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Ela estava numa nova fase de vida. Há tempos sonhava em fazer uma tatuagem, mas o medo sempre falava mais alto.
Decidiu então que isso também seria diferente. Marcou a sessão para o dia seguinte, no último horário disponível, já que trabalhava o dia todo. Escolheu o desenho que namorava há tempos em fazer: um floral lindo, delicado e colorido.
Conversou com o tatuador um pouco, perguntou sobre a dor que sentiria, os cuidados que teria que tomar e ficou um pouco sem graça quando teve que mostrar a costela toda, com parte dos seios quase à mostra para indicar o local que faria a tatuagem. Senriu o rosto corar.
Pensou por um instante que ele a havia olhado “com outros olhos”. Decidiu que era encanação de sua cabeça. Afinal, aquele homem lindo, moreno, alto, forte e todo tatuado, cheio de seu estilo hippie e descontraído, jamais se apaixonaria por uma moça medrosa e comum como ela era.
Foi embora feliz pela decisão e prova de coragem a si mesma que estamparia no corpo no outro dia. Mas de alguma forma, não era só isso. A imagem do tatuador não lhe abandonava os pensamentos.
Ao chegar em casa não resistiu: utilizou-se de toda sua imaginação para tocar cada milímetro de seu corpo enquanto tomava banho. Imaginou como seria o gosto do beijo, a textura e intensidade da mão lhe passeando pelas curvas. E principalmente, como seria delicioso ele possuí-la naquele instante, em pé, no chuveiro. Gemeu de leve quando imaginou ele lhe puxando os cabelos por trás, apertando forte os seios enquanto penetrava-a e gemia de forma quente perto de sua orelha.
No dia seguinte, trabalhou o dia todo num misto de nervosismo pela dor que sentiria e ansiedade em ver o dono de suas fantasias daquele banho delicioso da noite anterior novamente.
Numa reação automática, corou ao cumprimentá-lo com um beijo no rosto. Para sua surpresa, ele virou um pouco mais o rosto para que o beijo fosse de cantinho de lábio. Fechou forte os olhos por um segundo, pensando em suas mais sórdidas fantasias com aquele homem que ali estava à sua frente.
Conversaram duante todo o tempo que durou a tatuagem. Ele a acalmava pela dor e conversavam sobre suas histórias de vida. A cada minuto que ele contava suas experiências, mais vontade ela sentia de que ele a agarrasse. Aquele misto de dor e toque leve da mão dele perto dos seus seios lhe causou tamanho prazer que até hoje é indescritível.
Foi embora com a certa intenção de repetir sua fantasia de chuveiro da noite anterior, quando quase chegando em casa, o celular toca. Era ele, perguntando se podia encontrá-la em seu apartamento. Gaguejou um pouco, mas respondeu que sim.
Mal se falaram. Tudo que devia ser dito já tinha sido feito algumas horas atrás. Ele não titubeou: beijou-a intensamente logo que abriu a porta. Deixou logo que as mãos deslizassem para suas mais íntimas partes. Nenhum dos dois se aguentaria de vontade e não havia tempo para preliminares. Queriam aquele sexo intenso, selvagem e cheio de pegada.
Passaram as próximas três horas banhados em suor, gozo, libido e tesão. Transaram de todas as formas e em todos os cômodos existentes. Ao gozar pela quinta e última vez, susurrou no ouvido dele: “você é muito melhor do que eu havia imaginado ontem..”
Ao ouvir tal frase, não se conteve num sorriso maroto e nem no gozo.
Melhor experiência de tatuagem para ambos, até hoje.
SaiDaqui
Eram completos desconhecidos. Estavam no meio de uma festa um tanto sem graça, onde se sentiam um tanto deslocados e entediados.
Ela, com sua roupa de “hoje não acordei de bem com meu espelho” – visual nada chamativo, atentou-se apenas em arrumar a maquiagem para dar um ar mais alegre ao look preto e branco que havia escolhido para a noite em que fora arrastada por três amigas para sair.
Ela não era das mais lindas, nunca havia sido. Por isso talvez não se importasse tanto quanto deveria com as aparências. Sabia que suas amigas fariam muito mais sucesso.
Seu 1,60m eram normais, como tudo no corpo dela: os olhos castanhos, os cabelos médios e naturais, as mãos pequenas e os dentes brancos, com caninos levemente tortos.
Ele, em compensação, era o charme ambulante da festa. Por onde passava, todas o olhavam com desejo. Era alto, cabelo escuro jogado cuidadosamente para o lado direito, com barba por fazer, olhos quase claros e suficientemente forte para chamar bastante a atenção. Tinha mãos grandes e um certo ar de diversão que não dava para explicar.
Ela lembra que no começo da festa, até fez um comentário maldoso sobre como todas as mulheres se atiravam para cima dele. Até riu de algumas das inúmeras vezes que ele deu um fora em algumas mais atiradas, dando de ombros em seguida.
Se encontraram por acaso, na porta do banheiro. Ele, já meio alterado pela bebida (a saída que encontrou para tornar a festa divertida) disse qualquer coisa sem nexo, para puxar papo. Ela perguntou se ele tinha lavado as mãos e ele respondeu com uma leve gargalhada.
Conversaram mais alguns minutos e o único pensamento que ela se lembra foi “Meu Deus! Esse pedaço de carne também tem um cérebro!” – Ela podia praticamente sentir o cheiro de inveja no ar. Parecia que a festa toda tinha parado para assiti-los. Ali, a patinha feia e o cisne mais lindo da festa pareciam se entrosar muito bem, descobrindo mutuamente que o melhor afrodisíaco de todos, é a inteligência.
