Deixe que queime
postado por Amanda Armelin em 10/10/2016
[Sugestão de música pra acompanhar a leitura] Talvez a parte mais difícil da frustração é ter que admitir que a culpa de sentí-la é toda sua. Por ter criado expectativas onde não devia, por ter acreditado e fantasiado coisas que ninguém nunca te prometeu (ou até prometeu, mas não pode/quis cumprir). Se pararmos pra analisar friamente, puta coisa babaca essa nossa mania de romantizar tudo que...
Sobre lutas que não são mais minhas
postado por Amanda Armelin em 09/01/2014
E nesse clima de resoluções de ano novo, eu não fiquei de fora: fui clichê sim, fiz algumas metas básicas (emagrecer, guardar dinheiro, fazer aquela viagem), mas de todas elas, fiz uma bem grande e significativa: a de não guardar mais mágoas. Ano passado foi conturbado. Muita gente que se dizia amiga fez fofoca, inventou história e pra ser mais do mesmo do que a galerinha da...
A vida se encarrega
postado por Amanda Armelin em 29/07/2013
A vida sempre se encarrega de cuidar sozinha de assuntos que por inúmeras vezes sentimos vontade de resolver no grito, no tapa; mas somos obrigados a tratar apenas com indiferença. O tempo e os tombos me tornaram cética quanto ao caráter das pessoas. Foram tantos “profissionais bons”, “gente reconhecida e admirada” e “amigos” que cometeram gafes irreversíveis para uma boa convivência, que já não...
Quebrar os pratos
postado por Amanda Armelin em 04/07/2011
Vivia da arte do silêncio que dói, fazia da indiferença sempre soberana e imperativa. Dar de ombros virou moda em sua vida, e não se importar ficou comum. Mas não era pra ser assim. Ela não era assim. Sabia, tinha nojo. Dessa gente que não briga, não luta, não xinga, não discorda. Não se acorda, só concorda. Cansou do marasmo e da poesia barata, sem rima, sem gosto, sem graça. Pegou os acordes...
Sensações Adversas
postado por Amanda Armelin em 02/08/2010
Abro a janela pra vê-la cair fina. Deliciosamente silenciosa e fria. Ela sempre foi sinônimo de silêncio, meditação. De música cantada com os olhos. Abraços dados em gotas. Da tristeza errada, carregando o corpo com saudade de outra metade que não existe. De uma vontade incompleta daquele sei-lá-o-quê com cheiro de baunilha. De pipoca, filme, algodão doce e sonho de padaria. Ninguém deve gostar...