Já disse por aqui que sexo é bom até quando é ruim. E pensando bem, adiciono a opinião de que deve ser feito a qualquer hora.
E como todos sabem, mulher é bicho complicado. Mas existe uma verdade absoluta sobre elas (acho que seria nós, né?): Adoram surpresas.
A maior delícia do mundo é ser surpreendida (tá, não é a maior do mundo, porque chocolate vem primeiro), e convenhamos que aquele “cala boca e tira a roupa” enquanto você cozinha te deixa molhada antes mesmo de começarem.
E quando ele se voluntaria para te dar banho.
E quando ele chega com uma lingerie nova e uma garrafa de vinho.
E quando ele não diz nada, mas te come com o olhar que faz tua roupa escorregar do corpo em segundos.
E quando vocês não tem tempo, mas dão uma rapidinha.
E quando correm o risco de serem pegos.
E quando ele te acorda no meio da noite, só para transarem.
Ou qualquer outra ocasião que te faça perder o rumo.
Mas meus caros, isso só acontece quando existem meios termos. O que eu quero dizer com isso?
Que você, homem, deve surpreendê-la sempre que possível. Mulheres gostam de detalhes. Abuse de cheiros, toques, paladares e visuais. Uma vela e um chantilly podem fazer toda a diferença, por exemplo.
E que você, mulher, não deve esperar sempre que o homem tome a iniciativa. Puxa coisa mais ultrapassada. Todas sabemos que homens não entendem indiretas. Então basta ser direta. É muito simples. Diga o que gosta. Peça o que quer na cama.
Meios termos sempre foram a chave da felicidade no sexo. Você deveria tentar.
SaiDaqui!
Forever é um longo tempo.
Tempo o suficiente para fazer uma escolha simples: ser feliz ou não.
E pra descobrir que pra sempre não existe. Mas enquanto existe o que quer que seja, que haja plenitude. Seja eterno. Sempre verdadeiro.
O que mais me deixa atônita é saber o quão simples é ser feliz. E o quanto todo mundo complica isso!
Um abraço apertado, um bom dia sincero, um sorriso de criança, um elogio inesperado, uma música no rádio…Tanta coisa bonita passa pela gente despercebida!
Porque estamos ocupados demais, cansados demais, ou “infelizes” demais, buscando a tal felicidade. E tudo isso escorre por entre os dedos…
Enquanto olhamos para o próprio umbigo, fazendo o que nos dá vontade, sem nos importarmos se aquilo faz mal à outra pessoa. Enquanto somos egoístas e mesquinhos o suficiente pra não pensar maior que nós mesmos.
A solução?
Todos os dias, ao se levantar, deixe o peso do dia anterior para trás. Recomece. E atente-se aos detalhes.
Se algo te incomoda, abstraia. Sofrer só vai te trazer lágrimas, olheiras, baixo astral e úlceras.
Ao se deparar com algo que te faça sentir bem, sorria.
E saiba que aquele exato momento, é uma das maiores demonstrações de felicidade que você irá provar na vida. A única diferença é a escala.
Felicidade está com a gente. Sempre esteve. Basta olhar pros lados.
Texto escrito em 07/abr/09
Agora SaiDaqui!
Droga. Odeio quando não consigo dormir porque tem algum assunto me “aporrinhando” os pensamentos. E este em particular, é delicado.
Veio há uns dias, assim meio que do nada, e sinto que não vai ir embora enquanto eu não escrever sobre.
Então meus pêsames queridos leitores, sobrou pra vocês! Hehehe.
Quinze anos não é pouco. E pra quem tem apenas vinte e dois, é MUITO tempo. Esse foi o tempo que durou nossa amizade.
Lembro até hoje, quando eu tirava sarro dele na primeira série por ter uma letra ilegível (confesso que ainda hoje ela continua indecifrável, rs). E quando ele tinha dúvidas sobre matemática, sentávamos juntos pra estudar. Lembro quando ele começou a ter as primeiras dúvidas de cunho sexual, e que comigo ele não tinha o menor pudor ou vergonha de perguntar.
Sempre acabava em muita risada.
Lembro também de quando eu cuidava dele quando ele bebia demais. De como eu era a única que podia dirigir o carro dele. Lembro de cada vez que ele abriu a porta do carro (para eu entrar E sair), de cada música que cantamos juntos no som do carro.
Tínhamos um ritual. TODO santo fim de semana íamos tomar café. Detalhe que eu nem gosto de café, mas sempre ia pela compania dele. E acabava tomando um chocolate. Era nosso festival de besteirices alheias. Falávamos mal dos outros, ríamos das cagadas nossas, e confessávamos as notícias da semana que passou. Naquelas horas a gente nem atendia o celular.
Falando nisso, lembro que tive vários problemas com ex-namorados, que nunca entenderam nossa amizade. Paciência. Sempre passei por cima de todos eles.
Lembro de quando eu ligava pra ele sorrindo toda vez que conhecia alguém legal, e meses depois, chorando sobre o canalha. Lembro até que ele me consultava sobre as meninas que passavam. Eu sempre morria de rir com ele.
Lembro das noites e noites que passamos sem fazer nada porque estávamos sem dinheiro. Cada uma delas valeu à pena.
Ele nunca esqueceu um aniversário meu. Nem nunca falhou em um presente de Natal sequer. Lembro muito bem como ele me abraçava apertado. Era um carinho que se sentia, sabe?
Por incrível que pareça, eu não sei a data de aniversário dos meus parentes mais próximos, mas JAMAIS vou esquecer o dele.
O tempo sempre passou, e as coisas sempre mudaram. Menos a nossa amizade. Eu sempre achava que aquilo ia ser pra sempre. Como não mudou em nada nem quando morei fora por um ano.
Mas eu estava errada.
Porque nesse mundo, existem pessoas muito ruins. E elas são capazes de tudo. Não citarei motivos, nem pessoas, porque coisas ruins a gente faz questão de tentar esquecer. Mas resumo da ópera: Ele começou a namorar. E terceiras pessoas alteraram uma história simples, com más intenções, venenosas. E inventaram uma versão totalmente diferente pra namorada dele. O resultado é o atual: nunca mais nos falamos.
Ele sempre teve um coração de ouro. Gigante. Sei que ele ficou perdido.
Até hoje entendo o lado dele. E o dela. Mas sei lá. Não acho justo nem digno ter que implorar perdão ou se justificar por coisas que não fizemos.
Então sei lá. Acho que tudo isso foi pra dizer que sinto muito a falta dele. MUITO.

Agora, por favor, SaiDaqui que eu preciso ficar sozinha pra chorar um pouco.
PS: Agora sim, vou dormir tranquila. Obrigada por me “ouvirem”.