Melhores pedidos de casamento EVER

Sabe quando você pensa, “talvez haja contos de fada no meio de histórias cotidianas”? Então.

 

 

 

 

 

 

 

 


(para esse, sugiro pular direto para os 5 mins)

 

 

Pois é. Quem sabe aconteça com todos nós, um dia.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 28 de novembro de 2011
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Segunda Cultural 32: Namorados para Sempre (Blue Valentine)

Não costumo assistir romances.

Pra mim, eles servem pura e simplesmente para nos provar que amor de filme, só existe em filme mesmo. E nos dar um tapa na cara dizendo que realidade não condiz com aqueles kilos de lenço de papel que usamos de emoção ao ver histórias tão lindas.

Que nunca acontecerão conosco.

Mas em Blue Valentine vi algo diferente.

Porque  o escritor e diretor Derek Cianfrance se tocou dessa frustração universal entre finais felizes e realidade, e decidiu contar a história do casal Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams), que tiveram uma linda história de amor, iniciada em problemas e frustrações de uma gravidez, mas que enfrentaram tudo isso.

Contudo, ele decidiu mostrar o que vem depois do até então “felizes para sempre” e nos aborda com o presente de um casal que está junto há anos, e vive de rotinas. Com uma relação abalada e problemática, Dean e Cindy passam por uma crise: Enquanto Cindy trabalha duro como enfermeira em um hospital local, Dean faz bicos como pintor, fuma e bebe muito,  e cuida da filha do casal.

Essa rotina exaustiva do casamento somada à falta de ambição de Dean, faz com que Cindy questione-se sobre o sentido da união; o que leva Dean ao desespero de um reascender de amor e decidem passar a noite num motel temático.

Em forma de flashbacks que nos levam ao passado “perfeito” do casal, intercalados com a vida infeliz que agora levam,  Blue Valentine é uma históra de amor que convence.

Porque é envolvente e remete à muitas situações do nosso próprio dia a dia. É uma história comum. Uma possibilidade real.

Foge do padrão #mimimi romântico, e conta a história de pessoas normais, com encontros e desencontros. De suas diferenças e como isso reflete numa vida a dois.

Com um final sem surpresas, e sim cheio de realidade. Sem fogos de artifício. Apenas verdades jogadas no fim de uma história que já foi de amor um dia, e não é mais.

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 21 de fevereiro de 2011
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Estrelas no olhar, e música no coração

Ela tinha estrelas no olhar.

Ele, música no coração.

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Nem se imaginavam conhecer. Acreditavam em tanta coisa que já era considerada cafona que preferiam nunca dizer nada. Limitavam-se em sentir.

Mas sentiam sozinhos, cada qual em seu quarto vazio e solitário. Vez ou outra revirando fotos antigas, chorando baixinho sem razão aparente, ou ficando quietos no escuro, aguardando o sono em meio à pensamentos loucos e abstratos.

Talvez nunca se encontrariam. Talvez não fossem nada. Talvez se cruzassem no boteco, sem reconhecer-se.

Mas ambos sabiam melhor. A vida tinha que ter reservado alguém. Ela havia de encontrá-lo.

Ele já havia desistido. Provou muitas erradas, até se convencer que não existia uma certa.

Ela sempre se enganava. Achava que sentia borboletas no estômago, e descobria mais tarde que não eram.

Ambos seguiam cabisbaixos e desanimados. Não que fossem infelizes. Mas “se sabiam faltando”.

Alguém que tocasse violão e a deixasse vermelha. Que o fizesse cafuné até cair no sono.

Que a pegasse no colo no meio de todo mundo. Que o surpreende-se todos os dias.

Que ficassem bêbados juntos, e envelhecessem de mãos dadas.

Que transassem com se não houvesse amanhã. E que assistissem juntos o nascer do sol.

E enquanto ele sonhava acordado, dedilhando as cordas do violão já velho, encostado na cabeceira da cama, ela escrevia sobre a história de duas pessoas que se amavam sem mesmo se conhecerem. E que talvez nunca se encontrassem.

Ps: O texto é de 2008. Achei em meio à papéis antigos que estava fuçando ontem. ;)

Ps2: SaiDaqui =p

@amanda_arm dia 28 de julho de 2010
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