Por um mundo com mais cobradores

Sim, você leu o título do post corretamente.

Raciocinemos: Ninguém gosta de depender de ônibus.  Especialmente aqueles lotados de final de expediente, com cheiro desagradável de CC e cheio de caras carrancudamente mau humoradas.

Gente que trabalhou o dia todo e não vê a hora de chegar em casa para descansar com a família, o cachorro, o periquito e a sogra.

Gente que reza para que o ônibus chegue logo ao seu destino.

Gente mal educada.

Gente que não cede lugar à idosos, gestantes ou deficientes.

E o pior tipo de gente: os indiferentes. Passam pela catraca do ônibus como se o cobrador não existisse, pagam suas passagens como se estivessem dando esmola ao pobre coitado, e nunca se dão ao trabalho de pelo menos esboçar um início de sorriso no canto da boca.

Muito me admira como existem cobradores pacientes e bem humorados ainda no mundo. Sério. Eu não aguentaria dois dias na profissão.

Sempre me surpreendo como a qualquer hora do dia sou bem tratada ao entrar em um ônibus (claro que existem excessões, mas são raras). Como é gostoso ouvir um bom dia, ou apenas receber um aceno gentil. E penso eu que deve ser igualmente satisfatório para o cobrador receber a gentileza em troca.

Da próxima vez que você tiver que utilizar os serviços de transporte público, trate bem o cobrador. Gentileza gera gentileza.

SORRISO

Porque do post? Porque acabo de comprar um carro (mais uma das milhares de conquistas ao lado do bem amado ^^) e a partir de agora não utilizarei mais os serviçoes de ônibus. E confesso que vou sentir falta dos cobradores.

E se dependesse de mim, o mundo teria mais do bom humor deles.

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 13 de abril de 2010
4 comentários
compartilhe

Aos Idosos

Falta respeito. E compaixão.

Na minha época (e olha que eu só tenho vinte e dois anos) havia muito mais valorização e repseito pelo idoso. Era absurdamente inaceitável que alguém na rua agredisse (física ou verbalmente)  alguém dessa tão chamada terceira idade.

Ainda existiam netos que pediam benção e beijavam as mãos dos avós.

Ainda havia aquela história de sentar na sala, e ouvir histórias.

Ainda tinha muito mais.

Hoje, eu me irrito de ver que um idiota no ônibus nem ao menos levanta para o senhor de idade sentar-se. Compro briga quando vejo alguém tentando trapacear, ou utilizar-se erroneamente da boa vontade dos “vôzinhos” (adoro chamá-los assim). Dou lição de moral em moleque besta que desrespeita qualquer idoso. Sento a mão em quem agride-os.

Pra mim, eles deviam ser tratados como reis e rainhas. Porque já aturaram muita coisa nessa vida, que por sinal, não é fácil para ninguém.  Já passaram por no mínimo, o dobro do que você passou, e sabem no mínimo umas oitocentas vezes mais sobre qualquer assunto de relacionamento humano.

A pele enrugada e as cicatrizes pelo corpo são nada mais que histórias pra contar.

Hipocrisia é achar que não pagar entrada no ônibus nem no cinema, e ter lá, sua meia dúzia de assentos preferenciais, é “valorizar” o idoso. Isso, é o MÍNIMO que a sociedade pode fazer por eles.

Indigno é quem não faz a sua parte. Valorizar o idoso vai muito além disso. E é muito mais simples do que pode parecer.

Dê um bom dia. Ouça suas hitórias. Ajude-o atravessar a rua.  Abrace. Respeite-o.

Simplesmente trate-o de igual para igual. Tenho certeza que ele não precisa mais que isso.

Acho que está mais do que na hora de pensarmos hoje, naqueles que ontem  foram futuro. E hoje, são sabedoria em forma de gente.

Agora, SaiDaqui!

@amanda_arm dia 16 de novembro de 2009
7 comentários
compartilhe

pesquisa

contato

RSS Feed