Quinta Sexual 14: Um conto erótico

Era meio de semana. Mais uma semana como outra qualquer.

Em meio à toneladas de trabalho, ele mandou uma mensagem cheia de terceiras intenções para o almoço com ela. Disse que ela fosse pra casa mais cedo, e que ele levaria o almoço, pois a sobremesa já estaria lá.

Ele não fazia idéia de como ela gostava de mensagens assim. A deixava excitada simplesmente ler na tela do pequeno celular a promessa de sexo quente em poucas horas.

salsaComo pedido, ela saiu mais cedo e dirigiu-se para o endereço já conhecido. Tomou um banho morno, tocando-se tão delicadamente que cada gota de água que escorria pelo seu corpo trazia arrepios e sensações deliciosas.

Adorava o cheiro de condicionador que ficava no ambiente úmido, e o friozinho que sentia ao abrir a porta do box. Eriçavam-se os mamilos quase que instantâneamente.

Esborrifou seu perfume doce e colocou-se à escolher uma lingerie. Era uma mulher simples, que não gostava de vestir-se arrumada demais no dia-a-dia; mas adorava os detalhes quando o assunto era sexo. Puxou sua mini-coleção de roupas íntimas e escolheu uma camisola vermelha, que deixava toda a parte das costas aberta (exceto por dois fios trançados) e feita de tecido transparente dos seios para baixo.

Escolheu um baton vermelho, e contornou os olhos com delineador, de modo a ficar simples, mas provocante. Deixou os cabelos molhados, para que quando eles tocassem a pele dele, causasse sensação de arrepio imediato. Colocou sua sandália mais alta.

Sentou-se na cama com o pote de hidratante ao lado, e começou a acariciar-se pelas pernas, levemente e sentindo cada centímetro de seu próprio corpo, enquanto o incenso queimava do outro lado do quarto e a música tocava melodicamente inspiradora ecoando pelo ar, quase que misturando-se ao cheiro.

Escutou deliberadamente o barulho da chave na porta, numa mão que parecia ter pressa em econtrá-la. Ao chegar no beiral da porta do quarto, paralisou-se. Ele não sabia o que dizer.

Se bem que, com aquele olhar bobo, ela entendeu que ele não precisava dizer nada.

Ainda assim, pronunciou um sonoro “gostosa” em seus ouvidos, quando já abraçava e acariaciava suas coxas com a mão esquerda. Ela soltou um leve gemido.

No ritmo da música, pareciam entorpecidos e hipnotizandos um pelo outro. Não ocnseguiam deixar de se olharem, além de beijos e carícias. Por entre as pernas ela logo sentiu sua mão forte, e deixou ele tirar seu fio dental vermelho devagar, sentindo todos os pêlos de suas pernas eriçarem-se à medida que sentia o toque.

Em minutos as carícias tornaram-se ardentemente deliciosas e sacanas. Em meio à puxões mais fortes de cabelo e arranhões nas costas, ela gemia cada vez mais forte. Parecia a ponto de morrer de tanto prazer.

Quando estavam para chegar ao auge de sua transa, o despertador tocou.

Era mais um dia que raiava em sua janela.

Ficou decepcionado com o fim? Pois é…Acontece. Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 6 de maio de 2010
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