Criatividade: E você pode ser o que quiser

Você pode ser o que quiser.

Já parou para pensar nisso? É uma frase simples, mas sua semântica carrega consigo uma série de pudores e complexidades bobas que nós mesmos nos colocamos.

Aqui, entenda “nós”, como a sociedade: Essa coisa regrada e sem graça que impõe limites e lhe enche de bitolações quanto ao que é dito certo ou errado. Regras necessárias, no fim das contas; já que a partir delas, definimos um caminho para ir além delas.

Porque nossa criatividade é um dom tanto absurdo e infinito: Muitas vezes até vem do que outras pessoas consideram “louco” ou “errado” – E convenhamos…Quem nunca cortejou a insanidade atrás de um pouco de equilíbrio, não é mesmo?

No fundo, o que diferencia os humanos REALMENTE uns dos outros é essa estranheza nossa de cada dia. Esse querer fazer diferente, ser único e especial em algo. Porque de novo, você pode ser o que quiser.

Uma idéia é genial quando incomoda alguém. E ter idéias é nossa essência.

Aceitar que nem tudo na vida vai sair como esperado ou dar certo de primeira é o primeiro passo. O segundo, é permitir-se arriscar um pouco mais. O terceiro? Entender que não há regras para o sucesso. E que o importante mesmo está em COMO você chega onde quer.

Os caminhos estão ali. TODOS eles. No fim de tudo, você será o resultado de cada um deles que esolheu. Meio piegas ou clichê, e talvez um pouco auto-ajuda demais…Mas parece que às vezes a gente se esquece dos óbvios.

Comece simples. Foque nos óbvios. Crie regras. Defina metas. E quebre todas elas, para ser o que quiser.

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 30 de agosto de 2011
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Frustração

Eu sou frustrada.

Sempre fui cheia de imediatismos e idéias. Quero tudo pra ontem. E tudo ao mesmo tempo. É meio que insano ter tantas idéias divertidas e vontade de realizar tudo quanto é loucura que me vem à cabeça.

Vivo querendo fazer algo diferente e não consigo ficar parada. E sinceramente, essa vontade absurda e constante do novo me trouxe até aqui. Fugir dos paradigmas sociais estabelecidos por uma maioria bitolada, questionar a maneira que são aceitos, e buscar uma vida realmente livre e isenta de demagogias baratas foi sempre meu objetivo.

Aceitar que verdades são aquelas que encontramos dentro de nós mesmos, e que não é feio nem errado que elas sejam constantemente modificadas, já que nossa forma de ver o mundo se modifica com o passar dos anos.

Deveria ser implícito em todo e qualquer ser humano que se preze a vontade de fazer algo novo. De viajar. De conhecer pessoas diferentes. De andar por uma rua nova. Mudar de emprego. Cortar o cabelo. Beber outra marca de refrigerante (no meu caso, cerveja). Degustar uma comida diferente.

Mudanças nos levam para frente. Experiências nos ensinam. Viver realmente o que tanto se prega na teoria não deveria ser tão complexo.

Se eu fosse realmente atrás de tudo que quero fazer, eu já teria enlouquecido meio mundo. Já teria escrito uns 5 livros, praticado todos os esportes radicais que existem, dado a volta ao mundo umas 30 vezes e seria lutadora de MMA. Ou talvez tivesse fugido com o circo, aprendido a cantar, tocar 10 instrumentos diferentes e ostentaria a faixa preta em no mínimo 4 artes marciais.

Talvez eu ainda não tivesse trabalhado nunca, e vivesse de bolsas de estudo e seria feliz sem nunca ter saído do meu estado. Ou teria virado hippie. Vegetariana. Ou teria enriquecido cedo por um blog super bem sucedido e teria a casa mais divertida do planeta: com direito a cama com escorregador e um salão de jogos eletrônicos dos mais variados tipos. E talvez já teria provado todas as comidas do mundo! E se eu fosse astronauta? Veterinária? Sei lá.

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Por isso sou frustrada. Nunca consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Às vezes não termino algo que começo. Seja por preguiça, seja por não ser o que eu esperava que fosse.  Mas sempre me vale a sensação de ter tentado. De poder dizer coisas fora do considerado “comum” pela sociedade, como:

“Eu já fui atacada por um coiote no deserto”, “Pular de pára-quedas é a melhor sensação que já tive na vida”, “Tive aranhas e cobras de estimação”,“Tatuagem dói, mas o resultado vale à pena”…

Acho que idade sempre teve muito mais a ver com experiência de vida do que com a quantidade de velas que há no bolo em determinado ano de nossa existência.

