Existe prazer na dor? Sem a menor sombra de dúvida, sim.
E não me refiro somente ao sadomasoquismo, apesar da prática normalmente envolver o prazer sexual através de algum tipo de dor, desconforto ou incômodo.
Mas vamos incluir exemplos mais comuns, que não necessariamente tenham a ver com sexo: Tatuagem, por exemplo. A idéia de um conjunto de agulhas perfurando constantemente sua pele em troca de algo que deixe impressões eternas pode até assustar um pouco no começo, mas convenhamos, se o resultado não fosse agradável, não veríamos tanta gente se tatuando por aí. Sem falar no resultado bonito e satisfatório.
Doar sangue também dói. E ainda assim, tanta gente o faz. Pelo bem alheio, para se sentir útil de alguma forma, para fazer o bem, ou para se sentir um herói e salvar vidas desconhecidas. No fim das contas, qualquer um dos motivos ofuscam os pequenos momentos de dor no ato da doação em si.
E não somente física, mas a dor sentimental também pode trazer algum prazer: amar é lindo, mas quem se abre para o amor, corre grandes riscos de se machucar E ter um coração partido é uma das piores dores que um ser humano pode suportar.
Por outro lado, é nesse tipo de dor em que nos conhecemos de verdade. Pensamos na vida, fazemos novos planos, decidimos por mudanças, nos fortalecemos para seguir em frente. Isso sem mencionar no dilúvio de sensibilidade que nos inunda durante esse período. Já parou para pensar que as músicas, textos, quadros ou qualquer outra forma de arte mais lindos foram feitos em momentos de dor?
E dor, no fim das contas é apenas uma regra boba imposta pelos preconceituosos da soiedade Cada ser humano é único, responde de maneira diferente para qualquer tipo de estímulo e tem seu limite quanto ao que pode ser realmente considerado dor. Generalizar que “fazer algo dói” é simplesmente ignorar essa verdade.
Existe prazer na dor, sim. Basta respeitar seu próprio desejo e jogar no lixo esse livro idiota de regras nunca escritas da sociedade que se diz moderna.
SaiDaqui!
Antes de mais nada, o óbvio (não tão óbvio para quem não é familiarizado com esse tipo de prática): BDSM é um acrônimo para a expressão Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo um grupo de padrões de comportamento sexual humano. A sigla descreve os três maiores subgrupos: Bondage e Disciplina (BD), Dominação e Submissão (DS) e Sadismo e Masoquismo ou Sadomasoquismo (SM).
O objetivo principal do BDSM é trazer prazer sexual para todos os envolvidos na prática através da troca erótica de PODER. Ao contrário do que todos imaginam logo de cara, não há, NECESSARIAMENTE meios que envolvam dor, submissão, tortura psicológica, cócegas, etc (apesar de normalmente envolver um ou mais item dos citados).
Basicamente, a prática é provocada pelo Dominador (também chamado de TOP) e sentida/sofrida pelo Submisso (ou BOTTOM). Normalmente as pessoas tem sua preferência em ser exclusivamente um ou outro, porém, existem os SWITCHERS, praticantes que gostam de alternar seus papéis, sendo hora dominador, hora submisso.
Para quem não gosta ou, quando analisado de um ângulo neutro e não-sexual, as práticas podem ser consideradas desagradáveis ou desprazeirosas. No fim das contas, é apenas uma questão de gosto de preferência, já que é cientificamente comprovado que algumas pessoas gostam e sentem prazer em atos que provoquem dor ou desconforto.
Vale salientar que, acima de tudo, o conceito fundamental d o BDSM se apóia é conhecido como SSC = São, Seguro e Consensual. Ou seja, o recado para os menos informados, que acreditam na baderna, dor além do limite e qualquer prática contra sua vontade é: vocês estão COMPLETAMENTE errados.
