É inútil ter certeza

Se nada é por acaso, então é inútil ter certeza.
Bom é pensar, tentar descobrir o porquê, e mesmo sem saber, gostar do que se sente.
A vida é louca, e louco mesmo é ter coragem de ser tão insano quanto a gente sempre soonhou em ser e nunca foi…

Conseguir ter coragem para mudar o que outras pessoas chamam de “destino”, enquanto você sabe que é escolha – principalmente quando existe muita dúvida.

Ter a consciência que sair da zona de conforto lhe fará bem. Lembrar de todas as decisões importantes que você tomou na vida e concluir que a dúvida e a mudança lhe trouxeram sempre os melhores resultados.

Saber o quão importante é ter atitude, e que tentar não custa nada. Ter dignidade e humildade de aprender com os próprios erros, e perdoar os dos outros ao invés de se derrubar.
Também é bom ter algo que tire o sono sem razão. Alguma coisa que lhe faça pensar em contos de fada imaginários. Alguém que sem motivo aparente, apenas toque lá dentro.

Alugém que brinque de preencher a face do príncipe encantado que você sempre sonhou, mesmo que temporariamente.

Porque essa é a delícia da vida: viver de momentos que não se explicam.
Na verdade, apenas obrigada. Por ser uma não-certeza de qualquer coisa.

@amanda_arm dia 11 de abril de 2011
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Quinta Sexual 33: A primeira vez de Marcela

Marcela era uma brasileira animada, que aos 17 anos era extrovertida e sabia ser sexy sem ultrapassar o limite da vulgaridade. Loira cacheada, de 1,65m, com todas as curvas bem definidas, pele levemente morena e seios fartos. Tinha olhos verdes, mãos grandes e uma boca pequena. Andava sempre bem vestida e perfumada. Dizia que o amor da vida dela se apaixonaria primeiro pelo cheiro. Ainda era virgem. Só ia transar com quem realmente valesse à pena.

Decidira fazer intercâmbio, e ali estava há 7 meses. Agora sim ela sabia o que era ser assediada: era estrangeira, tinha um sotaque sexy, segundo os ingleses. Artimanha de brasileira que sabe o valor das curvas que tem. Nesse tempo que estava fora, não tinha ficado com ninguém. Faltava meninos interessantes, dizia ela.

Até que na festa de formatura de um amigo, encontrou Michel, o típico cara que ela vivia fugindo. Ele era popular, capitão do time de futebol americano, loiro, alto, magro, forte. Trocaram algumas palavras, ele investiu muito em tentar beijá-la, mas não aconteceu. Surpreendentemente, ele não era futil. Descobrira onde ela morava através de um amigo em comum, e mostrou-se bastante romântico nas próximas semanas. Atravessava a cidade diariamente para entregar-lhe flores. Apresentou-a para sua família. Fez planos de vir para o Brasil com ela. Claro, que ela cedeu.

Com dois meses de namoro, ela decidiu que era hora de transarem. Em 30 dias ela voltaria ao Brasil, e preferiu não ficar pensando nisso. Sem dia nem hora marcados, eles simplesmente decidiram que era a hora.

Estavam sozinhos na casa dele a tarde toda. As trocas de carícias mais intensas começaram no meio de um filme qualquer. Ele perguntou se ela tinha certeza que queria aquilo. Ela assentiu e continuou a beijá-lo, enquanto ele carinhosamente retirava sua camiseta, beijava-lhe os seios e a conduzia para seu quarto. Ela sentiu corar enquanto ele desabotoava seu sutiã. Soltava risos abafados, misturados de vergonha e tesão. Ainda teve tempo pra pensar “eu poderia estar vestindo algo mais sexy” – e riu.

Despiram-se mutuamente no caminho, e já estavam loucos de desejo quando deitaram finalmente na cama dele. Cuidadosamente, ele colocou pra tocar a música que tocava quando se beijaram. As preliminares foram deliciosamente orais. Pela primeira vez ela receberia sexo oral. Enquanto ele a chupava, ela se contorcia de prazer até não aguentar mais e puxá-lo para perto de si, pedindo com os olhos que a penetrasse.

Ele colocava a camisinha, e ela tremia. Sua cabeça estava a mil. Mas ela queria aquilo, apesar do medo da dor. Queria muito. E ele estava sendo perfeito. De fato, ele foi. Cuidadosamente, inseriu o membro até sentir estourar o hímen. Ela gemeu. Mais de prazer do que dor, pra ser sincera.

Aos poucos intensificaram os movimentos de vai e vem dos corpos, apertando-se como se aquele fosse o dia da despedida.  Como se tivessem medo de deixar aquela libido ir embora. Transaram apenas na posição básica de papai e mamãe, e ainda assim, ambos chegaram ao orgasmo juntos. Era tanto tesão que não cabiam em si.

