Eram completos desconhecidos. Estavam no meio de uma festa um tanto sem graça, onde se sentiam um tanto deslocados e entediados.
Ela, com sua roupa de “hoje não acordei de bem com meu espelho” – visual nada chamativo, atentou-se apenas em arrumar a maquiagem para dar um ar mais alegre ao look preto e branco que havia escolhido para a noite em que fora arrastada por três amigas para sair.
Ela não era das mais lindas, nunca havia sido. Por isso talvez não se importasse tanto quanto deveria com as aparências. Sabia que suas amigas fariam muito mais sucesso.
Seu 1,60m eram normais, como tudo no corpo dela: os olhos castanhos, os cabelos médios e naturais, as mãos pequenas e os dentes brancos, com caninos levemente tortos.
Ele, em compensação, era o charme ambulante da festa. Por onde passava, todas o olhavam com desejo. Era alto, cabelo escuro jogado cuidadosamente para o lado direito, com barba por fazer, olhos quase claros e suficientemente forte para chamar bastante a atenção. Tinha mãos grandes e um certo ar de diversão que não dava para explicar.
Ela lembra que no começo da festa, até fez um comentário maldoso sobre como todas as mulheres se atiravam para cima dele. Até riu de algumas das inúmeras vezes que ele deu um fora em algumas mais atiradas, dando de ombros em seguida.
Se encontraram por acaso, na porta do banheiro. Ele, já meio alterado pela bebida (a saída que encontrou para tornar a festa divertida) disse qualquer coisa sem nexo, para puxar papo. Ela perguntou se ele tinha lavado as mãos e ele respondeu com uma leve gargalhada.
Conversaram mais alguns minutos e o único pensamento que ela se lembra foi “Meu Deus! Esse pedaço de carne também tem um cérebro!” – Ela podia praticamente sentir o cheiro de inveja no ar. Parecia que a festa toda tinha parado para assiti-los. Ali, a patinha feia e o cisne mais lindo da festa pareciam se entrosar muito bem, descobrindo mutuamente que o melhor afrodisíaco de todos, é a inteligência.
Decidiram sair da festa e procurar um local mais tranquilo. Claro que ela esperava o combo motel – sexo – carona pra casa – sumiço, mas para sua surpresa, não foi o que aconteceu.
Ele foi deliciosamente cavalheiro, se preocupando desde abrir a porta do carro e até brincou, carregando-a no colo.
Decidiram que iam lavar suas primeiras impressões juntos, e foram para um delicioso banho à dois. Ele a beijou em cada centímetro de seu corpo, fazendo com que ela arrepiasse por inteiro, várias vezes. Ela tinha um beijo com a mistura perfeita de delicadeza, doçura e desejo que o fazia ter ereções apenas com leves toques de boca.
No chuveiro, ela fez um delicioso oral – desses que ele deve ter tentado se segurar por umas 3 ou 4 vezes, até seu limite. Agarrou-a forte, como se aquele fosse o último dia de suas vidas e ele precisasse ser o melhor de si. Na verdade, ela o fazia sentir assim.
Ainda molhados, começaram a transa vagarosamente, cheio de beijos e carícias como se aquela fosse a primeira vez de ambos. Aliás, tremiam como se realmente fosse. Era uma mistura de tesão com carinho que nunca haviam encontrado em primeiras transas.
O sexo foi deliciosamente molhado, intenso e ao mesmo tempo, simples. Não queriam fazer malabarismos, e mantinham contato visual sempre que possível. Ela se sentia corar quando ele a fitava bem dentro dos olhos, e soltava um sorriso sem graça, de canto de boca que só conseguia fazer com que ele ficasse ainda mais excitado.
Ele conduziu o sexo o tempo todo, deixando-a nas nuvens. Normalmente era ela quem mandava, mas foi delicioso tem alguém que a guiasse naquela vez. Perderam-se por entre as pernas uns dos outros, entre suor e beijos. Alguns arranhões em momentos de vontade extrema de gozar.
Ah, o gozo. Momento perfeito onde o ritmo se tornou intenso e a pegada ficou mais forte. Quando ela soltou sem querer um gemido mais alto, fez uma cara deliciosa de prazer e ele não se aguentou ao olhá-la. Gozaram praticamente juntos, e já estavam exaustos.
Conversaram mais algumas coisas, deram risadas, dormiram um pouco e foram embora.
Dois dias depois, ele tocou a campainha. Disse que não conseguia esquecê-la, mais um monte de coisas…e a pediu em namoro.
