Quando sobra tanta falta…

Tem hora que me sobra tanta falta.

pensativa

Como se um abraço de mãe curasse tudo. Ou um beijo de avô que já virou anjo.

Talvez se eu andasse na grama com os pés descalços; ou se dançasse na chuva fria, rodopiando como se não houvesse amanhã, as coisas ficariam mais coloridas.

Se eu corresse atrás do arco-íris, ou meditasse no topo da montanha…Se eu pulasse numa cachoeira, ou jogasse futebol de botão com o velhinho do banco da praça. Como se me faltasse o ar, me sobraria amor pra dar a vida inteira.

Como se tudo que eu vivi até agora fosse só uma pequena parte de tudo que eu ainda sinto falta. Como se ligar pro meu pai ou brincar no balanço do parque fosse acalmar meu coração.

Talvez se eu fechar os olhos bem forte, e ouvir a música que vem do silêncio, minhas preces sejam ouvidas. Talvez elas seriam ouvidas de qualquer forma, no meio do barulho delicioso que as crianças fazem quando toca o sinal do intervalo aqui do lado do escritório.

Talvez se amor fosse sempre correspondido, e na mesma intensidade. Se nunca houvesse briga, nem intriga.

Ou se amizade não conhecesse distância. Se brincar de pique-esconde fosse eterno. Algodão doce, ah, se fosse infinito.

E se eu chorasse? Escrevesse?

E se eu gritasse até enrouquecer, até enlouquecer à mim? À todos?

E se eu tranformasse tristeza em música? Felicidade em estilo de vida, talvez?

E se todos nós pudéssemos viver assim, com sobra de amor? De dinheiro? De sorrisos?

E se tudo fosse mais fácil do que parece? Aí sim, seria só fechar os olhos e lembrar como é gostoso viver.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 13 de julho de 2010
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RIP Glauco

Não preciso dizer que tanta violência me revolta. Nem que você vai fazer falta.

Fica então, minha singela homenagem:

glauco1

glauco2glauco3glauco4glauco5glauco6glauco7Agora SAIDAQUI!

@amanda_arm dia 12 de março de 2010
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Quando nem tudo são flores…

Ninguém nunca disse que seria fácil. Nem que seriam sempre flores.

Mas no fim das contas, mudar a vida completamente valeu à pena.

Para quem não conhece nossa história, leia um pouco mais aqui.

E essa, é a visão do @rbarato sobre nossa vinda do interior de São Paulo para Porto Alegre.  Eu adorei, e espero que gostem também.

“Mudanças não são fáceis, isso é um fato já consumado e devidamente arquivado. Mas elas tendem a serem boas.

Seja de ares, hábito ou o corte de cabelo. Faz bem, renova.

Principalmene se ela é grande.

Mudar de cidade é fácil pra quem muda pra uma cidade vizinha, por exemplo. Mas experimente mudar pra outro estado, a 1400km de casa. Essa, querido amigo leitor, não é nada mamão com açúcar.

Mudando sozinho provavelmente fica mais difícil, mas não é meu caso. Então vamos ao que interessa.

No começo é tudo super legal. Novidade é gostoso. Chegar num lugar que você, antes, só conhecia por foto – ou nem isso – passa a ser divertido. Sair bater perna. Procurar mercados, lojas e outras coisas que serão necessárias no seu dia a dia é legal!

Aí o tempo passa. Você já conheceu bastante lugares e pessoas diferentes. E ai começa a ficar difícil. Começa a sentir falta dos amigos que ficaram. Da família. Dos velhos hábitos e rituais e isso vai te consumindo.

Até certo ponto você aguenta a saudade – e é ela, o vilão dessa história – mas num momento ela aperta e… bum! Abraço amigão. Se você estiver sozinho, há meses fora de casa, ainda não fez amigos e se dedica apenas ao trabalho é a hora que você pensa durante 90% do tempo em voltar.

E essa decisão é tão difícil como a decisão de mudar. E só cabe a você saber o que realmente quer.

Agora se você tem alguém, seja uma companheira(o) ou um melhor amigo que já fez no trabalho tudo muda. Você vê que o que ficou pra trás não é tudo o que você precisa pra ser feliz. Não que sejam menos importantes, jamais! Mas isso é administrável. Saudade é administrável. Voltar pra antiga casa em feriados, datas especiais ou apenas por voltar pra visitar passa a ser o remédio.

