Verão chegando por aí, e todo mundo debanda para a arte do desespero em ficar com “tudo em cima” para poder mostrar. Academias lotadas, gente caminhando antes ou depois do expediente nas avenidas, retoques em tatuagens antigas, novas tatuagens sendo feitas. Bronzeamento artificial, manicure, depilação e cabelereiro até não poder mais. Puxa, estica, aquece, muda, desenha, risca.
Porque no verão, tudo vira desfile. O biquini da fulana, as curvas da ciclana. O tanquinho do Mário (que Mário?), o carro do Otário. O tamanho do short da Maria, o comprimento do pênis do José. A cor do cabelo dela, o saldo bancário dele.
Ridículo!
Sabem quando o mundo vai ser melhor? Quando as pessoas frequentarem academia por saúde. Por gostarem de estar ali, o ano todo. Quando a alimentação saudável for mais importante que a balança. Quando conforto superar ostentação, e vestir uma roupa confortável seja melhor que vestir uma etiqueta.
Verão vai ser lindo quando o bronzeamento for natural, e as pessoas gostarem mais dos olhares do que contas bancárias. Quando fulana ficar mais interessante porque é inteligente e divertida, não porque tem silicone nos seios. Quando mulheres frequentarem salões de beleza para sentirem–se bem com elas mesmas, não para fazer inveja para as outras.
As pessoas deveriam cuidar mais de si: do corpo, da mente, da saúde em geral. Mas pelos motivos certos. E o ano todo.
Pense nisso!
Que sexo é bom e todo mundo gosta, é meio óbvio. Mas existe quem AME sexo. Não vive sem. Ficam loucos quando passam mais de dois dias sem uma bimbada.
Gente que compartilha da opinião que “sexo é bom até quando é ruim”.
Até Freud descobriu que sexualidade fazia parte do ser humano desde o nascimento, e não somente a partir da puberdade como todos na época afirmavam. Também afimrou que “o período da sexualidade é longo e complexo até chegar a sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher”, já contrariando as idéias predominantes de que o sexo estava associado, exclusivamente a reprodução. E por fim, decidiu libido, como “energia dos instintos sexuais e só deles”.

“A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual.” – Sigmund Freud
Em um tempo de preconceito e vergonha em tudo que fosse relacionado a sexo (ainda sofremos um pouco disso, certo?) Freud foi um gênio. Pensava muito à frente do seu tempo.
Em pleno 2010, eu parto do princípio que sexo faz bem. E não é pouco.
Além da perda calórica (vontade de qualquer mulher), “os batimentos cardíacos são acelerados, os órgão internos massageados, a circulação sanguínea e a linfática intensificadas. A produção de hormônios e endorfinas contribui para uma sensação de bem-estar, sendo um excelente antídoto para a depressão e a ansiedade”, lista Amaury Mendes, médico e sexólogo, do Rio de Janeiro.
Por todos esses motivos, a Organização Mundial da Saúde, desde 2000, inclui o sexo como um dos prérequisitos para a qualidade de vida, tão importante quanto praticar exercícios e se alimentar bem. Sexo prazeroso é um prêmio da vida adulta, e a durabilidade dessa conquista dependerá do esforço da manutenção.
Claro que sexo com vínculo afetivo é sempre mais gostoso. Mas não tenho nada contra quem procure por sexo casual, sem afeto. Sempre com segurança, obviamente.
Por todos os benefícios de saúde. Por todo o prazer que nos causa. Por todo bom humor que ficamos após o sexo. Porque sexo é bom. PONTO.
Todo mundo deveria deixar conceitos e preconceitos de lado, parar de julgar mulheres que gostam de sexo, e celebrar o bem estar que ele nos faz.
Por um mundo com mais sexo. O mundo seria muito mais feliz assim.
Agora SaiDaqui e vá fazer sexo!