Vivia da arte do silêncio que dói, fazia da indiferença sempre soberana e imperativa. Dar de ombros virou moda em sua vida, e não se importar ficou comum. Mas não era pra ser assim.
Ela não era assim. Sabia, tinha nojo. Dessa gente que não briga, não luta, não xinga, não discorda. Não se acorda, só concorda.
Cansou do marasmo e da poesia barata, sem rima, sem gosto, sem graça. Pegou os acordes todos e jogou no lixo. Fazer uma música sem ritmo pra dançar sem sapatos passou a ser seu maior objetivo.
Quebrou os pratos, só pelo prazer que o barulho e a bagunça lhe causavam na alma. Sentia-se sempre viva quando se jogava do penhasco nos sonhos estranhos que tinha.
Beijou na boca quem mais odiava, só pra tentar entender a linha tênue do amor e do ódio. Contrariou os pais, apenas para ser lembrada.
Cansou de tudo pronto, foi plantar sua horta. Jogou os meios amores no lixo. Preferiu ficar sem nenhum do que ter várias partes.
Deixou espaço pra ter um inteiro. Cabia até uma penteadeira (ok, essa foi péssima).
Trocou o salto alto. A cidade. O namorado.
Deixou as pessoas mal encaradas pra trás. Mexeu com um moço bonito na rua, queimou toda a janta que tinha planejado para os amigos. Saltou de pára-quedas, fez tricot com a avó.
Xingou o chefe, pediu desculpas ao amigo ofendido. Cuidou de si e se importou menos com os outros.
Passou a fazer o que gostava, o que lhe dava vontade. Passou a se amar.
E daí em diante, foi amada por como nunca havia imaginado que alguém conseguiria. Encontrou amor na arte de não mais desapegar-se das pessoas, e sim das coisas.
É meio óbvio assumir que ninguém gosta de brigar. Mas não custa dizer.
Relacionamentos infelizmente trazem com eles algumas brigas. Sérias ou por motivos idiotas, desentendimentos são sempre sinônimo de stress, choro, grito e algumas verdades ditas da pior maneira possível.
Mas já que são inevitáveis, hoje falaremos da parte boa da briga: O sexo de reconciliação.
Porque em meio a ofensas e mágoas, vem o pedido de desculpas. Cheio de vontade e tesão. Aquele amasso dizendo “vamos esquecer tudo isso no sexo?” ou um beijo com gosto de “deixa tudo isso pra lá…”
Aquela hora deliciosa que no meio de um palavrão ela pula nos braços dele, calando a boca com um beijo forte, molhado e quase com raiva. Quando ela rasga suas roupas, arranhando cada milímetro do seu corpo, pedindo desculpas ao mesmo tempo que desconta o ressentimento da briga.
Momento que preliminares ficam quase esquecidas, porque aquele momento ambos TEM que ser possuídos. Com força, com raiva, com vontade. Como se aquela fosse a última vez.
Penetram-se rápidamente, num ritmo selvagem e avassalador. Não existe mundo em volta. São dominados pelo sentimento do sexo de reconciliação. Talvez o mais selvagem de todos.
Nada de beijinhos delicados, carícias doces e lambidinhas ingênuas. Aquele sexo tem que ser intenso. Deixar marcas. Beliscões, puxões de cabelo, mordidas no pescoço e arranhões são bem vindos.
Sabe aquela sensação de “eu te amo mas eu te odeio”? É ela que prevalece nesse sexo. Um misto delicioso de amor e ódio.
Porque quando acabar, é como se a briga já não tivesse mais acontecido. Aí sim, fica permitido abraços, beijos e carícias de leve.
E você? Gosta do sexo de reconciliação? Agora SaiDaqui!
Somos feitos de pensar. E mais que isso, de agir.
Nossas ações refletem para as pessoas que conhecemos de uma maneira única, capaz de formar opiniões e causar impressões quanto ao que elas julgam certo e errado, ou bom e ruim.
Infelizmente, somos todos humanos carentes, que utilizam-se quase sempre de sentimentos e sensaçõesalheias para nosso bem estar. Digo infelizmente porque como a dualidade do mundo nos ensina todo dia, para todo bem, há um mal; e certas pessoas não são dignas de respeito devido atitudes que tomam e ao prejudicar outras pessoas, omitem-se.
Quando o assunto é relacionamento amoroso então, a coisa só tende a piorar. Pessoas com amor ferido viram bichos irracionais. Agem com intenção de ferir e prejudicar.
