Acho que a coisa mais difícil na vida para mim, sempre foi aceitar meu corpo. Sempre MESMO.
Tenho traumas de infância, quando as outras crianças me chamavam de gorda e eu batia em todas elas. Também tenho trauma de um regime muito drástico que fiz muito cedo, me causando além de bullying por ser muito magra e peitos pequenos, sérios problemas de saúde.
Fato é que aos quinze anos, eu já tinha gastrite e cinco casos graves de desmaio por fraqueza (um inclusive com início de ataque epilético). Entrei em depressão. Me escondi do mundo em roupas largas, pretas e nada femininas.
Ir à praia sempre foi um pesadelo: biquini nem pensar. Vivo até hoje escondida atrás de shorts, blusas e cangas. Desde sempre escondendo o que me incomoda.
É péssimo admitir que minha genética não ajuda, e que se eu não me controlar para sempre, vou viver esse efeito sanfona depressivo a vida toda.
Minha mãe sempre deu risada, dizia que era coisa de adolescente. Eu também achava, pra ser sincera. Mas a adolescência já passou e meus traumas só pioraram.
O que fazer? O que me faz feliz, obviamente. E se ao olhar no espelho, eu não consigo gostar do que vejo, nem o papa me convenceria do contrário.
Não, esse não é um post sobre “querer confete,” e sim sobre aceitar-me. Até porque, não sei MESMO lidar com elogios. Se você tem algum, agradeço imensamente, mas peço que guarde para si mesmo(a).
Tenho uma marca de nascença visível na parte esquerda do rosto/pescoço, que nunca me incomodou. Tenho nariz grande, orelhas grandes: também nunca me causaram desconforto. Tenho mãos de criança e pés minúsculos: para ser sincera, os adoro. Nunca reclamei do meu cabelo, nem das minhas pernas. Nunca quis ter uma cor de olho diferente ou boca mais sexy.
Nunca fui a mais linda da turma, e nem pretendo. Eu particularmente gosto de ter primeiro um cérebro, e depois um corpo. Não tenho problemas em ser a “bonitinha simpática”, desde que EU goste do que vejo ao tirar minha própria roupa.
Fui altamente criticada e julgada quando coloquei próteses de silicone nos seios, em 2008. Eu tinha 20 anos e toda a certeza do mundo. Batalhei pelo dinheiro, li sobre o assunto, conheci os riscos, conversei com os melhores médicos e investi em decotes e sorrisos que me impediram de continuar escondida atrás de roupas largas. Óbvio que os elogios aumentaram, mas eles foram consequência do bem estar e auto-estima que EU sentia. Arrependimento ZERO.
Para os que ainda não sabem, também tenho uma tatuagem gigante, que se inicia no braço direito e depois de passar pelas costas, desce até a coxa direita formando um lindo painel oriental. Sou apaixonada por ela e tenho o maior orgulho de mostrá-la para as pessoas. Mas a vergonha também sempre fala mais alto. Entre deixar alguém ver as gordurinhas localizadas e mostrar minha obra de arte, continuo me escondendo atrás de panos largos.
Até que eu cansei de sentir vergonha. Voltei a me exercitar e descontei no boxe todas as minhas frustrações. Voltei a comer direito, em horários certos, coisas mais saudáveis. Adotei o lema “Comer metade, exercitar-se o dobro e sorrir o triplo”.
Tem funcionado. Em pouco tempo e 8kg mais magra, sou capaz de gostar mais do meu corpo. Daquela beleza que eu já tinha perdido dentro de mim. Que eu havia esquecido que existia.
Eu me cuido mais, faço as unhas, cuido do cabelo. Uso maquiagem, roupas mais bonitas, acessórios divertidos. Não tenho mais vergonha que me notem por aí. Tudo reflexo de ESTAR bem.
E há dois anos tenho avaliado a necessidade/possibilidade de fazer uma lipoescultura. Remodelar as partes do corpo que exercício físico nenhum podem fazer por mim. Entrar na faca, sentir dor, correr alguns riscos, ter algumas cicatrizes e muitos comentários/julgamentos alheios. Talvez pagar a cirurgia além de doer no bolso signifique também comprar algumas brigas.
É fútil? Vaidoso demais? Caro? Desnecessário? Perigoso? Precipitado? Já pensei em tudo isso, e acho que tomei a coragem suficiente para dizer que realmente não me importo com o que você pense. Eu mereço me sentir bonita e ser feliz, e é isso que estou fazendo.
Eu opero semana que vem, dia 06/12/2011. Agradeço todos que torcerem por mim, e pela minha felicidade: Vocês são o motivo desse post, já que satisfação eu não devo para ninguém. Se eu tenho medo de morrer? Não. Só tenho medo de não ser feliz.
Sensação de frio no estômago, sorriso estampado no rosto e contagem regressiva. Quem me acompanha?
SaiDaqui!
Peitos são legais, peitos são amigos.
Sempre fui hetero, mas não tenho problema nenhum em admitir o quanto gosto de peitos. Aliás, corpos de mulheres em geral são muito mais bonitos e proporcionais que os masculinos.
No geral, eles tem mais curva, o volume é mais proporcionalmente dividido e, convenhamos, é definitivamente mais prazeiroso aos olhos.
Seios femininos sempre chamam todos os tipos de atenção: e claro, eles ficam muito mais perto dos olhos do que as outras consideradas zonas erógenas.
Para criticar, elogiar, apalpar, mamar, brincar, atiçar, beijar, lamber, beliscar, perfurar, ou apenas olhar. Sejam pequenos, médios, grandes, de silicone, mamilos claros ou escuros: Peitos são legais. Peitos são bonitos. Peitos são amigos.
Enjoy!
SaiDaqui!
hahahaa, hoje não vou postar porra nenhuma. Tô com preguiça, e dor demais para pensar.
Vou apenas contar duas novidades ^^
1. Eu finalmente estou cobrindo minha tattoo de fada ridícula que fiz há 3 anos atrás. Agora ela vai dar lugar a uma dragoazinha linda, feita por um profissional MUITO bom aqui de Porto Alegre, o Léo. Primeira sessão foi ontem, segue a foto:

2. Eu saí no jornal de Americana no caderno Teen de hoje (ok, ok, grande merda). O jornal “O Liberal” fez uma matéria comigo sobre minha prótese de silicone. Se tiver um tempinho, lê aqui:

Ok, agora SAIDAQUI!
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