Muito pelo contrário, os praticantes responsáveis e maduros primam por segurança acima de tudo, tornando absolutamente essencial a utilização de proteção de barreira do tipo “camisinha”, seja ela masculina ou feminina. Além disso há procedimentos para limpeza e esterilização de instrumentos que sejam usados por mais de uma pessoa, evitando, dessa forma, possibilidade de propagação de doenças, sejam ou não DSTs.
Sobre o limite de dor de seus parceiros, antes das sessões é combinada uma palavra segura (safeword), a ser dita quando a outra parte chega ao seu limite e solicita a interrupção da prática. Novamente lembrando: atividades de BDSM não envolvem necessariamente a penetração, embora normalmente o façam.
Certo? Errado? Prazeiroso? Dolorido? Ninguém pode julgar. As pessoas são únicas, e por isso tem seus próprios gostos. O que nos cabe é respeitar, sempre, e conhecer um pouco do tema (mesmo que superficialmente) para poder formar qualquer tipo de opinião.
Respeito pelas escolhas de cada um: eu apóio.
Fontes auxiliares: http://pt.wikipedia.org/wiki/BDSM e http://www.senhorverdugo.com

Deveria ser simples e vir pronto.
Enlatado, congelado, pré-assado. Ou em fatias. Talvez em cubos.
Nunca muito caro. Que fosse acessível, previsível, indecepcionável.
Que viesse ao avesso, mal passado. Enrugado para que o tempo desamassasse.
Que viesse quebrado, faltando pedaço. E que o conserto fosse fácil, desde que juntos.
Que fosse sempre correspondido. E nunca machucasse.
Ninguém.
Nem ele, nem ela, nem você, nem outrém.
Nada de “para sempres” ou “nunca mais”, mas em compensação, cheio de “agoras” e “talvezes” juntos.
Amor e ponto.
Sem vígurlas, parêntesis ou parágrafos. Sem dúvidas, interrogações ou reticências.
Amor, e ponto.
SaiDaqui!
Tatuagem é afrodisíaco.
Perguntando por aí, criei várias teorias. Talvez um pouco de cada uma esteja certo. Ou nenhuma. Mas vale a tentativa de explicar o caso.
Imagine a seguinte situação: Duas meninas bonitas. Mesmo porte físico, mesma idade. Uma tem tatuagem grande e a outra não. Qual chama mais a atenção?
95% dos casos respondem a com Tattoo. Quase ninguém sabe explicar porque.
Primeiro porque Tatuagem é uma forma de arte. Uma maneira diferente e colorida de enfrentar a sociedade e se fazer ser diferente. Por si só, já atrai mais olhares por suas diversas formas e maneiras de dizer algo com desenhos e cores.
Segundo porque, para se ter a pele pintada para sempre, é necessário passar por um processo de dor, de superação. O imaginário de agulhas penetrando a pele talvez crie em outras pessoas a sensação de que aquela tatuada é uma mulher mais forte. Capaz de aguentar mais dor do que uma pessoa de pele lisa, por exemplo.
(Parêntesis para comentário pessoal: Quanto à esse item, também associam muito por aí que mulheres tatuadas gostam mais de sexo em geral, principalmente de anal e sadomasoquismo. CUIDADO: Nem sempre é verdade, apesar de ter uma LEVE relação quanto ao quesito dor. Lembre-se que cada mulher é diferente, e ser tatuada ou não normalmente não interfere no sexo).
Terceiro porque é, de alguma forma, ir contra o que a grande maioria considera bonito. É ter coragem o suficiente para criar e buscar o SEU estereótipo de beleza, sem se importar com opiniões, olhares ou críticas ferrenhas. Um tapa na cara da sociedade, dizendo quem manda na sua própria vida.
Quarto, porque de alguma forma, é contar sua história sem dizer uma só palavra. Revelar um pouco mais da crença, do costume, do hobbie, dos gostos musicais. Mesmo quando ninguém perguntar.
