Abaixo à dependência emocional!

Sempre fui romântica assumida. Não tenho medo de ser tachada de brega e sei que não adianta: vou sempre adorar todas essas mil coisas idiotas que mostrem que a outra pessoa se importa.

Por mais machista que isso possa soar, gosto de “ser de alguém” e ter alguém para mimar. Levar café na cama, fazer o prato predileto, deixar recados no espelho embaçado do banheiro, mandar flores, ligar fora de hora, surpreender sempre que possível. Acho saudável e romântico.

Namorar é uma delícia! Fazer coisas à dois, ter planos (sejam eles à curto ou longo prazo) e alguém que te faça abrir um sorriso bobo por motivo nenhum. Saber que no outro tem um ombro pra chorar ou uma gargalhada pra ouvir ao contar do tombo que levou mais cedo.

Porém, condeno (e bastante) pessoas que são emocionalmente dependentes. Aqueles extremos apaixonados que não tem amigos se não os que em comum com seu parceiro, não fazem NENHUM tipo de planos que não ao lado dele, são obsessivos, demasiadamente carentes ou ciumentos. Brigam porque o outro adormeceu antes de enviar uma mensagem de boa noite ou porque ela foi ao banheiro e esqueceu de avisá-lo.

As pessoas nasceram livres e sozinhas. Infelizmente, assim também morrerão. É uma verdade que precisa ser aceita e entendida como filosofia de vida.

Ter alguém ao seu lado é maravilhoso, mas NUNCA, em nenhuma situação, deve ser o único motivo de sua felicidade. Amar é bom, mas não é tudo na vida.

Todos tem uma vida profissional, onde devem buscar satisfação. Algum tipo de família (por mais maluca que seja) para se importar. Amigos velhos e novos, com novos e velhos problemas para ajudar. E por fim, mas não menos importante, sonhos a realizar: talvez aquele curso de papel machê não seja tão interessante aos olhos dele, mas isso NUNCA deve significar que você deva desistir de fazê-lo. NUNCA.

Seja único, independente e saiba valorizar-se: As pessoas se apaixonam por ESSE tipo de gente.

Quem quer outro ser absolutamente dependente dele compra um cachorro ao invés de arrumar um parceiro. Fica a dica ;)

SaiDaqui!

 

@amanda_arm dia 13 de dezembro de 2011
2 comentários
compartilhe

Relacionar-se enobrece

PS: O texto de hoje é feito à quatro mãos. Obrigada especial ao @MercadoRel (esse lindo que manda muito bem) ;)

Há um abismo entre ter um namoro e saber lidar com um relacionamento.

Uma  diferença grotesca entre ter alguém como posse ou se doar sem interesse.

Querer estar com alguém é o elemento chave e ponto principal desse texto.

Porque, no fim das contas, se é para pensar racionalmente, de que adianta estar com alguém se não há interesse mútuo em compartilhar tudo?

Exemplo? Casais que traem.

PRA QUÊ MENTIR? Confiança é a base. Arrisco-me dizer que até mais que amor.

Ninguém lhe obriga a ficar ao lado da pessoa. Ninguém lhe encostou um revólver e disse “CASE-SE COM ELE”…É tão simples! Quer ficar com outra pessoa? Largue da primeira, fique com a segunda.

Saia do caminho dela. Liberte-a. Lembre-se que humanos não são posses.

Se relacionar é algo maior do que simplesmente sair com a pessoa e desfilar por ai. A troca de experiências, sentimentos e planos é algo bem mais profundo do que fingir que se está junto.
Por exemplo uma pessoa que namorou durante um ano, enfrentando problemas, encarando as situações de forma adulta, é muito mais conhecedor do sexo oposto do que alguém que fica com várias no mesmo ano.

As pessoas tem sentimentos, são únicas e tem seus defeitos. Mas em geral, comportam-se quase sempre da mesma forma quando se diz respeito à relacionamento. Ou pelo menos, TENTAM. Sabem a teoria: não trair, não mentir. Confiar, respeitar. Querer bem, gostar de estar perto.

