assunto, sem qualquer pudor na língua ou no pensamento.

O que também não quer dizer que não aceito críticas ou opiniões adversas. Pelo contrário, acho que expor tanto o que penso acaba sempre gerando mais bafafá que o normal no fim das contas.

Mas graças à diversidade humana, as pessoas que passam ali por acaso e acabam lendo um ou outro texto acabam criando uma forte opinião sobre eu como pessoa: Por se identificarem com minha linha de raciocínio, por terem me achado bonitinha na foto, ou por discordarem de toda aquela baboseira escrita.

Também não consigo separar completamente a vida real dos textos que escrevo: É CLARO que se eu estiver triste, provavelmete o texto não seja todo animado e otimista. Sentimentos refletem nas palavras.

Pra ser sincera, até os namorados que tive encanavam um pouco muito. Tinham medo do que os outros vão pensar quando “notarem que eu escrevo tanto sobre sexo” por exemplo.  E aí vem a pergunta: E DAÍ que eu escrevo sobre sexo? Todo mundo faz, e gosta. Sua mãe não é virgem, e você é grandinho o suficiente para saber de onde vêm os bebês, certo? Então porque não aceitar que é um assunto natural, e tratá-lo como tal?

Se eu escrevo sobre sexo, isso não me faz uma puta pervertida. Se eu escrevo sobre cultura, filmes e videogame isso não me faz uma nerd descontrolada. Se eu escrevo sobre amor, isso não me faz expert. Se eu escrevo sobre comportamento humano, isso não me faz psicóloga. Mas se eu escrevo sobre tudo isso, isso me faz normal (não muito, mas faz).

Todo mundo deveria lembrar que a vida virtual é nada mais que uma continuação da real; e que é saudável que ela sirva de contato inicial com outro ser, mas que nunca se limite a isso. Apenas ler o que eu escrevo te dá uma idéia do que penso, mas não te faz meu melhor amigo. Pessoas vivem de contatos e experiências reais. Eu sou de carne e osso (atualmente mais carne do que osso) e adoro conhecer novas pessoas. Eu existo, rio e choro como todo mundo. Quer me conhecer melhor, estou aqui.

Mas julgar não está com nada. Fica a dica  ;)

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 22 de março de 2011
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Segunda Cultural 16: A Origem

Inception-the-Movie

Trabalhando com um roteiro de sua própria autoria, e que encontra ecos em toda a sua filmografia, o cineasta Christopher Nolan nos apresenta a seu personagem principal, Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um ladrão profissional especializado em subtrair segredos industriais diretamente do subconsciente das suas vítimas, por meio dos sonhos.

Cobb e seu parceiro, Arthur (Joseph Gordon-Levitt), são contratados pelo misterioso Saito (Ken Watanabe) para realizar um serviço diferente do que estão habituados e, teoricamente, quase impossível: inserir uma ideia no subconsciente do bilionário Robert Fischer (Cillian Murphy).

Trabalhando com uma equipe bem eclética, que conta ainda com a arquiteta Ariadne (Ellen Page), o químico Yusef (Dileep Rao) e o “falsificador” Eames (Tom Hardy), Cobb esconde de seus companheiros um segredo potencialmente letal, algo que remete a uma tragédia envolvendo sua esposa, Mal (Marion Cotillard).

Nolan fez algo raro para os realizadores contemporâneos (de qualquer arte), que é confiar na inteligência de seu público, acreditando que este é capaz de compreender uma obra que não tenta se explicar a cada dez minutos.

Do ponto de vista técnico, o longa é virtualmente perfeito. Lidando com diversos níveis de realidade, seria fácil para o espectador se perder durante a película. Nesse sentido, aparece a genialidade de Nolan e a competência e dedicação do montador Lee Smith, que conseguem tornar a narrativa do filme não apenas compreensível, como também irresistível.

DiCaprio surge em cena como um homem competente, mas fragilizado. Tal fragilidade não surge não apenas como efeito colateral de seu ofício, mas principalmente por suas experiências pessoais.

