Sorrir não dói

Vamos falar de simpatia. Ou, melhor ainda: de eduação e cordialidade nível básico.

Porque convenhamos, tem muita gente precisando por aí.

É um tal ver gente andando na rua com cara fechada, semblante de bravo, irritado ou estressado que chega a dar calafrios só de lembrar.

Concordo que ninguém precisa sair sorrindo de graça feito palhaço por aí (embora eu o faça) e que todo mundo tem seus dias de cão. Às vezes as coisas não dão certo mesmo, acontece com qualquer um.

Meu ponto é: Até onde é aceitável que você desconte suas frustrações em outra pessoa?

Porque alguém que não tem nada a ver com seus problemas deve pagar por eles?

E pior de tudo: Qual o propósito em ser mau-humorado?

Exatamente. Ninguém tem NADA a ver com seus problemas.

E se para você, simpatia e cordialidade não são nada naturais, que seja pela boa educação: sorrir não dói.

Pelo contrário: a máxima “gentileza gera gentileza” pode ser clichê, mas é totalmente real.

Quantas vezes você não entrou em algum estabelecimento e foi tão mal atendido que desistiu de comprar o produto? E quantas vezes você nem precisava tanto de algo, mas acabou convencido pela simpatia do vendedor? Então! Prova viva de que sorrir e ser educado faz sim, toda a diferença.

Não apenas em compras, mas em como você é tratado em geral. Quem distribui sorrisos ganha vários de volta. E por um ângulo ainda mais positivo, você pode ocasilnalmente e sem querer ajudar a melhorar o dia de quem talvez não esteja tão bem.

Onda de sorrisos: eu pratico. Diariamente.

Tão simples, porém tão raro.

De novo, sorrir não dói.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 10 de novembro de 2011
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O preço de sorrir de graça

Não sabia não escrever com a alma. Era sempre um pedaço de si que despejava no papel.

E quando o coração doía assim, só escrever acalmava a vontade de gritar que ela sempre continha no estômago. Sentia como se não bastaria chorar, sofrer em silêncio ou conversar. Tinha que descontar aquilo que lhe fazia mal. E sempre sobrava para o coitado do papel.

Depois chorava um monte. Dormia tranquila e acordava amena. Como se nada tivesse acontecido.

Vivia de guardar dores. Tinha que ser forte e sempre bem humorada pra todo mundo. Ouvia sempre a mesma história de como as pessoas admiravam sua garra, de como ela nunca estava de mal com a vida e tudo mais. Mal sabiam eles que ela nada mais fazia que esconder os medos e mágoas atrás de um sorriso às vezes forçado.

Não se achava no direito de mostrar para o mundo que ela também sofria. Que era humana, e que certas coisas (algumas até bobas) também a faziam chorar.

Escondeu lágrimas de tanta gente, que as pessoas nem sabiam que ela sabia chorar. E enquanto ela desejava em segredo que alguém a pegasse no colo e cuidasse dos problemas que tinha, lhe jogaram mais uma bigorna nas costas. O que ela, erroneamente, aceitou sorrindo.

Levou anos pra aprender que era errado ter um sorriso no rosto se o coração não tinha amor. Trocou o inverno gélido de um sorriso sem motivo pelo verão gostoso de um não sorriso com motivo.

Pagou caro por sorrir sempre de graça. (RE)Aprendeu a sorrir pra si primeiro. E só depois, para os outros. Chame de egoísmo se quiser, ela já não se importa com o que você pensa.

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 12 de julho de 2011
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Sorrir para si…

Tinha mania de ver poesia em coisas mais idiotas. Achava bonito carregar o mundo nas costas pra depois provar o quanto sofreu.
Aliás, achava bonito sofrer. Esperava que um dia valesse à pena.
E nunca vai saber se valeu. Ninguém nunca vai saber por completo por onde vagaram seus pensamentos, ou o que fez ela enquanto a cidade dormia.
Nem ela, nunca mais vai saber, quando é de verdade ou apenas fingimento. Porque na maioria das vezes ela simplesmente não tem controle do que acontece com ela. Seja no sentido bom ou ruim.
Tantas vezes jurou não ser mais assim.

Chorou em ombros diferentes, na esperança de achar o ombro perfeito e esquecer de todos os outros.
E ela que implorou tantas vezes para pessoas ficarem, hoje quer mesmo é que elas vão embora. E em silêncio, pra ninguém se lamentar. Ela não consegue mais ser “triste” só para provar que um dia se achou feliz.
Aprendeu que por mais que se queira alguém, ninguém é digno a ponto de deixar de querer a si.
Chame egoísta se quiser, mas concordo com ela: feliz é a pessoa que guarda o motivo dos seus sorrisos só para ela.

Pois ela entendeu que por tanto sorrir de graça, pagou caro pelo que aconteceu em sua vida. E deixou de sorrir por sorrir. Aprendeu a sorrir para si. Quando quiser.
E foi assim quase sem querer que ela descobriu o sentido da frase “ser feliz”.

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E não se esqueçam que a PROMOÇÃO do SaiDaqui continua!! Envie até dia 30 de outubro sua melhor história de bêbado e concorra à prêmios super nice vindos direto da OktoberFest! =]

@amanda_arm dia 19 de outubro de 2009
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