Relacionamento à distância

Conforme discutido brevemente há alguns dias no meu Twitter, um querido amigo (@thiagokong) se ofereceu para falar um pouco de Relacionamento a Distância. Todas as considerações abaixo são baseadas em experiências dele, internet e histórias de amigos em comum. Vamos ao que interessa?

“Namorei durante quatro meses à distância. Não aguentei.

Não acreditava que isso podia dar certo. A solução? Mudei minha vida. De cidade. De rotina. De tudo.

Tem funcionado bem até hoje.

Mas e quando não há como mudar completamente sua vida? Até onde vale à pena construir as bases de um relacionamento com incertezas? Como vai ser quando o contato físico, a rotina fizerem parte? COMO AMAR ALGUÉM SEM CONVIVÊNCIA?

Acreditem: isso é MUITO FÁCIL hoje em dia.

A Internet nos faz esquecer de pessoas que estão perto, às vezes até não reparar em quem seria um ótimo companheiro, pura e simplesmente pelas graças, palavras e fotos de outrém.

Pecado? Não. Seletividade talvez.

O que causa tanto medo? Depois de tantos porquês, em suma, a palavra FIDELIDADE. O conceito e tudo que vem agregado à ela.

E a diferença entre LEALDADE e FIDELIDADE, embora muito parecidas a meu ver, fazem uma grande diferença nesse caso. Em um relacionamento, quem prima pela fidelidade não trai. É fiel, não fica com outras pessoas. Para os que valorizam mais a lealdade, não importa o que aconteça, no fim das contas é ao seu lado que a pessoa vai estar. Indiferente do que é feito em momentos que estão separados.

Não necessariamente um relacionamento é exclusivo. Por mais que haja amor, existe o desejo, o tesão, a vontade, a necessidade de toque, sexo, beijo, contato. Convenhamos, meio difícil quando o assunto envolve distância. Cada vez mais casais optam pelo tal relacionamento aberto. Entregar-se completamente, munidos de sentimentos e tudo que tem direito APENAS para seus companheiros.

AFINAL, RELACIONAMENTO A DISTÂNCIA EXISTE? Lógico que sim.

FUNCIONA? Aí depende. De como você enxerga a situação. De como vocês concordam no que pode dar certo.

Falando assim até parece simples.

E talvez seja, mesmo. Basta encontrar a pessoa certa.”

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 14 de novembro de 2011
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Com licença, um pouco de sentimento de verdade

Algumas coisas no mundo deveriam ser proibidas por lei; como se despedir de uma mãe que mora longe, por exemplo.

De fato, despedidas nunca foram meu forte, já que meu coração deve ser feito de um cubo de manteiga que se derrete instantaneamente em toda e qualquer situação que emocione. Principalmente naquelas que tem ligação com família. Mais principalmente ainda se elas tem à ver com minha mãe.

Nossa relação sempre foi muito boa. Alguns choques no meio do caminho que fizeram parte, fortaleceram o convívio e nos aproximaram ainda mais. Talvez porque sejamos parecidas demais. Talvez porque simplesmente faça parte do ciclo “mãe e filha”. Hoje, somos grandes amigas e não temos papas na língua: nos falamos sempre o que dá vontade de dizer na hora.

Saí de casa aos 17 anos, clamando por independência. Não me arrependo de nada, conquistei muita coisa e muito cedo. Mas hoje, moro há mais de 1000km de distância, e confesso que faria de tudo para tê-la novamente por perto. Porque não há amor que baste quando estamos juntas.

Vê-la é sempre de acalmar a alma, esquentar o coração que às vezes se esquece de amar mais e mais. É como se fosse uma dose constante de adrenalina e festa dentro de mim, só de saber que ela está por perto. Saber que se eu ficar doente, tem colinho ali. Se eu quiser chorar, ela vai me ouvir. Se eu tiver novidades boas, é pra ela que vou contar primeiro.

Sou muito de toque, contato. Cheiro, gosto, abraço e beijo. Olhar no olho dela e dizer que a amo num abraço. É disso que mais sinto falta. Engraçado como as coisas são: quando eu era adolescente, morria de vergonha de dizer “eu te amo” pra ela. Achava piegas demais.

E cá estou hoje, gritando aos quatro ventos que não vivo sem ela. Aquela que não é perfeita, mas que me torna muito mais feliz. E que de novo, eu faria de tudo para ter por perto novamente.

Mãe, obrigada pela visita. Pela dose de amor. De humor. De ânimo. Pela diminuição da saudade. Por matar a saudade lembrança que eu tinha do teu cheiro. A vontade que eu estava da sua comida. Pelos abraços e beijos que eu tanto quis enquanto você não estava aqui. Por todos os momentos que eu só parei e fiquei te olhando, para tirar fotos com a mente e ficar me deliciando ao lembrar deles depois.

Eu te amo. E ainda vou ficar perto de ti pra sempre, porque se saudade nunca matou ninguém, eu corro um grande risco de ser a primeira vítima.

SaiDaqui! (Não sai não. Você mora no meu coração!) ;)

@amanda_arm dia 20 de julho de 2011
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Para a minha mãe. E pra todas as outras.

Gente que diz “mãe é tudo igual” não sabe a asneira que está dizendo.