Não dá para entender casais que vivem de brigas e DRs (discussão de relação), mentiras e traições. Ter um relacionamento, apesar dos momentos de dificuldade, deve ser sinônimo de alegria.

Acima de tudo, o RELACIONAR-SE enaltece o ser humano. É algo que se aprende, principalmente errando… Não espere começar a faltar pretendente no mercado para sossegar com alguém só para não ficar sozinho.

Por isso, não deixe escapar aquela pessoa legal: tente fazer parte da vida dela de forma especial e, se possível, aprender alguma coisa com a mesma. Estar num RELACIONAMENTO SÉRIO não é ser menos capacitado de conquistar alguém. Pelo contrário: é ser alguem MELHOR, para você e para quem está ao seu lado. Pense nisso.
E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 21 de setembro de 2011
2 comentários
compartilhe

Quinta Sexual 44: Revival (Conto)

Foram namorados por dois anos. Arrisco dizer que tinham uma relação bastante conturbada e complicada.

Já cansados de lidar com toda aquela pressão e stress, decidiram terminar. Claro que isso não significava o fim do sentimento, mas definitivamente, o fim das dores de cabeça.

Sofreram bastante no começo, mas já fazia algum tempo, e a ferida estava cicatrizando. A decisão de não terem mais nenhum tipo de contato estava ajudando a amenizar a dor.

Não se viam há 6 meses.

Até que o inesperado aconteceu: Lá estava ela, linda e produzida numa festa com três amigas, quando do meio da multidão, saem dois homens lindos, supostamente amigos de uma das meninas que estava com ela (aquela que ela mal conhecia). Claro que de início ela não soube reconhecê-lo, porque as luzes piscavam frenéticamente e ela mal prestava atenção nos dois seres que se aproximavam.

Quando uma das meninas “apresentou-os” (ela não sabia que ELE era o tal ex): Fulana, esse é o Ciclano.

Ambos ficaram vermelhos. Gaguejaram. Até que por fim, riram.

Decidiram entrar no jogo e se cumprimentaram . Conversaram a noite toda como se não se conhecessem. Estavam adorando esse joginho.

Combinaram não falar de passado, nem tocar no assunto sentimento. Combinaram deixar o corpo falar. Nem preciso dizer que em poucas horas já estavam no motel não é mesmo?

Transaram como se aquele fosse o melhor da msitura da primeira e da última vez que se faz sexo com a mesma pessoa: Tinha de volta toda aquela magia e redescoberta dos corpos, e ao mesmo tempo  toda a raiva e mágoa embutida por não terem dado certo.

Tocavam-se com vontade, com força. Era um querer de quase entrar na pele do outro. (No dia seguinte ficaram deliciosas marcas de apertões em ambos). O sexo oral, no banho, quase o fez gozar.

Ele a pegou no colo, deitou-a toda molhada na cama, e decidiu retribuir. Não parou até que ela tivesse gritado de prazer na hora do gozo. Depois disso, tocaram-se mais um pouco, mas o desejo já era incontrolável, e ela avançou por cima dele. Encaixou-se levemente e sentou devagar, deixando que ele sentisse cada centímetro de sua ereção penetrá-la. Não conseguiram conter um gemido quase sincronizado.

Abraçaram-se forte, de modo a colar os corpos. Seguiram o sexo num ritmo absurdamente selvagem, cheio de força e rapidez de movimentos. O mais engraçado, é que ainda assim não deixavam de sentir o carinho que rolava no meio daquele frenesi. Uma hora depois, gozaram, juntos.

Depois daquela noite, nunca mais se viram. Não porque haviam combinado algo, mas talvez porque o destino tenha ajudado a cicatrizar. Ainda assim, ambos ainda lembram com carinho, o melhor revival de suas vidas.

Agora, SaiDaqui!

@amanda_arm dia 24 de fevereiro de 2011
12 comentários
compartilhe

Quando um namoro anula alguém

Anulação de ser me incomoda.

