Acho esse lance de espírito natalino uma puta hipocrisia.
Concordo que a época é propícia para amar, perdoar e abrir o coração. Todo mundo fica mais sensível, mais exposto à sentimentos, mais aberto à dizer o que pensa, mais sorridente. Pelo menos por fora.
Porque como tudo na vida, funciona só na teoria.
Na prática, me vejo cercada de pessoas hipócritas que desejam “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” por pura conveniência, como se fosse responder à um “Oi, tudo bem?”. Tratam dos votos (que eram pra ser sinceros) como algo automático, frio e ensaiado. Os abraços são de plástico, as palavras são vazias. Aliás, tem gente que fala isso sem nem saber o significado da palavra PRÓSPERO! Um absurdo.
Vejo gente pedindo perdão sem estar realmente arrependido de seus erros. E, do outro lado, pessoas dizendo que os perdoam sem ter real intenção de fazê-lo.
Vejo mágoas mascaradas, tratos temporários de paz só para que a data seja comemorada como manda o folhetim. E acho ridículo.
Vejo famílias que brigam o ano todo com lágrimas de crocodilo e discursos falsos.
Vejo amigos que se dizem os melhores do mundo nem lembrando que o outro existe.
Vejo gente comprando presente para quem nem gosta ou merece.
Vejo sentimentos maquiados.
O contrário de como tudo deveria ser.
Eu? Torço por um dia onde o espírito natalino seja real. Que as pessoas digam o que pensam, tentem resolver seus problemas e mágoas, perdoem, conversem, arrumem, melhorem, sorriam, abracem. De verdade.
Com brilho no olhar, com palavras sinceras. Nada de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”. Votos reais do que realmente desejam para seu próximo. Que amor e alegria contagiem de forma autêntica e espontânea.
ESSE é o real espírito de Natal. Faça sua parte.
O SaiDaqui deseja à todos os seus leitores uma noite de alegrias, corações cheios e carinhos transbordantes com as pessoas que você mais gosta. Muita comida e bebida boa, muita risada e muitas lembranças pra fazer história num futuro, seja ele breve ou distante.
Feliz Natal, e SaiDaqui!
Comprar presentes é uma arte.
Parte-se do primórdio filosófico de que TODO MUNDO GOSTA DE SER SURPREENDIDO. A partir daí, escolher o presente certo passa a ser um jogo. Ou melhor, um desafio constante, onde a pessoa que vai dar o presente passa a ter de decifrar a pessoa que vai receber o mesmo.
Porque um pequeno detalhe pode mudar tudo: definir características importantes sobre gostos e preferências. É nessa pequena linha que se esconde a arte de escolher o presente certo.
Imagine você, dar um presente extravagante para um amigo que só usa o básico. Ele não somente vai ficar sem graça e com aquele sorriso amarelo de quem não gostou, como vai pensar duas vezes em como você não o conhece suficientemente, e isso pode afetar uma relação (seja ela qual for).
O ideal é ter certeza do que a pessoa gosta, porque presente BOM mesmo, é aquele que ela vai usar. Que seja útil, que faça parte do cotidiano dela. Por mais simples que seja. Entende?
Portanto, não atente-se ao valor em si, mas no gosto do presenteado: Ele gosta de carteado? De futebol? De música? Qual marca de roupas e sapatos ele usa? Perfumes? DVDs? Ele lê bastante? Que tipo de livro? Quanto ele calça? Que tamanho de camiseta ele veste? Qual o chocolate predileto dele? Aliás, ele gosta de chocolate?
Perguntas bobas, que podem fazer TODA a diferença na hora de comprar um presente.
Confie no seu bom gosto, sem desviar o foco de que quem deve gostar do presente é ELE, não você. Arrisque, mas dentro de um escopo aceitável de risco a ser corrido. Não compre uma calça verde limão pro seu sobrinho sem antes ter certeza que ele ADORARIA ganhar aquilo, certo?
Mais uma dica: O presente deve ser PARA A PESSOA. Nada de coisas para o banheiro, pra enfeitar a sala ou para decorar o quarto, ok? A não ser que a pessoa tenha pedido aquilo, obviamente. Lembre-se: sua mãe não é uma mesa de jantar.
Fora isso, confie em você. E tente curtir o tempo que escolhe os presentes. Fila, correria e impaciência, teremos SEMPRE nessa época do ano. Abstraia. E SaiDaqui! Para comprar presentes!
Alô pessoal, vamos ajudar o @cliquedobem a fazer o Natal de algumas crianças mais feliz?
É muuuito simples: Basta clicar AQUI e pronto. Com um clique apenas, ajudaremos a dar brinquedos para as crianças da “Associação Amigos do Barracão”
#Partiu ajudar? Divulgue, clique, retuíte!
Então tá. De tudo aquilo que a gente era, o que ficou afinal?