E foi assim que a patinha feia encontrou no cisne a mistura perfeita em beleza, amizade, companheirismo, bom humor e sexo. Muito sexo.
SaiDaqui!
Tinham interesses em comum.
Se conheceram meio que sem querer. Pela internet. Contato do amigo do amigo do colega.
Trocaram alguns e-mails, conversaram um pouco. Compartilharam algumas dicas, idéias e pensamentos. Tudo absolutamente profissional e respeitoso.
Uma semana depois, ele não se conteve: depois de ficar babando em suas fotos em redes sociais por aí, mandou um e-mail dizendo que a achava linda, por dentro e por fora. Sabia que tinha cruzado uma linha perigosa, e que tinha acabado de perder seu contato profissional. “Mas foi só um elogio” – ele continuava repetindo para si mesmo, como um mantra, a fim que ela não se afastasse.
Seu coração quase foi à boca quando o alerta de novo e-mail soou nos fones de ouvido. Era ela. E para seu espanto, ela dizia que também tinha se encantado por ele, mas estava com receio de dizer. Que ele era lindo, meigo, simpático e admirável.
Claro que desse e-mail em diante, as coisas começaram a ficar mais íntimas. Primeiro, queriam se descobrir. Aquela paquera gostosa de um ficar perguntando mil coisas do outro, incluindo comida predileta e cor de lingerie que ela deveria usar no primeiro encontro. Aliás, falava-se muito em encontro. E sexo. Gostavam disso.
Ele sabia provocá-la sem baixar o nível. Ela sabia falar de sexo sem parecer uma sem classe qualquer.
Ela não sabia até que ponto ele falava realmente sério. Não achava possível encontrar alguém que se desse tão bem. “Na internet todo mundo é legal” – pensava, tentando baixar suas expectativas.
Mas ela estava em um ponto da vida de extrema curiosidade, e nada a perder. Jamais se perdoaria de não tê-lo conhecido por medo ou receio idiota. Não se permitiria viver de imaginar as possibilidades do que poderiam ter sido.
Marcaram o tal encontro para aquela noite. Num barzinho simpático, com música ao vivo e nada de multidões.
Ela vestiria lingerie branca, como ele havia pedido. Ele, uma boxer preta, a favorita dela.
Parecia novela. Se encontraram e já foi mágico. Ela sentiu arrepiar-se no primeiro abraço. Depois, ao encostar sua mão na dele, sem querer, outro frio no estômago.
Conversaram o suficiente para uns 4 chopps. Mas precisavam sair dali. Precisavam de mais privacidade.
Ele a conduziu pela cintura, pagou a conta, abriu a porta do carro. Era bom demais para ser verdade, ela pensava. Mal sabia que ele, pensava o mesmo.
E até hoje, ela não tem palavras para descrever. Sempre usa o termo “mágica” para definir a noite.
Tiveram uma transa calma, pausada e cheia de olhares. Tinha toques macios, beijos delicados e arrepios que nunca havia sentido com tamanha intensidade. Tinha borboletas no estômago e orgasmos múltiplos. O primeiro da vida dela, por sinal.
Ele teve que conter-se por várias vezes. Aquela mulher toda? Somente dele? Às vezes olhaa em volta, para ter certeza que não era sonho.
Queria sentí-la a cada milímetro. MEU DEUS, como ela cheirava bem! E aquela pele levemente morena, que exalava sexo e lhe deixava ainda mais excitado? Não queria desgrudá-la.
Penetrou-a com tanta vontade que ambos fecharam os olhos. Era tesão demais para uma transa só. Ficaram entrelaçados e transaram por mais de hora. Com tanta sintonia, óbvio que gozaram juntos.
Fizeram amor mais duas vezes aquela noite.
E nos últimos dez anos.
Vejo tantas pessoas por aí reclamando da tal posição Papai e Mamãe (só para deixar claro, é aquela posição mais simples, com o homem deitado de frente, por cima da mulher) e penso: “O que tem de errado com ela?”
Antes que alguém me critique, eu concordo que ter uma relação baseada apenas nessa posição é humanamente impossível, maçante e sem graça. Mas convenhamos: Ela não é nada ruim.

É até comprovado pelos sexólogos que esta é uma das posições onde mais facilmente se chega ao orgasmo, por estímular ambos o clítoris e o ponto G simultaneamente. Ou seja: Como isso pode ser ruim?
Entendo que existem fantasias sexuais de ambos os parceiros numa relação sexual. Sou total a favor de mudanças, posições novas, acessórios, fantasias, cremes, cheiros, gostos na hora da transa: tudo é válido para não cair na rotina.
