No fim das contas, nossa vida inteira não passa de definição de prioridades.
Convenhamos, somos livres. Temos crédito em banco. Somos vacinados. E responsáveis por nossas ações.
Cada um teve a educação que pode ter. E se formou de valores que julgou corretos, ou não. Decidimos conviver com pessoas, em todos os círculos sociais que frenquentamos, porque humanos não foram feitos para viverem sozinhos. Na grande maioria das vezes, os valores de outras pessoas são diferentes. As prioridades também. Quantas vezes tu não te deparou com alguém que preferiu gastar o dinheiro que recebeu com o que desejava de supérfluo sem nem pensar em guardá-lo?
Ou com alguém que tinha opção, e ainda assim decidiu parar de estudar para curtir a vida?
Gente que teve educação, oportunidade, dinheiro e condições de ser alguém bem sucedido, mas acabou afundado em cigarro, bebidas e drogas?
Não estou dizendo que é errado. Acho que todo mundo deve curtir a vida. Que todas as pessoas devem encontrar um ponto seguro onde haja responsabilidades e diversão. Ninguém deve ser pão duro e/ou chato o suficiente para não se dar alguns luxos. Mas também acho que ninguém deveria desperdiçar tantas oportunidades sem ter perspectiva na vida.
Cada um deveria saber de si o que quer, pensa e acha. De preferência, sem julgar ou comparar com a vida do outro.
Sabe uma coisa que muito me irrita? Quando alguém é bem sucedido na vida antes do esperado, e as outras pessoas tem a infelicidade de chamar isso de sorte. Não tem NADA a ver com sorte.
Tem a ver com as decisões que aquela pessoa tomou. Nas prioridades que ela estabeleceu pra vida dela. Garanto que nada caiu do céu no colo dela.
Se você é o tipo de pessoa que tem inveja e acha que o Universo conspira contra você e por isso você é um merda, sinto lhe dizer, mas você é um merda mesmo. Não por causa do Universo, mas porque você tomou as decisões erradas.
Lutar pelo que se deseja nunca vai ser fácil. Mas como um garoto de quatro anos me ensinou esse fim de semana: “Só consegue quem tenta tia Amanda”.
De fato. Aquele lema de elevar a barra de suas prioridades é bem certo. Se tu te contenta com pouco, espero que isso realmente lhe faça feliz. E que você não se arrependa no futuro dessa decisão.
Aproveite enquanto há tempo.
E SaiDaqui!
Hoje, o texto é do @rbarato, que por sua vez, mandou muito bem em explicar que devemos trabalhar no que gostamos, e não pelo dinheiro. Espero que gostem! (Eu adorei).
“Pelo fazer e não pelo gostar.
Certa vez um amigo me disse: “Não trates como prioridade quem lhe trata como opção”.
Frase que na época me ajudou ver que eu não estava feliz. Eu estava sim no lugar certo. Ótima empresa, salário bom e grande oportunidade de crescimento, mas descontente com o que eu fazia. Eu queria mais.
Não mais dinheiro, isso vem como recompensa do trabalho bem feito. Eu queria mais é ser feliz. Fazendo o que gosto.
Larguei tudo e inicei meu próprio negócio. Mas isso não vem ao caso, é história pra uma mesa de boteco.
O que quero dizer é que não adianta quanto nos pagam no final do mês ou o quanto nos respeitam dentro da empresa. Você pode ser o gerente nacional
de vendas de uma mega empresa de tecnologia. Nadar no dinheiro e nos finais de semana levar a família pra passear de iate, mas no fundo saber que tudo o que você queria era ser dono de uma pastelaria no centro da cidade.
Parece esdrúxulo não?
Pois não é! Eu tenho certeza que esse cara, o gerente nacional de vendas super rico, poderia ser TÃO rico (ou mais) rodando sua pastelaria no centro de terça à domingo das 9 as 23 horas com diferencial no pastel de 4 queijos. E além de rico ele seria mais feliz.
É simples. Ele estaria fazendo o que gosta. O que sempre quis fazer. E quando a gente faz aquilo que gosta nós fazemos bem feito! É o prazer de colocar todo nosso empenho e dedicação naquilo pra quando você menos esperar você ouvir: “nossa, seu pastel é maravilhoso, parabéns!”.
Pronto, o pastel poderia ter saido de graça pra aquela pessoa.
E é por isso que eu acho que ninguém, sério, ninguém deve se submeter a fazer algo que não gosta pelo simpes ‘tenho que pagar contas no final do mês’.
Vale mesmo a pena acordar pela manhã e dizer “puta madre, não tenho a mínima vontade de ir trabalhar hoje.”? Não vale. Não chega nem perto de valer. O gostoso é acordar com o despertador se espreguiçar, abrir um sorriso e dizer “hoje vou arrebentar no trabalho!”.
E a maior culpa disso é nossa. Que nos acomodamos com qualquer situação (talvez isso seja uma característica do brasileiro, não sei). Que volta ali naquela frase onde eu digo que acaba fazendo por ter que fazer. Por ter “contas pra pagar”.
Pagar contas todo mundo tem.
Eu prefiro pagar as minhas com o dinheiro que ganho sorrindo, e você?
Agora SaiDaqui e vá pedir demissão.”