Não, eu não sou ateu (existe feminino disso? Atéia?) mas respeito (e muito) quem seja. O direito é todo deles em não acreditar no que não se pode provar.
Particularmente, acredito na existência de um poder /força superior que sempre nos influencie e encaminhe para o bem. Mas sou agnóstica quanto ao tema: se ela existe ou não, aceito que essa resposta jamais será encontrada e convivo bem com isso.
Também respeito todo e qualquer tipo de crença e religião, DESDE QUE VOCÊ NÃO TENTE ME DOUTRINAR, ou julgue as outras formas de crer no bem. Acho que se algo lhe faz bem e você acredita naquilo, não tem porque ser discutido.
Mas confesso: ODEIO fanático dizendo que tudo que se consegue na vida é PURA E SIMPLESMENTE a vontade de Deus.
As pessoas conseguem as coisas na vida porque merecem. Porque batalham por elas.
Acordar cedo, trabalhar duro, juntar dinheiro, objetivar prioridades, cuidar de quem gosta, ter amigos que queiram estar por perto, uma família que lhe agrade e gente que te quer bem é culpa SUA. É culpa e merecimento de como você lida com o que tem e batalha pelo que não é lhe dado de mãos beijadas.
Aliás, se Deus desse mesmo tudo de graça, não teria valor ou sentido batalhar por elas. Se existe essa tal força que quer sempre o bem, ela provavelmente quer que saibamos dos bons valores das nossas conquistas, certo? Ele pode sim te dar forças, te dar coragem, te ajudar em crenças para superação. Mas de novo: “Deus” nunca te dará as coisas sem que você as mereça ou batalhe por elas.
Enfim, era isso. Agora SaiDaqui! E repense no que você quer. E queira sempre o bem. o/
Cada vez menos eu acreditava no que ninguém era capaz de me explicar. Ninguém me convencia de nada: não tinham argumentos plausíveis. Há anos havia desistido de qualquer tipo theo-24 cr de religião. Recusava-me a discutir qualquer assunto relacionado ao que não se pode tocar.
Confesso que por um tempo, tive até um certo rancor por pessoas que acreditavam cegamente em alguma crença a ponto de tentar convencer todos à sua volta que sua “verdade” era a verdade absoluta. Hoje eu tenho pena. Porque são seres que precisam tanto convencer a si próprios daquilo que falam e acabam esquecendo que todo e qualquer caminho levam ao bem absoluto. Querer o bem comum nunca dependeu de religião alguma.
Eu havia me esquecido disso por um tempo. Hoje, eu sinto é pena de quem não entende isso.

Sim. É esse mesmo o assunto do post: Noivar é inútil.
Estava ontem conversando com um amigo e leitor quando ele sugeriu o tema. Na hora pensei: “que tema mais besta, de onde ele tirou essa idéia?”, mas depois começamos a discutir sobre isso, e faz sentido.
Não sei se você está atualizado no tema “anéis de relacionamento” (eu não estava), mas hoje em dia existem três tipos de aliança: a de compromisso, a de noivado, e a de casamento. O que eu acho delas?
Acho que a de compromisso é a menos perigosa. Normalmente utilizada por adolescentes apaixonados, que querem demarcar seu território, comprovando que aquela pessoa “já tem dono” por colocar um anel prateado no anelar direito da mesma. Claro que eu já usei esse tipo de aliança! De prata, de aço, até de côco. Confesso que até acho bonitinho e tal, mas sei lá né. Vai do gosto de cada casal e do nível de comprometimento que eles tem.
A de casamento por sua vez, é a mais séria. Normalmente trocada na frente de um altar ou de um juíz, nasce da decisão concreta de duas pessoas que querem passar (pelo menos um bom tempo de) uma vida juntos. Geralmente por amor, acho o ato de trocar alianças lindo. E claro que deve ser feito apenas quando há crença envolvida: casar porque os outros acham bonito é hipócrita e ridiculamente overrated. Não case na igreja se você não acredita no que está sendo dito ali na sua frente (conselho válido para TODA e QUALQUER religião).

E finalmente, o comprometimento mais inútil de todos: o noivado.
Dinheiro para alianças. Festa para os parentes. Tempo e dinheiro gastos para oficialmente dizer na cara de todas as pessoas que você conhece que “você decidiu que vai casar, só não sabe quando”.