Mas não precisa ser nenhum gênio para entender que todo casal tem que se conhecer (pelo menos um pouco) na cama para que ambos sintam o prazer máximo e fiquem felizes com o resultado ao final do sexo. Quer maneira melhor de conhecer seu parceiro senão indo aos poucos descobrindo o que ele gosta? (Salvo os casos de sexo por apenas uma noite e/ou contratação de profissionais do sexo, onde não existe sentimento e o sexo é apenas sexo, normalmente selvagem).
Até porque, se vocês começam com a posição do canguru perneta assoviando e chupando cana de ponta cabeça, e só fazem acrobacias, você corre o risco de assustar o parceiro, além de pular alguma troca de olhares e carinho (que pelo menos eu considero) muito importante normalmente nas primeiras transas. Isso também ajuda num certo mistério e expectativa para as próximas vezes; imagine ele(a) pensando: “Nossa, se fulano é bom assim na posição mais básica, imagine quando nos soltarmos mais na cama? Vai ser uma explosão de orgasmos intensos”. Entendeu meu ponto?
Sexo é como em qualquer curso: Comece do básico. Adquira experiência e maestria no Papai e Mamãe. Descubra aos poucos o que ambos gostam na cama. Surpreenda sempre no sexo. O segredo de ser bom(a) de cama não é saber fazer todas as posições do kama sutra, mas fazer bem as que conhece. Quem não sabe o básico, jamais será bom no resto.
Fica a dica.
E SaiDaqui!

Acho que a única “desvantagem” (reparem muito bem nas aspas) de sempre andar com meninos é ter que entender e ouvir absolutamente TUDO relacionado à mulheres.
De tanto ouvir, já aprendi de tudo um pouco: do que a maioria dos homens gostam nelas, no tipo de mulher que atrai olhares, de como elas são absolutamente indecifráveis em ações e palavras.
Tá. Eu concordo que mulheres são bastante complicadas (pelo menos a maioria delas). Acho que foi exatamente por esse motivo que sempre me identifiquei mais com os homens: a falta de papas na língua.
Falam mesmo. E pra ser sincera, eu adoro ouvi-los.
Conversas nostálgicas sempre começam de algum comentário de um deles.
Como uma desses dias, onde um amigo comentou sobre sua teoria sobre os tipos de mulheres. Infelizmente, depois de analisar os fatos, e ter cara de pau sem óleo de peroba o suficiente para perguntar para vários amigos mais próximos, devo dizer que concordo com ele. Os quatro tipos de mulheres?
1. As que engolem
Um tipo, digamos assim, comum de se encontrar.
2. As que dão o cu cedem a parte traseira (falando assim fica até bonitinho né?)
Um pouco mais difícil, mas ainda assim, comum.
3. As que não fazem nenhum dos dois.
Infelizmente, o tipo mais encontrado pelos entrevistados.
4. As que fazem os dois.
Essas meus queridos, parecem estar em extinção.
Decidi ir mais à fundo. Perguntei também para amigas mais íntimas de que tipo elas eram. E pasmem: minhas estatísticas confirmam as teorias masculinas. A maioria pertence ao universo do tipo 1 ou 3.
Pois é. Parece que dessa vez, eles acertaram em cheio.
E se você é um safadinho tarado e curioso que quer saber qual é o meu tipo, SaiDaqui!
Aviso prévio: Se você tem medinho de ler alguns palavrões, NÃO continue a ler o post, e SaiDaqui!
Seguinte: Eu sempre tive amigos que me perguntam as coisas mais esdrúxulas do mundo. Como se eu fosse um oráculo ou algo do gênero (hahaha, menos Amanda, BEM menos). Mas fato é que, eu adoro dar conselhos aos amigos que desabafam comigo (pimenta no cu dos outros é refresco, eu sei – mas isso não vem ao caso).
Voltando ao assunto: das coisas mais estranhas que me perguntam, a mais comum (ou eu diria a menos incomum?) é: “Nossa, como você tem facilidade em fazer amigos! Qual é o segredo?”
Tentei de todas as respostas possíveis para tentar ajudar os seres nerds autistas incapazes socialmente não favorecidos de espontâneidade, mas depois de alguns anos, cheguei à uma resposta padrão, que quase sempre acaba em risada. E o pior? É fato comprovado que funciona!
