Preciso escrever, parar de surtar.
Vomitar palavras conforme a vontade vier, deixar de me importar.
Criar o mundo meio termo entre realidade e vontade. Imaginar situações impossíveis possíveis, cheias de alacridade.
Fritar os miolos de quem ler, tentando imaginar: “PQP, onde essa guria quer chegar?”
Eu? Quero chegar ao nada, ao início de tudo. Aqui, onde eu posso ser bruxa, princesa e sapo, tudo junto.
Dizer meias verdades nas entrelinhas de faz de conta, fazer as coisas do jeito certo sem nenhuma dessas frases prontas.
Socorro, preciso gritar.
(…)
Ele, de All Star. Ela, descalça.
Ela, de cabelo solto, com uma florzinha ali do lado. Ele, despenteado.
Ele, camiseta branca. Ela, preta. Ou seria ao contrário?
(…)
Oi? É, também não sei.
Fui ali, fugi do corpo, devorei um sentimento que o coração precisa. Tive um flash, uma vida e um filho.
Um cachorro? Sei lá. Definitivamente um vaso de flores.
A mão ficou descrevendo o que o cérebro queria viver. Num transe perfeito do conto de fadas que todo mundo queria viver.
Outro flash. Agora real. A TV que mudou de cores. A consciência voltou ao normal. Em volta? O vazio, o espaço, o nada.
De volta ao trabalho, preciso parar de surtar.
E você, #SaiDaqui!
Tá, eu confesso. É uma delícia se mulher nesse dia.
As pessoas te dão parabéns simplesmente por você ter nascido mulher. E você nem precisou fazer nada para merecer os mimos do dia.
Flores, chocolates, abraços e parabéns inesperados. Gente que malemá te dá bom dia, abrindo sorrisos simplesmente porque você é mulher.
Não vou ser chata, nem hipócrita a ponto de dizer que isso é ruim. Eu adoro. Se pudesse, escolheria ser tratada assim todos os dias. Já disse uma vez num post antigo que quero sim ser tratada todos os dias como uma princesa.
Mas convenhamos: É um dia propício para os homens fazerem todos os tipos de piadas machistas do gênero “aproveitem o seu dia, porque todos os outros são nossos” ou “parabéns por ter uma vagina, porque é o que eu realmente gosto em você”, ou ainda “parabéns, agora me traz uma cerveja”. Claro que eu sempre dou risada e entro na brincadeira. Mas por outro lado, faz sentido.
Porque tal como é tratado hoje, o dia da mulher é absurdamente irrelevante. E desnecessário.
De que adianta recebermos mimos de todos os lados no dia de hoje, e amanhã voltarmos a tomar as mesmas patadas? Ouvir parabéns de todo o alto escalão empresarial hoje, e amanhã não ser promovida simplesmente pelo fato de ser mulher? Dar bombons para sua esposa e parabenizá-la pela data, e ao chegar em casa, ficar no sofá feito múmia enquanto ela, que trabalhou o dia todo faz a janta, como todos os outros dias? Cumprimentar todas as mulheres que você conhece hoje, e amanhã só lembrar da bunda delas?
De que adianta ser clichê? Se o homem não é sincero quanto à relação entre os sexos e admiração pela feminilidade do dia, deveria simplesmente calar-se ao invés de fingir que se importa.
Pra mim, esse dia deveria ser mesmo importante. De outra forma. Ainda com carinhos, flores e abraços. Mas sem hipocrisia.
Agora SaiDaqui e vai trabalhar!
PS: Meus sinceros Parabéns à todas as mulheres que sabem o valor que tem. Que sabem ser fortes e femininas. Que não desistem. Nunca.
Ninguém nunca disse que seria fácil. Nem que seriam sempre flores.
Mas no fim das contas, mudar a vida completamente valeu à pena.
Para quem não conhece nossa história, leia um pouco mais aqui.
E essa, é a visão do @rbarato sobre nossa vinda do interior de São Paulo para Porto Alegre. Eu adorei, e espero que gostem também.
“Mudanças não são fáceis, isso é um fato já consumado e devidamente arquivado. Mas elas tendem a serem boas.
Seja de ares, hábito ou o corte de cabelo. Faz bem, renova.
Principalmene se ela é grande.
Mudar de cidade é fácil pra quem muda pra uma cidade vizinha, por exemplo. Mas experimente mudar pra outro estado, a 1400km de casa. Essa, querido amigo leitor, não é nada mamão com açúcar.
Mudando sozinho provavelmente fica mais difícil, mas não é meu caso. Então vamos ao que interessa.
No começo é tudo super legal. Novidade é gostoso. Chegar num lugar que você, antes, só conhecia por foto – ou nem isso – passa a ser divertido. Sair bater perna. Procurar mercados, lojas e outras coisas que serão necessárias no seu dia a dia é legal!
Aí o tempo passa. Você já conheceu bastante lugares e pessoas diferentes. E ai começa a ficar difícil. Começa a sentir falta dos amigos que ficaram. Da família. Dos velhos hábitos e rituais e isso vai te consumindo.
Até certo ponto você aguenta a saudade – e é ela, o vilão dessa história – mas num momento ela aperta e… bum! Abraço amigão. Se você estiver sozinho, há meses fora de casa, ainda não fez amigos e se dedica apenas ao trabalho é a hora que você pensa durante 90% do tempo em voltar.
E essa decisão é tão difícil como a decisão de mudar. E só cabe a você saber o que realmente quer.
Agora se você tem alguém, seja uma companheira(o) ou um melhor amigo que já fez no trabalho tudo muda. Você vê que o que ficou pra trás não é tudo o que você precisa pra ser feliz. Não que sejam menos importantes, jamais! Mas isso é administrável. Saudade é administrável. Voltar pra antiga casa em feriados, datas especiais ou apenas por voltar pra visitar passa a ser o remédio.
E tendo alguém do seu lado fica mais fácil você ver o quanto você mudou. Quanto você amadureceu e se tornou alguém melhor. Porque, queira ou não, você tem que fazer sua comida, botar o lixo pra fora e lavar sua cueca.
Em palavras mais simples: mudar nos faz crescer. E como disse lá no começo, não importa a mudança. A tendência é melhorar, sempre.
Então se você tem dúvidas em mudar eu lhe digo: MUDE. Por mais perrengue que você sabe que vai passar no final vai ver que tomou a decisão certa.”
Né?
Agora SAIDAQUI! e vá mudar sua vida…
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