Ser mãe: Você quer?

Honestamente? Nunca pensei em ser mãe.

Vejo as pessoas escrevendo cartas para filhos que não existem, escolhendo nomes para imaginações de vidas perfeitas nascidas ao lado de alguém que ainda nem encontraram, fazendo planos de casas com cerca branca, janelas azuis e pomar no quintal e me sinto uma alienígena sem coração.

Nada contra, mesmo. Acho que pelo contrário: sinto uma ponta de inveja de quem consegue sonhar assim.

Adoro crianças, não me entendam mal. Faço cara de “ooouuun” quando vejo uma e adoro brincar com elas. Tenho paciência e sei muito bem cuidar de uma, em todas as idades. Mas é tudo no melhor estilo “Chorou? Devolve para a mãe” até então.

Ser mãe é uma responsabilidade absurda, e por isso eu acho que as pessoas deveriam pensar duas, três, trinta, cinquenta vezes antes de sair fazendo filhos por aí.

Ter um filho é gerar mais um ser para esse mundo louco que estamos. Assumir toda a responsabilidade por ele. Ter alguém para se importar e amar mais do que a si mesmo. Chorar quando ele estiver doente, sorrir quando ele conseguir qualquer tipo de conquista. Se orgulhar, sofrer, e dar sempre o melhor de si. Viver se questionando se está fazendo o certo e ter as melhores intenções de formar um bom ser humano.

Amar outro ser incondicionalmente. Ter medo de perder o que você fez de mais perfeito e valioso, mesmo sabendo que ele não é seu.

Entender que filhos são criados para o mundo, e que eventualmente, eles irão partir.

Ser mãe, no fim de tudo, é conseguir sorrir ao vê-lo ir embora, independente e preparado para seguir seu próprio caminho, mesmo que isso lhe custe um pedaço do coração.

Posso nunca ter desejado ter um filho, mas provavelmente a hora chegará. E se isso acontecer, que eu seja o melhor de mim.

Mesmo que eu nunca tenha pensado em seu nome.

@amanda_arm dia 6 de novembro de 2011
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Quinta Sexual 20: Mesmice sexual; a culpa também é sua!

Há pouco estava lendo pela internet um texto dizendo que ao longo de um relacionamento, uma coisa que diminui exponencialmente é o membro sexual do parceiro (claro que em sentido figurado). A autora assume sua parte de culpa, por cair em mesmice sexual e ter sexo quando quiser. Estava pensando sobre isso…Nunca passei pela situação de mesmice sexual, mas concordo que casais devem evitá-la.

Convivência será sempre um assunto delicado, já que nós humanos somos todos diferentes uns dos outros. Dividir, pagar, explicar. Reclamar, aceitar, perdoar, entender. Tantos aspectos delicados de uma relação séria que nem valeria à pena comentar aqui. E justamente por isso, sexo jamais deveria ser um deles.

Ninguém precisa fazer todos os dias uma posição nova de kama sutra, nem gastar milhares de reais com lingeries e acessórios. Meu ponto apenas se concentra no alerta de que ambas as partes de uma relação não podem acomodar-se quanto ao sexo.

Conforme o tempo passa, aprendemos os gostos e vontades do nosso parceiro, e vice-e-versa. Claro que existe uma posição predileta, uma forma de transar que faça você ou ele(a) chegar ao orgasmo mais rapidamente. Mas isso NÃO quer dizer que essa posição tenha que virar ao padrão do casal.

Abaixo o sexo automático!no sex

Evite repetir sempre as mesmas posições. As mesmas preliminares. Transar sempre no mesmo lugar.

Abuse. Arrisque. Mude. Liberte fantasias, mesmo que as vezes extravagantes. Transe na sala, na cozinha, no tanque. De manhã, à tarde, de madrugada.

Você também é responsável pela sua vida sexual. Não adianta ficar sempre esperando que o parceiro  tome a inicitaiva. Não se deixe cair na mesmice. Nunca.