E tendo alguém do seu lado fica mais fácil você ver o quanto você mudou. Quanto você amadureceu e se tornou alguém melhor. Porque, queira ou não, você tem que fazer sua comida, botar o lixo pra fora e lavar sua cueca.

Em palavras mais simples: mudar nos faz crescer. E como disse lá no começo, não importa a mudança. A tendência é melhorar, sempre.

Então se você tem dúvidas em mudar eu lhe digo: MUDE. Por mais perrengue que você sabe que vai passar no final vai ver que tomou a decisão certa.”

Né? ;)

Agora SAIDAQUI! e vá mudar sua vida…

@amanda_arm dia 2 de março de 2010
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Uma amizade de 15 anos qualquer…

Droga. Odeio quando não consigo dormir porque tem algum assunto me “aporrinhando” os pensamentos. E este em particular, é delicado.

Veio há uns dias, assim meio que do nada, e sinto que não vai ir embora enquanto eu não escrever sobre.

Então meus pêsames queridos leitores, sobrou pra vocês! Hehehe.

Quinze anos não é pouco. E pra quem tem apenas vinte e dois, é MUITO tempo. Esse foi o tempo que durou nossa amizade.

Lembro até hoje, quando eu tirava sarro dele na primeira série por ter uma letra ilegível (confesso que ainda hoje ela continua indecifrável, rs). E quando ele tinha dúvidas sobre matemática, sentávamos juntos pra estudar. Lembro quando ele começou a ter as primeiras dúvidas de cunho sexual, e que comigo ele não tinha o menor pudor ou vergonha de perguntar.

Sempre acabava em muita risada.

Lembro também de quando eu cuidava dele quando ele bebia demais. De como eu era a única que podia dirigir o carro dele. Lembro de cada vez que ele abriu a porta do carro (para eu entrar E sair), de cada música que cantamos juntos no som do carro.

Tínhamos um ritual. TODO santo fim de semana íamos tomar café. Detalhe que eu nem gosto de café, mas sempre ia pela compania dele. E acabava tomando um chocolate. Era nosso festival de besteirices alheias. Falávamos mal dos outros, ríamos das cagadas nossas, e confessávamos as notícias da semana que passou. Naquelas horas a gente nem atendia o celular.

Falando nisso, lembro que tive vários problemas com ex-namorados, que nunca entenderam nossa amizade. Paciência. Sempre passei por cima de todos eles.

Lembro de quando eu ligava pra ele sorrindo toda vez que conhecia alguém legal, e meses depois, chorando sobre o canalha. Lembro até que ele me consultava sobre as meninas que passavam. Eu sempre morria de rir com ele.

Lembro das noites e noites que passamos sem fazer nada porque estávamos sem dinheiro.  Cada uma delas valeu à pena.

Ele nunca esqueceu um aniversário meu. Nem nunca falhou em um presente de Natal sequer. Lembro muito bem como ele me abraçava apertado. Era um carinho que se sentia, sabe?

Por incrível que pareça, eu não sei a data de aniversário dos meus parentes mais próximos, mas JAMAIS vou esquecer o dele.

O tempo sempre passou, e as coisas sempre mudaram. Menos a nossa amizade. Eu sempre achava que aquilo ia ser pra sempre. Como não mudou em nada nem quando morei fora por um ano.

Mas eu estava errada.

Porque nesse mundo, existem pessoas muito ruins. E elas são capazes de tudo. Não citarei motivos, nem pessoas, porque coisas ruins a gente faz questão de tentar esquecer.  Mas resumo da ópera: Ele começou a namorar. E terceiras pessoas alteraram uma história simples, com más intenções, venenosas. E inventaram uma versão totalmente diferente pra namorada dele.  O resultado é o atual: nunca mais nos falamos.

Ele sempre teve um coração de ouro. Gigante. Sei que ele ficou perdido.

Até hoje entendo o lado dele. E o dela. Mas sei lá. Não acho justo nem digno ter que implorar perdão ou se justificar por coisas que não fizemos.

Então sei lá. Acho que tudo isso foi pra dizer que sinto muito a falta dele. MUITO.

tristeza

Agora, por favor, SaiDaqui que eu preciso ficar sozinha pra chorar um pouco.

PS: Agora sim, vou dormir tranquila. Obrigada por me “ouvirem”.

@amanda_arm dia 1 de dezembro de 2009
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