Adeuses necessários

Tem gente que nasceu para mudar.

Mudar de casa, de amigos, de amores, de trabalhos. Mudar o cabelo, a roupa, o perfume.

Talvez nem sempre por opção, mas pela falta dela. Algumas vidas foram desenhadas para ter grandes e constantes modificações.

E mudar, é sempre um turbilhão de sentimentos. Mexe com a vida de muitos envolvidos.

Faz sorrir quem se reencontra, faz chorar quem se deixa.

Uma mistura de alegrias e tristezas, com a certeza de que nunca se pode ter tudo. E que nem todo mundo que se gosta mora perto, todos juntos e de uma vez só.

Que a vida é feita de rasteiras, mas também do número de vezes que se consegue levantar e sacodir toda a poeira. De conseguir ver um lado bom em toda aparente desgraça. Conseguir sorrir ao olhar pra trás. E ter esperança ao olhar pra frente.

Feita de encontrar gente que some sem motivos, e gostar de reencontros casuais.

De perder alguns queridos no meio do caminho, chorar bastante, mas ter sempre alguém para abraçar.

Gente que não se deixa abater com as situações que a vida traz de surpresa, e encara de frente sempre que precisa mudar a vida em 180 graus.

Gente nem tão mole que chore sempre, nem tão dura que não chore nunca. Apenas suficientemente forte para alguns necessários adeuses.
SaiDaqui.

@amanda_arm dia 16 de outubro de 2011
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Frustração

Eu sou frustrada.

Sempre fui cheia de imediatismos e idéias. Quero tudo pra ontem. E tudo ao mesmo tempo. É meio que insano ter tantas idéias divertidas e vontade de realizar tudo quanto é loucura que me vem à cabeça.

Vivo querendo fazer algo diferente e não consigo ficar parada. E sinceramente, essa vontade absurda e constante do novo me trouxe até aqui. Fugir dos paradigmas sociais estabelecidos por uma maioria bitolada, questionar a maneira que são aceitos, e buscar uma vida realmente livre e isenta de demagogias baratas foi sempre meu objetivo.

Aceitar que verdades são aquelas que encontramos dentro de nós mesmos, e que não é feio nem errado que elas sejam constantemente modificadas, já que nossa forma de ver o mundo se modifica com o passar dos anos.

Deveria ser implícito em todo e qualquer ser humano que se preze a vontade de fazer algo novo. De viajar. De conhecer pessoas diferentes. De andar por uma rua nova. Mudar de emprego. Cortar o cabelo. Beber outra marca de refrigerante (no meu caso, cerveja). Degustar uma comida diferente.

Mudanças nos levam para frente. Experiências nos ensinam. Viver realmente o que tanto se prega na teoria não deveria ser tão complexo.

Se eu fosse realmente atrás de tudo que quero fazer, eu já teria enlouquecido meio mundo. Já teria escrito uns 5 livros, praticado todos os esportes radicais que existem, dado a volta ao mundo umas 30 vezes e seria lutadora de MMA. Ou talvez tivesse fugido com o circo, aprendido a cantar, tocar 10 instrumentos diferentes e ostentaria a faixa preta em no mínimo 4 artes marciais.

Talvez eu ainda não tivesse trabalhado nunca, e vivesse de bolsas de estudo e seria feliz sem nunca ter saído do meu estado. Ou teria virado hippie. Vegetariana. Ou teria enriquecido cedo por um blog super bem sucedido e teria a casa mais divertida do planeta: com direito a cama com escorregador e um salão de jogos eletrônicos dos mais variados tipos. E talvez já teria provado todas as comidas do mundo! E se eu fosse astronauta? Veterinária? Sei lá.

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Por isso sou frustrada. Nunca consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Às vezes não termino algo que começo. Seja por preguiça, seja por não ser o que eu esperava que fosse.  Mas sempre me vale a sensação de ter tentado. De poder dizer coisas fora do considerado “comum” pela sociedade, como:

“Eu já fui atacada por um coiote no deserto”, “Pular de pára-quedas é a melhor sensação que já tive na vida”, “Tive aranhas e cobras de estimação”,“Tatuagem dói, mas o resultado vale à pena”…

Acho que idade sempre teve muito mais a ver com experiência de vida do que com a quantidade de velas que há no bolo em determinado ano de nossa existência.

Eu ainda quero tanta coisa, que me frustra saber que não vou conseguir realizar tudo. Mas me basta tentar. Correr atrás do máximo possível de tudo aquilo que me agregar conhecimento, e deixar um rastro por onde passar. Tocar as pessoas. Ser alguém especial e presente, nem que por alguns segundos.