De uma maneira toda desajeitada, cheia de medos e inexperiência, em meio à sentimentos fortes e vontade de adolescentes apaixonados, Marcela teve finalmente sua primeira vez. Sem dor, sem arrependimentos. E com o cara perfeito.

E sua primeira vez, como foi? Compartilhe. E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 11 de novembro de 2010
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Agnosticismo

No rumo natural da história, os filhos acatam a religião que os pais lhe ensinam. Não necessariamente por imposição, mas por ser a única forma de crer que conhecemos quando pequenos, e até meio que involuntariamente,  tornamo-nos parte.

Eu por exemplo, fui católica desde sempre. Com direito a batismo, primeira comunhão e crisma. Sempre no piloto automático. Por osmose. Até que comecei a pensar sozinha. Criticar partes da doutrina e da igreja católica. Duvidar algumas coisas que nunca terão respostas. Desisti do catolicismo aos 16 anos.

E procurei conhecer novas doutrinas. Queria saber “quantos outros deuses existem por aí”,  e qual o propósito de cada um deles. No fim das contas, descobri que todos os caminhos levam ao bem maior.

E mais ainda: acho que os ateus são vistos com maus olhos à toa, como já citado em outro post.  Pensemos neles como um grupo que simplesmente decidiu não acreditar que Deus exista. Mas isso NUNCA vai querer dizer que eles são maus ou não desejam o bem da humanidade.

Desde então eu nunca soube decidir o que queria em termos religiosos. Até tempos atrás, quando conversando com um amigo, descobri o termo “agnóstico” e fui pesquisar.

Acho que me encontrei. Descobri que o termo agnosticismo refere-se à pessoas que acreditam que a questão da existência ou não de um poder superior (normalmente conhecido por Deus) não foi e nunca será resolvida.

Pessoas agnósticas simplesmente aceitam que este é um grande mistério da humanidade, e não se abalam theo-24 cr em procurar provas sobre a existência ou não existência de uma entidade superiora.

Lembrando que agnosticismo não tem absolutamente nada a ver com teísmo e ateísmo.  Esses separam aqueles que acreditam num Deus daqueles que acreditam na inexistência de Deus.

O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística. Tanto que um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta.

Particularmente, acredito que cada um deve saber de si. E jamais deve acatar uma religião (SE precisar de uma para crer em algo) apenas porque alguém lhe mostrou que ela existe. Acredite no que seu coração acha ser verdadeiro. Identifique-se com o que gosta de ouvir e o que quer acreditar. Pense sempre no bem comum.

handsoflove

Essa é minha religião: Não tem nome. Não tem igreja. Não precisa de alguém pra dizer o que fazer. Nem de dinheiro. Mas planta o bem. E mora dentro de mim mesma, esperando sempre o melhor para todos. Independente da existência de algo inexplicável.

Se estou certa? Como diria meu amigo, só poderemos descobrir quando morrermos. Teremos nosso diploma pós-mortem. Ou não.

Agora SaiDaqui! E vá praticar o bem.

@amanda_arm dia 19 de maio de 2010
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Bola de Neve

Sabe o que mais me incomoda em relacionamentos? Bolas de neve.

Tenho certeza que você sabe o que é. Todas aquelas pequenas coisas bobas, que vez ou outra acontecem e incomodam uma das partes do relacionamento, mas que acabam ficando por isso mesmo, e nunca são discutidas.

Até que elas viram muitas coisas, e passam a incomodar mais ainda. E acumula-se.

Acumula-se a angústia de querer falar, mas não ter certeza se aquela coisa tão besta vale à pena ser discutida. O medo de ter uma briga à toa, por pouca coisa. E a dúvida.

Porque dúvida mata sentimento. Corrói. De pouco em pouco.

 

Sei que se conselho fosse bom, todo mundo cobraria por ele. Mas se vale de algo, aqui fica o meu: Não existe coisa boba.

TUDO que incomoda alguém, deve, sem dúvidas, ser discutido. Claro que bom senso e educação contam muito nessas horas. Porque expor algo é muito diferente de jogar na cara.

E sempre que utilizar-se desse conselho e conversar sobre algo, vá sabendo que palavras ditas não voltam atrás. Existem N formas de se dizer a mesma coisa. Escolha as suas, sempre, com cuidado.

 

E não deixe NADA em sua vida virar bola de neve. Quando você perceber o tamanho dela, pode ser tarde demais. Porque um grande problema nada mais é do que vários pequenos problemas juntos. Certo?

@amanda_arm dia 25 de outubro de 2009
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