Anal é coisa séria. E de fato, é. As pessoas vivem brincando e fazendo piadas por aí, mas não sabem o quão verdadeira é essa frase tão utilizada.
Para mulheres, anal é um tabu.
Primeiro porque dói. Claro que ao longo do tempo ela pode sentir prazer com o sexo anal. Até porque, se não desse prazer nenhum para a mulher, não teria porque fazê-lo. Mas fato é que no começo, ter algo entrando em buraco que foi feito apenas pra sair coisas, não é nada confortável.
Segundo porque os homens adoram, e vão com muita sede ao pote. Às vezes eles esquecem de dar o devido valor ao concedimento da “porta traseira” e acaba sendo muito insensível, por assim dizer. Não apenas pelo lado sentimental, mas no físico também. Pense sempre se fosse a situação inversa: você não gostaria que alguém penetrasse brutalmente seu ânus.
Amigo, SEJA DELICADO. Comece com o dedo…Até que ela se relaxe. Use gel apropriado para lubrificação anal. Sabemos que pinto não tem ombro, mas comece apenas com a cabecinha. Vá de leve, vagarosamente. E não esqueça de perguntar se ela está bem.
Se ela estiver sentindo muita dor, é melhor parar e tentar novamente outro dia. Se ela estiver bem, continue, mas calmamente. Nada de querer dar aquelas bombadas selvagens na primeira vez da garota. Pense como se fosse a primeira transa da vida dela. E orgulhe-se muito se você for o primeiro a ser concedido o sexo anal. Sério.
Anal é “algo especial” para a maioria das mulheres. Meus amigos, contentem-se: Elas não vão sair dando o brioco assim tão facilmente pra qualquer um. É algo que elas guardam para pessoas marcantes em suas vidas (Pelo menos para as primeiras vezes). Como li uma vez numa camiseta: “Nothing says I Love You like Anal Sex” (Nada diz eu te amo como sexo anal o faz)
Valorize-o. E terá sua recompensa.
Tá, eu confesso. É uma delícia se mulher nesse dia.
As pessoas te dão parabéns simplesmente por você ter nascido mulher. E você nem precisou fazer nada para merecer os mimos do dia.
Flores, chocolates, abraços e parabéns inesperados. Gente que malemá te dá bom dia, abrindo sorrisos simplesmente porque você é mulher.
Não vou ser chata, nem hipócrita a ponto de dizer que isso é ruim. Eu adoro. Se pudesse, escolheria ser tratada assim todos os dias. Já disse uma vez num post antigo que quero sim ser tratada todos os dias como uma princesa.
Mas convenhamos: É um dia propício para os homens fazerem todos os tipos de piadas machistas do gênero “aproveitem o seu dia, porque todos os outros são nossos” ou “parabéns por ter uma vagina, porque é o que eu realmente gosto em você”, ou ainda “parabéns, agora me traz uma cerveja”. Claro que eu sempre dou risada e entro na brincadeira. Mas por outro lado, faz sentido.
Porque tal como é tratado hoje, o dia da mulher é absurdamente irrelevante. E desnecessário.
De que adianta recebermos mimos de todos os lados no dia de hoje, e amanhã voltarmos a tomar as mesmas patadas? Ouvir parabéns de todo o alto escalão empresarial hoje, e amanhã não ser promovida simplesmente pelo fato de ser mulher? Dar bombons para sua esposa e parabenizá-la pela data, e ao chegar em casa, ficar no sofá feito múmia enquanto ela, que trabalhou o dia todo faz a janta, como todos os outros dias? Cumprimentar todas as mulheres que você conhece hoje, e amanhã só lembrar da bunda delas?
De que adianta ser clichê? Se o homem não é sincero quanto à relação entre os sexos e admiração pela feminilidade do dia, deveria simplesmente calar-se ao invés de fingir que se importa.
Pra mim, esse dia deveria ser mesmo importante. De outra forma. Ainda com carinhos, flores e abraços. Mas sem hipocrisia.
Agora SaiDaqui e vai trabalhar!
PS: Meus sinceros Parabéns à todas as mulheres que sabem o valor que tem. Que sabem ser fortes e femininas. Que não desistem. Nunca.
Ela o avistou de longe. Ele estava sentado, encolhido num banco de praça, com uma mão no colo.
Ao seu lado, um pacote de biscoitos. E havia desprezo em seus olhos.