Esquecem que em algum momento, aquela outra pessoa já foi capaz de mostrar-lhes o significado da palavra felicidade, e que fizeram planos juntos para talvez uma vida inteira. Agem com ódio. Na maioria das vezes, apelam para filhos (no caso de tê-los) e/ou dinheiro.
Como ouvi semana passada de um amigo: “Se quer realmente conhecer uma pessoa, mexa nos bolsos dela” – é fato.
Porque afinal, cada um lida como consegue com seus problemas. E não que seja fácil, mas é possível fazê-lo com um pouco de dignidade. Assumir os erros e consertar as burradas feitas no auge da imaturidade e irresponsabilidade que atingiram quem já não tem mais nada a ver com ambos.
Omitir-se sempre foi um ato de covardia. Negar a consertar os próprios erros e deixar que terceiros o façam, pior ainda. Mais que prejuízo financeiro/emocional, essas pessoas causam decepção, repulsa. E dó. Dó por serem baixas a tal ponto.
Relacionamentos acabam. Mas a amizade e o respeito não deveriam. No fim, aquela esperança de sobrar passado bom, carinho e lembranças que no início era tão fácil, se esvai com tantas meias palavras mal ditas entre linhas doloridas de se ler. E ações tristes de se presenciar.
Foi assim com meus pais. Foi assim com os amigos dos meus pais. Foi assim com alguns amigos. E espero que nunca seja assim com você.
Agora, SaiDaqui!
Quero começar dizendo que essa não é uma campanha anti-fumo, e gostaria de reforçar que eu estou me lixando para a saúde do seu pulmão. Se você fuma, o problema é TODO seu. Acho até que tenho amigos que vão ficar chateados com esse post. Paciência. ><

Mas o fato é que eu abomino cigarro. O cheiro, o gosto, a fumaça. O vício, a tristeza e a impotência que ele traz. Você quer fumar? Ótimo, o problema é seu. EU é que não sou obrigada a inalar sua fumaça fétida.
Pode ser trauma de adolescente, que se apaixonou perdidamente por um cara (aquela coisa de primeiro amor) e viu a paixão ir embora, sendo queimada a cada cigarro aceso. Tinha nojo de beijá-lo. Não aguentei a sensação beijar um cinzeiro. E lá se foi meu primeiro amor.
Travo batalhas com o cigarro desde sempre. Talvez porque eu tenho círculos sociais com poucos fumantes. Talvez porque ninguém da minha família fume.
Talvez porque vi alguns de meus mais próximos amigos entrarem nessa de fumar para parecerem legais, e hoje não conseguem se desfazer dele. Talvez porque eu ache feio e nada atraente alguém segurando um cigarro aceso.
Talvez porque eu me sinta sem ar na presença daquela fumaça maldita. Ou talvez porque eu não veja nenhum motivo plausível para que as pessoas fumem.
Mas é vício. Dependência. Nicotina. Tabaco. E o pior, permitido por lei.
Tenho pena. De gente pobre de pedra, por exemplo, que deixa de comprar leite para os filhos, mas nunca o seu cigarrinho precioso. O que há de errado com vocês?!

Os incomodados que se mudem? Acho que não é bem assim. Ninguém deveria ter que sair de perto de pessoas fumantes simplesmente porque não querem ser prejudicadas por um mal que OUTRA pessoa escolheu se fazer. Faz sentido?
A maioria dos meus amigos fumantes respeitam bastante uma distância razoável para não incomodar a parte não fumante da galera. Acho isso digno. Atitude de fumante consciente, que sabe que cigarro não é nada agradável.
De novo, eu estou me lixando para sua saúde. É apenas um desabafo, um pensamento solto. Eu ODEIO cigarro, e ESCOLHO não ser fumante passiva, ok?

PS: Se você é fumante, favor não sentir-se ofendido com o post. Ele expressa apenas uma opinião pessoal dessa alucinada que vos escreve.
Agora SAIDAQUI!

Foto de @rbarato
Ela tem cara de sonsa, pose desleixada e coração de criança.
Acredite ou não, ela é real.
Ela vive com a cabeça na lua, com música nos ouvidos e coração na boca.
Ela é gorda, magra, feia e bonita, da mesma forma, tudo junto e quando quer.
Ela tem mil defeitos e consegue ser perfeita, sabe-se lá como. Só ela sabe.
