Agnosticismo

No rumo natural da história, os filhos acatam a religião que os pais lhe ensinam. Não necessariamente por imposição, mas por ser a única forma de crer que conhecemos quando pequenos, e até meio que involuntariamente,  tornamo-nos parte.

Eu por exemplo, fui católica desde sempre. Com direito a batismo, primeira comunhão e crisma. Sempre no piloto automático. Por osmose. Até que comecei a pensar sozinha. Criticar partes da doutrina e da igreja católica. Duvidar algumas coisas que nunca terão respostas. Desisti do catolicismo aos 16 anos.

E procurei conhecer novas doutrinas. Queria saber “quantos outros deuses existem por aí”,  e qual o propósito de cada um deles. No fim das contas, descobri que todos os caminhos levam ao bem maior.

E mais ainda: acho que os ateus são vistos com maus olhos à toa, como já citado em outro post.  Pensemos neles como um grupo que simplesmente decidiu não acreditar que Deus exista. Mas isso NUNCA vai querer dizer que eles são maus ou não desejam o bem da humanidade.

Desde então eu nunca soube decidir o que queria em termos religiosos. Até tempos atrás, quando conversando com um amigo, descobri o termo “agnóstico” e fui pesquisar.

Acho que me encontrei. Descobri que o termo agnosticismo refere-se à pessoas que acreditam que a questão da existência ou não de um poder superior (normalmente conhecido por Deus) não foi e nunca será resolvida.

Pessoas agnósticas simplesmente aceitam que este é um grande mistério da humanidade, e não se abalam theo-24 cr em procurar provas sobre a existência ou não existência de uma entidade superiora.

Lembrando que agnosticismo não tem absolutamente nada a ver com teísmo e ateísmo.  Esses separam aqueles que acreditam num Deus daqueles que acreditam na inexistência de Deus.

O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística. Tanto que um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta.

Particularmente, acredito que cada um deve saber de si. E jamais deve acatar uma religião (SE precisar de uma para crer em algo) apenas porque alguém lhe mostrou que ela existe. Acredite no que seu coração acha ser verdadeiro. Identifique-se com o que gosta de ouvir e o que quer acreditar. Pense sempre no bem comum.

handsoflove

Essa é minha religião: Não tem nome. Não tem igreja. Não precisa de alguém pra dizer o que fazer. Nem de dinheiro. Mas planta o bem. E mora dentro de mim mesma, esperando sempre o melhor para todos. Independente da existência de algo inexplicável.

Se estou certa? Como diria meu amigo, só poderemos descobrir quando morrermos. Teremos nosso diploma pós-mortem. Ou não.

Agora SaiDaqui! E vá praticar o bem.

@amanda_arm dia 19 de maio de 2010
9 comentários
compartilhe

pesquisa

contato

RSS Feed