Eu ainda quero tanta coisa, que me frustra saber que não vou conseguir realizar tudo. Mas me basta tentar. Correr atrás do máximo possível de tudo aquilo que me agregar conhecimento, e deixar um rastro por onde passar. Tocar as pessoas. Ser alguém especial e presente, nem que por alguns segundos.

Passar pela vida seria fácil e chato demais. Eu vou atrás de mais que isso. Cheia de dúvidas, vontades aleatórias e frustrações por querer sempre mais. Eu não vou me contentar. E você? O que quer da vida?

SaiDaqui! E faça algo diferente para não se frustrar depois, pelos “SEs” que podeiram ter se tornado reais ;)

@amanda_arm dia 31 de agosto de 2010
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Filhos, e porque não tê-los

Acho que dentre os sonhos de quase todas as “pessoas biologicamente maduras” (refiro-me àquelas com capacidade de cuidarem de si mesmas e talvez de outras) está a vontade de ser pai ou mãe.

Talvez se trate de uma percepção completamente errada de minha mente viajada, mas acho que há uma certa hiprocrisia quanto a ter filhos cedo. Pare pra pensar: Cada vez mais divórcios, discordância e violência. Todos os dias vemos assassinatos e poluição. E sempre tem menos amor que ontem.

Daí a ter um filho completamente desplanejado, inesperado e sem condições financeiras mínimas para dar um  bom conforto para aquela pobre criança que virá à este mundo desvirtuado em que vivemos, é um ato insanamente hipócrito.

Claro que acidentes acontecem, e quase sempre são bem vindos. Não trataremos deles nesse texto. Nem daqueles indesejados, porque já entraríamos no assunto aborto, que por sinal é tema para outro post.

gravida

Eu confesso que nunca quis ter filhos. Nunca tive vontade de “sentir as dores do parto e cumprir meu papel de mulher”, tive a plena convicção de que não teria filhos por diversas razões. Dentre elas, algumas principais que seguem:

Medo de ser uma péssima mãe. Sempre tive jeito com crianças. Mas as dos outros. Do tipo que se devolve quando começa a encher muito o saco. Aliás, como eu poderia estar presente nos momentos importantes do meu filho com meus objetivos de carreira, que envolvem muito estudo e trabalho? Até que ponto ter um filho e deixar para outras pessoas a responsabilidade de cuidar dele?

Perder minha liberdade. Viajar quando der na telha, tomar uma cervejinha com os amigos sem hora para voltar ter meus momentos sozinha ficaria fora de cogitação. Acho que no fundo, medo da responsabilidade (que talvez seja a maior na vida de qualquer pessoa).

O mundo está uma merda, convenhamos. É para esse mundo que eu quero trazer uma criança? Um mundo onde educação é uma carteira de investimento oferecida por qualquer banco por aí? Onde política e honestidade não andam juntas? Onde a pressão do mercado de trabalho começa antes do que deveria? Onde amor e compaixão deram lugar ao dinheiro? Aqui, onde se ele não fizer parte dos mais fortes, pode acabar fazendo malabarismo no semáforo?

A infância não é mais a mesma. Eu (que só tenho 22 anos) cresci brincando na rua, rolava no chão por causa de futebol, pega-pega e esconde-esconde. Fazia amizades de carne e osso.
Hoje, meus primos mais novos são craques em video games. E suas relações de amizade quase sempre vem de Orkut, Msn, Twitter, Facebook…E a amarelinha? Se perdeu onde? Brincar é somente divertido quando na Internet? Como assim? o.O

crianca

Por fim, não gostaria de ver no rosto do meus filhos sinais do ceticismo aos sentimentos mais bonitos da humanidade. Não quero que ele tenha um precoce desdém a relacionamentos amorosos, uma precoce falta de fé na humanidade…

Não sei. Tudo isso me assombra, e muito.

E antes que me perguntem: Sim, eu terei filhos. E não será por obrigação.

Todos os itens acima não desaparecerão do meu caderninho mental de preocupações, mas eu sei que ao lado de quem se ama, podemos fazer nosso melhor para evitar que eles nos assombrem. Eu sei que seremos ótimos pais. Daqui alguns anos, é claro. (Né @rbarato? ;) )

Agora SaiDaqui! e vai trabalhar…

"Não mamãe, eu não quero sair daqui!"

"Não mamãe, eu não quero sair daqui!"

@amanda_arm dia 3 de março de 2010
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