Comprar presentes é uma arte.
Parte-se do primórdio filosófico de que TODO MUNDO GOSTA DE SER SURPREENDIDO. A partir daí, escolher o presente certo passa a ser um jogo. Ou melhor, um desafio constante, onde a pessoa que vai dar o presente passa a ter de decifrar a pessoa que vai receber o mesmo.
Porque um pequeno detalhe pode mudar tudo: definir características importantes sobre gostos e preferências. É nessa pequena linha que se esconde a arte de escolher o presente certo.
Imagine você, dar um presente extravagante para um amigo que só usa o básico. Ele não somente vai ficar sem graça e com aquele sorriso amarelo de quem não gostou, como vai pensar duas vezes em como você não o conhece suficientemente, e isso pode afetar uma relação (seja ela qual for).
O ideal é ter certeza do que a pessoa gosta, porque presente BOM mesmo, é aquele que ela vai usar. Que seja útil, que faça parte do cotidiano dela. Por mais simples que seja. Entende?
Portanto, não atente-se ao valor em si, mas no gosto do presenteado: Ele gosta de carteado? De futebol? De música? Qual marca de roupas e sapatos ele usa? Perfumes? DVDs? Ele lê bastante? Que tipo de livro? Quanto ele calça? Que tamanho de camiseta ele veste? Qual o chocolate predileto dele? Aliás, ele gosta de chocolate?
Perguntas bobas, que podem fazer TODA a diferença na hora de comprar um presente.
Confie no seu bom gosto, sem desviar o foco de que quem deve gostar do presente é ELE, não você. Arrisque, mas dentro de um escopo aceitável de risco a ser corrido. Não compre uma calça verde limão pro seu sobrinho sem antes ter certeza que ele ADORARIA ganhar aquilo, certo?
Mais uma dica: O presente deve ser PARA A PESSOA. Nada de coisas para o banheiro, pra enfeitar a sala ou para decorar o quarto, ok? A não ser que a pessoa tenha pedido aquilo, obviamente. Lembre-se: sua mãe não é uma mesa de jantar.
Fora isso, confie em você. E tente curtir o tempo que escolhe os presentes. Fila, correria e impaciência, teremos SEMPRE nessa época do ano. Abstraia. E SaiDaqui! Para comprar presentes!

Sim. É esse mesmo o assunto do post: Noivar é inútil.
Estava ontem conversando com um amigo e leitor quando ele sugeriu o tema. Na hora pensei: “que tema mais besta, de onde ele tirou essa idéia?”, mas depois começamos a discutir sobre isso, e faz sentido.
Não sei se você está atualizado no tema “anéis de relacionamento” (eu não estava), mas hoje em dia existem três tipos de aliança: a de compromisso, a de noivado, e a de casamento. O que eu acho delas?
Acho que a de compromisso é a menos perigosa. Normalmente utilizada por adolescentes apaixonados, que querem demarcar seu território, comprovando que aquela pessoa “já tem dono” por colocar um anel prateado no anelar direito da mesma. Claro que eu já usei esse tipo de aliança! De prata, de aço, até de côco. Confesso que até acho bonitinho e tal, mas sei lá né. Vai do gosto de cada casal e do nível de comprometimento que eles tem.
A de casamento por sua vez, é a mais séria. Normalmente trocada na frente de um altar ou de um juíz, nasce da decisão concreta de duas pessoas que querem passar (pelo menos um bom tempo de) uma vida juntos. Geralmente por amor, acho o ato de trocar alianças lindo. E claro que deve ser feito apenas quando há crença envolvida: casar porque os outros acham bonito é hipócrita e ridiculamente overrated. Não case na igreja se você não acredita no que está sendo dito ali na sua frente (conselho válido para TODA e QUALQUER religião).

E finalmente, o comprometimento mais inútil de todos: o noivado.
Dinheiro para alianças. Festa para os parentes. Tempo e dinheiro gastos para oficialmente dizer na cara de todas as pessoas que você conhece que “você decidiu que vai casar, só não sabe quando”.
Pois é. Talvez seja uma reafirmação que os relacionamentos precisam. Aquela hora de pensar “Puxa, agora ficou sério. Estamos falando oficialmente em casamento. É isso mesmo que eu quero pra minha vida?”
Noivar é dar um tempo pra ter certeza se quer mesmo casar. Talvez até um passo importante antes de tomar uma decisão precipitada.
Infelizmente, tem gente que não entende esse propósito, e noiva por motivos absurdos: Por dinheiro, por status, pra “enrolar mais a outra parte”, por gravidez, por família que enche o saco.
Fica a dica: Se você for noivar, que seja pelos motivos certos.
Espero que fique claro que não estou julgando, nem criticando quem pratica o ato. Eu nunca fui noiva, nunca casei. Não estou cuspindo pra cima, vai que algum dia acontece né? Acho as cerimônias de noivado lindas, adoro todo e qualquer motivo pra festejar qualquer coisa.
Só acho meio sem nexo o dinheiro gasto para isso. Claro que como o dinheiro não é meu, cada um faz o que bem entender com o seu. No fim das contas, o que importa é estar feliz com quem se ama.
E se for noivar, me chama! Agora SaiDaqui!
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