A minha é do tipo companheira. Do tipo batalhadora. Do tipo ainda menina, que ainda precisa vir chorar no meu colo (e eu adoro isso). Nossa conexão é forte. É intensa. É muito mais que só maternal.

Mãe que nunca me esperou acordada de madrugada, nunca ligou no meu celular pra saber onde ou com quem eu estava, nem nunca me mandou fazer ou deixar de fazer algo. E isso nunca significou que ela não se importava. Pelo contrário; sempre me mostrou que confiava na educação que me deu.

Do tipo que foi sempre fora do “padrão” maternal, e sempre levou nossa relação na conversa. Nunca me bateu. Sempre me deu altas lições de vida. Me ensinou o valor do trabalho para conquistar algo. Do batalhar pelo que se quer.

Me deixou beber dentro de casa, para que houvesse limites. Para que pudéssemos conversar sobre isso depois. E para que eu não escondesse nada, nunca. Que sempre teve conversas aberta ssobre sexo, e sempre esclareceu tudo que eu precisava para não cometer erros muito cedo.

Do jeito dela, mostrou que as coisas não caem do céu, e mesmo sofrendo muito (que eu sei que ela sofreu) me deixou bater as asas cedo. A mãe perfeita, que tinha consciência de que fazer intercâmbio era uma bela experiência pra vida. Aquela que engoliu a vontade de me deixar nas asas e me deu forças pra ir.

A mesma que chorou e me abraçou tanto quando eu voltei, me deixou sair de casa novamente aos 17, pra que eu pudesse conquistar independência. Ela sabia que eu já tinha asas.

Minha mãe que já teve trabalho o suficiente comigo nessa vida, hoje dorme tranquila por saber que eu me tornei uma mulher com valores bem formados. E que isso ainda não a impede (nem nunca vai impedir) de me chamar de “bebê”.

Hoje, meus olhos se enchem de lágrimas porque não posso mais ter o colinho dela sempre e quando der vontade. Nesse dia das mães, teremos que nos contentar com abraços por telefone. E experiências no coração. Mas não com menos amor.

Mãe, esse texto é mais uma forma de dizer “eu te amo” sem poder olhar nos seus olhos, mas tocando seu coração, já que nunca houve distância que nos separasse. (Droga. Já estou chorando. Ô coração de manteiga que você me deu ein?).

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Feliz dia das mães para você e todas as outras mães do mundo. Porque vocês merecem um dia de princesa! Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 7 de maio de 2010
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Quando nem tudo são flores…

Ninguém nunca disse que seria fácil. Nem que seriam sempre flores.

Mas no fim das contas, mudar a vida completamente valeu à pena.

Para quem não conhece nossa história, leia um pouco mais aqui.

E essa, é a visão do @rbarato sobre nossa vinda do interior de São Paulo para Porto Alegre.  Eu adorei, e espero que gostem também.

“Mudanças não são fáceis, isso é um fato já consumado e devidamente arquivado. Mas elas tendem a serem boas.

Seja de ares, hábito ou o corte de cabelo. Faz bem, renova.

Principalmene se ela é grande.

Mudar de cidade é fácil pra quem muda pra uma cidade vizinha, por exemplo. Mas experimente mudar pra outro estado, a 1400km de casa. Essa, querido amigo leitor, não é nada mamão com açúcar.

Mudando sozinho provavelmente fica mais difícil, mas não é meu caso. Então vamos ao que interessa.

No começo é tudo super legal. Novidade é gostoso. Chegar num lugar que você, antes, só conhecia por foto – ou nem isso – passa a ser divertido. Sair bater perna. Procurar mercados, lojas e outras coisas que serão necessárias no seu dia a dia é legal!

Aí o tempo passa. Você já conheceu bastante lugares e pessoas diferentes. E ai começa a ficar difícil. Começa a sentir falta dos amigos que ficaram. Da família. Dos velhos hábitos e rituais e isso vai te consumindo.

Até certo ponto você aguenta a saudade – e é ela, o vilão dessa história – mas num momento ela aperta e… bum! Abraço amigão. Se você estiver sozinho, há meses fora de casa, ainda não fez amigos e se dedica apenas ao trabalho é a hora que você pensa durante 90% do tempo em voltar.

E essa decisão é tão difícil como a decisão de mudar. E só cabe a você saber o que realmente quer.

Agora se você tem alguém, seja uma companheira(o) ou um melhor amigo que já fez no trabalho tudo muda. Você vê que o que ficou pra trás não é tudo o que você precisa pra ser feliz. Não que sejam menos importantes, jamais! Mas isso é administrável. Saudade é administrável. Voltar pra antiga casa em feriados, datas especiais ou apenas por voltar pra visitar passa a ser o remédio.

E tendo alguém do seu lado fica mais fácil você ver o quanto você mudou. Quanto você amadureceu e se tornou alguém melhor. Porque, queira ou não, você tem que fazer sua comida, botar o lixo pra fora e lavar sua cueca.

Em palavras mais simples: mudar nos faz crescer. E como disse lá no começo, não importa a mudança. A tendência é melhorar, sempre.

Então se você tem dúvidas em mudar eu lhe digo: MUDE. Por mais perrengue que você sabe que vai passar no final vai ver que tomou a decisão certa.”

Né? ;)

Agora SAIDAQUI! e vá mudar sua vida…

@amanda_arm dia 2 de março de 2010
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