Não escreva um livro. Não plante uma árvore. Não tenha um filho.

A vida, no fim das contas, is all about fazer o fora do comum.

Tipo dançar na rua ao caminhar para casa depois de um dia cansativo no trabalho, enquanto todo mundo olha de um jeito atravessado. Ou falar de amor à primeira vista com quem não conhece. Olhar nos olhos de um mendigo e desejar bom dia.

Defender uma idéia que pode parecer ridícula aos olhos de outros. Ser feliz é se permitir ter esses dias.

É se permitir chorar mágoas antigas quando elas doerem sem sentido em dias de solidão. Mais que isso, é conhecer a solidão e saber usá-la quando necessário. Nunca deixar que ela tome conta. Saber ser sozinho, sem ser solitário.

Não ter medo do novo, gostar do que não conhece. Permitir alegrias simples, aparentemente sem sentido. Largar tudo quando necessário. Viver, é se recusar a representar um papel que os outros escolhem por nós.

É viver de afeto e carinho. E de temperos de ousadia.

É viver de saber tratar com delicadeza quem lhe quer mal, e de perdoar quem realmente o faz.  Um exercício diário de paciência e crescimento interior. De saber abstrair o que incomoda.

Ser indiferente ao invés de guardar rancor. Nunca dar a cara a tapa, mas nunca deixar de estender a mão. Não provocar brigas, mas também não engolir sapos.

Ler um livro por mês, matar um leão por dia e adestrar um cachorro por hora. Talvez não escrever nenhum livro, não plantar nenhuma árvore e muito menos ter um filho. É tanto um não ter fórmula que embaralha os objetivos às vezes. E isso ser bom. Porque mais que isso, é saber aproveitar os meios para alcançá-los.

O caminho é longo? Vá cantando. De preferência sem sapatos. E não esqueça de dar as mãos para alguém vez ou outra quando tudo ficar escuro. Boa sorte.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 24 de agosto de 2011
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Pessoas Recorrentes…

Tem gente que não tem jeito. Você pode até tentar fugir. Sair do caminho. Mudar de vida.

Em algum momento, essas pessoas te encontrarão. Eventualmente, reaparecerão em sua vida.

Eu as chamo de pessoas recorrentes. São aquelas “meant to be” na sua vida. Não adianta se esconder.

Todo mundo tem pelo menos uma pessoa assim. Pare pra pensar.

Eu, por exemplo, tenho várias. Algumas ótimas, que simplesmente amo reencontrar, e outras nem tanto.

Tem gente que chama de destino. Tem gente que chama de caminho. Tem gente que chama de sorte (ou azar). E tem gente que chama de coincidência.

Eu sei lá. Deve ser um pouco de cada.

Noite passada adormeci pensando em uma dessas pessoas em minha vida. A Josefa (nome trocado para proteger a identidade da moça – mentira, foi pra deixar o texto mais engraçado mesmo).

Nos conhecemos há muito tempo. 2002 acho. Mal conversávamos. A josefa era só mais uma colega em minha vida.

Morei fora. Nunca mais nos falamos. Voltei. Fui terminar um curso que tinha trancado.

Quem estava lá, na minha classe? A Josefa, gente! Ficamos mais amigas…a relação ficou legal.

O curso acabou. Entrei na faculdade. Mal nos falávamos novamente.

Do nada, a gente se tromba por aí, e volta a sair juntas como se não existisse amanhã. Eu começo a namorar.  Surge ciúmes da Josefa.

Passamos a sair um pouco menos. Meu namoro termina. Quando achamos que podemos nos ver frequentemente de novo, ela começa a namorar. E surge um ciúme absurdo de mim.

Nunca mais nos falamos direito. Apenas um abraço sincero nas raras vezes que nos encontrávamos.

Anos depois, o namoro dela termina.  E nossa amizade não muda em nada.

Eu caso, mudo de emprego e de estado. Não podemos mais nos ver pessoalmente. Mas ainda estamos ali, uma para a outra.

E quer saber? A Josefa vem me visitar em junho. Minha melhor cara de amendoim.

Ela não pode se esconder. Nem eu.

Adoro pessoas recorrentes.

Agora SAIDAQUI!

@amanda_arm dia 24 de março de 2010
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