Sexo deve ser sempre excitante e emocionante. Lembre-se disso. E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 24 de junho de 2010
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Filhos, e porque não tê-los

Acho que dentre os sonhos de quase todas as “pessoas biologicamente maduras” (refiro-me àquelas com capacidade de cuidarem de si mesmas e talvez de outras) está a vontade de ser pai ou mãe.

Talvez se trate de uma percepção completamente errada de minha mente viajada, mas acho que há uma certa hiprocrisia quanto a ter filhos cedo. Pare pra pensar: Cada vez mais divórcios, discordância e violência. Todos os dias vemos assassinatos e poluição. E sempre tem menos amor que ontem.

Daí a ter um filho completamente desplanejado, inesperado e sem condições financeiras mínimas para dar um  bom conforto para aquela pobre criança que virá à este mundo desvirtuado em que vivemos, é um ato insanamente hipócrito.

Claro que acidentes acontecem, e quase sempre são bem vindos. Não trataremos deles nesse texto. Nem daqueles indesejados, porque já entraríamos no assunto aborto, que por sinal é tema para outro post.

gravida

Eu confesso que nunca quis ter filhos. Nunca tive vontade de “sentir as dores do parto e cumprir meu papel de mulher”, tive a plena convicção de que não teria filhos por diversas razões. Dentre elas, algumas principais que seguem:

Medo de ser uma péssima mãe. Sempre tive jeito com crianças. Mas as dos outros. Do tipo que se devolve quando começa a encher muito o saco. Aliás, como eu poderia estar presente nos momentos importantes do meu filho com meus objetivos de carreira, que envolvem muito estudo e trabalho? Até que ponto ter um filho e deixar para outras pessoas a responsabilidade de cuidar dele?

Perder minha liberdade. Viajar quando der na telha, tomar uma cervejinha com os amigos sem hora para voltar ter meus momentos sozinha ficaria fora de cogitação. Acho que no fundo, medo da responsabilidade (que talvez seja a maior na vida de qualquer pessoa).

O mundo está uma merda, convenhamos. É para esse mundo que eu quero trazer uma criança? Um mundo onde educação é uma carteira de investimento oferecida por qualquer banco por aí? Onde política e honestidade não andam juntas? Onde a pressão do mercado de trabalho começa antes do que deveria? Onde amor e compaixão deram lugar ao dinheiro? Aqui, onde se ele não fizer parte dos mais fortes, pode acabar fazendo malabarismo no semáforo?

A infância não é mais a mesma. Eu (que só tenho 22 anos) cresci brincando na rua, rolava no chão por causa de futebol, pega-pega e esconde-esconde. Fazia amizades de carne e osso.
Hoje, meus primos mais novos são craques em video games. E suas relações de amizade quase sempre vem de Orkut, Msn, Twitter, Facebook…E a amarelinha? Se perdeu onde? Brincar é somente divertido quando na Internet? Como assim? o.O

crianca

Por fim, não gostaria de ver no rosto do meus filhos sinais do ceticismo aos sentimentos mais bonitos da humanidade. Não quero que ele tenha um precoce desdém a relacionamentos amorosos, uma precoce falta de fé na humanidade…

Não sei. Tudo isso me assombra, e muito.

E antes que me perguntem: Sim, eu terei filhos. E não será por obrigação.

Todos os itens acima não desaparecerão do meu caderninho mental de preocupações, mas eu sei que ao lado de quem se ama, podemos fazer nosso melhor para evitar que eles nos assombrem. Eu sei que seremos ótimos pais. Daqui alguns anos, é claro. (Né @rbarato? ;) )

Agora SaiDaqui! e vai trabalhar…

"Não mamãe, eu não quero sair daqui!"

"Não mamãe, eu não quero sair daqui!"

@amanda_arm dia 3 de março de 2010
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