Imaginação humana é uma merda

Sério. Eu sempre me assusto com a capacidade humana de criar involuntariamente as situações mais bizarras, engraçada e/ou assustadoras durante nosso tão merecido sono.

Essa noite tive um dos pesadelos mais estranhos EVER. Nem em mil anos eu pensaria sozinha numa situação esdrúxula (realmente, esdrúxulo é uma palavra esdrúxula) dessas.

Decidi compartilhar com vocês.

Lá estava eu e um amigo random (que não sei quem é) andando no meio de uma praça, quando de repente fomos parar numa oficina de fundo de quintal. DETALHE: Nenhum de nós dois tinhamos carro, o que fomos fazer numa oficina à pé?

Um homem de uns dois metros de altura veio nos atender. Forte, carrancudo e de pele bem morena. Todo mal educado. Perguntou o que queríamos ali, e mandou a gente embora.

Parece que aquilo despertou o estinto “macho” no meu amigo (da onça né?) e ele começou a gritar com o Montanha (era assim que chamavam ele). Disse que sabia que aquela oficina era fachada e que estávamos ali por causa do “real negócio” dele.

Pronto. Primeira coisa que pensei foi “DORGAS MANO”.  Mas eu estava MUITO errada.

Passamos por uma porta de vidro, e pareceu que entramos numa casa. Saímos daquele ambiente sujo e cheio de graxa para um lugar todo cheio de caixas e gaiolas. Uma senhora muito simpática nos atendeu, era a mãe do tal Montanha. Até que então eu me toquei, “PUTA QUE PARIU, o real negócio dos caras é traficar cachorro de raça!”.

Bom, para os que não sabem, eu sou protetora dos animais e aquilo ali era uma atrocidade. Claro que eu não ia brigar ali com a senhora, porque aquele armário do filho dela estava do lado. Mas ai sair dali, a primeira coisa que fiz foi denunciar o caso pra Zoonoze da cidade.

Fato é que eles tinham contatos e influência lá também. E aí fodeu de vez.

Em dez minutos eu estava correndo (sozinha) como nunca pra fugir de uns quatro caras exatamente como o Montanha. Quando fui tentar pular um muro, eles me pegaram.

Amordaçada, presa numa cadeira, e cheia de hematomas,  eu não lembro de nada que eles disseram. Mas me lembro como se fosse real cada soco, tapa, chute e pontapé que me deram. Fui espancada até desmaiar. O último golpe foi com um taco de beisebol.

Quando acordei, senti a falta dos dois dentes da frente, e estava me afogando em sangue. Me jogaram água na cara e disseram pra eu nunca mais me intrometer no negócio deles.

Depois fui jogada de volta na mesma praça do começo do sonho, e um mendigo me levou pro hospital.

Só sei que cheguei no hospital e todo mundo lá só falava japonês. Pensei comigo “FFFFUUUUUUUUUUUUUUU”, e acordei.

fffuuuu

Oi? Pois é. Vai entender…Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 30 de novembro de 2009
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