Ela não gosta do que vê, mas sorri pra quem a odeia.
Ela não sabe disfarçar.
Ela é humana.
Ela é divertida até sozinha.
Ela vai te amar até quando te odiar.
Ela não sabe brigar.
Ela é menina e mulher, ela sorri bonito e deixa os outros querendo descobrir qual é o segredo que faz ela rir…
Agora SaiDaqui e vá procurá-la.
Bom dia caros leitores.
Vamos falar hoje de algo que eu ODEIO: Exercícios.
Sério. Minha vida inteira fui uma pessoa gordinha e sedentária (herança genética materna e hábitos nada saudáveis dentro de uma casa preguiçosa). Sempre tive problemas com exercícios. E nunca escondi de ninguém o meu ódio por academias.
Quando criança, tinha apelidos como “baleia”, “gorda” e etc…Cresci traumatizada. Até me lembro de um ano no pré, onde fingi uma dor de barriga para não dançar numa apresentação para os pais porque a fantasia mostrava um palmo da barriga. Acho que minha mãe nunca descobriu que esse foi o real motivo de eu não ter dançado.
Por sorte do “espichamento adolescentístico”, aos 12 comecei a crescer verticalmente e aproveitei a época para também diminuir alguns kilos na balança. Fiz um regime com acompanhamento médico e tudo que a cartilha mandava. O problem é que acho que “birutei” demais. Fiquei um palito anoréxico, de tão feia.
Claro que depois consegui um corpo aceitavelmente bom. Só que até lá eu já estava tão traumatizada que mesmo com um corpo legal, eu já não usava biquini, muito menos roupas justas. Confesso que ainda tenho resquícios dessa época.
E minha vida inteira foi assim, nesse efeito sanfona. Engordo, emagreço. Ou vice-e-versa. E assim vai.
Há alguns meses, eu quase entrei em depressão por estar descontente com meu corpo (é, mulheres, eu sei). Mas não fiz nada para melhorar a situação. Até que um dia eu não aguentei mais.
E mudei meus hábitos. Alimentares, e de vida. Passei a comer mais frutas, menos frituras. Passei a caminhar. E quer saber? Hoje eu digo, que emagrecer é apenas consequência. Porque realmente esses novos hábitos tem mudado minha vida.
Adoro frutas. E legumes. Tenho experimentado explosões de sabores que há muito tempo havia esquecido.
Eu sinto-me renovada quando caminho. Aproveito para pensar na vida. E ver o pôr-do-sol.
Continuo tomando minha tão amada cevada. E comendo chocolate. Isso jamais mudaria.
Porque eu não preciso me privar do que gosto para ter uma vida mais saudável. Por mim, pela minha saúde, e por uma vida melhor.
Você também devia tentar ^^
PS: Hoje é o tão famoso dia da consciência negra, e eu não poderia deixar passar em branco. Mas acho que nosso querido amigo @leosias já descreveu MUITÍSSIMO bem no blog O Protagonista 2.0, hoje é dia da hipocrisia branca. Vale um clique.
Agora, por favor, SaiDaqui!
Pergunte à qualquer criança qual é o contrário de amor.
A resposta será rápida: ódio.
Simples como saber qu eo contrário de branco é preto e o contrário de alegria é tristeza.
O tempo passa, e da pior maneira possível, ela descobre que estava completamente enganada. Aprende que amor e ódio, andam mais juntos do que se pode parecer. E que a linha entre eles, é mais tênue do que qualquer adulto já ousou tentar entender.
Notem: quando pequenas, crianças theo-24 cr são fofas, mimadas e paparicadas ou repugnantes, de tão arteiras e muito repreendidas. Em resumo, amadas, ou odiadas.
Até que o tempo passa um pouco, os hormônios ficam à flor da pele, elas se apaixonam e aprendem da pior maneira possível que o contrário de amor, é na verdade, indiferença.
Porque odiar alguém, implica em assumir que aquela pessoa existe em sua vida, e provoca sensações (mesmo que ruins) em sua pessoa. É assumir que o outro te incomoda, e provar sem dizer nada pra ninguém, que você sente algo por aquela pessoa (de novo, mesmo que algo ruim).
Indiferença não. É um simplesmente não notar a existência de outrém. É Ignorar… Machucar sem nem saber que o faz.
Amor é praia ensolarada. Ódio é praia nublada. E indiferença, exílio no deserto.
