Inspiração

Inspiração é um negócio meio cinza.
Meio morno, meio amargo. Meio fosco, meio tosco. Meio lusco-fusco, meio furta-cor.

E engraçado. Porque vem sempre que a gente chora. Não necessariamente no sentido   literal, mas quando tem tanta alegria ou tanta tristeza dentro da gente que transborda. Em lágrimas ou palavras.

Porque escrever também é chorar com as mãos o que está engasgado, entalado naquele nó de marinheiro da garganta.

Um jeito de organizar os pensamentos, sempre tão diluviosos de informação. De mostrar para você mesmo, por A + B que os sentimentos ainda valem à pena. A humanidade também. Ou não.

De provar para todo mundo que você está triste. Feliz. Cansado. Indignado. Pensativo. Manhoso. Ou apenas se sentindo um gênio incompreendido.

Inpiração bate quando dá vontade de tocar harpa, cantar, dançar, pintar uma tela, assoviar e chupar cana ou fazer uma tatuagem, tudo ao mesmo tempo, e você não sabe que não dá. aí vira um monte de palavras perdidas, que quando juntas pela agilidade do pensamento e a parte que as mãos conseguem acompanhar, fazem sentido.

Inspiração não tem hora, não tem feeling, não tem raça. Vem no meio da reunião com o chefe chato, da DR com a namorada, quando enconstamos a cabeça no travesseiro. Nos dilúvios imaginários de chuveiro. Na mesa de bar. No conforto do lar. Na rua, na chuva, na fazenda. E numa casinha de sapê.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 25 de outubro de 2011
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Segunda Cultural: A estréia

Segunda é um dia morto.

É chato acordar cedo, ter de ir trabalhar e saber que ainda tem a semana toda pela frente para enfrentar.

Assim também é com minha inspiração. Às segundas, ela parece que está dormindo.

Então vamos combonar o seguinte? A partir de hoje, segunda-feira é dia de cultura no SaiDaqui. Chamaremos de Segunda Cultural.

Colocarei dicas de filme, livro, teatro, música, e/ou toda e qualquer coisa para entreter uma segunda tediosa.

Espero sinceramente, que gostem. E como sempre, críticas, dúvidas, sugestões e comentários serão sempre bem-vindos.

Sem mais bla bla bla, vamos ao que interessa:

Pensei no que postar para começarmos com chave de ouro. Mas tem tanta coisa que eu quero sugerir aqui, que acho que nem caberia.

Dedici ir aos poucos. Vamos começar com uma lista de filmes que eu gosto muito, por X, Y ou Z razão. Não vou discutir sobre eles (ainda), nem dar spoiler (ainda, rs), muito menos fazer uma resenha de minha opinião sobre eles (ainda).

Essa não é a lista de meus melhores filmes. AINDA.

De novo, são filmes que valem MUITO à pena assistir. Em futuras segundas-feiras escrevo separadamente sobre cada um deles.  Prometo.

Chega né? Já tem bastante diversão aí para essa segunda-feira. Agora SaiDaqui e vá assistir algum desses filmes acima.

@amanda_arm dia 22 de fevereiro de 2010
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Quando a educação virou exceção

Todas as minhas melhores inspirações sempre surgem em conversas de bar, e esta não podia ser diferente. Ontem à noite, já depois de alguns chopps num boteco deliciosamente movido à samba aqui de Porto Alegre (o Dona Neusa), e lá estava eu, travando conversas absolutamente intrigantes e socialmente profundas…

Eis que exponho um assunto que vem me açoitando os pensamentos: como é chato viver em um mundo onde cada vez mais, educação é exceção.

E não, eu não refiro-me à educação escolar, pois essa, todos nós já sabemos que anda um caos por aqui. Infelizmente.

Eu falava de educação de berço. Aquela que devia vir de pais e mãe. Educação básica de ser humano.

Aquela que pelo menos em teoria, é o básico e esperado de alguém. Mas que está se tornando cada vez mais rara.

Aquela educação de pedir licença, dizer obrigado, desejar bom-dia, respeitar os idosos, não brigar em filas, não agredir ninguém por aí, ajudar quem tem dificuldades ou simplesmente não ser desrespeitoso.

ajuda

O problema é que às vezes nem os próprios educadores ligam pra isso. Que exemplo tem alguém cujos pais são extremamente mal educados? E não precisamos ir longe. Porque não é necessário ser pai para dar bons exemplos.

Tenho um medo absoluto de ser mãe. Medo do mundo que meu filho viveria, sinceramente. Mas esse é um tema pra outro texto.

Sei lá. Às vezes me pego pensando em que exemplos estamos passando para as futuras gerações. Claro que eu erro, e nem sempre estou de bom humor (maldita TPM, hehehe) – mas sei que tento meu melhor. E você? Já desejou pelo menos um bom dia para alguém hoje?

SaiDaqui e vá fazer sua parte!

@amanda_arm dia 25 de novembro de 2009
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