De onde vem tanta criatividade?

Já parou pra pensar de onde vem tanta criatividade, tanta idéia boa?

De onde é que sai tanto escrito bonito, tanta música animada? Tanta gente assim, encantadora?

Eu tenho uma idéia: Acho que elas vêm de todo o lugar. São pessoas comuns, só que mais insanas. Mais profanas. Mais sinceras e avoadas. Mais abobadas. Mais apaixonantes.

A diferença delas é que sabem a porcentagem perfeita da mistura que tem que ser a fantasia e a realidade. Elas sabem misturar o que já viveram, com o que poderia ter sido e o impossível imaginado. Sabem se fazer entender com as palavras e as frases certas.

Conseguem ver a beleza no que talvez pessoas comuns não veriam. Conseguem descrever sentimentos e arrepios que só sabemos fazer sentir. Têm um coração mais vivo, que bate mais forte, que enxerga por dentro das coisas que vêem.

Gente que se joga de precipícios sem pára-quedas, escrevem o que querem e do jeito que acham que o mundo é: seja ele colorido ou branco e preto. Não se importam com o que os outros vão pensar. Não é para os outros que escrevem.

Aliás, tudo de mais criativo que já vi até hoje veio do que era pessoal, incomum e insensato. Veio de tudo que envolvia imaginação à flor da pele. Veio de gente intensa, capazes de admitir que tem uns vários parafusos a menos e ainda assim, gostar disso.

Gente igual mas diferente sabe? Pois é, é daí que vem tanta criatividade.

@amanda_arm dia 5 de janeiro de 2011
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E a vida se vai num piscar de olhos…

Quanto vale uma vida?

Quanto tempo se leva pra perdê-la?

Será que é mesmo aquele lance de piscar e já não estar mais ali?

Infelizmente, hoje acordei pensando nisso. Um amigo de infância, vizinho de longa data, da minha idade, faleceu essa noite.

Acidente de moto. A mulher que dirigia o carro não parou no aviso de PARE. E num piscar de olhos, ele se foi.

Fico imaginando quão dolorido deve ter sido. Espero que ele não tenha sofrido muito.

Minha mãe também conhecia o jovem. Me abraçou chorando quando ficou sabendo. Não conseguia parar de dizer que ela não sabe o que faria se fosse comigo.

Pois é, e se fosse comigo?

A vida afinal, é tão frágil.

Não gosto de velórios, mas tinha que ir prestar uma última homenagem. Os pais, inconsoláveis. Ele dizendo que o filho foi assassinado. A mãe, tentando ao máximo ser forte – ela sabe que não há muito o que fazer a não ser seguir em frente e se apegar em tudo de bom que ele deixou. O irmão, ainda desacreditado.

Pra ser sincera, eu também. Caí aos prantos quando vi ali meu amigo, coberto de flores. Poxa, qual foi mesmo a últma palavra que eu disse pra ele?

Como é tudo tão passageiro. E frágil. E imprevisível.

Muito triste pela perda de um amigo, que mesmo agora distante, fez parte de minha história.

Espero que ele esteja bem, onde quer que esteja. E que em breve, os que ficaram também encontrem paz e forças para seguir em frente.

Amigo, vá em paz. Porque nada que eu disser vai mudar o que aconteceu.

E você, SaiDaqui!

@amanda_arm dia 22 de dezembro de 2010
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Sensações Adversas

chuva31

Abro a janela pra vê-la cair fina. Deliciosamente silenciosa e fria.

Ela sempre foi sinônimo de silêncio, meditação. De música cantada com os olhos. Abraços dados em gotas.

Da tristeza errada, carregando o corpo com saudade de outra metade que não existe. De uma vontade incompleta daquele sei-lá-o-quê com cheiro de baunilha.

De pipoca, filme, algodão doce e sonho de padaria.

chuva-casal

Ninguém deve gostar tanto de chuva quanto eu. Do cheiro de avô-anjo que ela me traz. Da memória de um beijo que nunca existiu.

Peço que me falte sempre guarda-chuva. Que ela me molhe sempre que precisar lavar a alma. E cante para eu dormir em noites quentes.

Tomara que eu a odeie por um segundo, enquanto penso que ela estragará meus sapatos novos; e que no segundo seguinte eu me lembre que, na verdade, prefiro mesmo andar descalça.

E que as nuvens nos lembrem sempre que carregar memórias ruins é opcional. Pra gente ver com os olhos como elas ficam mais bonitas depois de chover, e lembrar que tudo aquilo que foi lavado por ela já não deveria estar ali de qualquer jeito.

