Tá, eu confesso. É uma delícia se mulher nesse dia.
As pessoas te dão parabéns simplesmente por você ter nascido mulher. E você nem precisou fazer nada para merecer os mimos do dia.
Flores, chocolates, abraços e parabéns inesperados. Gente que malemá te dá bom dia, abrindo sorrisos simplesmente porque você é mulher.
Não vou ser chata, nem hipócrita a ponto de dizer que isso é ruim. Eu adoro. Se pudesse, escolheria ser tratada assim todos os dias. Já disse uma vez num post antigo que quero sim ser tratada todos os dias como uma princesa.
Mas convenhamos: É um dia propício para os homens fazerem todos os tipos de piadas machistas do gênero “aproveitem o seu dia, porque todos os outros são nossos” ou “parabéns por ter uma vagina, porque é o que eu realmente gosto em você”, ou ainda “parabéns, agora me traz uma cerveja”. Claro que eu sempre dou risada e entro na brincadeira. Mas por outro lado, faz sentido.
Porque tal como é tratado hoje, o dia da mulher é absurdamente irrelevante. E desnecessário.
De que adianta recebermos mimos de todos os lados no dia de hoje, e amanhã voltarmos a tomar as mesmas patadas? Ouvir parabéns de todo o alto escalão empresarial hoje, e amanhã não ser promovida simplesmente pelo fato de ser mulher? Dar bombons para sua esposa e parabenizá-la pela data, e ao chegar em casa, ficar no sofá feito múmia enquanto ela, que trabalhou o dia todo faz a janta, como todos os outros dias? Cumprimentar todas as mulheres que você conhece hoje, e amanhã só lembrar da bunda delas?
De que adianta ser clichê? Se o homem não é sincero quanto à relação entre os sexos e admiração pela feminilidade do dia, deveria simplesmente calar-se ao invés de fingir que se importa.
Pra mim, esse dia deveria ser mesmo importante. De outra forma. Ainda com carinhos, flores e abraços. Mas sem hipocrisia.
Agora SaiDaqui e vai trabalhar!
PS: Meus sinceros Parabéns à todas as mulheres que sabem o valor que tem. Que sabem ser fortes e femininas. Que não desistem. Nunca.
Dinheiro não traz felicidade?
Hipocrisia! Então porque vivemos correndo atrás de mais dele?

Dinheiro em si pode não trazer felicidade. E também não quero dizer que tudo se compra…Longe de mim. Eu bem sei o valor de algo não “comprável”.
Mas…Vivemos buscando no mínimo uma vida confortável.
E querendo ou não, para isso é necessário dinheiro.
De verdade? Não há mal nenhum em querer mais, em lutar por essa tal vida confortável.
Trabalhe para isso. Mas não deixe sua vida pessoal de lado.
Compre o que você achar necessário. Mas poupe-se de extravagâncias fúteis.
Orgulhe-se de conquistas materiais. Mas sem ostentação.
E tome cuidado com o monstro capitalista. Não deixe que o papel verde que move o mundo te domine. Diga à ele, sempre, que é você quem manda.
Pense nisso. E SaiDaqui!
Pasmei ao ver essas imagens:




(vistas no Largado em Guarapari)
Fiquei pensando em como o povo brasileiro pode ser sem vergonha. E em quanto isso me irrita.
Obviamente, eu não sou hipócrita, e admito que os salários nunca são justos, que os preços estão subindo, que os políticos são desonestos…Mas convenhamos: as coisas não estão fáceis para ninguém, e isso não dá o direito de se beneficiar da desgraça alheia usando o famoso “jeitinho brasileiro”.
Que por sinal, nada mais é do que uma forma de representar a malandragem já históricamente conhecida de nosso povo. É ter o tal “jogo de cintura”, e fazer as coisas “por meios alternativos” do que a regra manda.
Pior que isso, é ter orgulho do tal jeitinho, e viver criticando ele. Subornar o policial, e reclamar do vereador corrupto. Afinal, apontar para os outros é muito mais fácil que enxergar os próprios erros.
E a consciência coletiva nunca muda…É sempre tudo em benefício próprio. Infelizmente.
PS: O termo já é tão comum que encontra-se na Wikipédia. Não acredita? Veja aqui.
É galera. SaiDaqui com esse tal Jeitinho….