Quinto porque é atrativo de abordagens: Sempre foi uma maneira legal de se iniciar uma conversa. E digo por experiência própria: As pessoas se tornam mais sociáveis quando falam com pessoas tatuadas. Abordam para fazer as mais variadas perguntas (das mais idiotas, do tipo: “DOEU?” às mais intrigantes, como “E quando você tiver 70 anos?”) e isso acaba virando rotina. É divertido fazer amizade (colorida ou não) com alguém no caixa do supermercado ou no meio da multidão de um show simplesmente pelo fato de ter uma Tattoo.
Resumindo, ter tatuagem é ser diferente. Contar histórias. Combater os estreótipos de beleza. Superar-se na dor. Lembrar de algo. Chamar a atenção. Mostrar o que lhe faz feliz. E o melhor: Tudo isso sem dizer uma só palavra.
SaiDaqui
Já não sabia andar descalça. Há muito que tinha medo de tirar os sapatos.
Sentir o chão frio embaixo de todo o peso de seu corpo lhe causava calafrios. Lembrava como se fosse hoje da última vez que tentou correr descalça pela grama: pisou em espinhos. Cicatrizaes numerosas e doloridas se formaram, quase como um alerta instantâneo e visual para que ela não mais tentasse.
O medo de se machucar tomou conta não somente dos pés, mas de cada entranha de seu corpo. Desistiu de ser uma pessoa livre para ser escrava do próprio medo de se machucar. Deixou de fazer tantas coisas que antes gostava tanto, só para não correr o risco de sentir aquela dor novamente em sua vida.
Passou por anos a fio temendo as possibilidades mais remotas de ter mais cicatrizes. Visíveis ou não.
Afastou pessoas que realmente a queriam bem, e se aproximou de pessoas igualmente medrosas. Era muito mais fácil conviver com elas.
Dos todos sonhos todos que tinha, deixou ficar em sua vida apenas aqueles de padaria. Transformou a vida em pura e mera sobrevivência.
Até que se viu doente. Talvez todo aquele sentimendo guardado por tantos anos tenha lhe feito mal. Afinal, ela nunca fugia da rotina. Nunca fazia nada perigoso. Nunca fazia nada fora do comum. E por isso, um câncer lhe tomou o estômago. Mesmo com tantas explicações médicas, ela entendeu que no fundo, era o preço por ter desistido de viver intensamente como antes fazia com um sorriso no rosto.
E decidiu que não era tarde demais. Que nunca seria tarde demais.
Soltou os cabelos, levantou o rosto, enxugou aquela lágrima tímida que lhe escorria pela buchecha esquerda, tirou os sapatos, abriu um sorriso e foi para a casa descalça.
E quando todos a olharam com olhos de estranheza, foi que ela mais se sentiu feliz e realizada em toda sua vida. Tinha finalmente começado a viver ali, no fim de tudo.
Sobre o que me convém.
Me convém fechar os olhos, e não ver que amor existe. Porque o medo fala mais alto, e o trauma me diz sempre “não se jogue novamente”.
É mais fácil não se envolver. Não acreditar. Não querer.
Porque amar dói. Todas as outras vezes me doeu.
Viver intensamente, insanamente, fortemente apaixonada, já não me convém. Fazer loucuras, trocar os pés pelas mãos, andar sem rumo já não é mais atraente como foi outrora.
Acreditar cegamente, já não mais convém. Porque todas as vezes que acreditei, tive que desacreditar depois. Porque me convém ser morna, mais ou menos, e quase amada.
Me convém ficar sozinha, não dar bola pra theo-24 cr ninguém, não me envolver demais. Não sair da zona de conforto, não sonhar mais alto do que um tombo que apenas me quebre um braço.
Porque quebrar o coração dói muito.
Me convém mantê-lo por perto, sem ter que chamá-lo de meu. Dizer que não me importo enquanto o sentimento quer dizer o contrário.