Pois é. Talvez seja uma reafirmação que os relacionamentos precisam. Aquela hora de pensar “Puxa, agora ficou sério. Estamos falando oficialmente em casamento. É isso mesmo que eu quero pra minha vida?”
Noivar é dar um tempo pra ter certeza se quer mesmo casar. Talvez até um passo importante antes de tomar uma decisão precipitada.
Infelizmente, tem gente que não entende esse propósito, e noiva por motivos absurdos: Por dinheiro, por status, pra “enrolar mais a outra parte”, por gravidez, por família que enche o saco.
Fica a dica: Se você for noivar, que seja pelos motivos certos.
Espero que fique claro que não estou julgando, nem criticando quem pratica o ato. Eu nunca fui noiva, nunca casei. Não estou cuspindo pra cima, vai que algum dia acontece né? Acho as cerimônias de noivado lindas, adoro todo e qualquer motivo pra festejar qualquer coisa.
Só acho meio sem nexo o dinheiro gasto para isso. Claro que como o dinheiro não é meu, cada um faz o que bem entender com o seu. No fim das contas, o que importa é estar feliz com quem se ama.
E se for noivar, me chama! Agora SaiDaqui!
No rumo natural da história, os filhos acatam a religião que os pais lhe ensinam. Não necessariamente por imposição, mas por ser a única forma de crer que conhecemos quando pequenos, e até meio que involuntariamente, tornamo-nos parte.
Eu por exemplo, fui católica desde sempre. Com direito a batismo, primeira comunhão e crisma. Sempre no piloto automático. Por osmose. Até que comecei a pensar sozinha. Criticar partes da doutrina e da igreja católica. Duvidar algumas coisas que nunca terão respostas. Desisti do catolicismo aos 16 anos.
E procurei conhecer novas doutrinas. Queria saber “quantos outros deuses existem por aí”, e qual o propósito de cada um deles. No fim das contas, descobri que todos os caminhos levam ao bem maior.
E mais ainda: acho que os ateus são vistos com maus olhos à toa, como já citado em outro post. Pensemos neles como um grupo que simplesmente decidiu não acreditar que Deus exista. Mas isso NUNCA vai querer dizer que eles são maus ou não desejam o bem da humanidade.
Desde então eu nunca soube decidir o que queria em termos religiosos. Até tempos atrás, quando conversando com um amigo, descobri o termo “agnóstico” e fui pesquisar.
Acho que me encontrei. Descobri que o termo agnosticismo refere-se à pessoas que acreditam que a questão da existência ou não de um poder superior (normalmente conhecido por Deus) não foi e nunca será resolvida.
Pessoas agnósticas simplesmente aceitam que este é um grande mistério da humanidade, e não se abalam theo-24 cr em procurar provas sobre a existência ou não existência de uma entidade superiora.
Lembrando que agnosticismo não tem absolutamente nada a ver com teísmo e ateísmo. Esses separam aqueles que acreditam num Deus daqueles que acreditam na inexistência de Deus.
O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística. Tanto que um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta.
Particularmente, acredito que cada um deve saber de si. E jamais deve acatar uma religião (SE precisar de uma para crer em algo) apenas porque alguém lhe mostrou que ela existe. Acredite no que seu coração acha ser verdadeiro. Identifique-se com o que gosta de ouvir e o que quer acreditar. Pense sempre no bem comum.

Essa é minha religião: Não tem nome. Não tem igreja. Não precisa de alguém pra dizer o que fazer. Nem de dinheiro. Mas planta o bem. E mora dentro de mim mesma, esperando sempre o melhor para todos. Independente da existência de algo inexplicável.
Se estou certa? Como diria meu amigo, só poderemos descobrir quando morrermos. Teremos nosso diploma pós-mortem. Ou não.
Agora SaiDaqui! E vá praticar o bem.
Fanatismo nunca fez bem à ninguém. Em nada.
Ouvi uma história esses dias e achei mega bizarra. É sobre o primo do amigo do tio do irmão do amigo do papagaio sabe?
Guri mimado, vive embaixo da asa dos pais. Deve ter brincado de escultura de papel machê com a vó quando era criança. No auge de seus 18 anos, entrou na faculdade.