O que somos nós senão uma caixa de sapatos velha, com juras de amor eterno que não duraram uma eternidade. As fotos dos amigos para sempre que já não são amigos. Um par de tênis velho que te acompanha desde sei lá quando. Ou ainda a memória que já não se tem daquilo que talvez jurou não esquecer nunca.
Somos tudo isso, misturado aos amores que sempre sonhamos e ainda não tivemos. Os planos que juramos que não faríamos, mas vivem escondidos no fundo da memória. A vontade de dar a volta ao mundo, ter um filho, plantar uma árvore ou escrever um livro. Somos a intenção de ser melhor, mais rico, mais magro, mais amado ou mais bonito.
Além disso, somos o limbo que mistura o que éramos e o que seremos. Uma mistura que vez ou outra nos permite parar para reler as cartas e ver as fotos da caixa de sapato antiga, forçando-nos a fazer ainda mais planos: rever o amigo, reconsquistar um amor passado. Pedir perdão. Perdoar.
De tudo que somos hoje, somos o melhor que o passado e o futuro nos reservam. As melhores possibilidades daqui pra frente, somadas aos melhores acertos de antes de agora. Como se fosse uma melodia desafinada, desajustada, toda desequilibrada.
Melhor ainda: É como se vivêssemos no êxtase e na delícia da angústia de esperar que aquela pessoa chegue do nada, apenas se apresente e diga o porquê de gostar tanto de nos tirar do sério.
Vai dizer que não vale à pena?
PS:
Agora, SAIDAQUI!
Desvencilhe-se de planos, de esperanças e de tudo que é físico, material ou sentimental por algum tempo.
Pratique o desapego. Dê roupas que já não usas embora, passe pra frente o que já não te serve mais. Se um dia emagreceres o suficiente pra entrar de novo naquela calça jeans, compre outra, ainda mais bonita. Dê ela embora.
Guarde apenas lembranças. Não precisa ter o papel de bala do carinha que te deu o primeiro beijo, nem o ticket de cinema que você foi com o primeiro cara que transou. O passado não precisa ocupar espaço no teu presente.
Guarde na memória o que já passou. Passado é um lugar lindo, construído apenas para visitas irregulares: nem pense em morar nele.
Não planeje o que fazer amanhã. Nem o que vestir. Principalmente se você for uma virginiana mega preocupada com detalhes e organizada como a besta antagórica que vos escreve. Não faça reservas no restaurante. Apenas apareça por lá. Se tiverem vaga, theo-24 cr ótimo! Senão, parta pra outro.
Desvencilhe-se de esperanças quanto aos outros. Não espere atitudes que você faria. Não planeje nada. Faça parte do grupo que adora ser surpreendido com o que vier de bom, ao invés de decepcionado se a outra pessoa não agiu ou falou o que você esperava. Todos nós somos diferentes, e portanto, agimos de formas inesperadas perante à situações diversas. Já disseram uma vez que se uma pessoa não gosta de você tanto quanto você esperava, isso não quer dizer que ela não goste no nível máximo que ela sabe fazê-lo.
Cuide de você. Viva num estado de alacridade diária. Não dependa de nada material nem ninguém diferente de você mesmo pra te fazer feliz.
Faça nada. Pratique paciência. Durma mais. Sorria mais. Ande descaço. Dance na chuva. Tome sorvete quando gripado. Beije mais. Use uma roupa diferente. Dê mais chances ao mundo.
Faça-se feliz diariamente. Pra mudar o mundo, basta começar contigo.
E SaiDaqui!

Convenhamos, isso nunca vai mudar.
Está na natureza do ser humano apegar-se. Aquele ter certeza que algo vai ser pra sempre, mesmo sabendo que o sempre não existe. Claro que você pode ser feliz por uma vida inteira ao lado de uma pessoa. Mas ainda assim, isso não é sempre. Muito menos pra sempre.
É da índole humana ser terreno, ser mundano. Ser materialista. Apaixonar e desapaixonar-se quando der na telha, e nas situações mais inesperadas.
Dia dos namorados está chegando, e mesmo sabendo de tudo isso, vejo cada vez mais pessoas solteiras reclamando que não tem ninguém para comprar presente, nada para fazer no próximo dia 12 ou qualquer crítica referente à não ter um namorado(a) para passar a data coladinhos.
Tá, eu até entendo que é chato passar uma data tão especificamente romântica sem alguém especial, mas vamos lá: Flores, bombons, beijos, abraços e juras de amor não são contratos. Eternidade deveria ser medida em intensidade de momentos ao invés de tempo.
E dia dos namorados é apenas uma data.
Você ainda tem muitos 19 de agostos e 14 de setembros para encontrar alguém. Quem sabe um 29 de julho ou um 07 de outubro? Esqueça datas, esqueça presentes. Foque-se em amor. Não tens um companheiro(a)? Compre um presente para você mesmo. Ou para sua mãe. Ou para sua irmã. Sei lá.
Não se abale apenas porque é 12 de junho. Você tem outros 364 dias para apaixonar-se!