Existe uma linha muito tênue entre compartilhar e abstrair-se.  Mas ainda tem muita gente que não sabe disso.

Gente que, começa a namorar e acha que o resto do mundo acabou.

Tive vários amigos assim. Vários. E foi sempre a mesma história.

Deixa de ter as próprias vontades, pra satisfazer única e exclusivamente a namorada mimada.

Para tudo! Não deveria ser o contrário?

Iniciar um relacionamento deveria ser algo fantástico, para todos. Unir amigos, compartilhar histórias. Somar, ao invés de subtrair.

Concordo que todo casal precisa dos seus momentos sozinhos. Mas daí a passar o TEMPO TODO longe de todo mundo é tolice demais.

Talvez por medo de perder. Talvez por querer conquistar ainda mais. Talvez por não saber demonstrar direito o que sente. Talvez por insegurança. Talvez por não querer contrariar. Ou até porque não sabe dizer não.

Ficar com alguém que te anule, jamais te fará feliz. Somos todos humanos. Temos vontades. Discordamos. Brigamos. Nos reconciliamos.

Existem meios termos. E eles sempre facilitam a vida de um casal.

Satisfazer só a ela, um dia, vai te dar no saco. Você vai jogar tudo pro alto. Vai mandar ela pra todos os lugares possíveis. E usar seu estoque de palavrões.

Vai saber, que lá no fundo, a culpa é sua por não ter se imposto desde o começo. Vai lamentar não ter batido o pé quando discordava de algo. Vai se arrepender de ter feito tanto e somente por ela.

homem-submisso

E ao olhar pra trás, vai notar que raros serão os amigos que se importam.

Se você é um capachão, SaiDaqui!

@amanda_arm dia 11 de janeiro de 2010
7 comentários
compartilhe

Como terminar um namoro em grande estilo

Minha criatividade não estava muito boa hoje, e acabei decidindo por postar esse texto antigo, que escrevi em 2008, quando queria terminar com um namorado.

Decidi que tinha que ser em grande estilo. Já que ia pra merda, que fosse com classe.

Eu tinha tanto pra dizer, mas ele nunca me ouvia. Aí, disse simlesmente que não queria mais ficar com ele e entreguei por escrito o seguinte texto:

“No mundo que eu criei, o que eu mais tenho é paz. Todos os meus sonhos viraram realidade, e eu te dei a maioria deles.

Pena que você não soube o que fazer com tudo isso, e desperdiçou no mundo real o que meu futuro te prometera outrora. Eu tropecei feio, e o tombo foi gigantesco.

Mas lá, naquele mundo, não machucou. Só nesse aqui. O de dor real.

Com você dancei descalça, de um jeito que nunca tinha dançado com ninguém mais.

Mas acabou a música. E a dança. Agora vou voltar para lá, na paz de espírito que eu mereço.

Serei fada, sereia, menina, onça, pássaro e cachoeira. Serei o que eu quiser, e livre.

Você, fique por aqui. Com suas verdades mal ditas em forma de brincadeiras erradas. Hoje estou te deixando.

Crie seu próprio mundo se quiser, porque no meu, não há mais espaço para você. Eu te deixo ir, sem rancor, sem pudor, sem fervor.

Apenas vai. Calado e manso, para não deixar gritar a alma, nem o coração. Vai pelo caminho que você quiser ir, e volte pra onde achar que escolheu o caminho errado na bifurcação da vida. Voltar atrás não é feio. É assumir o erro e tentar de novo.

De você fiquei com um pouco, e para você me deixei uma parte. Faça bom proveito. Eu perdoei meus erros, e os seus.

Vou ser feliz, e você também. Só não juntos.

Talvez te veja em outros caminhos. Ou em outros mundos. Ou nunca mais.

Até lá, cuide da sua felicidade. E encontre sua paz. Acredite, você precisa dela.

Eu estou indo atrás da minha. Sem você.”