Que para alguns, ouvi-la seja sinônimo de contato com Deus. Ou Jah. Ou Buda. Ou Guaraci. Ou Zeus. Ou qualquer forma de bem superior. E que para outros, ela não seja nada além de incômodo, forçando-os lembrar que vez ou outra faz bem mudar os planos.

Mas que ela nunca passe despercebida. Que por mais adversas sensações que a mesma chuva possa causar nas pessoas, indiferença NUNCA seja uma delas.

banho-de-chuva

PS: SaiDaqui!

@amanda_arm dia 2 de agosto de 2010
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Quando nem tudo são flores…

Ninguém nunca disse que seria fácil. Nem que seriam sempre flores.

Mas no fim das contas, mudar a vida completamente valeu à pena.

Para quem não conhece nossa história, leia um pouco mais aqui.

E essa, é a visão do @rbarato sobre nossa vinda do interior de São Paulo para Porto Alegre.  Eu adorei, e espero que gostem também.

“Mudanças não são fáceis, isso é um fato já consumado e devidamente arquivado. Mas elas tendem a serem boas.

Seja de ares, hábito ou o corte de cabelo. Faz bem, renova.

Principalmene se ela é grande.

Mudar de cidade é fácil pra quem muda pra uma cidade vizinha, por exemplo. Mas experimente mudar pra outro estado, a 1400km de casa. Essa, querido amigo leitor, não é nada mamão com açúcar.

Mudando sozinho provavelmente fica mais difícil, mas não é meu caso. Então vamos ao que interessa.

No começo é tudo super legal. Novidade é gostoso. Chegar num lugar que você, antes, só conhecia por foto – ou nem isso – passa a ser divertido. Sair bater perna. Procurar mercados, lojas e outras coisas que serão necessárias no seu dia a dia é legal!

Aí o tempo passa. Você já conheceu bastante lugares e pessoas diferentes. E ai começa a ficar difícil. Começa a sentir falta dos amigos que ficaram. Da família. Dos velhos hábitos e rituais e isso vai te consumindo.

Até certo ponto você aguenta a saudade – e é ela, o vilão dessa história – mas num momento ela aperta e… bum! Abraço amigão. Se você estiver sozinho, há meses fora de casa, ainda não fez amigos e se dedica apenas ao trabalho é a hora que você pensa durante 90% do tempo em voltar.

E essa decisão é tão difícil como a decisão de mudar. E só cabe a você saber o que realmente quer.

Agora se você tem alguém, seja uma companheira(o) ou um melhor amigo que já fez no trabalho tudo muda. Você vê que o que ficou pra trás não é tudo o que você precisa pra ser feliz. Não que sejam menos importantes, jamais! Mas isso é administrável. Saudade é administrável. Voltar pra antiga casa em feriados, datas especiais ou apenas por voltar pra visitar passa a ser o remédio.

E tendo alguém do seu lado fica mais fácil você ver o quanto você mudou. Quanto você amadureceu e se tornou alguém melhor. Porque, queira ou não, você tem que fazer sua comida, botar o lixo pra fora e lavar sua cueca.

Em palavras mais simples: mudar nos faz crescer. E como disse lá no começo, não importa a mudança. A tendência é melhorar, sempre.

Então se você tem dúvidas em mudar eu lhe digo: MUDE. Por mais perrengue que você sabe que vai passar no final vai ver que tomou a decisão certa.”

Né? ;)

Agora SAIDAQUI! e vá mudar sua vida…

@amanda_arm dia 2 de março de 2010
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Uma amizade de 15 anos qualquer…

Droga. Odeio quando não consigo dormir porque tem algum assunto me “aporrinhando” os pensamentos. E este em particular, é delicado.

Veio há uns dias, assim meio que do nada, e sinto que não vai ir embora enquanto eu não escrever sobre.

Então meus pêsames queridos leitores, sobrou pra vocês! Hehehe.

Quinze anos não é pouco. E pra quem tem apenas vinte e dois, é MUITO tempo. Esse foi o tempo que durou nossa amizade.

Lembro até hoje, quando eu tirava sarro dele na primeira série por ter uma letra ilegível (confesso que ainda hoje ela continua indecifrável, rs). E quando ele tinha dúvidas sobre matemática, sentávamos juntos pra estudar. Lembro quando ele começou a ter as primeiras dúvidas de cunho sexual, e que comigo ele não tinha o menor pudor ou vergonha de perguntar.

Sempre acabava em muita risada.

Lembro também de quando eu cuidava dele quando ele bebia demais. De como eu era a única que podia dirigir o carro dele. Lembro de cada vez que ele abriu a porta do carro (para eu entrar E sair), de cada música que cantamos juntos no som do carro.