Te deixar ir embora enquanto ainda não dói. Aliás, te mandar embora, justamente para não sentir dor.
Me convém não amar nunca mais.
Mas eu não faço nunca o que me convém.
SaiDaqui!
Vaginismo é um distúrbio da sexualidade feminina muito raro que pode até impedir completamente uma relação sexual. É uma síndrome cuja característica fundamental é a contração involuntária, recorrente ou persistente, dos músculos da vagina, quando é tentada, prevista ou imaginada a penetração vaginal com pênis, dedo, tampão ou qualquer acessório.
Em algumas mulheres, até mesmo o fato de pensar na possibilidade da penetração vaginal pode provocar este espasmo muscular. A contração pode variar desde leve, induzindo alguma tensão e desconforto, até severa, impedindo completamente a penetração. Em alguns casos essa contração é tão severa que produz dor.
O vaginismo pode ser facilmente identificado, em uma consulta ginecológica, pela própria mulher, ou durante a atividade sexual. Em algumas mulheres que apresentam o Vaginismo até a colocação de um tampão vaginal pode ser problemática.
As mulheres em quem o quadro é tão severo que impede a realização pelo ginecologista de exames de toque, preventivo de câncer e coleta de material, podem, além de vivenciar sofrimentos ligados à sexualidade, correm riscos como o não diagnóstico preventivo de doenças graves como câncer.
Para se determinar diagnóstico de Vaginismo é necessário avaliar a mulher como um todo. Deve-se observar seu quadro geral de saúde, sua história de vida, seu histórico clínico, seus resultados laboratorias e seu exame físico, para se afastar outras possíveis causas dos espasmos vaginais, como, por exemplo, theo-24 cr outras disfunções sexuais ou efeitos fisiológicos diretos de outros quadros clínicos como, por exemplo, endometriose ou infecção vaginal.
O vaginismo surge com mais freqüência em mulheres jovens, mulheres com atitudes negativas com relação ao sexo e em mulheres com uma história de abuso ou traumas sexuais.
O Vaginismo é um quadro que causa grande sofrimento e dificuldades interpessoais, na medida em que interfere diretamente no desenvolvimento das relações sexuais. Muitos relacionamentos afetivos ficam abalados fortemente diante da existência desta disfunção. Diante deste quadro não são raros os casos de casamentos não consumados e infertilidade. O vaginismo pode acarretar distúrbios emocionais como a depressão.
O tratamento consagrado atualmente é o preconizado por Kaplan, técnica de pleasuring. Consiste na dessensibilização da tensão, através da terapia em conjunto do casal: lições de casa, gradativa intimidade sexual. Atinge-se próximo de 100% de cura. A Fisioterapia também contribui ajudando na maioria dos casos.
Agora SaiDaqui!
Texto adaptado daqui
Marcela era uma brasileira animada, que aos 17 anos era extrovertida e sabia ser sexy sem ultrapassar o limite da vulgaridade. Loira cacheada, de 1,65m, com todas as curvas bem definidas, pele levemente morena e seios fartos. Tinha olhos verdes, mãos grandes e uma boca pequena. Andava sempre bem vestida e perfumada. Dizia que o amor da vida dela se apaixonaria primeiro pelo cheiro. Ainda era virgem. Só ia transar com quem realmente valesse à pena.
Decidira fazer intercâmbio, e ali estava há 7 meses. Agora sim ela sabia o que era ser assediada: era estrangeira, tinha um sotaque sexy, segundo os ingleses. Artimanha de brasileira que sabe o valor das curvas que tem. Nesse tempo que estava fora, não tinha ficado com ninguém. Faltava meninos interessantes, dizia ela.