Marion Cotillard também surge honrando sua a missão de retratar em cena uma clássica e sedutora femme fatale que é, ao mesmo tempo, uma tentação, uma ameaça e um objetivo para Cobb.

Os demais personagens podem não ser tão desenvolvidos, mas não deixam de ser interessantes. Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page, além de dividirem uma ótima cena, possuem uma excelente química com DiCaprio, sendo os laços mais constantes de Cobb durante a trama. Page, em especial, divide dois momentos fabulosos com o protagonista. Tom Hardy transforma seu Eames em um adorável canalha e Ken Watanabe surge soberbo como o misterioso Saito. Cillian Murphy aparece um tanto quanto passivo durante boa parte do filme, mas tem seu momento ao sol durante o terceiro ato da produção.

Christopher Nolan segue sem erros em sua carreira como cineasta e “A Origem” deve ser lembrado não apenas como um dos melhores filmes de 2010, mas também como um dos blockbusters mais inteligentes e originais da história do cinema. Há um pouco de Don Cobb em cada cinéfilo, principalmente quando a nossa realidade se torna menos atraente que a ficção.  Altamente recomendado.

Fonte.

@amanda_arm dia 9 de agosto de 2010
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Segunda Cultural 15: Resident Evil 5 – Crítica – Jogo

ResidentEvil5

Para quem acompanha a saga Resident Evil desde 2005, sabe que o primeiro deles foi passo importante para os jogos de ação. O segundo, já contou com uma reestruturação completa de uma velha maneira de se ver esses jogos e se converteu em um dos mais revolucionários games da época. Já em sua edição número 5, Resident Evil sofreu algumas alterações. O que eu penso delas?

Como disse a Capcom, esta quinta parte seria um “reinício” para a saga. Agora entende-se porquê: Se seguissem exatamente a história como nas outras versões, não restariam muitos mistérios a serem desvendados em RE5. Além disso, temos o surgimento de uma companheira, que necessariamente jogará contigo (controlada por um segundo jogador, ou por inteligência artificial se jogando sozinho).

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Claro que tiveram que fugir um pouco de suas raízes anteriores, mas ainda assim, RE5 é um jogo surpreendente: Chris Redfield é nosso personagem principal, que chega à um país fictício chamado Kijuju, onde o vírus que converte pessoas em seres violentos e famintos por matar (ainda assim, não são necessariamente zumbis) está espalhado, onde também conhece sua nova companheira Sheva.

A história em si, ainda que possa parecer meio que desconectada das outras versões da saga, tem fortes laços com o passado já apresentado de Resident Evil, já que consta também no resgate de Jill Valentine, ex companheira de Redfield em suas missões, dada como morta.

Alguns fanáticos podem ainda criticar muito o fato de ter uma companheira no jogo e perder aquela sensação de estar sozinho no meio dos zumbis e morrer a qualquer hora. Claro que isso é uma questão de opinião pessoal e não entrarei em discussão sobre o tema. Particularmente, achei o jogo mais emocionante, já que mesmo quando se joga sozinho, é necessário administrar as armas de ambos e ajudar a companheira, fazendo obrigatóriamente um trabalho em equipe para ter sucesso.

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Em quesito de jogabilidade, RE5 não se difere tanto de sua versão anterior, mas graficamente, temos algumas imagens surpreendentes, como o leitor pode notar com as fotos desse post. O jogo ainda suporta divisão de tela, jogo online com poucos problemas de conexão e muita emoção sempre garantida.

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No fim das contas, Resident Evil mostrou-se um sólido jogo de ação, que se saiu muito bem a meu ver. Como percebe-se o empenho gasto neste, esperaremos cada vez mais e melhor dos criadores. E enquanto isso, divirtam-se com RE5, pois vale o investimento.

A média de preço do jogo no mercado brasileiro é de R$130,00.

Agora SaiDaqui e vá jogar!

@amanda_arm dia 12 de julho de 2010
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