Decidiram sair da festa e procurar um local mais tranquilo. Claro que ela esperava o combo motel – sexo – carona pra casa – sumiço, mas para sua surpresa, não foi o que aconteceu.
Ele foi deliciosamente cavalheiro, se preocupando desde abrir a porta do carro e até brincou, carregando-a no colo.
Decidiram que iam lavar suas primeiras impressões juntos, e foram para um delicioso banho à dois. Ele a beijou em cada centímetro de seu corpo, fazendo com que ela arrepiasse por inteiro, várias vezes. Ela tinha um beijo com a mistura perfeita de delicadeza, doçura e desejo que o fazia ter ereções apenas com leves toques de boca.
No chuveiro, ela fez um delicioso oral – desses que ele deve ter tentado se segurar por umas 3 ou 4 vezes, até seu limite. Agarrou-a forte, como se aquele fosse o último dia de suas vidas e ele precisasse ser o melhor de si. Na verdade, ela o fazia sentir assim.
Ainda molhados, começaram a transa vagarosamente, cheio de beijos e carícias como se aquela fosse a primeira vez de ambos. Aliás, tremiam como se realmente fosse. Era uma mistura de tesão com carinho que nunca haviam encontrado em primeiras transas.
O sexo foi deliciosamente molhado, intenso e ao mesmo tempo, simples. Não queriam fazer malabarismos, e mantinham contato visual sempre que possível. Ela se sentia corar quando ele a fitava bem dentro dos olhos, e soltava um sorriso sem graça, de canto de boca que só conseguia fazer com que ele ficasse ainda mais excitado.
Ele conduziu o sexo o tempo todo, deixando-a nas nuvens. Normalmente era ela quem mandava, mas foi delicioso tem alguém que a guiasse naquela vez. Perderam-se por entre as pernas uns dos outros, entre suor e beijos. Alguns arranhões em momentos de vontade extrema de gozar.
Ah, o gozo. Momento perfeito onde o ritmo se tornou intenso e a pegada ficou mais forte. Quando ela soltou sem querer um gemido mais alto, fez uma cara deliciosa de prazer e ele não se aguentou ao olhá-la. Gozaram praticamente juntos, e já estavam exaustos.
Conversaram mais algumas coisas, deram risadas, dormiram um pouco e foram embora.
Dois dias depois, ele tocou a campainha. Disse que não conseguia esquecê-la, mais um monte de coisas…e a pediu em namoro.
E foi assim que a patinha feia encontrou no cisne a mistura perfeita em beleza, amizade, companheirismo, bom humor e sexo. Muito sexo.
SaiDaqui!
Era meio de semana. Mais uma semana como outra qualquer.
Em meio à toneladas de trabalho, ele mandou uma mensagem cheia de terceiras intenções para o almoço com ela. Disse que ela fosse pra casa mais cedo, e que ele levaria o almoço, pois a sobremesa já estaria lá.
Ele não fazia idéia de como ela gostava de mensagens assim. A deixava excitada simplesmente ler na tela do pequeno celular a promessa de sexo quente em poucas horas.
Como pedido, ela saiu mais cedo e dirigiu-se para o endereço já conhecido. Tomou um banho morno, tocando-se tão delicadamente que cada gota de água que escorria pelo seu corpo trazia arrepios e sensações deliciosas.
Adorava o cheiro de condicionador que ficava no ambiente úmido, e o friozinho que sentia ao abrir a porta do box. Eriçavam-se os mamilos quase que instantâneamente.
Esborrifou seu perfume doce e colocou-se à escolher uma lingerie. Era uma mulher simples, que não gostava de vestir-se arrumada demais no dia-a-dia; mas adorava os detalhes quando o assunto era sexo. Puxou sua mini-coleção de roupas íntimas e escolheu uma camisola vermelha, que deixava toda a parte das costas aberta (exceto por dois fios trançados) e feita de tecido transparente dos seios para baixo.
Escolheu um baton vermelho, e contornou os olhos com delineador, de modo a ficar simples, mas provocante. Deixou os cabelos molhados, para que quando eles tocassem a pele dele, causasse sensação de arrepio imediato. Colocou sua sandália mais alta.
Sentou-se na cama com o pote de hidratante ao lado, e começou a acariciar-se pelas pernas, levemente e sentindo cada centímetro de seu próprio corpo, enquanto o incenso queimava do outro lado do quarto e a música tocava melodicamente inspiradora ecoando pelo ar, quase que misturando-se ao cheiro.
Escutou deliberadamente o barulho da chave na porta, numa mão que parecia ter pressa em econtrá-la. Ao chegar no beiral da porta do quarto, paralisou-se. Ele não sabia o que dizer.
Se bem que, com aquele olhar bobo, ela entendeu que ele não precisava dizer nada.
Ainda assim, pronunciou um sonoro “gostosa” em seus ouvidos, quando já abraçava e acariaciava suas coxas com a mão esquerda. Ela soltou um leve gemido.
No ritmo da música, pareciam entorpecidos e hipnotizandos um pelo outro. Não ocnseguiam deixar de se olharem, além de beijos e carícias. Por entre as pernas ela logo sentiu sua mão forte, e deixou ele tirar seu fio dental vermelho devagar, sentindo todos os pêlos de suas pernas eriçarem-se à medida que sentia o toque.
Em minutos as carícias tornaram-se ardentemente deliciosas e sacanas. Em meio à puxões mais fortes de cabelo e arranhões nas costas, ela gemia cada vez mais forte. Parecia a ponto de morrer de tanto prazer.
Quando estavam para chegar ao auge de sua transa, o despertador tocou.
Era mais um dia que raiava em sua janela.
Ficou decepcionado com o fim? Pois é…Acontece. Agora SaiDaqui!
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