Até que na festa de formatura de um amigo, encontrou Michel, o típico cara que ela vivia fugindo. Ele era popular, capitão do time de futebol americano, loiro, alto, magro, forte. Trocaram algumas palavras, ele investiu muito em tentar beijá-la, mas não aconteceu. Surpreendentemente, ele não era futil. Descobrira onde ela morava através de um amigo em comum, e mostrou-se bastante romântico nas próximas semanas. Atravessava a cidade diariamente para entregar-lhe flores. Apresentou-a para sua família. Fez planos de vir para o Brasil com ela. Claro, que ela cedeu.
Com dois meses de namoro, ela decidiu que era hora de transarem. Em 30 dias ela voltaria ao Brasil, e preferiu não ficar pensando nisso. Sem dia nem hora marcados, eles simplesmente decidiram que era a hora.
Estavam sozinhos na casa dele a tarde toda. As trocas de carícias mais intensas começaram no meio de um filme qualquer. Ele perguntou se ela tinha certeza que queria aquilo. Ela assentiu e continuou a beijá-lo, enquanto ele carinhosamente retirava sua camiseta, beijava-lhe os seios e a conduzia para seu quarto. Ela sentiu corar enquanto ele desabotoava seu sutiã. Soltava risos abafados, misturados de vergonha e tesão. Ainda teve tempo pra pensar “eu poderia estar vestindo algo mais sexy” – e riu.
Despiram-se mutuamente no caminho, e já estavam loucos de desejo quando deitaram finalmente na cama dele. Cuidadosamente, ele colocou pra tocar a música que tocava quando se beijaram. As preliminares foram deliciosamente orais. Pela primeira vez ela receberia sexo oral. Enquanto ele a chupava, ela se contorcia de prazer até não aguentar mais e puxá-lo para perto de si, pedindo com os olhos que a penetrasse.
Ele colocava a camisinha, e ela tremia. Sua cabeça estava a mil. Mas ela queria aquilo, apesar do medo da dor. Queria muito. E ele estava sendo perfeito. De fato, ele foi. Cuidadosamente, inseriu o membro até sentir estourar o hímen. Ela gemeu. Mais de prazer do que dor, pra ser sincera.
Aos poucos intensificaram os movimentos de vai e vem dos corpos, apertando-se como se aquele fosse o dia da despedida. Como se tivessem medo de deixar aquela libido ir embora. Transaram apenas na posição básica de papai e mamãe, e ainda assim, ambos chegaram ao orgasmo juntos. Era tanto tesão que não cabiam em si.
De uma maneira toda desajeitada, cheia de medos e inexperiência, em meio à sentimentos fortes e vontade de adolescentes apaixonados, Marcela teve finalmente sua primeira vez. Sem dor, sem arrependimentos. E com o cara perfeito.
E sua primeira vez, como foi? Compartilhe. E SaiDaqui!
Acho que dentre os sonhos de quase todas as “pessoas biologicamente maduras” (refiro-me àquelas com capacidade de cuidarem de si mesmas e talvez de outras) está a vontade de ser pai ou mãe.
Talvez se trate de uma percepção completamente errada de minha mente viajada, mas acho que há uma certa hiprocrisia quanto a ter filhos cedo. Pare pra pensar: Cada vez mais divórcios, discordância e violência. Todos os dias vemos assassinatos e poluição. E sempre tem menos amor que ontem.
Daí a ter um filho completamente desplanejado, inesperado e sem condições financeiras mínimas para dar um bom conforto para aquela pobre criança que virá à este mundo desvirtuado em que vivemos, é um ato insanamente hipócrito.
Claro que acidentes acontecem, e quase sempre são bem vindos. Não trataremos deles nesse texto. Nem daqueles indesejados, porque já entraríamos no assunto aborto, que por sinal é tema para outro post.

Eu confesso que nunca quis ter filhos. Nunca tive vontade de “sentir as dores do parto e cumprir meu papel de mulher”, tive a plena convicção de que não teria filhos por diversas razões. Dentre elas, algumas principais que seguem:
Medo de ser uma péssima mãe. Sempre tive jeito com crianças. Mas as dos outros. Do tipo que se devolve quando começa a encher muito o saco. Aliás, como eu poderia estar presente nos momentos importantes do meu filho com meus objetivos de carreira, que envolvem muito estudo e trabalho? Até que ponto ter um filho e deixar para outras pessoas a responsabilidade de cuidar dele?
