E se você não pudesse votar?

Existe uma corrente que defende o voto nulo como forma de protesto. Não suporta política, corrupção, escândalos, abusos, injustiças.

Totalmente compreensível essa indignação com a política nacional. Um político corrupto é um traidor e não dá pra tolerar traição. Milhares de pessoas depositaram a confiança num cara que vai lá e rouba, sacaneia, escamuteia, faz tramóia, picuinha ou, muitas vezes, merda nenhuma.

Mas votar nulo não é uma forma de protesto pois ele simplesmente não vale ou muda nada. É um protesto sem nenhum efeito prático que no fim das contas só serve para PIORAR as coisas. É como colar um chiclete embaixo da carteira da escola. Quem se prejudica é você, afinal ocupa aquele espaço. Acontece que na escola você podia mudar de carteira todo dia. Políticos só mudam de 4 em 4 anos.

Não acredite naquele SPAM que diz: se 50% dos votos forem nulos a eleição é cancelada e os candidatos não podem participar de um novo pleito. Lenda. Se 50% dos votos da eleições forem fradudados aí sim temos uma nova eleição. (fonte: Wikipedia)

Votar nulo é simplesmente vandalismo eleitoral, anarquia.

Antes da urna eletrônica votava-se nulo rasurando a cédula, votando no Marreco ou no macaco Simão. Pichação mesmo. Também existe o tal do “voto de protesto”. Votar em qualquer um. Tem gente que vota em algum candidato bem bizarro só de sacanagem. Figuras caricatas como o Enéas, que defendia a bomba atômica, foi eleito com 1,5 milhões de votos na última eleição, era um dos preferidos da galera.

O país é uma empresa gerenciada por esses caras que são eleitos. Como ninguém tem o direito de se achar melhor que ninguém no país, o ideal é que todos tenham uma vida com o mínimo de dignidade e decência. Na empresa em que você trabalha, se o seu gerente estiver fazendo merda a empresa pode falir. Se os administradores não conseguem fazer um país equilibrado aí que começam a surgir as aberrações: violência, desemprego, inflação, precariedade, abandono. Ninguém curte viver assim.

Então votar nulo pra quê se estamos todos no mesmo barco, indignados que não vivemos num país melhor.

Se você está no mesmo barco que todo mundo, não quer vê-lo afundar, correto?

Não acredite que todos os políticos do país são corruptos. Não generalize. Nem todo político é sacana. Provavelmente boa parte é realmente honesto e nunca foi eleito por que nunca foi votado.

Não existe isso de votar em qualquer um. Com certeza uma ideia, uma corrente ou um projeto combina com suas convicções. Se não se sentir à vontade para escolher esse ou aquele candidato, votar na legenda do partido também é uma boa. Defenda uma ideia. Se você quer que exista uma reforma política, vote em candidatos que tenham esse compromisso. Dê apoio, indique-o para os amigos, parentes etc. Procure se informar e espalhar a boa informação. Se ele vencer, acompanhe sempre que puder as atividades dele no cargo.

Não precisa perder meia hora do seu domingo em filas de colégios só pra dar um “foda-se todo mundo” na urna eletrônica. Viaje para para a praia e justifique seu voto. Votar nulo é isso: não votar. Deixar que os outros decidam por você. Infelizmente isso só aumenta as chances de que os mesmos maus políticos continuem a ser eleitos e nada mude.

Felizmente vivemos numa democracia e não numa ditadura. Você pode votar e escolher quem vai tomar as decisões que afetam diretamente sua vida e de toda população.

Se o país é uma democracia, o seu voto faz  diferença.

Só o voto tem poder de mudar a política.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_nulo

E você? Vai votar nulo agora? Mais um texto de nosso querido Denis Fonseca. Ou @_diosanto. Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 21 de maio de 2010
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Agnosticismo

No rumo natural da história, os filhos acatam a religião que os pais lhe ensinam. Não necessariamente por imposição, mas por ser a única forma de crer que conhecemos quando pequenos, e até meio que involuntariamente,  tornamo-nos parte.

Eu por exemplo, fui católica desde sempre. Com direito a batismo, primeira comunhão e crisma. Sempre no piloto automático. Por osmose. Até que comecei a pensar sozinha. Criticar partes da doutrina e da igreja católica. Duvidar algumas coisas que nunca terão respostas. Desisti do catolicismo aos 16 anos.

E procurei conhecer novas doutrinas. Queria saber “quantos outros deuses existem por aí”,  e qual o propósito de cada um deles. No fim das contas, descobri que todos os caminhos levam ao bem maior.

E mais ainda: acho que os ateus são vistos com maus olhos à toa, como já citado em outro post.  Pensemos neles como um grupo que simplesmente decidiu não acreditar que Deus exista. Mas isso NUNCA vai querer dizer que eles são maus ou não desejam o bem da humanidade.

Desde então eu nunca soube decidir o que queria em termos religiosos. Até tempos atrás, quando conversando com um amigo, descobri o termo “agnóstico” e fui pesquisar.

Acho que me encontrei. Descobri que o termo agnosticismo refere-se à pessoas que acreditam que a questão da existência ou não de um poder superior (normalmente conhecido por Deus) não foi e nunca será resolvida.

Pessoas agnósticas simplesmente aceitam que este é um grande mistério da humanidade, e não se abalam theo-24 cr em procurar provas sobre a existência ou não existência de uma entidade superiora.

Lembrando que agnosticismo não tem absolutamente nada a ver com teísmo e ateísmo.  Esses separam aqueles que acreditam num Deus daqueles que acreditam na inexistência de Deus.

O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística. Tanto que um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta.

Particularmente, acredito que cada um deve saber de si. E jamais deve acatar uma religião (SE precisar de uma para crer em algo) apenas porque alguém lhe mostrou que ela existe. Acredite no que seu coração acha ser verdadeiro. Identifique-se com o que gosta de ouvir e o que quer acreditar. Pense sempre no bem comum.

handsoflove

Essa é minha religião: Não tem nome. Não tem igreja. Não precisa de alguém pra dizer o que fazer. Nem de dinheiro. Mas planta o bem. E mora dentro de mim mesma, esperando sempre o melhor para todos. Independente da existência de algo inexplicável.

Se estou certa? Como diria meu amigo, só poderemos descobrir quando morrermos. Teremos nosso diploma pós-mortem. Ou não.

Agora SaiDaqui! E vá praticar o bem.

@amanda_arm dia 19 de maio de 2010
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