Adoro ler!
Amo aquele cheiro de papel e tinta que sai das páginas de um livro novinho. Sou do tipo que entra em todas as livrarias por onde passa e, invariavelmente, acaba saindo com algum título sob o braço.
Quando estou numa livraria que tem aquele cheiro de café e livros se misturando... É o paraíso! Já tuitei inúmeras vezes quando fui comprar livros que moraria em uma livraria, tranquilamente, só para acordar e poder sentir aquele cheiro todas as manhãs.
Você não deve comprar um livro apenas porque é o lançamento da melhor editora, do melhor autor, é o top da lista dos mais vendidos... Escolha um livro pelo que ele pode representar para você. Pelo que ele pode te proporcionar de aventura, diversão, excitação, cultura, curiosidades. Leia a sinopse, ela não morde!
Folhear as páginas de um livro, ler o que está escrito e ir criando aquele filme mental onde a história se desenrola com todos os seus personagens, locais, épocas, roupas... Todos os detalhes que compõem a obra é uma aventura muito prazerosa. Se você compra livros apenas para fazer volume em sua casa ou para mostrar aos outros que é “culto”, está desperdiçando seu dinheiro. Os livros não são para isso... Estão muito além de cores, papel, tinta e letras. Leia a história, discuta com outros leitores, forme um círculo de leitura.
Quantos de nós não ouvimos falar, ao assistir um filme baseado em algum livro, que o livro é muitooooo melhor?
Claro que é, não tenha dúvidas!
Um livro não tem os mesmos limites de um filme! Não depende de atores reais para representar seus personagens e muito menos ter uma limitação de tempo aceitável para sua bunda numa poltrona de cinema.
Livros são mais ricos que filmes. Infinitamente. Ponto!
Há um livro escrito em 2.003 pela alemã Cornélia Funke, chamado Inkheart (coração de tinta) que depois virou filme em 2.009 onde é contada a história de um cara que tem o talento de dar vida a qualquer personagem ou mesmo recriar a atmosfera de uma parte do livro simplesmente por ler em voz alta o trecho da história. O que torna interessante a leitura é que a cada personagem do livro que ganha vida entre nós, alguém do mundo real é levado em seu lugar para habitar a história. A aventura começa quando a esposa dele troca de lugar com um dos personagens que ganha vida em uma leitura.
Complicado?
Que nada, leia o livro e você irá gostar. Esta é apenas uma dica do quanto prazerosa pode ser sua leitura.
Viaje pelos diversos gêneros e publicações, valerá à pena!
Torne a leitura um hábito para você. Agora que você já sabe o que fazer para ter diversão garantida...
Texto de Camilo, colaborador e amigo pessoal. Valeu! ^^
SaiDaqui!
Pequenos fragmentos de verdades absolutas que encontramos perdidas por aí.
“No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso… Já me senti ferido quando perdi a mulher por quem me apaixonei… Hoje estou convencido de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém… Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la”. [Onze minutos.. Paulo Coelho]
PS: Pra quem não leu o livro, fica a dica.

SAIDAQUI!
O post de hoje é sugestão do leitor ^^ Irrá!
Peço desculpas por não ter escrito o mesmo. Eu li o livro e AMEI. Ainda não vi o filme. Assim que assistir, escrevo sobre por aqui. Resumindo, identifiquei-me bastante com texto que coloco abaixo. Espero que gostem!

Rostos redondos, olhos puxados, maquilagem branca e quimonos exuberantes; Memórias de uma Gueixa vai além do estereótipo e nos leva para passear por uma das mais peculiares culturas japonesas. Somos guiados pela memória da pequena Chiyo, em seu caminho para se tornar a gueixa de olhos azul-acinzentados Sayuri. No trajeto, vamos conhecendo os dramas pessoais, as intrigas, as passagens históricas e descrições detalhadas dos costumes japoneses.
“Uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem”, Arthur Golden demonstra sua habilidade como romancista ao unir uma pesquisa detalhada ao seu conhecimento sobre a cultura japonesa e transformar tudo em personagens fascinantes. Chiyo é uma jovem vivendo em uma pequena vila de pescadores, na iminência de perder seus pais.
Após der vendida, separa-se da sua irmã Satsu, e vai para o okiya Nitta, no distrito de Gion em Kyoto. A grande jogada do escritor é transformar sua criação literária em relato histórico, no formato de memórias, dando ao leitor a sensação de veracidade a cada linha.
Memórias de uma Gueixa segue a linha de leitura rápida e agradável. É quase possível sentir as texturas, os sons e aromas descritos como podemos sentir o papel que carrega a história. Em um passeio por Casas de Chá, sentindo sabor do tradicional saquê, ouvindo o shamisen e assistindo as apresentações de Danças da Velha Capital, fazemos uma viagem pelo tempo durante os primeiros anos do século XX.
Arthur Golden triunfou ao desmitificar as gueixas para o público ocidental, em um romance até então sem igual. Sayuri abriu as portas para outras gueixas se aventurarem na literatura, como Mineko Iwasaki, – a mais famosa gueixa japonesa e a suposta influência para a criação da Sayuri - em seu livro biográfico “Minha Vida Como Gueixa”.