Tínhamos um ritual. TODO santo fim de semana íamos tomar café. Detalhe que eu nem gosto de café, mas sempre ia pela compania dele. E acabava tomando um chocolate. Era nosso festival de besteirices alheias. Falávamos mal dos outros, ríamos das cagadas nossas, e confessávamos as notícias da semana que passou. Naquelas horas a gente nem atendia o celular.

Falando nisso, lembro que tive vários problemas com ex-namorados, que nunca entenderam nossa amizade. Paciência. Sempre passei por cima de todos eles.

Lembro de quando eu ligava pra ele sorrindo toda vez que conhecia alguém legal, e meses depois, chorando sobre o canalha. Lembro até que ele me consultava sobre as meninas que passavam. Eu sempre morria de rir com ele.

Lembro das noites e noites que passamos sem fazer nada porque estávamos sem dinheiro.  Cada uma delas valeu à pena.

Ele nunca esqueceu um aniversário meu. Nem nunca falhou em um presente de Natal sequer. Lembro muito bem como ele me abraçava apertado. Era um carinho que se sentia, sabe?

Por incrível que pareça, eu não sei a data de aniversário dos meus parentes mais próximos, mas JAMAIS vou esquecer o dele.

O tempo sempre passou, e as coisas sempre mudaram. Menos a nossa amizade. Eu sempre achava que aquilo ia ser pra sempre. Como não mudou em nada nem quando morei fora por um ano.

Mas eu estava errada.

Porque nesse mundo, existem pessoas muito ruins. E elas são capazes de tudo. Não citarei motivos, nem pessoas, porque coisas ruins a gente faz questão de tentar esquecer.  Mas resumo da ópera: Ele começou a namorar. E terceiras pessoas alteraram uma história simples, com más intenções, venenosas. E inventaram uma versão totalmente diferente pra namorada dele.  O resultado é o atual: nunca mais nos falamos.

Ele sempre teve um coração de ouro. Gigante. Sei que ele ficou perdido.

Até hoje entendo o lado dele. E o dela. Mas sei lá. Não acho justo nem digno ter que implorar perdão ou se justificar por coisas que não fizemos.

Então sei lá. Acho que tudo isso foi pra dizer que sinto muito a falta dele. MUITO.

tristeza

Agora, por favor, SaiDaqui que eu preciso ficar sozinha pra chorar um pouco.

PS: Agora sim, vou dormir tranquila. Obrigada por me “ouvirem”.

@amanda_arm dia 1 de dezembro de 2009
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Transbordando Sentimento…

Mais uma terça-feira qualquer na minha vida, com mais uma conversa cotidiana de MSN com um amigo…Conversávamos sobre como meu ano de 2009 tem sido conturbado e sobre as mudanças e reviravoltas que minha vida tem dado nos últimos tempos (e acreditem: não para!)

Quando menos se esperava, a conversa foi se tornando absurdamente viajada.

E falamos do lado bom da saudade.

Porque no fim das contas, saudade é nada mais que a prova de que algo bom aconteceu um dia, e tempos depois, faz falta. É nostalgico.

Claro que tem a parte triste, de não ter aquela situação boa ali, no momento, mas acima de tudo, sentir saudade é sempre bom.

Na maioria das vezes nos faz chorar. Mas eu também tenho minha teoria do choro.

Porque chorar, nada mais é do que a emoção não caber no corpo, e transbordar.

Eu chorei quando meu avô-herói morreu, porque parecia que cada entranha, cada milímetro do meu corpo sentia tanta tristeza e tão profunda, que eu ia explodir se não chorasse. A tristeza transbordou de mim, em forma de lágrimas tristes.

Chorei quando voltei do intercâmbio nos Estados Unidos, porque ao ver todo mundo ali no aeroporto me esperando, foi como evaporar a saudade de um ano em milésimos de segundo, e preencher todos os meus X (claro que não vou falar meu peso) kilos de pessoa em alegria instantânea. Não coube. Eu chorei. Vazou alegria.

Dizem por aí que homem não chora. Não chora bosta. Nem que seja de dor. Claro que a maioria não tem esse sentimentalismo todo (apesar da maioria tentar esconder, hehehe). Tomem um chute nas bolas, e saibam que homem chora sim.

Você, homem, mulher, ou qualquer outra coisa não definida (LOL): um dia você não vai caber em si. E chorar. De alegria, de tristeza, ou de dor.

Como todo mundo sempre fez.

Porque transbordar sentimento, é parte da natureza humana.

cry

E a PROMOÇÃO do SaiDaqui continua!! Envie até dia 30 de outubro sua melhor história de bêbado e concorra à prêmios super nice vindos direto da OktoberFest! =]

@amanda_arm dia 20 de outubro de 2009
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