Droga. Odeio quando não consigo dormir porque tem algum assunto me “aporrinhando” os pensamentos. E este em particular, é delicado.
Veio há uns dias, assim meio que do nada, e sinto que não vai ir embora enquanto eu não escrever sobre.
Então meus pêsames queridos leitores, sobrou pra vocês! Hehehe.
Quinze anos não é pouco. E pra quem tem apenas vinte e dois, é MUITO tempo. Esse foi o tempo que durou nossa amizade.
Lembro até hoje, quando eu tirava sarro dele na primeira série por ter uma letra ilegível (confesso que ainda hoje ela continua indecifrável, rs). E quando ele tinha dúvidas sobre matemática, sentávamos juntos pra estudar. Lembro quando ele começou a ter as primeiras dúvidas de cunho sexual, e que comigo ele não tinha o menor pudor ou vergonha de perguntar.
Sempre acabava em muita risada.
Lembro também de quando eu cuidava dele quando ele bebia demais. De como eu era a única que podia dirigir o carro dele. Lembro de cada vez que ele abriu a porta do carro (para eu entrar E sair), de cada música que cantamos juntos no som do carro.
Tínhamos um ritual. TODO santo fim de semana íamos tomar café. Detalhe que eu nem gosto de café, mas sempre ia pela compania dele. E acabava tomando um chocolate. Era nosso festival de besteirices alheias. Falávamos mal dos outros, ríamos das cagadas nossas, e confessávamos as notícias da semana que passou. Naquelas horas a gente nem atendia o celular.
Falando nisso, lembro que tive vários problemas com ex-namorados, que nunca entenderam nossa amizade. Paciência. Sempre passei por cima de todos eles.
Lembro de quando eu ligava pra ele sorrindo toda vez que conhecia alguém legal, e meses depois, chorando sobre o canalha. Lembro até que ele me consultava sobre as meninas que passavam. Eu sempre morria de rir com ele.
Lembro das noites e noites que passamos sem fazer nada porque estávamos sem dinheiro. Cada uma delas valeu à pena.
Ele nunca esqueceu um aniversário meu. Nem nunca falhou em um presente de Natal sequer. Lembro muito bem como ele me abraçava apertado. Era um carinho que se sentia, sabe?
Por incrível que pareça, eu não sei a data de aniversário dos meus parentes mais próximos, mas JAMAIS vou esquecer o dele.
O tempo sempre passou, e as coisas sempre mudaram. Menos a nossa amizade. Eu sempre achava que aquilo ia ser pra sempre. Como não mudou em nada nem quando morei fora por um ano.
Mas eu estava errada.
Porque nesse mundo, existem pessoas muito ruins. E elas são capazes de tudo. Não citarei motivos, nem pessoas, porque coisas ruins a gente faz questão de tentar esquecer. Mas resumo da ópera: Ele começou a namorar. E terceiras pessoas alteraram uma história simples, com más intenções, venenosas. E inventaram uma versão totalmente diferente pra namorada dele. O resultado é o atual: nunca mais nos falamos.
Ele sempre teve um coração de ouro. Gigante. Sei que ele ficou perdido.
Até hoje entendo o lado dele. E o dela. Mas sei lá. Não acho justo nem digno ter que implorar perdão ou se justificar por coisas que não fizemos.
Então sei lá. Acho que tudo isso foi pra dizer que sinto muito a falta dele. MUITO.

Agora, por favor, SaiDaqui que eu preciso ficar sozinha pra chorar um pouco.
PS: Agora sim, vou dormir tranquila. Obrigada por me “ouvirem”.
Fuçando em meus textos antigos e fotologs abandonados, achei algumas coisas legais. Esse me deu vontade imediata de postar, então lá vai:
Some dance to remember. Some dance to forget.
Certas pessoas, momentos e coisas são completamente inesquecíveis.
Existem aqueles que passam. Aparecem de um jeito “the flash”, e se vão na mesma velocidade. São rápidos, mas deixam rastros definitivos.
Há os que não te deixam. aquelas pessoas que estão há tempos ao seu lado. Esses a gente conhece de olhos fechados, de ponta cabeça e até embaixo d’água.
Momentos decisivos. Momentos comuns, normais, tristes e felizes. Momentos que a gente guarda pra sempre, como uma fotografia dentro da cabeça.
Existem aqueles que nem em mil palavras poderiam ser descritos. Aqueles onde nada é falado, e muito é dito. Aqueles onde se deseja que o tempo pare.
E aqueles tristes? Os que mais fazem doer, apertar, machucar. Esses ensinam. Muito mais do que se imagina.
Por isso, meu espírito se prendeu na infância. E é por lá que eu quero que ele fique. Por muito tempo.
Um dia me trouxeram pra esse mundo adulto. Cheio de intrigas, complicações, preocupações e responsabilidades e frustrações.
E nesse meio-termo de menina e mulher eu me encontrei. Bom, não 100%, mas o suficiente pra dizer que não sou o que você acha. Muito menos o que pareço. Também não sou o que te disseram. E nunca vou ser o que você quer que eu seja.
By @amanda_arm on 16/07/06 – Céu estrelado. Mais lindo que um dia comum poderia mostrar.