Minha melhor maneira de fazer amigos, é falando besteira. Mas não besteira pouca. Tem que ser frase de impacto! A maioria dos meus amigos, eu conheci de alguma das formas descritas abaixo (acreditem ou não).
Ok, chega de enrolação e vamos ao “segredo”: Sempre que quiser fazer um amigo, utilize a frase padrão abaixo, trocando apenas o seu nome e substituindo a parte em vermelho por uma de sua preferência. (Ok, para os menos criativos, eu deixarei também algumas sugestões de substituição).
“Oi, tudo bem? Eu sou fulano(a). Você já deu o cu hoje? * ”
* Mais sugestões de frases que podem ser utilizadas:
“Você gosta de sexo com animais?”
“E aí? Vamos dar o toba mais tarde?”
“Eu gosto de oral, e você?”
“Qual sua posição favorita na cama?”
Etc. (ok, já falei muita besteira, e dei muita asa à sua imaginação)
Segredo em fazer amigos? Faça-me um favor. É pra rir mesmo!
Se quer mais amigos, SaiDaqui e vá viver um pouco de vida real! Pode ser, no mínimo, divertido. E se tive rcoragem, experimente minha tese acima. Aguardo relatos bem sucedidos de novos amigos feitos assim! Ou não.
SaiDaqui!
Sinceramente? Falar de sexo comigo nunca foi tabu. Acho tão normal quanto falar do tempo, ou de futebol.
É theo-24 cr claro que algumas pessoas ficam mais constrangidas do que outras, mas eu nunca fiquei constrangida por nada relacionado ao assunto. Minha mãe sempre me ensinou que dá pra falar de qualquer coisa, com qualquer pessoa. É só saber COMO dizer.
Baseada nesse ensinamento, resolvi fazer uma pesquisa de opinião. No bar.
Depois que todos já estavam soltos o suficiente para conversar sobre. O grupo era misto. Haviam vários homens e mulheres. Lancei a mesma pergunta para todos eles: “Qual é a posição favorita da mulher na cama?”
O assunto rendeu. Impressionantemente enganados, os homens respondiam de cara que toda mulher adora ficar de quatro. WRONG.
Como eu e as outras mulheres estávamos explicando, a maioria das mulheres ficam nesta posição para agradar os homens (porque elas sabem que homem ADORA uma mulher de quatro pra ele). Um dos meninos retrucou, dizendo que várias mulheres pediam para ficar nessa posição. Eu continuo insistindo: É para agradar, deixar ele com mais tesão. Certeza.
E como toda regra, com certeza deve haver excessões. Mulheres que realmente GOSTAM. Eu nunca conheci nenhuma. Se você conheceu, sorte sua.
A maioria das mulheres entrevistadas (incluindo à mim) preferem ficar por cima. Acho que é a posição que mais ajuda na hora de sentir prazer. Aquele velho papo de dominação, controle da situação. A mulher fica mais versátil, consegue saber COMO se mexer para alcançar o clímax da relação sexual, para ambos.
Claro que ficar por baixo (o velho papai e mamãe) também é bom. Basta um casal tomar cuidado para não se prender somente à essa posição, porque convenhamos, deve enjoar.
Fora isso, apimentadas na relação sempre ajudam. Todo homem deveria nascer sabendo que romantismo e boa pegada devem sempre andar juntos. Flores ou lingerie? Ambos podem acabar em sexo, dependendo do approach do homem.
Um casal entrosado sabe a dosagem certa de quando o sexo deve ser mais “fofo” ou mais “selvagem”. Deve saber experimentar coisas novas: um gel comestível daqui, uma algema dali…E novas posições. Sério, ninguém precisa da posição de girafa enroscada pregada de ponta cabeça na árvore. Acho que nem acrobata faz essas coisas. Mas não há mal nenhum em tentar posições diferentes mais amenas (tenho um Kama Sutra de bolso, por exemplo – que detalhe, eu ganhei da minha mãe – que indico à todos! É bem legal).

E um tapinha, definitivamente não dói.
2010 está chegando, e você, caro leitor, poderia muito bem aproveitar o ano que chega para inovar. Esqueça a rotina. Leve sua mulher num bom motel (há quanto tempo você não faz isso né?), presenteie-a com uma lingerie bonita. Leve champanhe. Uma rosa. Diga que a ama. E que quer um strip-tease.
Eu garanto!
E você? Qual sua posição favorita na cama?
O SaiDaqui deseja uma ótima entrada de ano para você (ui!). E obrigada por aturar-me.
Feliz 2010! “Muito dinheiro no bolso…Saúde pra dar e vender….”
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