Agora SaiDaqui!
Tirei o último domingo para comprar os presentes de Natal. Claro que optei por ir ao shopping: comodidade, várias opções de lojas, praça de alimentação (que ser em sã consciência cozinha num domingo à noite?) e claro, ar condicionado.
Confesso que nunca fui fã de compras, nem de shopping, muito menos de multidão e liquidação de fim de ano. Mas temos o tal dever para com a família e sociedade, bem como amigos secretos e lembranças para os amigos mais próximos. Não tivemos opção: Arrastei meu namorado comigo (que por sinal, gosta TANTO quanto eu de fazer compras).
Nessas horas eu me sinto um extraterrestre. Como alguém pode realmente GOSTAR daquele inferno?
Famílias inteiras passando horas dentro de uma única loja. Maridos carregando sacolas e mais sacolas enquanto as mulheres se matam de experimentar roupas. Crianças gritando pra todos os lados por causa do Papai Noel de barba falsa e barriga de travesseiro. Praça de alimentação lotada e barulhenta. Casais discutindo sobre o que comprar para fulano ou ciclano. Vendedores já aflitos e cansados de tanto dobrar e desdobrar roupas. E mais crianças, e mais lojas, e mais vendedores, com adicional de barulho for free.
Credo! Isso não é pra mim.

Comprei tudo que precisava em questão de uma hora e pouco. O presente que mais demoramos pra escolher, acho que demorou 10 minutos, no máximo. A lógica é tão simples: Bater o olho na vitrine, entrar na loja, perguntar o preço, decidir se o objeto tem “a cara” da pessoa a ser presenteada, e pagar por ele.
O que é tão difícil nisso?
JURO que ainda tento entender como tem gente por aí que pensa em fazer compras como uma “atividade relaxante”…Oh, BITE ME!
Bom, pelo menos já compramos TODOS os presentes de Natal a serem distribuídos. E por mais que tenham sido de rápidas escolhas, foram todos escolhidos com amor e carinho.
Agora SaiDaqui e vá embrulhar os presentes…
Pois é minha gente. Mais um período capitalista chegando por aí (talvez o MAIOR de todos) – Também conhecido como Natal.
Ele passa o ano todo esperando pra chegar, fica bem no fim do último mês do ano, mas quando chega, faz valer o ano todo pra quem tem comércio.
Às vezes acho que brasileiro odeia o 13º salário. Poxa, não pode ver ele entrar na conta que gasta TUDO e mais um pouco até. É ser muito burro, ou muito consumista.
Sério, minha relação com Natal é um negócio meio que de amor e ódio. Acho lindo o clima que todo mundo fica, mais alegre, mais humano, sei lá. Adoro reunir todo mundo, celebar, comer até o cu fazer bico.
Mas odeio a obrigação que o Natal te dá de comprar. E presentes cada vez mais caros. O consumismo e capitalismo dessa época do ano são indiscutivelmente irritantes.
Onde trabalho por exemplo, estavam fazendo uma campanha para ajudar “crianças carentes” (sim, entre aspas, e você já vai entender porque). Eles pegaram cartinhas supostamente escritas para o papai noel e trouxeram para que nós atendêssemos as que estivessem ao nosso alcance. Claro que eu fui querer ajudar.
E terminei boquiaberta logo na primeira cartinha. A criança pediu um PlayStation3! Pensei comigo “esse aí viajou na batatinha. Vamos ver a próxima”. Uma bicicleta! “Caralho, eu não tenho grana pra dar uma bicicleta”, e peguei outra. Um Iphone, um tênis Nike e um óculos Rayban. “Mas que porra é essa?”. E desisti. Pedi desculpa pra moça, e disse que pelo que eu tinha lido ali, EU também era “criança carente”. Porque querer tudo isso eu também quero, mas não compro nem pra mim!
Fiquei pensando…Onde foram parar os carrinhos? As bonecas? As roupas, os acessórios? Lembra daqueles presentes simples que faziam o Natal mega feliz? CARALHO, eu JÁ tô ficando velha assim?
Outra coisa que também está se perdendo é a “pessoalidade” da coisa. Esses tais amigos secretos sorteados via internet, por exemplo. Cara, só falta enviar o presente pelo correio e ninguém nem vê a cara um do outro, que tal?
Me diz QUAL O PROPÓSITO de nem se ver? Pra que raios fazer amigo secreto então? Faça-me um favor né?
(Tá bom, deixa eu esclarecer uma coisa. Eu sou TOTALMENTE a favor de tecnologia. Adoro esses avanços, e acho super legal e aplicável em casos de NECESSIDADE. Por exemplo se a galera mora longe e sorteiam o amigo secreto via web. Aí sim ^^)
Sei lá. Acho que todo mundo devia entender mais que o espírito Natalino é mais que um Notebook novo. Estaria mais pra um abraço apertado, eu diria.
Ah, SaiDaqui vai…