Tatuagem é afrodisíaco

Tatuagem é afrodisíaco.

Perguntando por aí, criei várias teorias. Talvez um pouco de cada uma esteja certo. Ou nenhuma. Mas vale a tentativa de explicar o caso.

Imagine a seguinte situação: Duas meninas bonitas. Mesmo porte físico, mesma idade. Uma tem tatuagem grande e a outra não. Qual chama mais a atenção?

95% dos casos respondem a com Tattoo. Quase ninguém sabe explicar porque.

Primeiro porque Tatuagem é uma forma de arte. Uma maneira diferente e colorida de enfrentar a sociedade e se fazer ser diferente. Por si só, já atrai mais olhares por suas diversas formas e maneiras de dizer algo com desenhos e cores.

Segundo porque, para se ter a pele pintada para sempre, é necessário passar por um processo de dor, de superação. O imaginário de agulhas penetrando a pele talvez crie em outras pessoas a sensação de que aquela tatuada é uma mulher mais forte. Capaz de aguentar mais dor do que uma pessoa de pele lisa, por exemplo.

(Parêntesis para comentário pessoal: Quanto à esse item, também associam muito por aí que mulheres tatuadas gostam mais de sexo em geral, principalmente de anal e sadomasoquismo. CUIDADO: Nem sempre é verdade, apesar de ter uma LEVE relação quanto ao quesito dor. Lembre-se que cada mulher é diferente, e ser tatuada ou não normalmente não interfere no sexo).

Terceiro porque é, de alguma forma, ir contra o que a grande maioria considera bonito. É ter coragem o suficiente para criar e buscar o SEU estereótipo de beleza, sem se importar com opiniões, olhares ou críticas ferrenhas. Um tapa na cara da sociedade, dizendo quem manda na sua própria vida.

Quarto, porque de alguma forma, é contar sua história sem dizer uma só palavra. Revelar um pouco mais da crença, do costume, do hobbie, dos gostos musicais. Mesmo quando ninguém perguntar.

Quinto porque é atrativo de abordagens: Sempre foi uma maneira legal de se iniciar uma conversa. E digo por experiência própria: As pessoas se tornam mais sociáveis quando falam com pessoas tatuadas. Abordam para fazer as mais variadas perguntas (das mais idiotas, do tipo: “DOEU?” às mais intrigantes, como “E quando você tiver 70 anos?”) e isso acaba virando rotina. É divertido fazer amizade (colorida ou não) com alguém no caixa do supermercado ou no meio da multidão de um show simplesmente pelo fato de ter uma Tattoo.

Resumindo, ter tatuagem é ser diferente. Contar histórias. Combater os estreótipos de beleza. Superar-se na dor. Lembrar de algo. Chamar a atenção. Mostrar o que lhe faz feliz. E o melhor: Tudo isso sem dizer uma só palavra.

SaiDaqui ;)

@amanda_arm dia 13 de outubro de 2011
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Criatividade: E você pode ser o que quiser

Você pode ser o que quiser.

Já parou para pensar nisso? É uma frase simples, mas sua semântica carrega consigo uma série de pudores e complexidades bobas que nós mesmos nos colocamos.

Aqui, entenda “nós”, como a sociedade: Essa coisa regrada e sem graça que impõe limites e lhe enche de bitolações quanto ao que é dito certo ou errado. Regras necessárias, no fim das contas; já que a partir delas, definimos um caminho para ir além delas.

Porque nossa criatividade é um dom tanto absurdo e infinito: Muitas vezes até vem do que outras pessoas consideram “louco” ou “errado” – E convenhamos…Quem nunca cortejou a insanidade atrás de um pouco de equilíbrio, não é mesmo?

No fundo, o que diferencia os humanos REALMENTE uns dos outros é essa estranheza nossa de cada dia. Esse querer fazer diferente, ser único e especial em algo. Porque de novo, você pode ser o que quiser.

Uma idéia é genial quando incomoda alguém. E ter idéias é nossa essência.

Aceitar que nem tudo na vida vai sair como esperado ou dar certo de primeira é o primeiro passo. O segundo, é permitir-se arriscar um pouco mais. O terceiro? Entender que não há regras para o sucesso. E que o importante mesmo está em COMO você chega onde quer.

Os caminhos estão ali. TODOS eles. No fim de tudo, você será o resultado de cada um deles que esolheu. Meio piegas ou clichê, e talvez um pouco auto-ajuda demais…Mas parece que às vezes a gente se esquece dos óbvios.

Comece simples. Foque nos óbvios. Crie regras. Defina metas. E quebre todas elas, para ser o que quiser.

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 30 de agosto de 2011
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Da lambança que a gente faz na vida…

Desde que decidira mudar de vida, sofreu algumas consequências. Há dois anos era vítima de preconceito em todo círculo social que se envolvia: no trabalho, nos novos amigos, entre as pessoas que mal a conheciam. Gente que se achava sempre no direito de julgar apenas pelo que ela escrevia.