Acho que peguei meio pesado na época…Mas pelo menos ele entendeu o recado. Rs.


Agora, SaiDaqui!

@amanda_arm dia 15 de dezembro de 2009
9 comentários
compartilhe

Uma amizade de 15 anos qualquer…

Droga. Odeio quando não consigo dormir porque tem algum assunto me “aporrinhando” os pensamentos. E este em particular, é delicado.

Veio há uns dias, assim meio que do nada, e sinto que não vai ir embora enquanto eu não escrever sobre.

Então meus pêsames queridos leitores, sobrou pra vocês! Hehehe.

Quinze anos não é pouco. E pra quem tem apenas vinte e dois, é MUITO tempo. Esse foi o tempo que durou nossa amizade.

Lembro até hoje, quando eu tirava sarro dele na primeira série por ter uma letra ilegível (confesso que ainda hoje ela continua indecifrável, rs). E quando ele tinha dúvidas sobre matemática, sentávamos juntos pra estudar. Lembro quando ele começou a ter as primeiras dúvidas de cunho sexual, e que comigo ele não tinha o menor pudor ou vergonha de perguntar.

Sempre acabava em muita risada.

Lembro também de quando eu cuidava dele quando ele bebia demais. De como eu era a única que podia dirigir o carro dele. Lembro de cada vez que ele abriu a porta do carro (para eu entrar E sair), de cada música que cantamos juntos no som do carro.

Tínhamos um ritual. TODO santo fim de semana íamos tomar café. Detalhe que eu nem gosto de café, mas sempre ia pela compania dele. E acabava tomando um chocolate. Era nosso festival de besteirices alheias. Falávamos mal dos outros, ríamos das cagadas nossas, e confessávamos as notícias da semana que passou. Naquelas horas a gente nem atendia o celular.

Falando nisso, lembro que tive vários problemas com ex-namorados, que nunca entenderam nossa amizade. Paciência. Sempre passei por cima de todos eles.

Lembro de quando eu ligava pra ele sorrindo toda vez que conhecia alguém legal, e meses depois, chorando sobre o canalha. Lembro até que ele me consultava sobre as meninas que passavam. Eu sempre morria de rir com ele.

Lembro das noites e noites que passamos sem fazer nada porque estávamos sem dinheiro.  Cada uma delas valeu à pena.

Ele nunca esqueceu um aniversário meu. Nem nunca falhou em um presente de Natal sequer. Lembro muito bem como ele me abraçava apertado. Era um carinho que se sentia, sabe?

Por incrível que pareça, eu não sei a data de aniversário dos meus parentes mais próximos, mas JAMAIS vou esquecer o dele.

O tempo sempre passou, e as coisas sempre mudaram. Menos a nossa amizade. Eu sempre achava que aquilo ia ser pra sempre. Como não mudou em nada nem quando morei fora por um ano.

Mas eu estava errada.

Porque nesse mundo, existem pessoas muito ruins. E elas são capazes de tudo. Não citarei motivos, nem pessoas, porque coisas ruins a gente faz questão de tentar esquecer.  Mas resumo da ópera: Ele começou a namorar. E terceiras pessoas alteraram uma história simples, com más intenções, venenosas. E inventaram uma versão totalmente diferente pra namorada dele.  O resultado é o atual: nunca mais nos falamos.

Ele sempre teve um coração de ouro. Gigante. Sei que ele ficou perdido.

Até hoje entendo o lado dele. E o dela. Mas sei lá. Não acho justo nem digno ter que implorar perdão ou se justificar por coisas que não fizemos.

Então sei lá. Acho que tudo isso foi pra dizer que sinto muito a falta dele. MUITO.

tristeza

Agora, por favor, SaiDaqui que eu preciso ficar sozinha pra chorar um pouco.

PS: Agora sim, vou dormir tranquila. Obrigada por me “ouvirem”.

@amanda_arm dia 1 de dezembro de 2009
8 comentários
compartilhe

pesquisa

contato

RSS Feed