Ahhh, o verão…

Ahhh, o verão.

Aquela época delícia de pegar o carro 1.0 sem ar condicionado ou vidro elétrico, encher com cadeiras de praia enferrujadas, bolas remendadas e guarda-sóis de marca de cerveja. Chamar a sogra, o vizinho e o papagaio para a viagem dos sonhos, pegar o isopor velho, encher de bebidas alcoolicas e cair na estrada.
Engarrafada, porque é alta temporada e TODO MUNDO teve a mesma ideia que você. Gênio.

Cantar mamonas assassinas enquanto dirige, a sogra querendo parar em todos os postos de beira de estrada para fazer xixi e chegar quatro horas mais tarde que o previsto no tão esperado apartamento da praia.

Aquele que, na foto, era todo decorado, mobiliado, tinha sauna, piscina, rede, cama sobrando, bem localizado, quase no pé da praia e custava um terço quando comparado ao preço dos outros que você havia cotado. Uma agulha descoberta no meio do palheiro.

É claro que a pechincha da sua vida não é um milagre. Tem sofás de alvenaria, cheira à mofo e os colchões estão mais para colchonetes. O chuveiro sai pouca água, a sala tem duas goteirinhas quando chove e a porta sempre emperra (para essa, damos um desconto pela maresia). A ótima localização é no meio de uma estrada de terra onde ninguém se arrisca caminhar sozinho, mas nada estraga seu bom humor. E a alegria de encontrar uma prancha velha de isopor esquecida pelos hóspedes anteriores, onde fica? Muita emoção.

Quiosque de praia, aquele delicioso espaço conquistado depois de meia hora de espera no sol intenso, enquanto você já conseguiu perder 2 dos seus 3 filhos e sua sogra já decidiu dar o ar da cratera da lua que ela chama de bunda para TODOS verem. Isso quando ela não pede para que você passe o bronzeador nela. UFA. Sua mulher sendo paquerada pelo garçom do quiosque e você olhando aquele monte de tia gorda que decide usar fio dental justo aquele dia. Nenhuma se parece com as da propaganda da TV.

 

À noite, mil duzentas e noventa e nove barracas de feirinha com as mesmas coisas para olhar, e é claro que sua mulher quer vê-las TODAS. Trezentos sorvetes para matar o calor dos filhos que nadaram o dia todo na praia e estão de olhos, buchechas e ombros vermelhos.

E daí que nada disso deve importar: Você está de férias. A intenção TODA é ficar perto de quem se gosta. Que um lugar para dormir e tomar banho baste para sorrir. Que nunca falte uma cerveja gelada em sua mão. Nem uma piada nova ou velha que valha a pena ser dita. Uma outra pessoa para conhecer, fazer amizade, começar a gostar.
E que você sempre encontre amor com bom humor. Que seja sempre a melhor viagem de sua vida, porque você sabe que basta estar disposto para tal.

 

PS: Feliz 2012, e um ótimo verão à todos. Eu? Estou em Natal, fazendo mais uma das melhores viagens da minha vida, com pessoas que amo muito. Obrigada à todos os leitores pela presença, e voltem sempre. Vocês são a essência do SaiDaqui. SEUS LINDOS.

 

SAIDAQUI! ;)

@amanda_arm dia 2 de janeiro de 2012
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Pelo fazer e não pelo gostar

Hoje, o texto é do @rbarato, que por sua vez, mandou muito bem em explicar que devemos trabalhar no que gostamos, e não pelo dinheiro.  Espero que gostem! (Eu adorei).

“Pelo fazer e não pelo gostar.

Certa vez um amigo me disse: “Não trates como prioridade quem lhe trata como opção”.


Frase que na época me ajudou ver que eu não estava feliz. Eu estava sim no lugar certo. Ótima empresa, salário bom e grande oportunidade de crescimento, mas descontente com o que eu fazia. Eu queria mais.


Não mais dinheiro, isso vem como recompensa do trabalho bem feito. Eu queria mais é ser feliz. Fazendo o que gosto.


Larguei tudo e inicei meu próprio negócio. Mas isso não vem ao caso, é história pra uma mesa de boteco.