Como qualquer outro garoto da mesma idade, adora assistir filmes pornôs. O problema é que ele era especial. Acho que viciado é a palavra correta. Passava o tempo todo vendo pornô. Quanto aguentasse.
Começou a ter problemas no trabalho, na escola, na vida social e tudo mais. Procurou ajuda médica e passou a tomar remédios fortes para acalmar-se um pouco.
Abrindo-se com o psicólogo, contou de como a situação piorou muito pra ele depois que a namorada o largou. Ao ser indagado pelo motivo da separação, afirmou que largaram porque ele não queria ter relações sexuais com a moça. Pois é. Também embasbaquei quando ouvi tal cena.
Aí você me pergunta. Mas Amanda, ele não é viciado em pornô?
Sim. Ele é. “Porque sexo antes do casamento é pecado”. (se matar de assistir pornô, bater punheta e se encher de preliminares não é né?)
Explica Batman: o pai era seminarista, a mãe catequista, o cachorro abençoado, a tia prepara a óstia, o periquito prega o evangelho, a irmã colore a bíbli e todo #mimimi fanático religioso que você puder imaginar.
Diz pra mim: como fica a cabeça do coitado do moleque numa dessas? Fala sério. Até onde chega o fanatismo….
PS: Não tenho NADA contra religião nenhuma, antes que alguém me crucifique.
Agora SaiDaqui!
Falar de religião sempre vai ser delicado. E complicado.
Porque envolve 10.000 seitas e doutrinas diferentes. E mais de 6 bilhões de crenças (porque cada ser humano pensa do seu jeito, afinal das contas).
Pra ser sincera, eu não tenho religião nenhuma. E não acho que isso seja um pecado.
Muito pelo contrário: Acredito que ter a mente aberta para entender e ouvir sobre doutrinas diferentes é a melhor maneira de formar sua própria religião.
Por mim, não existiriam religiões formadas. Cada um acreditaria no que achasse que fosse melhor pra si. E que isso jamais afetasse negativamente à terceiros.
Deus é um conceito. Não deveria ser uma maneira lucrativa de converter pessoas. E inventar doutrinas. E abrir igrejas. E extorquir o pobre salário de quem mal tem dinheiro pra comer.
Fui criada como católica praticante, por obrigação. Sou batizada, fiz catequese, crisma, e tudo que manda a cartilha. Saí de casa aos dezessete e nunca mais pisei numa igreja católica.
Mas isso não significa nada. Pelo menos pra mim, não significa.
Acho completamente errado que quem prega que “Deus está em todas as coisas” queira que eu me confesse com outro humano, tão falho quanto eu. Afinal, se ele está em todas as coisas e lugares, não me bastaria fechar os olhos para encontrá-lo?
Há alguns dias atrás, enviei via twitter a seguinte frase: “Seja lá qual for a sua religião, eu te respeito. Mas se você tentar me converter EU TE MANDO TOMAR NO CU” – E surpeendi-me ao receber vários RTs para a frase, além de vários seguidores agregados. Com o perdão do palavrão, (minha boca é meio suja demais) as pessoas deveria respeitar mais as crenças das outras. E saber que insistir em converter alguém para sua própria doutrina é inútil. Só vai fazer a outra pessoa sentir raiva.
Somos livres. Somos pensantes. Temos idéias. E direito de acreditar no que achamos que é certo.
Eu, por exemplo, acredito numa força divina e inexplicável que conduz sempre todos os caminhos para o bem (o tão chamado “Deus” por aqui). E acredito que não importa qual religião a pessoa escolha em seguir, todos os caminhos levam ao mesmo lugar. Todas as doutrinas adoram de alguma forma, a mesma divindidade de bondade.
Até mesmo os ateus, têm seu lado de crer. Eles apenas escolhem não acreditar no que não se pode explicar, e isso é um direito deles. Mas isso não quer dizer que eles não queiram o bem da humanidade, da mesma maneira que o mais assíduo religioso prega. São apenas visões diferentes do mesmo bem comum.
Deus, pra mim, é bem comum. Não interessa como. Nem onde. Nem quem. Nem quando. Muito menos qual crença você siga.

Agora SaiDaqui e vá trabalhar!
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