“De outro estado, não conhece ninguém. Cumprimenta todo mundo com abraço e beijo no rosto, não gosta de chimarrão. Fala alto, fala palavrão demais e tem sotaque estranho. Escreve sobre sexo e fala como se fosse homem. Não entende o bom e velho gauchês, vive tirando sarro e tratando bem quem mal conhece. Definitivamente, uma estranha.”

Sei que muitos pensavam assim. Infelizmente, alguns ainda o fazem. Mas hoje já não importa.

Porque aquela vontade de juntar as tralhas e voltar para minha terra já é quase inexistente. Aquela falta de raízes que tanto cultivo por medo de perder de novo pedestais que crio em pregos na areia, já não é tão solúvel assim. Aquele medo de ser tão diferente já virou orgulho.

Aquela vergonha de quando me julgam virou motivo para tirar sarro. E as diferenças se fizeram afinidades. Aquele chimarrão que antes odiava o gosto, hoje não vivo sem. Aquela estranheza ao ver alguém pilchado na rua, já virou orgulho. Dos termos diferentes, fiz novo dicionário. Uma mistura gostosa de paulistês interiorano com gauchês de tudo quanto é canto.

Dos amigos que sempre estiveram perto, a saudade e a distância continuam provando que não são tão importantes assim quando existe algo real. E dos amigos que nunca estiveram perto, a cada dia um novo e surpreendente “pode contar comigo”.

Da mandioca que virou aipim e macaxeira à mexerica que virou bergamota. De cachorro que virou cusco e cavalo que virou pingo. De misto que virou torrada à maionese que virou salada de batata. De menina que virou guria à vizinho que virou 1200km de distância.

Novas histórias de gente que se importa, que faz falta, que gosto de ter por perto. Velhos amigos conhecendo os novos. A família visitando a terra gaúcha. Fazendo planos de morar aqui um dia. Os amigos gaúchos entendendo um pouco mais da cultura paulista.

E essa lambança deliciosa que faço na vida, sendo um pouco de tudo e de todos que me emocionam. À vocês, um muito obrigada por me deixar fazer parte. Por um minuto, um ano ou uma vida toda.

Ass: Uma guria do interior de SP que mora em Porto Alegre e acredita que casa, é todo e qualquer lugar que tenha um pedaço do coração. Agora SaiDaqui! ;)

@amanda_arm dia 2 de agosto de 2011
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Alacridade nossa de cada dia

Desvencilhe-se de planos, de esperanças e de tudo que é físico, material ou sentimental por algum tempo.

Pratique o desapego. Dê roupas que já não usas embora, passe pra frente o que já não te serve mais. Se um dia emagreceres o suficiente pra entrar de novo naquela calça jeans, compre outra, ainda mais bonita. Dê ela embora.desapego3

Guarde apenas lembranças. Não precisa ter o papel de bala do carinha que te deu o primeiro beijo, nem o ticket de cinema que você foi com o primeiro cara que transou. O passado não precisa ocupar espaço no teu presente.

Guarde na memória o que já passou. Passado é um lugar lindo, construído apenas para visitas irregulares: nem pense em morar nele.

Não planeje o que fazer amanhã. Nem o que vestir. Principalmente se você for uma virginiana mega preocupada com detalhes e organizada como a besta antagórica que vos escreve. Não faça reservas no restaurante. Apenas apareça por lá. Se tiverem vaga, theo-24 cr ótimo! Senão, parta pra outro.

Desvencilhe-se de esperanças quanto aos outros. Não espere atitudes que você faria. Não planeje nada. Faça parte do grupo que adora ser surpreendido com o que vier de bom, ao invés de decepcionado se a outra pessoa não agiu ou falou o que você esperava. Todos nós somos diferentes, e portanto, agimos de formas inesperadas perante à situações diversas. Já disseram uma vez que se uma pessoa não gosta de você tanto quanto você esperava, isso não quer dizer que ela não goste no nível máximo que ela sabe fazê-lo.

Cuide de você. Viva num estado de alacridade diária. Não dependa de nada material nem ninguém diferente de você mesmo pra te fazer feliz.

Faça nada. Pratique paciência. Durma mais. Sorria mais. Ande descaço. Dance na chuva. Tome sorvete quando gripado. Beije mais. Use uma roupa diferente. Dê mais chances ao mundo.

Faça-se feliz diariamente. Pra mudar o mundo, basta começar contigo.

E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 30 de junho de 2010
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O valor de ser “normal” pra quem é “especial”

Ela o avistou de longe. Ele estava sentado, encolhido num banco de praça, com uma mão no colo.

Ao seu lado, um pacote de biscoitos. E havia desprezo em seus olhos.