A obra ganhou uma versão cinematográfica dirigida por Rob Marshall, diretor do premiado musical Chicago. Enquanto o livro colhe elogios pelo respeito à cultura japonesa, o filme é criticado justamente por exagerar do estilo hollywoodiano, deixando a complexidade dos personagens de lado para dar preferência a um visual exuberante, que lhe rendeu três Oscars (melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor figurino). Outra crítica deve-se a utilização de atrizes chinesas para representar as gueixas.
Fonte: AQUI. E você? SaiDaqui!
Transportar o universo musical para os quadrinhos nem sempre é tarefa fácil. Ainda mais se o tema da publicação for a vida de uma das maiores lendas da música internacional cuja trajetória foi marcada por sucesso, drogas, tragédias e histórias de amor. Mas o trabalho Johnny Cash: Uma Biografia (Editora 8Inverso, 224 páginas, R$ 44) está à altura da glória e do drama vivenciados pelo saudoso cantor e compositor norte-americano.
O público mais jovem tem a oportunidade de folhear com curiosidade os passos dados por John R. Cash (1932-2003) desde sua infância trabalhando com a família em plantações de algodão na pequena cidade de Dyess, no Arkansas, até a gravação de uma versão de Hurt da banda Nine Inch Nails, para seu último trabalho, em 2002. As ilustrações em preto e branco ajudam a dramatizar o conto, dando-lhe um ar mais sério. É dividido em três grandes capítulos separados por períodos: 1935-1956, 1957-1967 e janeiro de 1968.
Em traços simples, porém fortes, acompanhamos o nascimento de seu amor pela música, primeiro ligado ao gênero gospel e depois voltado ao country. Mais velho, decide deixar para trás as colheitas para morar na cidade grande, onde conhece sua mulher Vivian e se alista no exército para conhecer o mundo. Cash conhece Marshall Grant e Luther Perkins, que se tornariam seus grandes parceiros no grupo Johnny Cash and The Tennessee Two.
O sucesso da banda fez com que conhecesse a anfetamina, que, segundo ele, dizia ajudar a não dormir e ter energia bastante para diversas sessões de música e bebidas. Com o passar dos anos, o uso de drogas fez com que o cantor se arruinasse. Vieram confusões em shows, vida amorosa abalada e algumas visitas à prisão.
Na biografia, não poderia faltar a figura da cantora June Carter, grande companheira de Cash durante sua vida apesar do relacionamento com Vivian. A ligação entre os dois músicos parecia tão certa que, ao se conhecerem, ele disse: “Sempre quis te conhecer. Tenho pressentimento de que um dia a gente ainda vai se casar, eu e você”.
A trajetória de um ícone do rock não seria completa sem o encontro com outras grandes figuras da música, caso do Rei do Rock Elvis Presley (1935-1977), de quem o biografado foi amigo, abriu apresentações e fez algumas gravações. Quem também participa é Bob Dylan, com quem discute sobre a Guerra do Vietnã, a vida e, claro, música.
Além de páginas sobre a trajetória do cantor, Johnny Cash: Uma Biografia apresenta ilustrações baseadas nos pequenos contos que regem algumas de suas composições. Ganham forma obras como A Boy Named Sue, Big River, Don’t Take Your Guns to Town e Bull Rider.
Com tradução do jornalista Augusto Paim, o livro é um projeto do alemão Reinhard Kleist, que tinha a ideia inicial de trazer até as HQs um pouco do mundo da música. Após algumas pesquisas, encontrou na história do homenageado a fórmula que procurava – e acabou tornando-se um grande fã do cantor.
Lançado originalmente em 2006 na Alemanha, o trabalho rendeu a Kleist alguns prêmios nacionais do ramo. Sua nova aposta é a biografia do cubano Fidel Castro, na qual trabalha atualmente e tem previsão de lançamento para 2010 em sua terra natal.
A HQ se assemelha com a linha seguida no roteiro do filme Johnny & June (2005), de James Mangold. Até mesmo quando enfoca o famoso show de 1968, na prisão de Folsom, na Califórnia, como um dos principais momentos da carreira de Cash. A apresentação rendeu-lhe o álbum At Folsom Prison, lançado naquele mesmo ano.
As páginas finais são destinadas à Galeria Cash, dedicada a alguns desenhos feitos por Kleist e que demonstram o estilo que o Homem de Preto pregava tanto e que virou sua marca registrada.
Caso você não conheça o (fodástico) trabalho de Johnny Cash, não há nada que a internet não pode lhe ajudar. Recomendação pessoal: I Walk The Line. Mas quem sou eu para dar pitacos sobre o saudoso cantor.
Vale o investimento.
PS: Ia escrever sobre esse livro já. Mas vi aqui o post e achei muito bom! Agora SAIDAQUI!
“I’ll let you down…I’ll make you hurt” – Adoro essa frase de Hurt. Só pra constar.