Razão Dominante

Tenho dessas de olhar pra trás e tentar encontrar explicação pra tudo. Às vezes acho que não deveria fazer tanto disso, porque hoje olhei pra trás e tive uma constatação um pouco triste. Talvez até melancólica.

Um medo até bobo, em certo ponto. Mas meus traumas e fantasmas do passado me tornaram uma pessoa mais amarga.

“Ah, mas isso acontece com todo mundo” – Sim, eu sei. Acontece mesmo, embora em determinado nível, alguns entendam (e talvez até estejam certos) como amadurecimento.

Deixando exageros de lado, fiz uma linha base com os eventos mais marcantes de minha vida, bons e ruins. Tirei alguns minutos para analisar cada um deles.

E o que eu descobri? Que hoje sou um misto daquilo que vivi. Que meus maiores medos são baseados nos maiores tombos que a estrada já me deu. E que a razão passou a ter uma importância maior que o coração, em todos os aspectos da vida. Tanto pra descobrir o óbvio não é mesmo?

Um óbvio que eu não tinha percebido.

Razão essa que me impede de correr atrás de várias loucuras absurdas, fadadas ao fracasso. Mesma razão que me priva de viver algumas coisas antes tão simples de serem intensas e plenas.

Faca de dois gumes: Até que ponto pensar demais e deixar a razão controlar é saudável ou sinônimo de maturidade?

O maior desafio de todo mundo, acho. Não ser 8 nem 80 é mais complicado do que escrevem por aí, no fim das contas.

A minha solução? Lembrar de levar um pára-quedas da próxima vez que sentir vontade de pular de um precipício chamado amor. Com ou sem mãos dadas.

Agora SaiDaqui! ;)

@amanda_arm dia 13 de junho de 2011
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Enchendo Linguiça (agora sem trema)

Queridos leitores,

Venho por meio deste declarar oficialmente meu pedido de desculpas à vocês por não estar postando diariamente essa semana no blog.

Acontece que: meu gato fugiu, estou de mudança, estamos na copa e receberemos visita em casa essa semana.

Sei que nenhum dos motivos acima justifica, mas eu queria dar uma desculpa razão para vocês me entenderem.

Sem mais, digo que amanhã voltamos normalmente com nossas quintas sexuais.

Obrigada pela atenção, e lembrem-se: Jamais trema em cima da linguiça depois da correção ortográfica!

E pra você não perder a viagem de vir até aqui para ler minhas desculpas esfarrapadas, deixo uma dica de filme e trilha sonora MARAVILHOSAS. Se bem que, eu sou suspeita por amar Tim Burton.

Assistão! (Antes de alguém me corrigir, o erro no verbo foi proposital). The Nightmare Before Christmas, vale muito à pena.

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 16 de junho de 2010
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Crônica do Amor

Na semana do amor, vamos de Jabor.

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

Agora SaiDaqui e AME!

@amanda_arm dia 9 de junho de 2010
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