O que quero dizer é que não adianta quanto nos pagam no final do mês ou o quanto nos respeitam dentro da empresa. Você pode ser o gerente nacional
de vendas de uma mega empresa de tecnologia. Nadar no dinheiro e nos finais de semana levar a família pra passear de iate, mas no fundo saber que tudo o que você queria era ser dono de uma pastelaria no centro da cidade.


Parece esdrúxulo não?


Pois não é! Eu tenho certeza que esse cara, o gerente nacional de vendas super rico, poderia ser TÃO rico (ou mais) rodando sua pastelaria no centro de terça à domingo das 9 as 23 horas com diferencial no pastel de 4 queijos. E além de rico ele seria mais feliz.


É simples. Ele estaria fazendo o que gosta. O que sempre quis fazer. E quando a gente faz aquilo que gosta nós fazemos bem feito! É o prazer de colocar todo nosso empenho e dedicação naquilo pra quando você menos esperar você ouvir: “nossa, seu pastel é maravilhoso, parabéns!”.


Pronto, o pastel poderia ter saido de graça pra aquela pessoa.


E é por isso que eu acho que ninguém, sério, ninguém deve se submeter a fazer algo que não gosta pelo simpes ‘tenho que pagar contas no final do mês’.


Vale mesmo a pena acordar pela manhã e dizer “puta madre, não tenho a mínima vontade de ir trabalhar hoje.”? Não vale. Não chega nem perto de valer. O gostoso é acordar com o despertador se espreguiçar, abrir um sorriso e dizer “hoje vou arrebentar no trabalho!”.


E a maior culpa disso é nossa. Que nos acomodamos com qualquer situação (talvez isso seja uma característica do brasileiro, não sei). Que volta ali naquela frase onde eu digo que acaba fazendo por ter que fazer. Por ter “contas pra pagar”.


Pagar contas todo mundo tem.


Eu prefiro pagar as minhas com o dinheiro que ganho sorrindo, e você?


Agora SaiDaqui e vá pedir demissão.”

@amanda_arm dia 19 de janeiro de 2010
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Compras de Natal

Tirei o último domingo para comprar os presentes de Natal. Claro que optei por ir ao shopping: comodidade, várias opções de lojas, praça de alimentação (que ser em sã consciência cozinha num domingo à noite?) e claro, ar condicionado.

Confesso que nunca fui fã de compras, nem de shopping, muito menos de multidão e liquidação de fim de ano. Mas temos o tal dever para com a família e sociedade, bem como amigos secretos e lembranças para os amigos mais próximos. Não tivemos opção: Arrastei meu namorado comigo (que por sinal, gosta TANTO quanto eu de fazer compras).

Nessas horas eu me sinto um extraterrestre. Como alguém pode realmente GOSTAR daquele inferno?

Famílias inteiras passando horas dentro de uma única loja. Maridos carregando sacolas e mais sacolas enquanto as mulheres se matam de experimentar roupas. Crianças gritando pra todos os lados por causa do Papai Noel de barba falsa e barriga de travesseiro. Praça de alimentação lotada e barulhenta. Casais discutindo sobre o que comprar para fulano ou ciclano. Vendedores já aflitos e cansados de tanto dobrar e desdobrar roupas. E mais crianças, e mais lojas, e mais vendedores, com adicional de barulho for free.

Credo! Isso não é pra mim.

compras

Comprei tudo que precisava em questão de uma hora e pouco. O presente que mais demoramos pra escolher, acho que demorou 10 minutos, no máximo. A lógica é tão simples: Bater o olho na vitrine, entrar na loja, perguntar o preço, decidir se o objeto tem “a cara” da pessoa a ser presenteada, e pagar por ele.

O que é tão difícil nisso?

JURO que ainda tento entender como tem gente por aí que pensa em fazer compras como uma “atividade relaxante”…Oh, BITE ME!

Bom, pelo menos já compramos TODOS os presentes de Natal a serem distribuídos. E por mais que tenham sido de rápidas escolhas, foram todos escolhidos com amor e carinho.

Agora SaiDaqui e vá embrulhar os presentes…

@amanda_arm dia 16 de dezembro de 2009
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