Perder minha liberdade. Viajar quando der na telha, tomar uma cervejinha com os amigos sem hora para voltar ter meus momentos sozinha ficaria fora de cogitação. Acho que no fundo, medo da responsabilidade (que talvez seja a maior na vida de qualquer pessoa).
O mundo está uma merda, convenhamos. É para esse mundo que eu quero trazer uma criança? Um mundo onde educação é uma carteira de investimento oferecida por qualquer banco por aí? Onde política e honestidade não andam juntas? Onde a pressão do mercado de trabalho começa antes do que deveria? Onde amor e compaixão deram lugar ao dinheiro? Aqui, onde se ele não fizer parte dos mais fortes, pode acabar fazendo malabarismo no semáforo?
A infância não é mais a mesma. Eu (que só tenho 22 anos) cresci brincando na rua, rolava no chão por causa de futebol, pega-pega e esconde-esconde. Fazia amizades de carne e osso.
Hoje, meus primos mais novos são craques em video games. E suas relações de amizade quase sempre vem de Orkut, Msn, Twitter, Facebook…E a amarelinha? Se perdeu onde? Brincar é somente divertido quando na Internet? Como assim? o.O

Por fim, não gostaria de ver no rosto do meus filhos sinais do ceticismo aos sentimentos mais bonitos da humanidade. Não quero que ele tenha um precoce desdém a relacionamentos amorosos, uma precoce falta de fé na humanidade…
Não sei. Tudo isso me assombra, e muito.
E antes que me perguntem: Sim, eu terei filhos. E não será por obrigação.
Todos os itens acima não desaparecerão do meu caderninho mental de preocupações, mas eu sei que ao lado de quem se ama, podemos fazer nosso melhor para evitar que eles nos assombrem. Eu sei que seremos ótimos pais. Daqui alguns anos, é claro. (Né @rbarato?
)
Agora SaiDaqui! e vai trabalhar…

"Não mamãe, eu não quero sair daqui!"
Fuçando em meus textos antigos e fotologs abandonados, achei algumas coisas legais. Esse me deu vontade imediata de postar, então lá vai:
Some dance to remember. Some dance to forget.
Certas pessoas, momentos e coisas são completamente inesquecíveis.
Existem aqueles que passam. Aparecem de um jeito “the flash”, e se vão na mesma velocidade. São rápidos, mas deixam rastros definitivos.
Há os que não te deixam. aquelas pessoas que estão há tempos ao seu lado. Esses a gente conhece de olhos fechados, de ponta cabeça e até embaixo d’água.
Momentos decisivos. Momentos comuns, normais, tristes e felizes. Momentos que a gente guarda pra sempre, como uma fotografia dentro da cabeça.
Existem aqueles que nem em mil palavras poderiam ser descritos. Aqueles onde nada é falado, e muito é dito. Aqueles onde se deseja que o tempo pare.
E aqueles tristes? Os que mais fazem doer, apertar, machucar. Esses ensinam. Muito mais do que se imagina.
Por isso, meu espírito se prendeu na infância. E é por lá que eu quero que ele fique. Por muito tempo.
Um dia me trouxeram pra esse mundo adulto. Cheio de intrigas, complicações, preocupações e responsabilidades e frustrações.
E nesse meio-termo de menina e mulher eu me encontrei. Bom, não 100%, mas o suficiente pra dizer que não sou o que você acha. Muito menos o que pareço. Também não sou o que te disseram. E nunca vou ser o que você quer que eu seja.
By @amanda_arm on 16/07/06 – Céu estrelado. Mais lindo que um dia comum poderia mostrar.