Ela sentiu o rancor ao longe, e decidiu passar mais perto, só de curiosa que era.
Conforme se aproximava, notava que todas as pessoas reparavam e olhavam para ele de maneira diferente. E que ele respondia com o mesmo olhar rude, às vezes até com palavras ácidas.
Percebeu então que ele não possuía um dos braços, e entendeu na hora o que se passava.
Era um senhor de mais ou menos 40 anos de idade. Grisalho, magro, bem afeiçoado e vestido de maneira casual com velhos jeans e camiseta creme. Uma das mangas estava amarrada.
Engraçado como tempo e desdém enrijece o coração das pessoas. Parecia que ele estava cansado daquele mundo de preconceitos, onde todos olhavam para ele como uma aberração qualquer.
Ela decidiu sentar-se ao lado dele. Pegaria o próximo ônibus. O trabalho poderia esperar.
Disse um bom dia simpático, e não obteve resposta. Ficou em silêncio por tempo indeterminado, até que ele iniciou uma conversa:
“ Quer um biscoito?”
Ela negou educadamente, alegando que já havia tomado café da manhã.
“Desculpe pela grosseria. É que não estou acostumado com pessoas sendo simpáticas comigo” – Ele acrescentou.
Ela assentiu com a cabeça, e disse que entendia. Contou a história de sua irmã mais nova, um anjo especial que papai do céu enviou pra ela cuidar. Contou das aflições que passaram, explicou a síndrome dela pra ele. E finalizou dizendo como se sentia mal todas as vezes que alguém a olhava daquele jeito diferente.
Contou com aperto no coração quantas vezes ela mesma sentia vontade de xingar ou agredir aquelas pessoas preconceituosas que a olhavam com desdém. E de como ela precisou se segurar em todas elas.
Detalhou o máximo que pode como a pequena irmã a abraçava quando sentia vergonha de ser “diferente” e chorava dizendo que aquilo não era justo. E de como ver aquela cena sempre partia o seu coração. Acho que se ela pudesse, trocaria de papéis com a pequena, só para não vê-la chorar daquela forma.
À essa altura, o homem estava com lágrimas nos olhos. Perguntou se podia não dizer nada.
Ela apenas sorriu. Desejou-lhe um bom dia, e disse que não ligasse pro que os outros pensassem. Mandou-o buscar felicidade dentro de si mesmo, e de quem não ligava por ele ser especial.
Foi embora. Não disseram mais nada.
No dia seguinte, lá estava ele, no mesmo lugar. Mas com semblante muito melhor. Ele a avistou de longe, deu um largo sorriso e gritou: “Bom dia menina!”. Ela acenou com a cabeça e foi trabalhar contente.
Definitivamente, pessoas especias são mais normais do que você imagina.

SaiDaqui!
É bastante complicado lidar com crianças especiais. Falo por experiência própria, já que minha única irmã tem atualmente dezessete anos e é especial.
Mas foi com ela, que aprendi as maiores lições de minha vida.
Esses dias, fuçando em minhas coisas, encontrei o texto que escrevi para ela quando ela fez 15 anos. Decidi simplesmente postar. Acho que ele retrata muito do que ela é. Espero que gostem.

“Loira, meiga, alta, magra e delicada. Assim é hoje, o “monstro” que imaginei aos quatro anos de idade, quando vieram me dizer para não ter medo quando percebesse que minha irmã era “diferente”.
No entando, desde a primeira vez que a vi, apaixonei-me. Também…Acho humanamente impossível não apaixonar-se por esse rostinho de anjo. Papai do céu caprichou em você, e te deu um dom de encantar que ninguém tem. Nem o mais bonito dos tais “normais”.
Boa parte do ser humano que me tornei. Dos exemplos que eu tive na vida, você é o maior. O melhor.
Estupefata, digo a todos que você é minha irmã. Minha loira. Minha pequena. Orgulho esse que enche os olhos de água ao lembrar de tudo que você já conquistou na vida.
Especial. Definitivamente. Em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Presente do cara lá de cima, ensinamento em pessoa. Anjo sem asas, em forma de gente. Um anjo para chamar de irmã.
Tata, obrigada por abençoar nossas vidas com sua presença. Amo você. Muito.
Da sua irmã coruja,
Amanda
06/jan/2007”
Já encheu os olhos de lágrima? Ok, ok. Foi um cisco. Agora SaiDaqui.