Passar pela vida seria fácil e chato demais. Eu vou atrás de mais que isso. Cheia de dúvidas, vontades aleatórias e frustrações por querer sempre mais. Eu não vou me contentar. E você? O que quer da vida?

SaiDaqui! E faça algo diferente para não se frustrar depois, pelos “SEs” que podeiram ter se tornado reais ;)

@amanda_arm dia 31 de agosto de 2010
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Quando nem tudo são flores…

Ninguém nunca disse que seria fácil. Nem que seriam sempre flores.

Mas no fim das contas, mudar a vida completamente valeu à pena.

Para quem não conhece nossa história, leia um pouco mais aqui.

E essa, é a visão do @rbarato sobre nossa vinda do interior de São Paulo para Porto Alegre.  Eu adorei, e espero que gostem também.

“Mudanças não são fáceis, isso é um fato já consumado e devidamente arquivado. Mas elas tendem a serem boas.

Seja de ares, hábito ou o corte de cabelo. Faz bem, renova.

Principalmene se ela é grande.

Mudar de cidade é fácil pra quem muda pra uma cidade vizinha, por exemplo. Mas experimente mudar pra outro estado, a 1400km de casa. Essa, querido amigo leitor, não é nada mamão com açúcar.

Mudando sozinho provavelmente fica mais difícil, mas não é meu caso. Então vamos ao que interessa.

No começo é tudo super legal. Novidade é gostoso. Chegar num lugar que você, antes, só conhecia por foto – ou nem isso – passa a ser divertido. Sair bater perna. Procurar mercados, lojas e outras coisas que serão necessárias no seu dia a dia é legal!

Aí o tempo passa. Você já conheceu bastante lugares e pessoas diferentes. E ai começa a ficar difícil. Começa a sentir falta dos amigos que ficaram. Da família. Dos velhos hábitos e rituais e isso vai te consumindo.

Até certo ponto você aguenta a saudade – e é ela, o vilão dessa história – mas num momento ela aperta e… bum! Abraço amigão. Se você estiver sozinho, há meses fora de casa, ainda não fez amigos e se dedica apenas ao trabalho é a hora que você pensa durante 90% do tempo em voltar.

E essa decisão é tão difícil como a decisão de mudar. E só cabe a você saber o que realmente quer.

Agora se você tem alguém, seja uma companheira(o) ou um melhor amigo que já fez no trabalho tudo muda. Você vê que o que ficou pra trás não é tudo o que você precisa pra ser feliz. Não que sejam menos importantes, jamais! Mas isso é administrável. Saudade é administrável. Voltar pra antiga casa em feriados, datas especiais ou apenas por voltar pra visitar passa a ser o remédio.

E tendo alguém do seu lado fica mais fácil você ver o quanto você mudou. Quanto você amadureceu e se tornou alguém melhor. Porque, queira ou não, você tem que fazer sua comida, botar o lixo pra fora e lavar sua cueca.

Em palavras mais simples: mudar nos faz crescer. E como disse lá no começo, não importa a mudança. A tendência é melhorar, sempre.

Então se você tem dúvidas em mudar eu lhe digo: MUDE. Por mais perrengue que você sabe que vai passar no final vai ver que tomou a decisão certa.”

Né? ;)

Agora SAIDAQUI! e vá mudar sua vida…

@amanda_arm dia 2 de março de 2010
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Mudar faz bem…

Mudar faz bem.

Sempre fez. A gente que é bobo, e na maioria das vezes morre de medo de mudanças…Fica açoitado, escaldado, amedrontado.

Eu, por exemplo, nos últimos dias, mudei de emprego, de cidade, de estado, de vida. Passei a ter responsabilidades diferentes.

E isso tem me feito muito bem.

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Reorganizar-se deveria sempre fazer parte de nossos planos. Porque de um dia pro outro, o que era prioridade já não é mais. E o futuro que sempre quisemos, passa a não ser mais tão atrativo. É o fluxo normal e natural do que passamos sempre. Chama-se VIVER.

Chama-se não ser BORING.

E quando mudanças vierem, pense sempre em qual caminho tomar. Não aja por impulso, mas não viva com medo delas. Oportunidades desperdiçadas jamais voltarão a bater em sua porta.

Se dê algumas chances. E SaiDaqui.

@amanda_arm dia 24 de novembro de 2009
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