Ela sentiu o rancor ao longe, e decidiu passar  mais perto, só de curiosa que era.

Conforme se aproximava, notava que todas as pessoas reparavam e olhavam para ele de maneira diferente.  E que ele respondia com o mesmo olhar rude, às vezes até com palavras ácidas.

Percebeu então que ele não possuía um dos braços, e entendeu na hora o que se passava.

Era um senhor de mais ou menos 40 anos de idade. Grisalho, magro, bem afeiçoado e vestido de maneira casual com velhos jeans e camiseta creme. Uma das mangas estava amarrada.

Engraçado como tempo e desdém enrijece o coração das pessoas. Parecia que ele estava cansado daquele mundo de preconceitos, onde todos olhavam para ele como uma aberração qualquer.

Ela decidiu sentar-se ao lado dele. Pegaria o próximo ônibus. O trabalho poderia esperar.

Disse um bom dia simpático, e não obteve resposta. Ficou em silêncio por tempo indeterminado, até que ele iniciou uma conversa:

“ Quer um biscoito?”

Ela negou educadamente, alegando que já havia tomado café da manhã.

“Desculpe pela grosseria. É que não estou acostumado com pessoas sendo simpáticas comigo” – Ele acrescentou.

Ela assentiu com a cabeça, e disse que entendia. Contou a história de sua irmã mais nova, um anjo especial que papai do céu enviou pra ela cuidar. Contou das aflições que passaram, explicou a síndrome dela pra ele. E finalizou dizendo como se sentia mal todas as vezes que alguém a olhava daquele jeito diferente.

Contou com aperto no coração quantas vezes ela mesma sentia vontade de xingar ou agredir aquelas pessoas preconceituosas que a olhavam com desdém. E de como ela precisou se segurar em todas elas.

Detalhou o máximo que pode como a pequena irmã a abraçava quando sentia vergonha de ser “diferente” e chorava dizendo que aquilo não era justo. E de como ver aquela cena sempre partia o seu coração. Acho que se ela pudesse, trocaria de papéis com a pequena, só para não vê-la chorar daquela forma.

À essa altura, o homem estava com lágrimas nos olhos. Perguntou se podia não dizer nada.

Ela apenas sorriu. Desejou-lhe um bom dia, e disse que não ligasse pro que os outros pensassem. Mandou-o buscar felicidade dentro de si mesmo, e de quem não ligava por ele ser especial.

Foi embora. Não disseram mais nada.

No dia seguinte, lá estava ele, no mesmo lugar. Mas com semblante muito melhor. Ele a avistou de longe, deu um largo sorriso e gritou: “Bom dia menina!”. Ela acenou com a cabeça e foi trabalhar contente.

Definitivamente, pessoas especias são mais normais do que você imagina.

deficientes_interna

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 7 de janeiro de 2010
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Toda mulher tem um lado BI

Toda mulher tem um lado bi.

A frase é forte, de impacto. Tem efeito, e faz pensar. Além de ser totalmente verdadeira.

Mesmo que inconscientemente, toda mulher ama outra mulher (e não estou falando de amor de mãe, ou de irmã).

Há algo que desperta, que atrai. Tenho algumas teorias.

Talvez a tal fragilidade feminina, a angústia de nunca encontrar o cara certo, a curiosidade de experimentar algo novo, ou ainda o desespero de não ficar sozinha. Talvez a vontade de ser diferente só para contrariar o “fluxo natural” da sociedade hipócrita, ou ainda a busca constante de encontrar respostas de perguntas sempre tão incompreendidas.

Às vezes, por não entender gostar aceitar a masculinidade do mundo ou apenas pela vontade reprimida.

Não me entendam mal. Eu não estou dizendo que todas as mulheres no mundo vão ficar com outras mulheres. Muito pelo contrário. Porque amar alguém, não tem apenas o sentido carnal de ser bi (sim, pasmem homens). Amar alguém pode sim, resurmir-se em ter uma amizade absolutamente extraordinária. De dizer “eu te amo” desprovido de preconceitos. Andar juntas, e confessar segredos.

Eu, particularmente, já quase “despertei” meu lado bi. Tive muita vontade de ficar com uma garota, há uns dois anos atrás…Depois que tive um coração partido e comecei a andar bastante com um grupo de bissexuais (que ainda são minhas amigas hoje em dia). Mas por conta de razões irrelevantes, decidi esperar mais um pouco. E a vontade passou.

Sei que se um dia eu sentir vontade novamente, não terei problemas em fazê-lo. E sinceramente? Acho que ninguém deveria tê-lo.

Porque feliz é aquele que assume quem realmente é, e tem força suficiente para enfrentar os preconceitos da sociedade. Entenda: ser completo é não precisar provar nada para ninguém.

mulher

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 29 de setembro de 2009
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